O maior felino das Américas


Publicado em 27 de setembro de 2013

A onça-pintada às vezes deixa a impressão de ser menor do que a sua fama, mas isso não é bem verdade. Ocorrendo desde a América do Norte até a Argentina e Paraguai, o belíssimo animal varia em tamanhos podendo pesar entre 56 a 96, mas já foram registrados machos pesando até 160 Kg, o que equivale ao peso de uma leoa ou tigresa. Por sua vez, as fêmeas menores tiveram registros de apenas 36 Kg, mas normalmente são 10 a 20% menores do que os machos. A pintada, como também é chamada pelos caboclos brasileiros, é um dos mais ariscos dentre os felinos, e no Brasil os maiores exemplares são encontrados no Pantanal.

Onça pintada. Foto: Wikipedia

Onça pintada. Foto: Wikipedia

No comprimento, assim como no peso, as onças também apresentam variações conforme as regiões de seu habitat. os indivíduos chegam a medir entre 1,2 m a 1,95 m entre as pontas do focinho e da cauda, sendo esta a de menor extensão dentre os grandes felinos, com 45 a 75 cm, enquanto a dos leopardos chega a ser 25 cm maior e a dos leões varia entre os 90 a 105 cm (machos) e 70 a 100 cm (fêmeas).

O hábil caçador é o terceiro maior entre os grandes felinos, ficando abaixo dos tigres e leões, mas sua mordida ganha deles em força ficando a impressionantes 910 kgf, o dobro da mordida dos leões. Essa força é capaz de quebrar o casco de tartarugas, uma de suas presas. Devido ao biotipo de suas presas, como as antas que podem pesar 300 kg, o felino desenvolveu um corpo robusto e atarracado. Suas pernas são mais curtas e grossas considerando seu peso corporal, se comparadas ao de leões e tigres. A cabeça das onças são maiores e arredondadas se olharmos lado a lado com a dos leopardos, com quem são normalmente confundidas. A semelhança é grande, mas suas manchas variam em número, tamanho e formato.

A onça assume um lado místico e de beleza entre os povos primitivos das Américas e certamente a ocorrência de indivíduos com variação melânica causava terror ou admiração, sendo esse misticismo usado até mesmo em filmes sobre a selva. A onça-preta é na verdade um poliformismo que ocorre nessa espécie, numa frequência que pode variar até 6% nas populações selvagens, segundo os estudos. O amarelo-acastanhado também pode ocorrer nessa mesma proporção. Na onça-preta, as rosetas características da espécie, podem ser vistas de perto sob a luz; uma visão rara e belíssima da natureza.

Onça preta que é exatamente o mesmo animal, porém com uma variação de pigmentação dos pelos, chamada de poliformismo. É possível reparar os desenhos iguais aos da onça pintada, sob o tom escuro da também chamada pantera negra. Foto: Wikipedia

Onça preta que é exatamente o mesmo animal, porém com uma variação de pigmentação dos pelos, chamada de poliformismo. É possível reparar os desenhos iguais aos da onça pintada, sob o tom escuro da também chamada pantera negra. Foto: Wikipedia

Seus nomes variam entre os povos e locais onde habitam. Vejamos alguns deles:

“Onça” origina-se do termo grego lygx, através do termo latino luncea e do termo italiano lonza. No Brasil, o nome “onça-pintada” é o mais utilizado, sendo que “pintada” é uma alusão à pelagem cheia de manchas e rosetas, ao contrário da outra “onça”, a onça-parda.

“Jaguar” origina-se do termo tupi ya’wara, e pode ser traduzido como “fera” e até “cão”, já que o termo era utilizado pelos indígenas para se referir a qualquer “fera” antes da chegada dos europeus. Com a colonização européia e a chegadas dos cães, a palavra passou a ser usada apenas como referência aos cachorros, e “ya’wara-etê” passou a se referir à onça-pintada, originando o termo “jaguaretê”. Este último termo significa “fera verdadeira”, através da junção de ya’wara (fera) e eté (verdadeiro).

“Yaguareté” é um nome usado em países de língua espanhola em que há muitos descendentes dos guaranis, como a Argentina e Paraguai. “Acanguçu” e “canguçu” originam-se do termo tupi akãgu’su, que significa “cabeça grande”, através da junção de akanga (cabeça) e usu (“grande”). “Jaguarapinima” vem do tupi ya’wara (onça) e pi’nima (pintada). “Tigre” é um termo de origem iraniana.

A designação “pantera”, vem do latim, panthera, que também é o primeiro componente do nome científico. Panthera, em grego, é uma palavra para leopardo, πάνθηρ. A palavra é uma composição de παν- “todos” e θήρ vem de θηρευτής “predador”, significando “predador de todos” (animais), apesar de que esta deve ser considerada uma etimologia popular. A palavra deve ter uma origem do Sânscrito, “pundarikam”, que significa “tigre”.

Seus outros nomes são: (nome científico: Panthera onca), também conhecida por pintada, onça-verdadeira, jaguar, jaguarapinima, jaguaretê, acanguçu, canguçu, tigre e “onça-preta” (somente no caso dos indivíduos melânicos), é uma espécie de mamífero carnívoro da família Felidae encontrada nas Américas. Ocorria nas regiões quentes e temperadas, desde o sul dos Estados Unidos até o norte da Argentina, estando, hoje, porém, extinta em diversas partes dessa região. Nos Estados Unidos, por exemplo, está extinto desde o início do século XX, apesar de relatos de que possivelmente ainda ocorre no Arizona.

No aspecto cultural, esse ardiloso felino também ganhou destaque, originando o guerreiro-jaguar na cultura asteca, símbolo de poder e força em culturas pré-colombianas das Américas Central e do Sul , foi cultuada pelos povos andinos. Na civilização maia, acreditava-se que a onça-pintada facilitava a comunicação entre os vivos e os mortos e protegia a família real. A Guiana tem a onça em seu brasão e o animal está na nota de 50 reais do Brasil. Jaguar nomeia uma das marcas de automóveis mais famosas do mundo, a banda de rock “Jaguares” foi inspirada na onça-pintada. Uma onça-preta perdida em uma cidade da América do Sul é o personagem central no romance de 1941, Black Alibi, de Cornell Woolrich e dentre tantas outras ligações com o cotidiano uma onça-pintada vermelha foi o primeiro mascote oficial nos Jogos Olímpicos de Verão de 1968, na Cidade do México.

Sem dúvida, só pelo exposto aqui, já seria motivo para que cada ser humano ajudasse a preservar o que resta dos seus habitats, mas pesquisando encontraremos muito mais. Preserve a Natureza e seus animais, para que as próximas gerações não os vejam apenas em fotografias e taxidermizados nos museus. A maior beleza é vê-los livres como foram criados.

Fonte de pesquisas: Wikipedia.
alotatuape

Autor: alotatuape

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