Remédios de alto custo: Tecnologia contra humilhações a médicos e pacientes


Sábado, 12 de abril de 2015, às 07h15


Nada contra o século passado, muito pelo contrário, foi percorrendo-o que a humanidade mais avançou na tecnologia e por outro lado conheceu as piores de suas guerras, o autoritarismo e as dissensões entre os povos.

Gerson Soares

No entanto, o século XX nos deu a informatização e com ela o arquivamento de ideias e tantas outras descobertas, em minúsculos espaços, os chips, que passaram a exercer funções primordiais para que o homem avançase ainda mais. Através da física quântica ele também já avança, cientistas enxergam estrelas a distâncias inimagináveis, naves e dispositivos estelares nos trazem o conhecimento distante do fascinante universo.

campanha+respeito_vfOs médicos já dispõem de sabedoria suficiente para enviar um remédio apenas às celulas doentes sem prejudicar outras sadias, combatendo males de forma impensáveis há poucas décadas, mesmo com o avanço singular da medicina, usando a nanotecnologia. Foi também no século passado que o primeiro médico realizou um transplante de órgão e seu ato de coragem pioneiro possibilita salvar tantas vidas hoje. A medicina está sendo impulsionada diariamente, dando continuidade ao processo de sua própria evolução.

Hoje são milhares de doadores e receptores de corações, pulmões, pâncreas, fígados, rins e córneas. Cirurgiões passam horas nos centros cirúrgicos, a fim de verem seus pacientes retornarem à vida normal depois de sofrerem com doenças degenerativas e extremamente agressivas. Não vamos descrevê-las aqui, mas não é difícil imaginar que apenas por causa de um rim deficiente, o doente precisa passar horas purificando o próprio sangue para sobreviver. Este já seria um bom motivo para obter respeito quando recebesse um rim por doação. 

Mas há ainda o ato de doar, que é um ato de amor. E também não será difícil conceber a dor de alguém que perdeu um ente querido: a noiva amada que faleceu poucos dias antes do casamento; o pai no auge da carreira vítima de acidente; o filho querido que parte, logo depois da formatura na universidade. Mesmo com o peso de perdas como estas, os seres humanos são capazes de atos de amor ao próximo, doando os órgãos para que sobrevivam em outros corpos de outras pessoas que talvez jamais venham a conhecer.

Depois de verdadeiras maratonas, às vezes em situações consideradas milagrosas, e para que toda essa dedicação à vida tenha valia, aos receptores desses órgãos será necessário tomar remédios pelo resto de suas vidas, um esforço a ser dispendido em nome de todos e de toda a estrutura empregada para assegurar-lhes um novo começo, uma nova vida.

Conhecidos como imunossupressores, esses medicamentos são extremamente caros ainda e no Brasil apenas os governos conseguem manter seus estoques para entregá-los aos pacientes. Os preços podem chegar a 1.000, 2.000 mil reais por mês ou mais por paciente.

Somente no ano passado foram 824 transplantes por milhão de população (veja outros dados). Cada uma dessas pessoas, deve tomar remédios diariamente. Dependendo do organismo de cada um, a rejeição do órgão chegaria em poucos dias sem as medicações adequadas e todos sabem que a consequência disso é a morte ou na melhor das hipóteses um novo transplante, mas esse assunto cabe aos médicos e à medicina.

Vídeo da Nanobots mostra como será possível desobstruir as artérias do corpo humano, eliminando placas de gordura, doença é conhecida aterosclerose.

 

Nosso dever é demonstrar que o governo precisa melhorar seu sistema na entrega desses remédios, eliminando o preenchimento por escrito do formulário conhecido como LME (Laudo para Autorização/Dispensação de Medicamentos Excepcionais e Estratégicos), que deve ser renovado a cada três meses por exigência administrativa do próprio governo e das leis que regem esse tipo de demanda. Com todos os avanços do século XX e a tecnologia disponibilizada pela Engenharia da Computação, certamente será possível desenvolver – e isso rapidamente, não se pode mais esperar meses ou anos – programas computadorizados para que o médico possa interagir diretamente com o posto que fornecerá os medicamentos.

Esse novo sistema eliminaria as superadas e caras guias impressas, preenchidas a caneta e desta forma passíveis de erros. Qual correntista bancário já não passou pelo constrangimento de preencher o cheque com a data do ano que acabava de mudar, por força do hábito, e teve o documento devolvido pelo banco? Este é um exemplo, mas há tantos outros. Como então exigir que um médico nunca cometa um erro de preenchimento? E se isso ocorrer punir e humilhar o paciente que precisa tanto do remédio, como no caso de um transplantado, é justo enviá-lo para casa devido a um pequeno engano? Principalmente se é possível observar no sistema do posto que o fornece, que esse paciente já toma a medicação há meses ou anos?

Devido a estas e tantas outras perguntas sem respostas, que poderiam se alastrar por uma gama de disciplinas, médicas ou não, é que as diversas áreas de engenharia da computação estão a favor dos seres humanos. Desenvolver um sistema que eliminasse todas essas dúvidas e prestar um serviço mais humano aos pacientes que já têm o carma de retirar remédios mensalmente, fazer exames constantes e viver sob a dependência tanto dos resultados laboratoriais quanto dos medicamentos diários. Além destas dependências, têm eles a pior delas que é precisar passar pelo constrangimento de buscá-los junto aos órgãos de governantes imprevidentes e insanos que ainda se mantêm à distância da tecnologia por pura falta de vontade. Fora esses fatos, há outro que é a falta dos próprios medicamentos nas farmácias de alto custo, fazendo com que os familiares e os doentes entrem em pânico, literalmente.

O vídeo que pode ser visto aqui, mostra como a tecnologia auxiliará a medicina na remoção de placas de gordura nas artérias. Essas placas causam a aterosclerose, uma das causas para que o coração perca sua função e adoeça, podendo levar o paciente a morte ou receber um transplante cardíaco. Se conseguir essa dádiva, a de um coração novo para continuar a vida ao lado da família e dos entes queridos, irá precisar dos remédios que inibem a rejeição desse órgão transplantado.

Os governos de São Paulo – entre outros estados – e do Brasil, através da Secretaria de Estado da Saúde que recebe os repasses de verbas do Ministério da Saúde, tem como incumbência garantir os imunossupressores e outros medicamentos. Porém, o faz sem utilizar toda a tecnologia disponível para administrar, adquirir e distribuir, utilizando sistemas ultrapassados que acarretam constrangimentos e humilhações.

O futuro que o vídeo da Nanobots vislumbra para o coração está próximo, já chegou para muitas doenças, como o câncer – fazendo com que o remédio chegue apenas às células doentes. No entanto, mesmo enquanto essa tecnologia termina seu desenvolvimento, já é possível aplicar a Engenharia da Computação para desenvolver um sistema para a entrega de remédios aos pacientes, dispensando papéis, tinta, eliminando erros, o mau humor de parte dos atendentes e a incompetência; simplesmente utilizando dados e cérebros.

 


 

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