Roberto Amaral volta-se para Dilma e o PT

Carlos Siqueira, novo presidente da executiva nacional do PSB. Foto: Divulgação / PSB


Terça-feira, 14 de outubro de 2014, 09h06 – Atualizado às 10h32


Amaral, ex-presidente do PSB, e mais alguns membros da sigla, voltam a apoiar o PT.

Gerson Soares

O ex-presidente do PSB, Roberto Amaral, a ex-prefeita de São Paulo Luiza Erundina, a senadora Lídice da Mata e mais 12 membros do partido, assinaram manifesto contra o apoio a Aécio Neves que foi lido no encontro do Diretório Nacional da legenda realizado nesta segunda-feira, 13, em Brasília.

Ausente da reunião do diretório, Amaral surpreendeu os demais membros do PSB, que desde ontem tem como presidente Carlos Siqueira, ex-coordenador da campanha de Eduardo Campos (falecido há 2 meses em acidente aéreo que ainda está sendo investigado). Declarando seu apoio à Dilma Roussef, ele retoma a linha que esteve ao lado do PT nos últimos anos, mas que pouco antes do início das eleições deste ano, declarou não mais apoio o partido de Lula.

Siqueira foi eleito por aclamação, em chapa única, e sua indicação ocorre em meio ao racha no partido, tendo a maioria em apoio a Aécio Neves, inclusive com a adesão da família de Campos em Pernambuco no último sábado (11). Antes disso, após a decisão da executiva nacional do partido optar pelo apoio ao candidato do PSDB, na quinta-feira (8), Amaral publicou uma carta em seu site criticando a posição, dizendo que PSB “jogou no lixo o legado dos seus fundadores”.


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Beto Albuquerque, eleito 2º vice-presidente, criticou a posição de Amaral, admitindo a contrariedade do ex-presidente do partido, à candidatura de Marina Silva e dele como vice. Ambos os candidatos – que ficaram em terceiro lugar no primeiro turno das eleições com mais de 22 milhões de votos –, declararam seu apoio ao tucano neste domingo (12) em São Paulo.

Desde 1994 até 2006, Roberto Amaral esteve na coordenação das campanhas eleitorais de Luís Inácio Lula da Silva e à frente do Conselho Político da Presidência da República, como representante do PSDB. Entre janeiro de 2003 e 2004, foi ministro de Ciência e Tecnologia do governo Lula.

Luiza Erundina, uma das fundadoras do Partido dos Trabalhadores, chegou à Prefeitura de São Paulo em 1989. Ocupou a ala mais radical do PT até 1997, quando aceitou um cargo no governo Itamar Franco (após o impeachment de Collor) contrariando a orientação partidária. Em 1998, filiou-se ao PSB.

Votação para a composição da nova executiva nacional do PSB, em Brasília, nesta segunda-feira. Foto: PSB / Divulgação

Dilma Roussef (PT), recebe o apoio do ex-presidente do PSB, Roberto Amaral, que provocou um racha no partido. Foto: Ichiro Guerra

Amaral abraça Aécio durante divulgação do apoio ao tucano. Foto: Valter Campanato / ABr

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Autor: alotatuape

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