Proteína pode proteger células em tumor cerebral


Quarta-feira, 29 de abril de 2015, às 08h36

Cientistas estão desvendando a relação de uma proteína com um tipo de tumor cerebral letal, o glioblastoma multiforme (GBM). A proteína em questão é a galectina-3 (gal-3). Os experimentos foram realizados in vitro e in vivo e podem auxiliar no melhor conhecimento dos mecanismos de ação da gal-3 no desenvolvimento do GBM.

Agência USP – A pesquisa foi realizada no doutorado do biólogo Rafel Ikemori, no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP), sob orientação do professor doutor Roger Chammas, do Departamento de Radiologia da Faculdade de Medicina (FM) da USP, e responsável pelo Centro de Investigação Translacional em Oncologia do ICESP.

Corte histológico de um glioblastoma multiforme. Ilustração: Divulgação

Corte histológico de um glioblastoma multiforme. Ilustração: Divulgação

O primeiro passo foi observar in vivo a expressão de gal-3 em GBM. Ikemori conta que uma das características do GBM é possuir células com núcleo alongado que circundam áreas necróticas (mortas) originadas pela trombose de vasos sanguíneos. “Estas células formam uma área denominada pseudopaliçada e podem se originar também pelo rápido crescimento tumoral que não é acompanhado pela indução dos vasos. E somente estas células dentro deste tipo tumoral expressam gal-3”, descreve o cientista. A falta de vasos leva à falta de oxigênio (hipóxia) e nutrientes e, consequentemente, à morte celular.

Ikemori explica que há uma hipótese, cujas evidências já foram mostradas por alguns pesquisadores, de que as células desse centro hipóxico e privado de nutrientes migram para fora destas áreas em direção a vasos sanguíneos, porém não foi avaliada a relação da gal-3 com a sobrevivência celular neste tipo específico de microambiente. Assim, os ensaios consistiram de experimentos in vitro imitando este microambiente tumoral expondo as células de GBM à hipóxia e privação de nutrientes para avaliar as possíveis propriedades da gal-3. “Colocamos células de uma linhagem de GBM em cultura e avaliamos a expressão da galectina-3”, conta Ikemori.

Experimentos in vivo
Ao avaliar o efeito da expressão de gal-3 em uma outra linhagem tumoral, porém in vivo em camundongos, os cientistas demonstraram que gal-3 é importante no início do estabelecimento tumoral. Quando a expressão de gal-3 foi diminuída, o tempo de estabelecimento foi aumentado de 30 para 65 dias, ou seja, foi mais demorado. Ikemori lembra também que as taxas de crescimento caíram consideravelmente.

Os estudos de Ikemori poderão servir de base a outras pesquisas que visem melhor conhecer os mecanismos de ação e de combate nos casos de GBM. A pesquisa foi veiculada na revista PLOsOne, na edição de novembro de 2014.


Corte histológico de um glioblastoma multiforme. Ilustração: Divulgação

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