Prefeito considera paralisação do transporte injustificável e inadmissível

Prefeitura pedirá providências ao Ministério Público Estadual (MPE) para que puna os responsáveis pelos atos de paralisação do transporte coletivo desta terça-feira (20).

Em entrevista coletiva no início da noite desta terça-feira (20), o prefeito Fernando Haddad classificou como injustificável e inadmissível o ato de paralisação do transporte coletivo municipal que prejudicou a população desde o início da manhã até a noite de hoje. As paralisações dos ônibus não foram organizadas pela diretoria do Sindicato dos Motoristas de São Paulo e contrariou uma decisão tomada coletivamente em assembleia da categoria, na noite de segunda-feira (19), quando foi aprovada proposta de reajuste 10% no salário, além de inclusão de direitos como insalubridade e aposentadoria especial.

Prefeito Fernando Haddad concede entrevista coletiva, a respeito da greve dos motoristas e cobradores de ônibus em São Paulo. Foto: Fernando Pereira/SECOM

Prefeito Fernando Haddad concede entrevista coletiva, a respeito da greve dos motoristas e cobradores de ônibus em São Paulo. Foto: Fernando Pereira/SECOM

A administração municipal está investigando junto as empresas e sindicato quem poderia ter organizado os atos e acionará o Ministério Público Estadual (MPE) para que tome providências e puna os responsáveis pela paralisação que prejudicou os usuários. A Secretaria Municipal de Transportes estima que o ato tenha prejudicado, em alguns momentos, cerca de 230 mil pessoas e atingiu 14 terminais urbanos.

“Foi uma penalização para a população que foi injustificável e inadmissível. Somos todos trabalhadores. Como é que se toma uma atitude dessas sem sequer anunciar quem você é e qual sua motivação para tomar uma atitude tão radical como essa? Ainda mais contrariando a direção do sindicato, o que ainda é mais incomum”, disse Haddad.

Para tentar amenizar os impactos da paralisação, o rodízio municipal de veículos foi suspenso no fim da tarde desta terça-feira (20), o Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (PAESE) foi acionado e guinchos da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) estão retirando os veículos das vias. “Esse tipo de atitude não tem precedentes na cidade de São Paulo. Já houve caso semelhante, mas era fácil identificar a motivação e a autoria. Nesse caso, a motivação não está clara e a autoria tão pouca. É muito incomum o que está acontecendo”, afirmou o prefeito.

De acordo com o secretário Jilmar Tatto (Transportes), a CET e a SPTrans irão preparar um material com toda documentação e informações colhidas sobre o ato para instruir o processo e enviar para o Ministério Público. “Estamos verificando o ponto de vista jurídico e se esse tipo de ação tem envolvimento de parte do sindicato, o que tudo indica que tem, que é um problema de divergência política dentro da entidade e que agiram e extrapolaram as funções do próprio sindicato. Também poderá ser tomada medidas em relação a isso e em alguns casos até do ponto de vista penal”, afirmou Tatto.

As polícias Civil Estadual e Federal também serão acionadas pela Prefeitura para colaborar na punição dos envolvidos. A Prefeitura verificará ainda se caberá multa ou alguma cláusula contratual para punir financeiramente pela não prestação dos serviços, caso as empresas também tenham algum tipo de responsabilidade. “Estamos estudando tratativa para acionar a Polícia Federal, a Polícia Civil do Estado no sentido de abrir um processo de investigação, porque o comportamento foi anormal, se é que existe normalidade nesse tipo ação em serviço público essencial sem avisar antes. A maneira que foi feita foi anormal”, explicou o secretário.

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Autor: alotatuape

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