Não esmoreça com prevenção à dengue

Quinta-feira, 17 de julho de 2014 às 12h54

 

Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue. Note-se a marcação do tórax, sob a forma de uma lira. Foto: James Gathany (PHIL, CDC).

Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue. Note-se a marcação do tórax, sob a forma de uma lira. Foto: James Gathany (PHIL, CDC).

Cerca de 70% dos 14.551 casos confirmados se concentram entre o fim de março e início de maio. Em relação à semana passada, o número de confirmações subiu 6,37%. As informações são da Secretaria de Comunicação da Prefeitura de São Paulo. Os dados foram publicados no último dia 10 deste mês.

O levantamento divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde mostra que o total de casos de dengue confirmados na cidade de São Paulo neste ano chegou a 14.551. Esse número é 6,37% maior que na semana passada. Mais de dois terços dos casos acumulados do ano (68,35%) se concentra no período de seis semanas entre março e maio*. Com isso, a taxa de incidência (acumulada) da cidade é de 129,3 (casos para cada 100 mil habitantes), considerada média de acordo com o Ministério da Saúde.

Como o número de notificações (registros não confirmados) já começa a apresentar queda, desde a semana passada a Secretaria Municipal de Saúde não está fazendo mais a classificação de distritos por estágio de transmissão de dengue. Esta classificação estava sendo feita a partir da incidência acumulada no ano, e não reflete mais a situação atual de baixa transmissão da doença no município.

Os números consideram as notificações recebidas nas primeiras 27 semanas epidemiológicas e variam na medida em que os casos registrados pelas unidades de saúde públicas e privadas são confirmados. Apesar do crescimento de casos confirmados nas últimas semanas, o número de notificações começou a desacelerar, e já é possível concluir que o pior período da dengue neste ano já está superado. Isso de acordo com as informações da Prefeitura, porém fica difícil não contestá-lo.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), dez óbitos por dengue foram registrados na cidade neste ano (um em fevereiro e nove em abril). Conforme tabela fornecida pela SMS, para o cálculo que engloba as primeiras 27 semanas, a incidência da doença em 2010 foi de 5.799 casos, em 2011 de 4.090, 2012 com 1.066, 2013 foram 2.499 e em 2014 os números chegam a 14.551, até agora, beirando seis vezes mais doentes do que no ano passado.

Larva de Aedes aegypti, Rio de Janeiro, Brasil. Foto: Divulgação

Larva de Aedes aegypti, Rio de Janeiro, Brasil. Foto: Divulgação

Ações de combate

Até ontem (16 de julho), novas ações de combate à dengue estavam programadas nas regiões leste, centro-oeste e sul da cidade. Segundo a programação da SMS, na zona leste, mais de 200 agentes nas subprefeituras de Cidade Tiradentes, Ermelino Matarazzo, Guaianases, Itaim Paulista, Itaquera, São Mateus e São Miguel Paulista visitarão imóveis para bloqueio de criadouros e nebulizações, além disso, eles também distribuirão toucas para caixas d’água. Na região centro-oeste, as ações serão nas subprefeituras da Lapa e Pinheiros, com 60 agentes. Já na zona sul, serão 200 agentes que visitarão imóveis nas subprefeituras de Campo Limpo, Capela do Socorro, M’ Boi Mirim, Parelheiros e Santo Amaro para a realização de bloqueios de criadouros e nebulizações.

Como prevenir

– Pratos de vasos de plantas devem ser preenchidos com areia;
– Tampinhas, latinhas e embalagens plásticas devem ser jogadas no lixo e as recicláveis guardadas fora da chuva;
– Latas, baldes, potes e outros frascos devem ser guardados com a boca para baixo;
– Caixas d’água devem ser mantidas fechadas com tampas íntegras sem rachaduras ou cobertas com tela tipo mosquiteiro;
– Piscinas devem ser tratadas com cloro ou cobertas;
– Pneus devem ser furados ou guardados em locais cobertos;
– Lonas, aquários, bacias, brinquedos devem ficar longe da chuva;
– Entulhos ou sobras de obras devem ser cobertos, destinados ao lixo ou “Operação Cata-Bagulho”;
– Cuidados especiais para as plantas que acumulam água, como bromélias e espadas de São Jorge; ponha água só na terra.

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A presença de dois sinais, combinada com febre alta, é indicação para procurar o serviço médico, principalmente, quem está chegando de viagem de região contaminada. Os sintomas da Dengue Clássica como é chamada, acrescida de dor abdominal contínua, suor intenso e queda de pressão caracterizam a Dengue Hemorrágica.

– Febre alta (acima de 38°C)
– Fraqueza e prostração ou fraqueza
– Dor no corpo e nas juntas
– Dor de cabeça
– Dor no fundo dos olhos (Sem resfriado ou coriza)

Entenda o índice: Taxa de incidência de dengue**

0 a 100 casos por 100 mil habitantes – baixa incidência
100 a 300 casos por 100 mil habitantes – média incidência
Acima de 300 casos por 100 mil habitantes – alta incidência

* referente ao período de 23 de março a 3 de maio
** Ministério da Saúde

 

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Autor: alotatuape

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