Tatuapé toma parte nas manifestações do país

Publicado em 23 de junho de 2014 às 21h33

22 de junho de 2013
Gerson Soares

Às 16h30 de ontem (dia 21/06), a reportagem do Alô Tatuapé seguiu a pé pela Rua Cantagalo e depois pela Rua Serra de Bragança, desde a confluência com a Rua Monte Serrat. A situação era de calma e tranquilidade, com poucos veículos transitando – situação totalmente adversa do que se vê numa sexta-feira nesse horário no agitado bairro do Tatuapé. Caminhando, constatamos que o assunto nas ruas era a manifestação programada para a Praça Silvio Romero. Nas conversas, notamos os semblantes carrancudos, com a situação do país.

 

Chegada à Praça Sílvio Romero, da faixa que puxaria a manifestação até o centro de São Paulo. Foto: aloimage

Chegada à Praça Sílvio Romero, da faixa que puxaria a manifestação até o centro de São Paulo. Foto: aloimage

 

Ao atingirmos a Rua Coelho Lisboa, por volta das 17h, já na Silvio Romero, acompanhamos a chegada da faixa que dizia: “Não à PEC 137”, abaixo da inscrição lia-se “movimento sem partido”. Com mais de três metros a faixa parava o trânsito e a seguimos até o encontro com algumas dezenas de pessoas que já estavam na famosa praça. Assim que chegou, os manifestantes se aglutinaram ao lado dos outros que carregavam o emblemático protesto contra a PEC37, que tira o poder do Ministério Público, que com coragem vem colocando os políticos no banco dos réus.

Em pouquíssimo tempo, mais e mais pessoas se juntavam ao encontro marcado para as 17h. Logo, milhares estavam gritando palavras de ordem, trazendo cartazes de todos os matizes. Inclusive um que dizia: “Fora Dilma”. “Saúde, educação e trabalho”, cantavam em coro. Para os manifestantes, a Copa do Mundo no Brasil é carta fora do baralho. E assim eles se manifestaram pacificamente, pedindo: “Sem vandalismo, sem vandalismo”, que realmente não houve.

 

Centenas de cartazes, simbolizam a insatisfação dos manifestantes. Foto: aloimage

Centenas de cartazes, simbolizam a insatisfação dos manifestantes. Foto: aloimage

 

“Da minha geração não tem mais ninguém”, nos disse um simpático senhor ao lado do amigo. Talvez, em seu coração e no espírito, estivesse a vontade e o clamor de ver um Brasil melhor e mais justo que através dos seus longos anos não pode ver. Juntando-se aos jovens, representou sua geração com a esperança renovada.

 

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Autor: alotatuape

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