Prevenção é o presente mais precioso para a mulher.

A Educadora, Psicopedagoga e Neuropsicológa Adriana Foz.

A Educadora, Psicopedagoga e Neuropsicológa Adriana Foz.

Levantamento feito pelo Delas no portal Datasus – banco de dados eletrônico abastecido por todos os hospitais do País (públicos e privados) – mostra que nos últimos dois anos 3.712 mulheres com menos de 50 anos foram vítimas de AVC (popularmente chamado de derrame). Entre um ano e outro, o aumento de casos foi de 5,6% (de 1.802 para 1.910).

Adriana Fóz, aos 32 anos, foi vítima de AVC hemorrágico e hoje aos 46 comemora sua reabilitação e superação. E mais, divide sua experiência no livro de sua autoria “A Cura do Cérebro”, com o intuito de sensibilizar, informar e compartilhar seus aprendizados, tão preciosos para a prevenção da doença, quanto para sua superação.

“Hoje a mulher que é cada vez mais exigida e exigente, sobrecarregada de tarefas e estresse deve ficar atenta a sua qualidade de vida”, conclui a especialista.

Trecho de “A Cura do Cérebro:

“Foi marcante e doloroso aquele dia em que eu retornei para casa depois de quase um mês de hospital, entre UTI, semi-UTI e quarto. Quase um mês desde o momento em que minha médica me deu a notícia na sala de ressonância:

– Seu cérebro está sangrando… Você está tendo um derrame”.

Como alguém de apenas 32 anos conceberia a ideia de ter um derrame cerebral?

O derrame havia afetado algumas áreas do meu cérebro, como a região hipocampal, os núcleos da base e a região do tálamo. Fazendo uma analogia com o computador, meu processador central e meu HD haviam sofrido uma pane. Conhecimentos, palavras, lembranças e tudo o mais que estava armazenado na memória continuava ali; entretanto, o meu cérebro não fazia as conexões necessárias para recuperar e dar sentido às informações.

Iniciava-se uma fase de muito sofrimento e, por outro lado, de surpresas e aprendizado. Hoje estou recuperada, com sequelas mínimas. Minha reabilitação surpreende a maioria das pessoas, já que é usual que as vítimas de derrames fiquem com sequelas para o resto da vida. Mas, longe de ser um milagre, em meu caso a recuperação foi possível graças a uma capacidade natural do cérebro: a “plasticidade cerebral”.

Capa do livro: A Cura do Cérebro

Capa do livro: A Cura do Cérebro

O que faz essa tal plasticidade? A plasticidade neural refere-se à capacidade do Sistema Nervoso Central (S.N.C.) de alterar algumas de suas propriedades morfológicas e funcionais em resposta às alterações do ambiente (Oliveira e cols, 2000). No caso de uma lesão cerebral, em que um grupo de neurônios é danificado e a pessoa perde a capacidade de realizar certas funções, o sistema plástico do cérebro as transfere para um grupo saudável de neurônios, permitindo novamente sua execução.

Se essa incrível capacidade de recuperação do cérebro fosse apenas uma esperança para quem sofreu uma lesão neurológica, já seria ótimo. Entretanto, ela é ainda mais maravilhosa do que você pode imaginar: é a chave para a superação de outras crises que desorganizam nossa existência. A isso chamo de plasticidade emocional.

Plasticidade emocional é o conjunto de habilidades conscientes que empregamos para promover, recuperar ou modificar nosso desempenho na vida. No meu caso, foi fundamental entender que, para superar o andar ceifante (aquele andar típico de quem sofreu um AVC), eu precisaria reorganizar minha postura e meu próprio jeito de andar. Flexibilizar-me e passar a rebolar para andar, iniciar aulas de samba para soltar o quadril e fazer aulas de palhaço para aprender a rir do meu jeito esquisito ”de levar a perna”; tudo isso foi importantíssimo para minha plasticidade emocional.

Imagine uma educadora que perde a faculdade da leitura e da escrita. Pois foi o meu caso. Fazer das palavras um brinquedo e procurar a poesia dos vocábulos foram de grande valia para a reabilitação de minha competência lecto-escrita. Resultado disto: três livros de poesia infantil. Aprender a pintar, a buscar sentido por meio do movimento dos pincéis, foi um atalho para recobrar minha sensibilidade táctil e motivacional.

Cada indivíduo irá desenvolver e estimular tais competências de acordo com suas possibilidades. O importante é saber que a superação é possível”.

Sobre Adriana Fóz
Educadora (USP), pós-graduada em Psicologia da Educação (USP) e especialista em Psicopedagogia (Instituto Sede Sapientiae) e Neuropsicologia (CDN-Unifesp). Coordenadora geral do Projeto Cuca Legal – Programa de Prevenção em Saúde Mental nas Escolas (Psiquiatria/Unifesp). Pesquisadora CNPq em Neurociências na Educação.

Consultora e autora, lançou o livro “A Cura do Cérebro”, no qual narra sua história de superação. Aos 32 anos, após sofrer um AVC (Acidente Vascular Cerebral), Adriana descobriu que é possível superar, aprender, conquistar competências e reabilitar capacitações por meio da Plasticidade Cerebral e Emocional.

Atende em consultório pacientes adolescentes e adultos para reabilitação neuropsicológica, com parceria interdisciplinar. Ministra cursos e palestras por todo o Brasil sobre temas relacionados à Neurociência na Educação, e recentemente vem levando a palestra “Plasticidade Emocional(*)” para o mundo corporativo, instituições e escolas.

(*) Plasticidade Emocional – conceito, de sua autoria, que se caracteriza por um conjunto de ações capazes de levar a pessoa com pequena ou grande limitação – física ou emocional –, à recuperação de capacidades e competências.

Livro: A Cura do Cérebro
Autora: Adriana Foz
ISBN: 978-85-7679-746-3
Páginas: 192
Formato: 23×16 cm
Peso: 0,302 kg
Acabamento: Brochura
Editora: Novo Século
Preço sugerido: R$ 24,90

alotatuape

Autor: alotatuape

Share This Post On

Enviar um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*