Professor da USP é um dos que mais realizam pesquisa sobre esportes no mundo


Quinta-feira, 8 de setembro de 2016, às 21h13


Além das 19 medalhas conquistadas pelos atletas brasileiros nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, o Brasil conquistou mais uma de bronze fora das arenas esportivas.

Elton Alisson | Agência FAPESP

Um levantamento realizado pela consultoria inglesa Colwiz, intitulado “Olympic Research Medals”, apontou que o professor Emerson Franchini, da Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo (EEFE-USP), é o terceiro pesquisador no mundo com o maior número de trabalhos científicos relacionados a modalidades olímpicas publicados em revistas indexadas em bases de dados.

Por sua colocação no levantamento, a consultoria conferiu uma simbólica medalha de bronze ao pesquisador, que fez iniciação científica, mestrado e doutorado com Bolsa da FAPESP, e atualmente possui um auxílio à pesquisa regular apoiado pela Fundação.

 

Levantamento apontou que Emerson Franchini é o terceiro pesquisador com maior número de artigos científicos sobre modalidades olímpicas publicados em revistas indexadas. Imagens: Wikimedia Commons/Leandro Negro

Levantamento apontou que Emerson Franchini é o terceiro pesquisador com maior número de artigos científicos sobre modalidades olímpicas publicados em revistas indexadas. Imagens: Wikimedia Commons/Leandro Negro

 

“Fiquei surpreso com a minha classificação nesse levantamento. Não imaginava que tinha um número tão representativo de trabalhos científicos publicados sobre diferentes modalidades olímpicas”, disse Franchini à Agência FAPESP.

A consultoria inglesa voltada à análise de grandes volumes de dados (Big Data), fundada por dois estudantes de doutorado da University of Oxford, analisou por meio de técnicas de linguagem de programação computacional e de inteligência artificial artigos científicos sobre 32 das 42 modalidades olímpicas publicados por 44,5 mil pesquisadores de 8.437 instituições de pesquisa de 118 países, publicados em 3.723 revistas científicas nos últimos 15 anos.

Com base nesse levantamento, a empresa identificou os países, as instituições de pesquisa, os cientistas, as revistas e os artigos científicos mais influentes sobre modalidades olímpicas por número de publicações e citações.

Franchini figura em terceiro lugar entre os 10 pesquisadores com maior número de trabalhos publicados e citados principalmente sobre judô, mas também sobre boxe, canoagem, taekwondo e luta livre.

“O judô sempre foi o principal foco das minhas pesquisas. Mas eventualmente também pesquisei sobre outras modalidades”, disse Franchini que, além de ser professor da USP, também treinou atletas da seleção brasileira de judô. Entre eles, Leandro Guilheiro (medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004), Tiago Camilo e Rafael Silva (medalha de bronze nas Olimpíadas do Rio de Janeiro e de Londres, em 2012).

O número de trabalhos sobre judô publicados por Franchini e outros pesquisadores brasileiros, como Guilherme Giannini Artioli – também professor da EEFE-USP e que atualmente coordena um projeto apoiado pela FAPESP na modalidade Jovens Pesquisadores em Centros Emergentes –, alçou o Brasil ao segundo lugar no ranking dos países que fazem mais pesquisa sobre a modalidade que, não por acaso, rendeu mais medalhas olímpicas ao país.

O país com maior número de pesquisas publicadas sobre judô é o Japão – onde surgiu a modalidade esportiva –, aponta o levantamento.

“O Japão também foi o país que mais conquistou medalhas no judô nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, enquanto o Brasil ficou na sexta colocação na classificação geral nessa modalidade e em terceiro no judô feminino”, comparou Franchini. “Isso mostra que, em alguns casos, pode ter uma correlação entre a pesquisa sobre uma determinada modalidade olímpica e a conquista de medalha”, avaliou.

Classificação do Brasil

O levantamento aponta que o Brasil também se destaca na produção científica sobre basquete, boxe, canoagem, vôlei, polo aquático, levantamento de peso, luta, pentatlo, ginástica artística e tênis de mesa – em que o professor Alessandro Moura Zagatto, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Rio Claro, figura como um dos pesquisadores com maior número de trabalhos publicados sobre a modalidade.

O país ocupa a 16ª colocação no quadro dos 17 países que lideram a pesquisa sobre esportes no mundo elaborado pela consultoria inglesa.

Os Estados Unidos ocupam a primeira colocação com uma larga vantagem em relação aos outros competidores, liderando as pesquisas em 22 das 32 modalidades esportivas abrangidas pelo levantamento.

O país publicou isoladamente mais pesquisas sobre esportes olímpicos nos últimos 15 anos do que o Reino Unido, Austrália, Japão e Canadá juntos. O Reino Unido ocupa a segunda posição, enquanto a Austrália obteve a terceira colocação. Já a China aparece na oitava colocação.

De acordo com o levantamento, a pesquisa global sobre esportes olímpicos aumentou significativamente ao longo dos últimos 15 anos. A modalidade mais pesquisada no mundo hoje, segundo o estudo, é o atletismo, seguido por futebol e levantamento de peso.

O levantamento pode ser visualizado em wizdom.ai/dashboards/olympics-research.

Formado por nanopartículas de ouro, o dispositivo é impresso com jato de tinta e será capaz de medir vários processos biológicos associados a variações de potencial elétrico (E); nanopartículas de ouro dentro do eletrodo – Microscopia Eletrônica de Varredura (D). Fotos: arquivo de Felippe José Pavinatto

Formado por nanopartículas de ouro, o dispositivo é impresso com jato de tinta e será capaz de medir vários processos biológicos associados a variações de potencial elétrico (E); nanopartículas de ouro dentro do eletrodo – Microscopia Eletrônica de Varredura (D). Fotos: arquivo de Felippe José Pavinatto

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