Metroviários continuam em greve e população sofre

6 de junho de 2014 às 6h55 – atualizado às 7h31


Audiência no TRT-2 termina sem acordo, mas Desembargadora determina contingente mínimo de funcionamento e marca nova audiência entre as partes.

SECOM – TRT-2
Edição final – Alô São Paulo

grevesTerminou sem acordo a audiência entre metroviários e o Metrô de São Paulo, realizada na tarde desta quinta-feira (05), no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região. Conduzida pela desembargadora Rilma Aparecida Hemetério, vice-presidente judicial do TRT-2, a audiência teve duração de duas horas e meia e, após intensa discussão, os trabalhadores não aceitaram a proposta de reajuste de 8,7%, mantida pelo Metrô. O reajuste pretendido pela categoria dos metroviários baixou para 12,2%.

Dentre os assuntos discutidos, os principais foram o reajuste salarial, o plano de carreiras, os valores do vale-alimentação e vale-refeição, a jornada de trabalho e o piso salarial dos engenheiros. As negociações continuarão para definir tais pontos. Além disso, os sindicatos dos metroviários propuseram o desconto de um dia de trabalho com as catracas liberadas, ideia rejeitada pelo Metrô, que alegou não poder renunciar a recurso público – receita diária de R$ 5,5 milhões.

Audiência conciliatória entre Sindicato dos Metroviários e o Metrô, onde não houve acordo. Foto: SECOM-TRT-2 05/06/14

Audiência conciliatória entre Sindicato dos Metroviários e o Metrô, onde não houve acordo. Foto: SECOM-TRT-2 05/06/14

Outra novidade apresentada na reunião foi a oferta do Metrô em estender o auxílio-creche para os trabalhadores homens que têm filhos. A empresa também assegurou o adicional de risco de vida imediato para os bilheteiros e o reenquadramento dos cargos. Alguns pontos de discussão com maior desdobramento, como o plano de carreira e a jornada de trabalho, poderão ser discutidos em encontros posteriores no Núcleo de Conciliação de Coletivos.

Nesta quinta-feira, o Metrô ajuizou dois novos dissídios coletivos no TRT-2, um de greve e o outro econômico. Dessa forma, foi concedido o prazo de 24 horas para os sindicatos dos trabalhadores se manifestarem. O julgamento do dissídio está previsto para esta sexta-feira, às 14h30, sob a condução da Seção de Dissídios Coletivos, presidida pelo desembargador Rafael Pugliese, que será o relator do caso. Na ocasião, serão decididas as questões relacionadas à greve (abusividade e descontos) e econômicas (reajuste salarial e outros).

Metroviários continuam parados. Foto: SECOM-TRT-2 05/06/14

Metroviários continuam parados. Foto: SECOM-TRT-2 05/06/14

O TRT-2 já havia concedido liminar que determina a manutenção de 100% de funcionamento do Metrô nos horários de pico (6h às 9h e 16h às 19h) e 70% nos demais horários, sob pena de multa de R$ 100 mil em caso de descumprimento e esta foi mantida.

Segundo informou o Sindicato dos Metroviários de São Paulo, a categoria aderiu quase totalmente à greve e quem está operando as linhas é o pessoal de contingência do próprio Metrô. A proposta de catracas abertas enquanto a decisão judicial não é apontada foi rejeitada. Questionado, sobre a própria população estar sofrendo com a paralisação pelo Bom Dia São Paulo, o secretário estadual dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, explicou que “a própria desembargadora não cogita essa decisão, existe aí a lei de Responsabilidade Fiscal”. No final, disse que “o dia será difícil”.

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Autor: alotatuape

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