Mercado de Produtos Florestais incrementa o agronegócio paulista


Quinta-feira, 10 de setembro de 2015, às 11h49


No início da década, o Brasil tinha mais de 6,6 milhões de hectares de florestas plantadas; dos quais 5,1 milhões hectares, ou 76,6% do total plantado, era de eucalipto, enquanto 1.562.782 de hectares, representando 23,4%, eram de pinus, informa a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio do Instituto de Economia Agrícola (IEA).

IEA | por Nara Guimarães

De acordo com a Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas (Abraf), em 2012, o Estado de Minas Gerais detinha 22,3% da área total de eucalipto e pinus do país, seguido de São Paulo com 17,8%, Paraná com 12,3%, Santa Catarina com 9,7% e Bahia com 9,3%. Minas Gerais contava com uma área de 1.491.681 hectares, enquanto os demais tinham 1.186.497 hectares, 817.566 hectares, 645.965 hectares e 616.694 hectares, respectivamente. Assim, a área cultivada nas Unidades de Produção Agropecuárias do Estado de São Paulo é de cerca de 20 milhões de hectares, dos quais 6,4% está sendo ocupada por florestas.

 

Bosque de Eucaliptos. Foto:  Denis Rizzoli / Wikipedia

Bosque de Eucaliptos. Foto: Denis Rizzoli / Wikipedia

 

Dados levantados pelo Instituto de Economia Agrícola indicam que, em São Paulo, a produção de florestas plantadas concentra-se em três espécies: eucalipto, pinus e seringueira, com pouco mais de 1,3 milhão de hectares, cultivados por cerca de 45 mil silvicultores. Os plantios se distribuem por várias regiões do estado com uma concentração no centro, na direção sudoeste norte e no Vale do Paraíba. As áreas de florestas nativas ocupam aproximadamente 3 milhões de hectares em 150 mil propriedades rurais e estão concentradas na Serra do Mar, Vale do Ribeira e Vale do Paraíba.

No estado de São Paulo, pouco mais de 60% da madeira de eucalipto destina-se ao processamento industrial para produção de pastas celulósicas ou de chapas e painéis; de 30% a 35% tem fins energéticos e apenas cerca de 5% a 7% vai para processamento mecânico. Os grandes consumidores de madeira para fins energéticos são os setores industriais ligados ao agronegócio ou à construção civil, com destaque para os segmentos de cerâmica e de alimentos (óleo vegetal, suco de laranja, alimentos processados, torrefadoras e secagem de grãos, frigoríficos, granjas, rações, curtumes, indústria de fertilizantes). Em menor escala, há também o consumo urbano, representado por panificadoras, docerias, restaurantes (churrascarias e pizzarias), entre outros.

O mercado de florestas brasileiro apresenta-se ainda bastante contraditório, pois a silvicultura com produção integrada ainda compete, em parte, com o desmatamento ilegal de florestas nativas, em outros estados brasileiros. Além dos impactos negativos que esse crime causa ao meio ambiente, principalmente à biodiversidade, ele acaba distorcendo os preços de mercado”, concluem Eduardo Castanho e José Alberto Angelo, pesquisadores do IEA e Adriana Damiani, executiva pública, responsáveis pelo artigo.

Os produtos florestais ocupam lugar de destaque no ranking do valor da produção agropecuária paulista. Segundo levantamento realizado pelo IEA, em 2014, a renda adquirida apenas com o comércio de madeira de eucalipto e pinus superou R$2,887 bilhões, ocupando o quarto lugar entre os principais produtos do Estado. A seringueira gerou mais R$413,7 milhões, no mesmo período. É importante destacar, no entanto, que os ganhos financeiros se multiplicam ainda mais nos aspectos sociais e ambientais, seja nos sistemas de produção em que há integração entre lavoura, pecuária e florestas ou naqueles em que o produtor recupera a mata ciliar protegendo as nascentes e garantindo a geração de água para a produção, afirma Arnaldo Jardim, secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

O secretário destaca que a Secretaria de Agricultura procura atuar junto à cadeia de produtos florestais, seja através das pesquisas desenvolvidas pelos institutos e pesquisa e pela difusão de conhecimento gerada pelos extensionistas da Cati (Coordenadoria de Assistência Técnica Integral) ou pelo acompanhamento das demandas geradas pela Câmara Setorial. “Fomentar e desenvolver o agronegócio paulista, com base nas premissas sociais, econômicas e ambientais, são as diretrizes determinadas pelo governador Geraldo Alckmin que estamos colocando em prática”, afirmou o secretário.

A análise das diferentes moléculas presentes na carne mostrou ainda um aumento significativo do ácido linoleico conjugado nos bovinos que receberam o suplemento de mate. Foto: divulgação

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