Perguntas enviadas à Secretaria Estadual da Saúde


Quinta-feira, 16 de abril de 2015 às 05h53 – Publicado originalmente no dia 11 de fevereiro de 2014


Esta atualização tem como objetivo relembrar ao público, também as mudanças feitas pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES/SP). Não foram muitas, mas já significaram bastante para quem precisa pegar mensalmente os remédios de alto custo. As questões abaixo, foram enviadas no dia 4 de fevereiro de 2014 e até o dia 11 daquele mês não tivemos respostas, como acontece até o presente momento.

Gerson Soares

Abaixo de cada pergunta enviada, cuja solução foi colocada em prática depois que a imprensa de São Paulo noticiou os absurdos administrativos cometidos pela SES/SP, foram deduzidos pelo acompanhamento que estamos fazendo desde janeiro do ano passado. Portanto, há 15 meses.

1) O que pode ser feito para organizar a entrega de remédios e diminuir as filas? Incluindo neste caso as chamadas Farmácias de Alto Custo.

– Na AME Maria Zélia e na nova sede da Farmácia de Alto Custo da Vila Mariana, foram aumentados os guichês de atendimento, mas a demora continua alcançando 2 horas de espera em dias de pico.

2) Aumentar o número de atendentes já melhoraria esse serviço?

– Isso foi feito nos locais citados acima.

3) Como estava afixado na entrada do posto, o Decreto 59.843 de 28 de Novembro de 2013, atrapalhou ainda mais a burocrática e deficitária entrega dos remédios. Segundo constatamos no Posto da Vila Mariana chegou a levar 8 horas para a entrega de remédios no dia 03 de Janeiro. Haveria uma forma de escalonamento ou deslocamento de pessoal para suprir as necessidades dos pacientes para que esse fato não volte a ocorrer em outros feriados ou festas natalinas?

– Até hoje sem resposta.

4) Porém, existem períodos em que é possível retirá-los (os remédios) em apenas 30 minutos em dias normais, principalmente no horário próximo ao final do expediente, por volta das 16h. Enquanto durante todo aquele mesmo dia a espera chega a 4 ou 5 horas. Como explicar ou equalizar essa questão?

– Sem resposta.

5) A inclusão digital caminha a passos largos em São Paulo, até mesmo com zonas de wifi grátis. Uma forma eletrônica de agendamento para entrega de remédios e renovação de processos já foi pensada? Isso daria um controle mais palpável e criaria um banco de dados para a Secretaria, além do que daria mais tempo aos médicos para cuidarem dos pacientes ao invés de ficarem preenchendo formulários para renovação de processos de entregas de remédios. Os profissionais acessariam o mesmo banco de dados disponível e fariam alterações necessárias num mesmo formulário a ser entregue, ou melhor ainda, a ser acessado eletronicamente pelos atendentes da farmácia de alto custo, poupando gastos com papéis, tintas, mas principalmente ganhando tempo.

– Sem resposta.

6) Veja se as sugestões a seguir são viáveis e nos responda sim ou não e por quê?
– Análise dos casos em que os pacientes não precisem buscar os remédios mensalmente e fornecê-los trimestralmente;
– Análise dos casos em que os pacientes possam apresentar exames a cada seis meses, não três;
– Consultas semestrais ou a critério médico, não a critério burocrático devido à renovação trimestral de processo;
– Melhoria da qualidade de atendimento, condições de higiene e conforto mínimo aos pacientes que frequentam os postos;
– Aumento do número de funcionários, a serem deslocados para esse tipo de função nos dias de pico, como no começo de cada mês;
– Consulta aos usuários, através de pesquisas sérias, sobre suas reais necessidades, concluindo assim como orientar e se adaptar às novas situações.

– Sem resposta.

7) Na questão da Farmácia de Alto Custo do P. S. Vila Mariana, os pacientes transplantados que estão em situação estável, engrossam as filas de entrega de remédios mais comuns, como os de asma, por exemplo. Seria possível criar um atendimento e entrega trimestral de medicamentos a essas pessoas (os transplantados) já que terão de tomá-los pelo resto da vida? Acreditamos que isso valorizaria o lado humanitário do governo paulista e serviria como exemplo a outros estados.

– Sem resposta.

8) É viável transferir um processo de um Posto de Saúde para o do Glicério (acrescentamos agora também a possibilidade AME Maria Zélia), a fim de receber os medicamentos em casa? No caso de um paciente transplantado o erro pode ser fatal ou irreversível causando a morte do mesmo.

– Estivemos na AME Maria Zélia que entrega remédios em casa, mas os usuários do sistema dizem que há atrasos ou falhas. A transferência de processos continnua sem resposta pela SES/SP, porém os pacientes dizem que não tem confiança no órgão para pedir a mudança.

9) Por outro lado, ainda existe o aspecto das condições de higiene e atendimento. A situação física do Posto de saúde da Vila Mariana está deplorável há pelo menos 3 anos, como mostram diversas reportagens, como a do jornal O Estado de São Paulo e Agora. A Secretaria tem conhecimento desse fato?

– Com a inauguração do novo prédio na Av. Dr. Altino Arantes, as condições melhoraram, mas no início deste ano já era possível ver banheiros interditados e falta de copos para tomar água no único bebedouro existente no local.

10) Por fim, gostaríamos do novo endereço e a data da mudança do Posto de saúde da Vila Mariana. Vocês já tem esses dados?

– Essa pergunta foi respondida um mês depois, sendo a única. O atendimento feito pelo antigo posto foi transferido para a Av. Dr. Altino Arantes, 1344.

12) Temos outras questões relacionadas diretamente com a recepção de órgãos doados, que gostaríamos de conversar diretamente com o secretário da Saúde. É possível marcarmos uma entrevista com ele?

– Até hoje todos os dados obtidos sobre o assunto foram de nossa pesquisa. Nenhuma entrevista foi agendada ou resposta enviada.

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Autor: alotatuape

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