Prefeitura suspende rodízio de veículos na tarde desta quarta-feira

Devido a paralisação dos ônibus no transporte público da Capital, os veículos com placas com finais 5 e 6 foram liberados para circular no horário de pico.

O secretário Jilmar Tatto (Transportes) informou nesta quarta-feira (21) em coletiva de imprensa que a Prefeitura decidiu suspender o rodízio municipal de veículos desta tarde devido à paralisação dos motoristas dos ônibus do transporte público da Capital. Com esta decisão, os veículos com placas com finais 5 e 6 foram liberados para circular no horário de pico. A medida tem como objetivo amenizar os impactos da interrupção na circulação dos coletivos.

 

Coletiva de imprensa que aconteceu hoje, com o secretário de Transportes Gilmar Tatto. Foto: Fábio Arantes / SECOM

Coletiva de imprensa que aconteceu hoje, com o secretário de Transportes Gilmar Tatto. Foto: Fábio Arantes / SECOM

“É um transtorno na cidade. Nós estamos fazendo todos os esforços no sentido de acabar com este problema, envolvendo todos os órgãos governamentais, fazendo com que os empresários tomem medidas concretas no sentido de garantir a prestação de serviço e pedindo ao sindicato que assuma o controle da situação”, afirmou Tatto.

Até o fim da manhã desta quarta-feira, as paralisações afetaram 350 mil passageiros do sistema de transporte público da Capital em 11 terminais de ônibus principalmente nas zonas norte e oeste, segundo a Prefeitura. Há também terminais fechados na zona sul e na região central. Às 12h, estavam fechados os terminais Capelinha, Jardim Angêla, João Dias, Pirituba, Lapa Cachoeirinha, Casa Verde, Santana, Princesa Isabel, D. Pedro II e parte do Mercado.

Segundo informações do secretário Tatto, o sindicato das empresas de transporte coletivo de São Paulo, SPUrbanuss, irá entrar com uma ação junto ao Tribunal Regional de Trabalho para que seja decretada a ilegalidade do movimento de paralisação em andamento na Capital. “A Spurbanuss está entrando no TRT no sentido de verificar um mecanismo jurídico de decretar este movimento como ilegal, porque não tem interlocutor na cidade. Tivemos também atos de vandalismo”, disse o secretário.

Por meio da Secretaria de Transportes, a Prefeitura está em contato direto tanto com o sindicato patronal quanto com o Sindicato dos Motoristas de São Paulo para que o serviço de transporte coletivo volte o mais rápido possível à normalidade. Nesta tarde, Luis Antonio Medeiros, Superintendente Regional do Trabalho e do Emprego, reúne-se com os trabalhadores da Viação Santa Brígida, empresa em que foi verificado o início do movimento.

Às 15h30 desta terça-feira, o prefeito Fernando Haddad e o secretário Jilmar Tatto se reunirão com o secretário estadual de Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, para discutir ações em parceria com a Polícia Militar para desobstrução de vias e de terminais, além da prevenção de casos de vandalismo.

“Se uma via está obstruída por um ônibus, caso não haja resistência, a CET, a SPTrans ou o guincho das próprias empresas retira o veículo. Se tiver problema de violência ou alguma dificuldade a polícia tem que garantir a segurança”, defendeu Tatto.

Com desbloqueio, é possível acionar operações especiais de transporte emergencial, como o Paese (Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência), acionando reservas técnicas de ônibus e com o remanejamento de veículos e de itinerário de linhas em funcionamento. “Para acionar o Paese precisa ter frota, mas a dificuldade de circulação é muito grande. Estamos fazendo operações de urgência para fazer as pessoas circularem”, explicou Tatto.

Movimento

As paralisações dos ônibus realizadas na Capital na terça (20) e quarta-feira (21) não foram organizadas pela diretoria do Sindicato dos Motoristas de São Paulo. Contrariaram uma decisão tomada coletivamente em assembleia da categoria, na noite de segunda-feira (19), quando foi aprovada proposta de reajuste 10% no salário, além de inclusão de direitos como insalubridade e aposentadoria especial.

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Autor: alotatuape

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