ONU divulga relatório sobre acidificação dos oceanos


Quinta-feira, 9 de outubro de 2014, às 14h54


Acidificação dos oceanos aumenta com rapidez e prejudica espécies, diz relatório da ONU.

Espécie de ostra, vista em mergulho no Mar Vermelho. Foto: Stock Photo

Algumas espécies perdem a defesa diante de predadores por causa da acidificação das águas. Foto: AFP/ PEW Environment group

Corais e peixes, vistos em mergulho no Egito, perto de Dahab, no Mar Vermelho. Foto: Stock Photo

Coreia do Sul, RFI – Pesquisadores ligados à Convenção sobre a Diversidade Biológica (CDB) lançam uma nova advertência ambiental: o pH dos oceanos aumentou 26% em média nos últimos 200 anos, ao absorver mais de um quarto das emissões de CO2 geradas pela atividade humana. O estudo foi divulgado nesta quarta-feira (8), na Coreia do Sul, durante a 12ª reunião da convenção das Nações Unidas sobre a proteção da biodiversidade.

O relatório salienta a gravidade da situação, que vem ocorrendo com uma rapidez sem precedentes. O fenômeno tem impacto variado, mas seguirá aumentando nas próximas décadas. “É inevitável que nos próximos 50 a 100 anos, as emissões antropogênicas de dióxido de carbono elevem a acidez dos oceanos a níveis que terão um impacto enorme, quase sempre negativo, sobre os organismos marinhos e os ecossistemas, assim como sobre os bens e serviços que proporcionam”, destacam os cientistas.

A acidez dos oceanos varia naturalmente ao longo do dia, das estações, do local e da região, mas também em função da profundidade da água. “Os ecossistemas litorâneos sofrem uma variação maior do que os que estão em alto mar”, destacam os pesquisadores.

Algumas espécies sofrem uma diminuição da fertilidade, outras são mais tolerantes à modificação do pH. Corais, moluscos e equinodermos, como a estrela do mar e o ouriço, são particularmente afetados pela acidez, que diminui o ritmo de crescimento e a sobrevivência dessas espécies. Outros estudos mostraram que a acidificação dos oceanos diminui o instinto de sobrevivência dos peixes e os expõe aos seus predadores. O relatório chama atenção para os impactos socioeconômicos já perceptíveis em certas regiões do mundo, como a queda na produção de ostras.

Para compreender melhor o fenômeno, outros estudos são necessários, mas o relatório conclui que uma redução das emissões de CO2 permitiria eliminar o problema.

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Autor: alotatuape

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