SPTrans não prevê reajuste da tarifa de ônibus para 2015


Sexta-feira, 7 de novembro de 2014, às 17h10

 
As tarifas de ônibus municipais não devem ter reajuste no próximo ano. É o que garantiu o diretor administrativo-financeiro da SPTrans, Denilson Ferreira, durante audiência pública realizada nesta quarta-feira (5/11) na Câmara Municipal para discutir o Projeto de Lei (PL) 467/2014, do Executivo, que trata da peça orçamentária da capital paulista para 2015.

Kátia Kazedani / CMSP
Audiência pública da Comissão de Finanças discutiu a proposta de Orçamento para 2015. Foto: Luiz França / CMSP

Audiência pública da Comissão de Finanças discutiu a proposta de Orçamento para 2015. Foto: Luiz França / CMSP

Para conseguir manter a tarifa de ônibus em R$ 3,00, a previsão é que a compensação tarifária seja de R$ 1,4 bi – valor semelhante ao orçado para este ano, que necessitou ainda de um aporte financeiro de pouco mais de R$ 300 milhões para equilibrar as despesas. “Esse aumento é consequência de um conjunto de políticas públicas que oneraram o sistema, como a implementação do Bilhete Único Mensal, que diminuiu a arrecadação mas aumentou a utilização do transporte público, e também a mudança na legislação, que reduziu a idade para 60 anos para a gratuidade no ônibus”, explicou Ferreira.

Apesar da necessidade de mais recursos neste ano, Ferreira afirmou que a implementação de novas tecnologias reduzirá os gastos e a compensação tarifária não terá aumento. “Estamos revendo todo o sistema de transporte, o que levará a uma nova licitação. Mas não está previsto nenhum tipo de aumento da tarifa nessa peça orçamentária para 2015, não foi discutido isso na SPTrans. O que ajudará a manter a mesma compensação tarifária será a modernização com a bilhetagem, e os novos corredores terão cobrança desembarcada (o usuário paga o ônibus antes de embarcar) e uma via para ultrapassagem, o que aumentará a velocidade dos veículos”, sinalizou.

Diretor administrativo-financeiro da SPTrans, Denilson Ferreira. Foto: Luiz França / CMSP

Diretor administrativo-financeiro da SPTrans, Denilson Ferreira. Foto: Luiz França / CMSP

O relator do projeto, vereador Ricardo Nunes (PMDB), acredita que seria necessário prever mais recursos para compensação tarifária. “O representante da SPTrans nos explicou que as reformas farão com que a verba seja suficiente. Mas tenho essa preocupação, já que neste ano foi necessário um suplemento de R$ 300 milhões. Se isso for necessário, deveremos aportar do orçamento”, adiantou.

Durante a audiência pública, os participantes questionaram o fato de se cobrar pelo cartão do Bilhete Único. “Agora temos que pagar pelo bilhete e o serviço não está bom, tem menos ônibus circulando pela cidade”, falou o presidente da Associação Arte e Artesão, Carlos Henrique Cardoso.

O diretor da SPTrans explicou que a cobrança de R$ 3 pelo cartão é feita apenas quando a venda é realizada nos metrôs. “O cartão passou a ser cobrado, mas a gratuidade continua para aqueles que entram no nosso site e preenchem o cadastro corretamente. Isso foi necessário porque a pessoa esquecia o cartão em casa e pegava outro e isso estava gerando uma ineficiência no sistema de transporte público”, explicou Ferreira.

O orçamento total da secretaria de Transporte é de R$2 bilhões.“Entendo que o recurso previsto para o próximo ano não é suficiente. Mas o representante da secretaria afirmou que modernidade vai gerar uma economia de R$ 800 milhões, vamos ver como será essa economia”, disse o presidente da Comissão de Finanças e Orçamento, vereador Milton Leite (DEM).

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Autor: alotatuape

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