Parque do Piqueri recebe evento sobre medicalização


Terça-feira, 21 de outubro de 2014 às 11h10


O “Dia Municipal da Luta Contra a Medicalização da Educação”, será comemorado no Parque do Piqueri.

As informações são do Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade (FMES). Segundo a entidade, trata-se de um evento para a toda a família que será realizado no Piqueri, em apoio ao Dia Municipal da Luta Contra a Medicalização da Educação.

Instituída em 2012, a data é comemorada oficialmente em 11 de novembro e tem como objetivo mobilizar a sociedade, especialmente famílias com crianças e jovens em idade escolar, para que se posicionem criticamente diante da onda de diagnósticos de problemas de aprendizagem que tem crescido muito nos últimos anos.

Parque do Piqueri. Foto: aloimage

O objetivo do FMES, segundo a nota divulgada, visa ampliar a democratização do debate, estabelecendo mecanismos de interlocução com a sociedade civil, desmitificando pretensos benefícios da medicalização e alertando para os riscos dessa prática.

O evento

Durante o evento, haverá atividades lúdicas para as crianças e jovens, como roda de capoeira, oficinas de leitura de contos infantis, oficinas de brinquedos - malabares e barangandão colorido - e brincadeiras diversas. Para os adultos, será possível obter informações sobre o movimento de desmedicalização da vida, tirar dúvidas e compartilhar suas preocupações. 

O Parque do Piqueri está localizado à Rua Tuiuti, 515, no Tatuapé. As apresentações serão abertas ao público e acontecem no dia 9 de novembro, das 10h às 16h.

Conheça o FMES

O que é o movimento

O Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade foi fundado em 2010, tendo por finalidade articular entidades, grupos e pessoas para o enfrentamento e a superação do fenômeno da medicalização.

Entendemos por medicalização o processo que transforma, artificialmente, questões não médicas em problemas médicos. Temos visto crianças sendo medicadas sem necessidade, por supostamente serem portadoras de hiperatividade e outros quadros correlatos, como dislexia, sendo responsabilizadas individualmente por fracassos escolares, sem que se avalie o contexto social, econômico e histórico neles implicados.

Assim, problemas de diferentes ordens são apresentados como “doenças”, “transtornos”, “distúrbios”, gerando sofrimento psíquico na pessoa e sua família, enquanto governos, autoridades e profissionais são eximidos de suas responsabilidades.

Uma vez classificadas como “doentes”, as pessoas tornam-se “pacientes” e, consequentemente, “consumidoras” de tratamentos, terapias e medicamentos.

Temos como princípios: Defesa das pessoas que vivenciam processos de medicalização; Defesa dos Direitos Humanos; Defesa do Estatuto da Criança e Adolescente; Direito à Educação pública, gratuita, democrática, laica, de qualidade e socialmente referenciada para todas e todos; Direito à Saúde e defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) e seus princípios; Respeito à diversidade e à singularidade, em especial, nos processos de aprendizagem; Valorização da participação popular.

Nosso Manifesto conta com a adesão de centenas de participantes e de entidades, ligadas à área de educação e saúde, primordialmente. Saiba mais em www.medicalizacao.org.br

FMES: Evento promovido em Salvador. Foto: Divulgação

alotatuape

Autor: alotatuape

Share This Post On

Enviar um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*