Ministros se reúnem em busca da educação de qualidade

Durante Fórum Internacional, foi anunciado programa de incentivo a pesquisas sobre socioemocionais. Representantes de diversos países compartilharam experiências inovadoras

Por Marília Rocha

Viviane Senna e ministros participantes do Fórum. Foto: Estúdio Euka

Viviane Senna e ministros participantes do Fórum. Foto: Estúdio Euka

Líderes educacionais de 14 países se reuniram de forma inédita na manhã do dia 24 de março, em São Paulo, para discutir maneiras de ampliar a qualidade da educação pública de forma a preparar melhor as crianças e jovens frente aos diversos desafios socioeconômicos do século 21. Durante o encontro, ministros de Educação identificaram formas de superar as barreiras atuais com ações conjuntas entre governos, escolas, famílias e comunidade. No início da tarde, foi assinado o termo de cooperação entre o Instituto Ayrton Senna e a Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) para investir em projetos de pesquisadores e professores que planejem estudar as competências socioemocionais, como persistência e curiosidade.

O encontro de ministros e representantes de ministérios (incluindo Portugal, Argentina, Estados Unidos e outros) integra o Fórum Internacional de Políticas Públicas “Educar para as Competências do Século 21”, realizado pelo Instituto Ayrton Senna (IAS), Ministério da Educação do Brasil (MEC), Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) e pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

O evento se prolongou até o dia seguinte (25), com participação de gestores, pesquisadores e dirigentes de entidades do terceiro setor ligadas à educação. Em sessão fechada, foram realizados debates em mesas-redondas para compartilhar desafios políticos e novas práticas de ensino pertinentes a cada país, com participação de James Heckman, Prêmio Nobel de Economia e professor da Universidade de Chicago e lideranças internacionais.

“Foi o primeiro evento deste porte focado na importância das competências socioemocionais, e foi muito frutífero. O Brasil não é membro da OCDE e ainda assim essa reunião ocorreu aqui, o que mostra o potencial que o país tem”, avaliou o representante da OCDE, Yves Leterme. “Captar esses aspectos [socioemocionais] tem grandes consequências para reduzir as desigualdades na educação e é preciso garantir suporte aos sistemas educacionais para que eles possam não só vencer as atuais dificuldades, mas ultrapassar as novas barreiras”, afirmou.

De acordo com Leterme, os países presentes no fórum chegaram ao consenso de que os gestores não devem sobrecarregar as escolas no importante papel de melhorar a educação, daí a necessidade de buscarem trabalhos conjuntos com comunidades e famílias, tanto por meio de ações colaborativas como ao elevar o nível de informação sobre o tema.

Alinhado com essas necessidades, o Instituto Ayrton Senna e a Capes firmaram o termo de cooperação para a criação de programa de formação de pesquisadores e professores. Assinado pela presidente do Instituto Ayrton Senna, Viviane Senna, e o ministro da Educação, José Henrique Paim, o termo prevê que a Capes lance em até 90 dias um edital para oferta e gerenciamento de bolsas de estudo, enquanto o Instituto será responsável por fornecer subsídios técnicos. A intenção é que tanto projetos de mestrado e doutorado ou pós-doutorado nesse campo possam ser beneficiados.

“Vamos estimular pesquisadores e professores que venham contribuir para a implementação de políticas nesse sentido, de não dissociar as cognitivas das socioemocionais”, disse o ministro.

“Temos dados sólidos de que as competências socioemocionais são tão importantes quanto as cognitivas para o sucesso escolar e tão ou mais importantes para um bom desempenho na vida”, afirmou Viviane Senna. “Diante das imensas evidências da relevância do tema, cresce o papel de iniciativas que coloquem o tema em debate, criem mais conhecimento e levem ao ambiente escolar.”

Fonte Instituto Ayrton Senna
alotatuape

Autor: alotatuape

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