Mundial Chelyabinsk 2014 de Judô: equipes

Domingo, 31 de agosto de 2014 às 11h47

Brasil fica em quinto no Mundial por Equipes Masculino

Com a ausência de Victor Penalber, homens acabam sendo derrotados pela Geórgia por três a dois.

Confederação Brasileira de Judô – O Brasil terminou a participação no Mundial Por Equipes com o quinto no lugar no masculino depois de ser derrotada pela Geórgia por três a dois na disputa do bronze. Victor Penalber, que havia sentido o joelho direito durante a competição individual, foi para o sacrifício nas duas primeiras lutas, mas não conseguiu disputar a repescagem contra Cuba e nem o terceiro lugar contra a Geórgia.

 

Equipe brasileira no Mundial Chelyabinsk 2014, realizado de 25 a 31 de agosto, na Rússia. Foto: Divulgação / CBJ

Equipe brasileira no Mundial Chelyabinsk 2014, realizado de 25 a 31 de agosto, na Rússia. Foto: Divulgação / CBJ

 

Começar perdendo por um a zero não foi fácil, mas o Brasil equilibrou bem as ações com Charles Chibana vencendo Shalva Kardava com um lindo ippon de ura-nague. Na sequencia foi a vez de Alex Pombo contra Nugzari Tatalashvili. A luta foi muito equilibrada. O brasileiro buscou a luta quando vencia de um yuko e chegou a ficar na frente por uma punição, mas faltando 10 segundos para o fim também foi punido. A luta foi para o golden score e Pombo conseguiu projetar o Tatalashvili, mas a arbitragem não deu nada. Numa tentativa do georgiano, o árbitro entendeu que Pombo se apoiou com a cabeça no chão para não sofrer o golpe, colocando sua integridade física em risco e o eliminou da luta (hansuko-make).

Avtandili Tchkrishvili entrou no tatame apenas para receber a vitória já que o Brasil não teve representante no meio médio. Com dois a um para a Geórgia, Tiago Camilo precisava, então, vencer Varlam Lipertaliani, número um do mundo. Mas o campeão do mundo em 2007 não conseguiu encaixar seu poderoso uchi-mata e acabou sendo derrotado por ippon. Assim, a Geórgia garantiu a medalha. Rafael Silva entrou para encerrar a participação de forma honrosa e venceu Adam Okruashvili pela diferença de três punições.

“Se o Victor tivesse participado, acredito que o panorama teria sido diferente porque é sempre um atleta muito forte. Mas numa decisão é possível tudo acontecer. Não esperava que o Tiago Camilo perdesse da maneira que perdeu, enfim, faz parte da competição. A disputa por equipe é uma competição difícil de apontar favoritismo”, disse Ney Wilson, gestor técnico de alto rendimento da Confederação Brasileira de Judô (CBJ). “A equipe da casa leva vantagem porque nenhum outro país traz 10 atletas, cinco titulares e cinco reservas. No campeonato mundial, atletas se lesionam e você acaba lutando desfalcado ou com o atleta fazendo sacrifício como foi o caso do Victor. Ele contribuiu muito pra gente ter chegado na disputa de terceiro. Mostrou um espírito de equipe, de superação e acho que se a medalha viesse, teria que ser uma homenagem a ele”, concluiu.

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Autor: alotatuape

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