PSDB e PT disputam mais uma vez a presidência

Aécio Neves (PSDB) em coletiva após a divulgação do resultado que o garantiu no 2º turno. Foto: Coligação Muda Brasil

Dilma Roussef: Agradecimentos e exaltação às eleições vencidas contra o PSDB. Foto: Ichiro Guerra

Marina Silva e o vice Beto Albuquerque: "Brasil sinalizou que quer mudanças". Foto: Vagner Campos/MSilva online


Segunda-feira, 6 de outubro de 2014, às 15h45


Fernando Henrique, Lula, Dilma. E, agora, quem o eleitorado irá colocar no Palácio do Planalto?

Mantendo o mesmo discurso há meses, Aécio Neves (PSDB) repete a frase de que com ele o Brasil voltará a crescer. Mas para isso terá de compor alianças num Congresso que deverá ser renovado. A expectativa da Câmara é de 43%, quanto ao número de novos deputados que ocuparão o plenário em 2015. Já o Senado teve apenas cinco parlamentares reeleitos, 22 são novos e entre eles serão cinco mulheres.

“Eu me sinto um vitorioso. Todos os números, em qualquer lugar do Brasil, estão muito acima das expectativas”, disse Aécio, no comitê de campanha de seu partido, no centro da capital mineira. O candidato foi cauteloso ao responder se pediria apoio a Marina Silva no segundo turno e disse que todo apoio nesta fase da campanha será bem-vindo. “Não posso antecipar nenhum apoio.”

No seu discurso, Aécio lembrou o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, que seria o candidato do PSB à Presidência da República, morto em acidente aéreo no dia 13 de agosto, e substituído na chapa pela ex-senadora Marina Silva, que integrava a chapa como vice. “Quero deixar uma palavra de homenagem, muito pessoal, a um amigo, a um homem público honrado, digno, que foi abatido por uma tragédia no meio desta campanha. A ele, aos seus ideais e aos seus sonhos também, a minha reverência. E nós saberemos, juntos, transformá-los em realidade. É hora de unirmos as forças”, afirmou.

Quando chegou para a coletiva de imprensa ontem, Dilma parecia bem a vontade ou pelo menos tentava demonstrar tranquilidade e limitou-se principalmente a agradecer, lembrando que o PT vencia as eleições para a presidência da República pela sétima vez.

Conforme o repórter Paulo Victor da ABr, em um discurso voltado a críticas ao PSDB e a pedidos de votos dos eleitores de Marina Silva (PSB), a presidente e candidata à reeleição, Dilma Rousseff, agradeceu o resultado do primeiro turno das eleições. Ela citou as “novas ideias” que pretende concretizar, em uma eventual reeleição, e prometeu que fará um melhor segundo governo do que o primeiro.

Dilma disse ter entendido “claramente” o recado das urnas e das ruas, dizendo-se orgulhosa do resultado que, segundo ela, reforça a convicção de que o “povo brasileiro anseia por mais avanços” e mostra que o seu projeto é visto como “a mais legítima e confiável força de mudança”. A candidata prometeu fazer “todas as mudanças necessárias” para que a vida dos brasileiros “melhorem cada vez mais”. Ela também diz que o seu governo tem os valores de igualdade de oportunidades e combate “sem tréguas” à corrupção.

O combate contra a corrupção é uma das bandeiras petistas, porém nunca se viu tantas escândalos quanto nos últimos 12 anos do governo de Lula e Dilma. As urnas mostraram querer avanços e segundo os resultados, mais de 58% dos brasileiros preferem que não sejam realizados pelo PT. Enquanto Dilma continua exaltando seus feitos e o do padrinho, Aécio Neves não perdeu a oportunidade de angariar votos para sua campanha, mesmo que indiretamente, enlevando o nome de Campos. Agindo assim, para chamar a atenção do eleitorado do ex-adversário e de Marina, para o segundo turno, demonstrou oportunismo e um certo grau de esperteza para lutar contra a máquina petista que se armará contra ele daqui em diante.

“O Brasil sinalizou claramente que não concorda com o que aí está. Estatisticamente, a sociedade mostra isso. Não há o que tergiversar com o sentimento do eleitor, quando 60% fizeram esse movimento pela mudança”, ressaltou Marina Silva ao se referir à votação obtida pelos candidatos que enfrentaram a candidata do PT à reeleição.

Reclamando dos ataques que sofreu, Marina ressaltou que, apesar de não ter conseguido chegar ao segundo turno, manteve a dignidade e não abriu mão de seus ideais. “Neste momento, eu estou aqui não como derrotada, mas como alguém que sabe que continua de pé, porque não teve que abrir mão dos princípios para ganhar a eleição.” Sobre um possível apoio no segundo turno a Aécio Neves, Marina disse que o assunto será discutido pelas legendas que compõem a coligação que sustentou sua candidatura ao Planalto.

Alô São Paulo com informações da Agência Brasil
alotatuape

Autor: alotatuape

Share This Post On

Enviar um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*