No primeiro dia, vamos apresentar ao Brasil a nova estrutura de governo

03 de junho de 2014 às 12h30

Gerson Soares

Sabatinado nesta segunda-feira (2), no programa Roda Viva da TV Cultura, o pré-candidato à presidência da República do Brasil, senador Aécio Neves (PSDB-MG), deixou claro que se eleito pretende profissionalizar a gestão do país. Afirmou que apresentará uma proposta de mudanças e apontou dentre as necessidades de mudanças, o pífio crescimento do Brasil.

Leia a seguir alguns destaques do programa e assista ao vídeo completo.

O apresentador do programa Roda Viva, jornalista Augusto Nunes, indo direto ao assunto, abriu o primeiro quadro com a seguinte pergunta: Se o senhor for vitorioso na eleição de outubro, qual será a primeira medida anunciada pelo presidente Aécio Neves. “No primeiro dia de um próximo governo, se eu tiver a ventura de vencer as eleições, nós vamos apresentar ao Brasil a nova estrutura do governo brasileiro. Cortaremos metade desses ministérios que estão aí e vamos anunciar homens e mulheres, não filiados a este ou aquele partido, mas que representem um tempo novo, pessoas extremamente qualificadas que irão nos ajudar a administrar o país”, respondeu.

Aécio Neves no Plenário do Senado. Foto: Cadu Gomes

Aécio Neves no Plenário do Senado. Foto: Cadu Gomes


Crescimento

Sobre o crescimento do Brasil exemplificou que “este é o pior crescimento desde a Proclamação da República, será o menor da América do Sul. Crescemos menos do que em qualquer outro governo, ficando ao nível de Floriano Peixoto e Collor”.

Petrobrás

“Iremos reestatizar a Petrobrás”, disse. Expondo que a empresa estava entre as 12 mais prósperas do mundo e hoje está acima do 120º lugar. “Deixou de frequentar as páginas de economia para frequentar as páginas policiais”.

Bolsa-família

Aécio citou que o benefício é usado politicamente e que pretende inseri-lo na Lei Orgânica de Assistência Social (LOAS), desvinculando o programa da atual conjuntura em que se encontra. Disse também que “o DNA do Bolsa Família está no governo de Fernando Henrique Cardoso”. O tucano pretende ampliá-lo para seis meses após o beneficiário arranjar emprego, dando a este o tempo necessário para se desvincular do benefício, associando esse ponto ao crescimento do país. “No nosso governo, o Bolsa Família será o ponto de partida e não a chegada, como acontece hoje”.

 

Deputado Carlos Sampaio, Aécio, o deputado Antônio Imbassahy e o senador Álvaro Dias (da esquerda para a direita) com a proposta de plano de trabalho para a CPI Mista apresenta por Aécio em nome do PSDB. Foto: Igo Estrela

O senador Aécio Neves, no dia 28 de maio, durante instalação da CPI Mista da Petrobras, que investigará as denúncias de desvios e irregularidades que envolvem a direção da estatal (imagem do destaque). Acima, o deputado Carlos Sampaio, Aécio, o deputado Antônio Imbassahy e o senador Álvaro Dias (da esquerda para a direita) com a proposta de plano de trabalho para a CPI Mista apresentada por Aécio em nome do PSDB. Fotos: Igo Estrela Foto: Igo Estrela

Ministérios e cargos

Segundo o pré-candidato existem por volta de 22 mil cargos comissionados, além de 39 ministérios. Em seu governo ele pretende reduzir esse número pela metade. “Algo em torno de 20 a 23 ministérios”. Ele foi instigado a revelar o nome do vice da sua chapa, os nomes que irão compor os ministérios, caso seja eleito, e o seu programa de governo. Mas, deixou claro que só irá divulgá-los durante a sua campanha eleitoral.

Base governamental

O governo petista tem hoje a maior base no Senado e Câmara dos Deputados, que fica por volta de 80% de apoio em cada uma das casas. “Eu nunca vi isso desde que estou no Congresso”. A resposta veio de encontro à pergunta de como ele pretende se livrar de apoios indesejados e envelhecidos como, por exemplo, de alguns caciques do PMDB, como Renan Calheiros ou Jucá.

A questão dos apoios vem causando constrangimentos aos novos líderes que se candidatam à presidência, já que o país cansou dos envolvimentos das antigas lideranças, associadas a diversos processos de comportamento antiéticos e de corrupção.

Saúde e o Mais Médicos

“Acho que ninguém pode ser contra mais médicos, a própria expressão já diz”, explicando que “no momento em que o PT apresenta mais médicos ele oferece menos saúde”, afirmou. E revelou que quando o governo do PT assumiu 56% de tudo o que se investia em saúde pública vinha da União. “Passados esses 11 anos, apenas 45% vem da União. Nesses últimos quatro anos foram extintos 13 mil leitos no país. As Santas Casas estão em petição de miséria”, lamentou.

Candidatura

Para Aécio Neves, a disputa ao cargo de presidente é um compromisso com o país, pois segundo ele já atingiu um patamar almejado na política, sendo reeleito nos últimos 30 anos, três vezes para o Congresso Nacional e duas vezes para o governo de Minas Gerais, no primeiro turno. “A minha briga não é com o PSB, não é com outros partidos de oposição que estão surgindo. O meu objetivo é apresentar ao Brasil uma alternativa ao que está aí. O que eu tenho para oferecer à sociedade brasileira é a minha história de vida, a minha dignidade pessoal, o meu amor ao Brasil e a minha coragem para enfrentar aqueles que não podem deixar o governo, até porque querem manter o mesmo padrão de vida. Então eu sei que não é uma eleição qualquer, é uma guerra fratricida. Eu estou preparado para ela e a cada ataque eu responderei com uma verdade”.

Fonte: TV Cultura / Fundação Padre Anchieta
alotatuape

Autor: alotatuape

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