Sujeira no Pateo do Collegio custará 20 mil reais a pichadores


Terça-feira, 17 de abril de 2018 às 20h20


Marco Zero da cidade de São Paulo, a réplica do conjunto arquitetônico que simboliza a fundação da então Piratininga – depois São Paulo de Piratininga –, é um patrimônio de todos os paulistas, ao qual os paulistanos têm a facilidade de acesso.

Sobre esse local histórico, que passou a ser conhecido atualmente como Pateo do Collegio (grafia que já teve Pátio ou Páteo do Colégio), tanto se pode contar que vários livros já foram escritos sobre as aventuras ali vivenciadas. Por sorte, escapou da total demolição que sofreu o conjunto original, uma pequena parede datada de 1585, mas toda a área é considerada um sítio arqueológico, um pedaço que restou dos primórdios do colégio dos jesuítas, erguido à partir da primeira missa rezada pelos padres Manoel da Nóbrega, o noviço José de Anchieta e outros da Companhia de Jesus, no dia 25 de janeiro de 1554. Portanto, nesse dia se comemora o aniversário da cidade, cuja história é fascinante.

 

Pichação na fachada que simboliza o nascimento de São Paulo: uma agressão a todos os paulistas. Foto: aloimage

 

Mas todo esse simbolismo não foi capaz de sensibilizar o casal de pichadores que no dia 10 de abril, resolveu deixar sua marca na história da cidade, como pobres lacaios da inútil desordem a que se prestam. Sua obra lhes custará, por enquanto, 10 mil reais de multa, cada um. E poderá ser ainda maior, pois é de sua autoria outras aberrações, feitas por suas imprestáveis mãos e atrofiadas mentes. Entre elas estão o Monumento às Bandeiras, o Museu de Arte de São Paulo (MASP), Fórum Butantã e cogita-se haver outras. Isabela Tellerman Viana, confessou fazer a filmagem da pichação, enquanto João Luiz Prado Simões França, fazia o trabalho mais pesado, exercendo aquilo que suas faculdades mentais lhe permitem. Ele confessou as pichações nos demais prédios públicos citados, quando ambos foram presos, na noite da última quinta-feira (12)

Nesta segunda-feira (16) um mutirão se ergueu para fazer a limpeza da sujeira deixada pelo casal. Voluntários e funcionários da Prefeitura se empenham para deixar a fachada do prédio como antes. O diretor do Pateo do Collegio, padre Carlos Alberto Contieri, estimou a proporção da infração. “Os danos são grandes, vai precisar recuperar toda a fachada, em toda a sua extensão, de alto a baixo. Não é uma recuperação fácil, porque atingiu não só a tinta, mas os azulejos, os vidros e as esquadrias de madeira das janelas”, detalhou à Agência Brasil de Notícias. O religioso ressaltou que esta é a primeira vez que a instituição é alvo desse tipo de ação. “É surpreendente para nós”, enfatizou.

De acordo com a secretaria das prefeituras regionais, após o recebimento da notificação, o infrator tem prazo de 30 dias para pagar a multa. Após o vencimento, o débito será inscrito em dívida ativa. O infrator, em prazo determinado, pode também apresentar uma defesa, que será analisada e a decisão publicada no Diário Oficial da Cidade. Depois de cadastrada, será expedida nova notificação ao infrator, da qual constará a data máxima para pagamento ou interposição de recurso dirigido ao prefeito regional.

Outra possibilidade é a assinatura de um Termo de Compromisso de Reparação da Paisagem Urbana que, quando cumprido integralmente, acarreta no cancelamento da multa. Neste termo constará o prazo, a descrição e o cronograma para o reparo, informou a Agência Brasil. Apesar de poderem ser presos por até dois anos, isso dificilmente acontece com os pichadores.

Enquanto as leis favorecerem os infratores no Brasil, a impunidade se espalhar sem medo e a punição caminhar a passos de lesma – na verdade esse molusco se arrasta –, a Justiça será impedida de exercer seu papel.

Clique para ampliar e leia a nota da Diretor do Pateo do Collegio sobre a pichação.

Presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, concede entrevista, após sua posse no dia 12 de outubro. Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF (12/10/2016)

“O cala-boca já morreu”, reafirma Cármen Lúcia em encontro sobre imprensa em São Paulo. Imagem feita na sua posse no STF, dia 12 de outubro. Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF (12/10/2016)

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