Preços agropecuários sobem 2,06 no fechamento do mês de março


Segunda-feira, 13 de abril de 2015, às 17h15


Em março, 13 produtos apresentaram alta de preços, com a banana no topo da lista emplacando mais de 45% de aumento. Entre os produtos que apresentaram queda, arroz e laranja para indústria são os principais.

Os 13 produtos agrícolas com maior baixa em junho. Fotos: Stock Photo / aloimage

Setor agropecuário fecha março em alta de 2,06

O IqPR - Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista registrou alta de 2,06% no mês de março de 2015, informa o Instituto de Economia Agrícola (IEA/Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Os produtos que apresentaram as maiores altas foram: banana nanica (45,57%), ovos (14,62%) e batata (12,99%)

Como sempre acontece nessa época do ano, o retorno às aulas eleva a demanda por banana com sua inclusão no cardápio da merenda escolar, o que consequentemente melhora os preços recebidos pelos produtores. Para os ovos, o maior consumo em substituição às carnes no período da quaresma aliado ao menor nível de postura com o final do verão ocasiona uma tradicional elevação de seus preços. No caso da batata, a falta de chuvas prejudicou a formação dos tubérculos e reduziu a oferta do produto na última safra, esclarecem os pesquisadores Danton Bini e José Alberto Angelo.

Já os produtos que apresentaram quedas mais significativas de preços foram o arroz (5,19%) e a laranja para indústria (3,76%). Para o arroz, o excesso de oferta presente no mercado com o período da safra gaúcha desponta como principal justificativa da baixa dos preços recebidos pelos arrozeiros paulistas. Por conta da maior oferta de laranja e dos níveis de estoque de suco, o preço recebido pela caixa da fruta em março foi menor que o obtido no mês anterior.

Acumulado dos últimos 12 meses

O IqPR registrou variação positiva de 7,16%, no acumulado dos últimos 12 meses. Os produtos que tiveram preços reajustados com incrementos em patamares mais elevados que a inflação foram: batata (35,64%), laranja para indústria (31,58%), carne bovina (18,09%), feijão (13,91%) e a laranja para mesa (9,97%). Já os valores da carne suína (4,71%), do arroz (3,63%), do ATR da cana-de-açúcar (3,6%) e do café (2,43%) tiveram variações positivas, porém abaixo da inflação acumulada.

Os produtos que apresentaram reduções de preços nos últimos 12 meses foram o tomate para mesa (35,48%), a banana nanica (30,76%), o trigo (28,36%), o algodão (17,88%), o milho (13,12%), o leite cru resfriado (7,33%), a soja (6,70%), os ovos (5,93%), a carne de frango (4,85%) e o amendoim (4,51%).

Crise nos empregos do
setor sucroalcooleiro se acentua

O setor sucroalcooleiro paulista encerrou o ano de 2014 com 99.842 admissões com carteira assinada. Este número é 25,7% menor que o registrado no ano anterior, informa o Instituto de Economia Agrícola (IEA/Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Em todos os meses do ano, o número de admissões é inferior a 2013, inclusive no período de março a junho, quando o setor demanda com maior intensidade trabalhadores tanto para a colheita da cana, quanto para as atividades de processamento nas usinas.

O setor sucroalcooleiro é constituído pelas seguintes atividades: cultivo de cana-de-açúcar (setor agropecuário), fabricação de açúcar em bruto, fabricação de açúcar refinado e fabricação de álcool (atividades do setor industrial). “Estas quatro atividades registram, ano após ano, sucessivas quedas na geração de empregos. Por exemplo, em 2007 o setor era responsável por 262.289 admissões e, em 2014, esse número é 62% menor, ressalta Carlos Eduardo Fredo, pesquisador do IEA.

Os trabalhadores do setor ligados diretamente às atividades agrícolas, como cortadores de cana-de-açúcar, tratoristas e outros, totalizavam 88.374 admissões (ocupações agrícolas), em 2013; no ano seguinte, esse número caiu 32%, 60.905 admissões, acompanhado de um elevado número de demissões (74.041), e o saldo de emprego em 2014 foi negativo, com perda de 13.136 postos de trabalho.

Lembrando também que os cortadores de cana-de-açúcar pertencentes ao grupo de ocupações agrícolas enfrentam outro problema para a manutenção de seus empregos: o avanço da mecanização na colheita da cana decorrentes da Lei n. 11.241/2002 e do Protocolo Agroambiental, que estabeleceram o fim da erradicação da queima da cana-de-açúcar e consequente adoção de máquinas em substituição ao trabalho manual. Estudo do Instituto de Economia Agrícola avaliou que a mecanização na safra 2013/14 já atinge 84,3% das áreas de cana em produção e que, entre a safra 2012/13 e a atual, foram 18 mil cortadores de cana-de-açúcar a menos demandados para a colheita manual.

As ocupações não agrícolas que envolvem os trabalhadores no transporte, serviços administrativos, de processamento nas usinas de açúcar e álcool e outras funções também foram impactados pela crise. Em 2014, foram cerca de 7 mil admissões a menos que em 2013. E o saldo que em 2013ainda era positivo, ou seja, retinha trabalhadores no setor sucroalcooleiro, no ano de 2014 foi negativo em 9.415 postos de trabalho com carteira assinada.

O setor sucroalcooleiro enfrenta, portanto, uma das maiores crises no emprego e que se arrasta há anos. Medidas tomadas para atenuar os efeitos sobre o desemprego dos trabalhadores, como aconteceu no município de Sertãozinho, podem ser avaliadas e replicadas para outros municípios. Ações municipais foram tomadas para minimizar os efeitos do desemprego, como negociação de dívidas em bancos, oferecimento de cestas básicas a preço de custo, manutenção de planos de saúde ao titular e beneficiários, mesmo demitidos entre outras ações. No entanto, essas ações não revertem a situação de desemprego no setor, embora, a curto prazo possibilitem atenuar o efeito desastroso que se abateu sobre os trabalhadores.

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