Quando a cólica menstrual é forte


Segunda-feira, 21 de agosto de 2017 às 21h03


Cerca de 33 milhões de brasileiras sofrem com cólicas menstruais e em 70% dos casos a produtividade das mulheres cai, segundo dados da Revista Brasileira de Medicina. Além das cólicas, elas podem sentir dor forte de cabeça, no baixo ventre e nas costas, náuseas, tontura, diarreia e até pode culminar em vômitos nos casos mais graves.

Só que não é normal ter cólica menstrual muito forte, que muitas vezes obriga a mulher a usar medicação receitada pelo médico ou mesmo ir a um hospital para ser tratada. Quando isso acontece, o melhor a fazer é procurar um especialista porque algum tipo de doença pode estar causando essas dores e náuseas.

 

Cólica menstrual: evitar o consumo de álcool e cigarros é recomendável. Foto: SOGESP

 

“Primeiro, é importante relatar que um leve desconforto durante a menstruação pode ser considerado normal. Porém, quando esse desconforto passa a incomodar, especialmente se prejudica a atividade rotineira da mulher, passamos a denominá-la dismenorreia, que pode ser decorrente de doenças orgânicas tais como endometriose, miomas uterinos e pólipos, entre outras. Nesses casos ela é chamada de dismenorreia secundária”, explica o ginecologista Luciano de Melo Pompei, coordenador científico de ginecologia da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (SOGESP).

Sem causas orgânicas e especialmente nas mulheres mais novas, essa dor menstrual é denominada dismenorreia primária. “Nestes casos, sabe-se que a dor ocorre porque as mulheres produzem em seu útero excesso de substâncias de uma família denominada prostaglandinas, que fazem com que ele se contraia para a eliminação da camada interna em forma de sangramento. Não se sabe o motivo de algumas mulheres produzirem excesso dessas substâncias. Por outro lado, sabe-se que muitas das mulheres melhoram após a primeira gestação”, informa Pompei.

O tratamento deve ser feito de acordo com o diagnóstico. Evitar o consumo de álcool e cigarros é recomendável. “As ações de saúde geral como atividade física e alimentação equilibrada podem auxiliar. O uso de alguns anticoncepcionais hormonais também reduzem a ocorrência das cólicas menstruais. Se houver uma causa orgânica, ou seja, se for dismenorreia secundária, deve-se orientar o tratamento para esta causa. Se for dismenorreia primária, o tratamento pode ser feito com medicamentos anti-inflamatórios durante a menstruação, analgésicos ou medidas hormonais, incluindo alguns anticoncepcionais. Mas é importante avaliar com o médico qual a forma mais adequada para cada caso concreto”, ressalta o ginecologista.

Ele destaca ainda que a automedicação nunca deve ser praticada. “Qualquer medicamento pode oferecer riscos se não for bem indicado e se suas contraindicações não forem observadas. Portanto, pode haver risco na automedicação, sendo desaconselhada”. Chás e infusões, observa o ginecologista, podem trazer algum alívio para mulheres com quadro leve de dor, “mas não há dados científicos incontestáveis que comprovem eficácia destas medidas.”

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