Órgão vivo em animais cultivados a partir de células criadas em laboratórios

 

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Quarta-feira, 25 de março de 2015, às 12h39
Fiocruz / Nano Saúde – Os cientistas fizeram crescer um órgão totalmente funcional a partir de células criadas em laboratórios, trasplantados num animal pela primeira vez. Os pesquisadores criaram um timo, um órgão próximo ao coração, que produz células do sistema imunológico conhecidas como células T, que são vitais para a proteção contra a doença. Eles esperam que, com prosseguimento da investigação, a descoberta possa levar a novos tratamentos para as pessoas com um sistema imunológico enfraquecido.

Células reprogramadas

A equipe do Centro MRC de Medicina Regenerativa na Universidade de Edimburgo tomou células chamadas fibroblastos do embrião de um rato. Eles transformaram os fibroblastos num tipo completamente diferente de células chamadas do timo, usando uma técnica de reprogramação. As células reprogramadas mudaram de forma para se parecer com células do timo e também foram capazes de apoiar o desenvolvimento de células T no laboratório, uma função especializada que apenas células do timo podem executar.

Totalmente funcional

Quando os investigadores misturaram células reprogramadas com outros tipos principais de células do timo e transportaram para um rato, as células formaram um órgão de substituição. O novo órgão tinha a mesma estrutura, complexidade e função como um timo adulto saudável.

Primeiro mundo

Esta é a primeira vez que os cientistas fizeram todo um órgão vivo a partir de células que foram criadas fora do corpo pela reprogramação. Os médicos já demonstraram que pacientes com distúrbios do timo podem ser tratados com infusões de células do sistema imunológico extra, ou transplante de um órgão timo logo após nascimento. O problema é que ambos são limitados pela escassez de doadores de tecidos, e dificuldades com correspondência para o destinatário.

Novos tratamentos

Com mais refinamento, os pesquisadores esperam que suas células cultivadas em laboratório possam formar a base de um tratamento de transplante do timo para as pessoas com um sistema imunológico enfraquecido. A técnica também pode oferecer uma maneira de tornar as células T pareadas por pacientes em laboratório, podendo ser utilizadas em terapias celulares.

Pacientes para beneficiar

Esses tratamentos podem beneficiar pacientes de transplante de medula óssea, ajudando acelerar o ritmo de reconstrução do sistema imunológico após o transplante. A descoberta oferece uma esperança para os bebês que nascem com doenças genéticas que impedem o timo de se desenvolver corretamente. As pessoas mais velhas também podem ser ajudadas, pois o timo é primeiro órgão a se deteriorar com a idade. O estudo foi publicado na revista Nature Cell Biology (“An organized and functional thymus generated from FOXN1-reprogrammed fibroblasts”).

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Autor: alotatuape

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