Salve, salvem um país: impeachment é pouco


Quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015, às 16h51

Gerson Soares

Vamos parar de hipocrisia, impeachment é pouco para uma administração que deixa uma nação caminhar sem rumo. As notícias são alarmantes e parece que o Brasil descarrilou de vez.

Qualquer país que leve a sério as leis, a ordem e o progresso, a presidente Dilma e todos os envolvidos no caso do Petrolão já estariam fora de ação, levados aos bancos dos réus e afastados do poder. A improbidade administrativa não deixa dúvidas da incapacidade de governar. A vitória nas eleições foi uma calamidade, a ânsia do poder pelo poder e nada mais.

 

Dilma entrega unidades habitacionais do Programa Minha Casa Minha Vida, em Feira de Santana, BA. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

Dilma entrega unidades habitacionais do Programa Minha Casa Minha Vida, em Feira de Santana, BA. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

 

Fábricas demitindo funcionários e uma expectativa negativa de vendas em diversos setores, a população acuada pela alta dos preços começa a perceber que ter reeleito Dilma Roussef e colocado o PT no poder por mais quatro anos pode levar o país a um desastre que começa nas barracas das feiras livres, onde nem as mercadorias estão chegando, devido à greve dos caminhoneiros.

A palavra impeachment já se tornou de uso comum no Palácio do Planalto, tanto pelos assessores de Dilma quanto pelos opositores ao seu governo. Nas redes sociais, a população prepara um manifesto para o dia 15 de março.

A Polícia Federal desmascara a cada dia uma das operações mais escandalosas comandadas por um partido político, aliado a outros tantos, para fraudar e surrupiar a Petrobrás, levando acionistas e investidores a perdas nunca vistas.

Portanto, o que mais falta para que esse governo admita que está provocando uma regressão em diversos setores? Faltaria algo que não vai acontecer, ou seja, Dilma renunciar ao cargo e deixar que o Brasil siga seu rumo, tirando do seu caminho o peso petismo, que já demonstrou o que é capaz de fazer com o poder.

Notícia veiculado ontem (24) pela Band News mostra um orçamento da Marinha no Rio de Janeiro, onde podem ser gastos mais de 390 mil reais somente com bebidas alcoólicas, e onde um pedaço de torta de frango que será servido aos militares chega aos 18 reais, enquanto no supermercado não passa dos 9 reais, um equívoco administrativo inaceitável.

Enquanto isso, a mesma emissora exibiu pouco antes, a situação dos pacientes que precisam de hemodiálise. As clínicas vinculadas ao SUS ameaçam com o encerramento do serviço que está custando em torno de 240 reais, mas o Governo Federal só paga 179 reais por paciente e ainda assim atrasando o repasse dessas verbas. Uma senhora que mal conseguia se locomover deixou a seguinte pergunta: “O que eu faço?”.

 

No Rio de Janeiro, ex-presidente Lula participa de ato em defesa da Petrobras.  Foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil

No Rio de Janeiro, ex-presidente Lula participa de ato em defesa da Petrobras. Foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil

 

O que nós faremos? Seria ainda mais abrangente, pois estes são apenas alguns exemplos do que se espera, caso os quatro anos de mandato do PT se concluam com êxito (sic). O efeito bombástico se espalhará até que o próximo presidente retome as rédeas e o tempo de atraso se estenderá. Isso sem contar que se cumpram os boatos de que Lula tentaria eleger-se novamente.

O impeachment de Dilma Roussef foi defendido pelo diretor de Mídias Digitais da Globo, Erick Bretas, que prometeu estar na manifestação do dia 15, no Rio de Janeiro, informou o site Brasil 247. Consultorias também apontam chances de 20 a 30 por cento de um impeachment. Porém, isso não é capaz de silenciar ou baixar a voz dos governistas que acusaram na semana passada: “A investigação deveria ter começado nos anos 90, para que essa situação não chegasse aonde chegou”, disse Dilma em coletiva de imprensa.

Mais um absurdo, rebatido pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em nota oficial. “Uma vez que a própria Presidente entrou na campanha de propaganda defensiva, aceitando a tática infamante da velha anedota do punguista que mete a mão no bolso da vitima, rouba e sai gritando ‘pega ladrão!’, sou forçado a reagir”.

Desde a primeira linha escrita sobre o Petrolão, quando o escândalo veio à tona, Alô Tatuapé multiplicou aquilo que ainda não se prova, mas é sabido: o Petrolão faz parte de outros desvios e ilícitos. O envolvimento de empresas, que participam de grandes obras no país, não só dos projetos da Petrobrás, é a mais pura demonstração de que o rio de corrupção que atravanca o progresso é muito mais caudaloso.

Salve, salvem o Brasil. A repetição vale pelos dois sentidos da palavra.

alotatuape

Autor: alotatuape

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