50 anos do Primeiro Transplante Cardíaco no Brasil: O que mudou?
jul14

50 anos do Primeiro Transplante Cardíaco no Brasil: O que mudou?

Em 1968 quando o Professor Zerbini realizou o primeiro transplante de coração da América Latina, o sexto do mundo, no HC-FMUSP, havia muita controvérsia em relação ao diagnóstico de morte cerebral. Todo o tratamento era muito incipiente, assim como, a estrutura das Unidades de Terapia Intensiva, a preservação do órgão fora do corpo e mais crítico ainda para o sucesso dos transplantes era a imunologia, pois se conhecia muito pouco sobre rejeição e havia poucos medicamentos capazes de...

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O caminho correto passa longe do petróleo
maio27

O caminho correto passa longe do petróleo

A atual crise nos preços do combustível é consequência de políticas públicas equivocadas tomadas pelo governo brasileiro com a falsa promessa de trazer avanços econômicos e tecnológicos pautados pelo uso do petróleo no transporte.

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Dicas para uma gestação saudável
maio09

Dicas para uma gestação saudável

Desde a descoberta da gravidez, os cuidados e o preparo para o parto, leia o artigo que pode ajudar no desempenho das futuras mamães.

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Bullying: uma ameaça ao convívio pacífico
out27

Bullying: uma ameaça ao convívio pacífico

“Em geral, as pessoas dão pistas de que algo não vai bem”: bullying entra em pauta novamente com tragédia em Goiânia, ocorrido há uma semana.

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À deriva
out25

À deriva

O que estamos assistindo há dias, semanas, meses e anos é a nocividade com que a classe política conduziu o país até aqui.

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Lição de casa: dicas para estudar com os filhos
set23

Lição de casa: dicas para estudar com os filhos

Conheça seis dicas que vão fazer a diferença na hora de estudar com os filhos.

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É hora de rever as ciclofaixas
maio11

É hora de rever as ciclofaixas

“Não faz sentido trabalhar para agradar um grupo de ativistas que nem sempre representam os ciclistas”, diz Covas. Leia o artigo enviado pelo vereador de São Paulo, Mario Covas Neto, sobre as ciclofaixas.

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Outubro Rosa: conheça os direitos das mulheres com câncer de mama
out28

Outubro Rosa: conheça os direitos das mulheres com câncer de mama

Lidar com uma doença tão complexa como o câncer é uma tarefa árdua que exige equilíbrio físico e mental da mulher.

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Uma luz à saúde cardíaca feminina
out22

Uma luz à saúde cardíaca feminina

Durante muito tempo as doenças cardiovasculares no sexo feminino receberam pouca atenção. Existia o mito de que elas não eram um grupo de risco importante.

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Jornalismo: desafios para a sobrevivência
out09

Jornalismo: desafios para a sobrevivência

Um debate presente em qualquer roda de jornalistas é sobre a sobrevivência dos jornais. No entanto, não importa qual será o suporte da notícia amanhã, se estará em uma folha de papel, em um tablet, em um celular ou projetada diretamente na retina. Nem mesmo importa se estará representada em um vídeo, em um podcast ou em texto. O que realmente importa é se ela terá um compromisso claro com o desenvolvimento da humanidade em um planeta que caminha para 9 bilhões de pessoas em pouco mais de 30 anos. O jornalismo é parte fundamental da construção do processo civilizatório, com ele a democracia ganhou um olho vigilante ao longo dos séculos, e sua desconstrução não interessa a nenhuma...

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Boa forma: o alongamento e seus benefícios
ago01

Boa forma: o alongamento e seus benefícios

Com a correria do dia a dia, as pessoas estão ficando mais estressadas se esquecendo de cuidar do próprio corpo, deixando-o cada vez mais de lado.

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“É hora de mudar”; leia artigo da diretora-executiva da ONU Mulheres
jun11

“É hora de mudar”; leia artigo da diretora-executiva da ONU Mulheres

O estupro coletivo de uma menina de 16 anos, no Rio, reforça a urgência de adotarmos tolerância zero à violência contra mulheres e meninas no mundo.

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Para sustentar conquistas, Brasil precisa enfrentar problemas estruturais de longa data
jun11

Para sustentar conquistas, Brasil precisa enfrentar problemas estruturais de longa data

Artigo do diretor do Banco Mundial no Brasil, Martin Raiser: “Hoje, a profunda crise econômica enfrentada pelo Brasil ameaça conquistas sociais, econômicas e ambientais da última década. O que deu errado?”

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Comunicação no WhatsApp está criptografada “ponta-a-ponta”. E agora?
abr11

Comunicação no WhatsApp está criptografada “ponta-a-ponta”. E agora?

Foi divulgado no blog oficial do WhatsApp a informação de que todas as comunicações (texto, imagem, áudio, vídeo e ligação) por meio da aplicação (quer entre duas pessoas, ou em grupos) estão integralmente criptografadas – criptografia “ponta-a-ponta” ou “fim-a-fim”.

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Samarco, Vale, BHP e governo diante da tragédia
fev10

Samarco, Vale, BHP e governo diante da tragédia

Este artigo foi originalmente escrito para o site Dislexia de Bacamarte e também publicado no site do Greenpeace Brasil.

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A outra face da crise na saúde
set12

A outra face da crise na saúde

Longe se vão, entretanto, os tempos em que o atendimento de saúde era uma dádiva ou concessão de alguns hospitais ou clínicas caridosas. Hoje, constitucionalmente, é um direito inalienável cada vez mais exigido pela população.

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Com redução de maioridade penal, o Brasil ignora compromissos internacionais
set11

Com redução de maioridade penal, o Brasil ignora compromissos internacionais

“O cerne da questão, que não é mencionado neste debate, é se a redução da maioridade penal é efetiva ou não para combater a violência. Nesse sentido, basta dar uma olhada nos regimes penitenciários da região para entender que mais penas não é sinônimo de menos crimes, evidenciando o fracasso sistemático das leis e políticas restritivas no tema.” 

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Ataques à medicina são históricos
ago31

Ataques à medicina são históricos

Não é de hoje que o Governo tenta intervir nesse campo. Isso ocorreu diversas vezes entre 2004 a 2007, quando fui secretário executivo da Comissão Nacional de Residência Médica e diretor do Departamento de Residência e Projetos Especiais na Saúde da Secretaria da Educação Superior do Ministério da Educação (2004-2007).

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Instituições e corrupção
ago25

Instituições e corrupção

“A corrupção é o maior obstáculo para o desenvolvimento. Ela aprofunda o fosso entre ricos e pobres, enquanto elites vorazes saqueiam o orçamento público. Causa distorções na concorrência, ao obrigar empresas a desviar importâncias cada vez maiores para obter novos contratos.

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Dois anos do programa Mais Médicos: fiasco
ago20

Dois anos do programa Mais Médicos: fiasco

Ao celebrar dois anos do Programa Mais Médicos, a Presidente Dilma Roussef se vangloriou da iniciativa. Disse que, ao aproximar o Brasil de Cuba, melhorou a sáude dos brasileiros. Então, vejamos onde mora a verdade. Até hoje os médicos que se formaram no exterior, cubanos ou não, estão fora da norma utilizada no Brasil e no mundo, de revalidação dos diplomas de alguma forma. Não há nenhuma avaliação da qualidade e competência destes médicos. Portanto, os brasileiros são atendidos pelos mesmos em esquema de roleta russa: podem até achar alguém capacitado, contudo, sempre há o risco de cair em mãos incapazes, o que significa perigo de morte, quando o tema é...

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Transformar São Paulo na Europa, antes da Europa em São Paulo
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Um novo ataque aos brasileiros e à medicina
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Para se manter, o PT acusa a oposição, que é a maioria do país
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Avanços científicos e falta de remédios para os doentes
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A essência da universidade deve ser mantida, jamais corrompida
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Corte do orçamento: saúde dos brasileiros não é prioridade do Governo
jun02
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Resumo semanal da Organização das Nações Unidas (ONU) em imagens
jun01

Resumo semanal da Organização das Nações Unidas (ONU) em imagens

  Segunda-feira, 1º de junho de 2015, às 17h34 As dificuldades de acesso humanitário em meio ao conflito no Iêmen; as resoluções do Fórum Mundial de Educação; e o debate, na sede da ONU, sobre a energia sustentável para todos – estes são os destaques do resumo semanal da ONU em imagens, edição número 43.

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Planos de saúde: Reajuste de mensalidade por faixa etária não pode ultrapassar 30%
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Police Neto quer fazer sucesso com Minhocão, construído por Maluf
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Marvel, a origem dos Vingadores está nos quadrinhos
abr30

Marvel, a origem dos Vingadores está nos quadrinhos

Nos anos 1940, auge dos quadrinhos nos EUA, que também fizeram sucesso no Brasil, tiveram a sua origem muitos super-heróis, como o Capitão Marvel, Superman, Batman, Homem de Ferro, Nabor – o príncipe submarino, O Incrível Hulk, Capitão América, Homem-Aranha, Mandrake, Thor e tantos outros. A Família Marvel, também deu originou a Liga da Justiça que se transformou em desenhos para a TV.

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“Direitos humanos para humanos direitos”. A Grécia antiga refutaria esta ideia?
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Terceira idade: cinco dicas para não ser ‘enrolado’ pelo plano de saúde
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Marginal do Tietê e Pinheiros, daqui alguns anos. Sonhar não custa nada
nov09

Marginal do Tietê e Pinheiros, daqui alguns anos. Sonhar não custa nada

Domingo, 9 de novembro de 2014, às 11h48 Gerson Soares Para um sistema totalitário e cruel, a queda do muro, erguido para separá-lo daqueles que discordavam de suas ideias e ideais, seria inimaginável à época do auge das suas convicções. Esta imagem também nos remete de certa forma, a um tempo utópico, futurista, para uma cidade massacrada pela ignorância e a ambição. Enquanto na distante Alemanha se erguia um muro a custa de vigilância pesada, tiros e mortes. Em São Paulo, erguia-se um monumento à falta de consciência ecológica, de desrespeito à natureza, aviltando a beleza e a história do Rio Tietê. Em troca disso, o ganho fácil e o distanciamento do trabalho difícil que levaria às soluções mais inteligentes para o crescimento da grande metrópole que fazia saltar os olhos dos mais adiantados países do mundo, inclusive dos alemães. “Sonhar não custa nada, e meu sonho é tão real”, dizem os versos do samba-enredo da escola de samba Mocidade Independente de Padre Miguel do Rio de Janeiro, vencedora do Carnaval de 1992. Com a reprodução desses versos, que ainda têm “não se paga pra sonhar”, fica o sonho de que um dia as novas gerações de paulistanos, possam se sentar tranquilamente às margens desse rio que somente pela sua trajetória – que da nascente segue para o interior ao invés de se dirigir ao mar –, já mereceria algum estudo antes de lhe impor um destino tão cruel. À comparação feita aqui, deve ser dada a devida proporção; quer ela ser apenas, a afirmação de que quando se tem vontade tudo é possível. Até mesmo que toda a poluição do Tietê e do Pinheiros, seja lembrada com singelos balões, daqui a algum tempo.   Assuntos relacionados Tietê na história paulista Tietê: o rio de São Paulo Rios despoluídos seriam alternativa para abastecimento...

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Planos de saúde devem cobrir especialidade psicológica
out31

Planos de saúde devem cobrir especialidade psicológica

Sexta-feira, 31 de outubro de 2014, às 18h58   Você sabia que o atendimento psicológico é direito dos usuários de planos de saúde? Vivemos em uma sociedade de consumo e de informação, sobretudo rápidos. Quem vive nas grandes cidades é tomado por um cotidiano cada vez mais caótico, com transporte público ruim, trânsito, serviços de má qualidade, violência, entre outros problemas. O stress do dia a dia tem levado muitas pessoas a buscar acompanhamento psicológico. O problema é que, em geral, esses tratamentos não são baratos. Mas o que muita gente não sabe é que esse tipo de atendimento é coberto pelos planos de saúde. O Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) é a lista de todos os procedimentos obrigatórios que os planos devem oferecer ao consumidor, destinado aos beneficiários de contratos firmados a partir de janeiro de 1999, quando entrou em vigor a lei que regulamentava planos. Nesta lista, se encontram sessões de psicoterapia, de psicólogos e terapias ocupacionais. A grande maioria dos planos apresenta em seu quadro de associados especialistas da área, já que eles são uma exigência no rol de procedimentos. Se o profissional estiver cadastrado, o procedimento deve ser gratuito. Caso o consumidor opte por um profissional de fora do plano, é importante que ele esteja atento aos valores e consultar bem se a operadora possui opções de reembolso. Agora, se o plano não tiver nenhum profissional cadastrado, o valor das consultas deve ser restituído integralmente, cabendo medidas legais caso isso não seja cumprido. Para procedimentos comuns, procurados pelo próprio beneficiário, o limite estabelecido – e ampliado em 2010 – é de 40 sessões por ano com psicólogos ou terapeutas ocupacionais, e 12 sessões de psicoterapia. Mas em casos extraordinários, quando há prescrição médica ou urgência, o tratamento não apresenta limite e a operadora é obrigada a arcar com o procedimento pelo tempo de sua duração. É preciso, claro, analisar caso a caso, e o cliente deve ficar atento para não arcar com gastos que não lhe cabem. Por incrível que pareça, essas medidas costumam ser respeitadas, e raramente há conflitos entre operadoras e consumidores quando a questão é tratamento psicológico. A empresa ganha em trazer para seu quadro um bom leque de profissionais e o beneficiário ganha ao ter seu direito assegurado, podendo realizar um tratamento importante sem maiores gastos. Mas vale lembrar que, caso as operadoras descumpram essa obrigatoriedade, ela poderá ser advertida, multada e até em último caso ter sua venda de planos suspensa pela ANS. É importante então que, caso encontre problemas, o beneficiário faça a reclamação à agência e assegure, assim, o...

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Direito à maternidade preservado
out16

Direito à maternidade preservado

Quinta-feira, 16 de outubro de 2014 às 20h   O juíz Renato de Abreu Perine, da 17ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo, sentenciou a Mediservice Administradora de Planos de Saúde a arcar com os custos de endometriose aguda da paciente Claudia Zappalenti. O tratamento recomendado pelo seu médico tinha sido a fertilização in vitro, mas a operadora tinha indeferido o pedido, em uma clara situação de falta de análise do caso – o que tem sido cada vez mais recorrente. Já há algum tempo, temos acompanhado repetidos casos em que planos de saúde negam tratamentos a pacientes de forma incorreta. Tais operadoras agem, antes de mais nada, como empresas que visam exclusivamente o lucro, deixando o bem estar dos usuários e o direito à vida em segundo plano. O plano de saúde negou o pedido de Cláudia com base em uma cláusula válida, que exclui métodos de inseminação artificial do rol dos procedimentos cobertos por planos de saúde, com a intenção de evitar que se use o tratamento como meio de planejamento familiar. No entanto, a cláusula abre precedentes para interpretação, uma vez que em casos como o de endometriose severa a fertilização funciona como um tratamento médico para a doença. Além disso, a paciente corria o risco de ficar infértil e, ainda estando em idade de reprodução, isso violaria o direito garantido pela Constituição da mulher constituir uma família. Cláudia, portanto, não requeria o tratamento por simples vontade de ter um filho, mas sim por motivos de saúde. A endometriose severa causa sangramento excessivo, cólica aguda e possibilidade de perda do sistema reprodutivo e a fertilização in vitro é apontada como a única forma de tratar essa doença. Como poderia, então, um plano de saúde, cuja função é propiciar tratamentos de saúde aos seus associados, negar tal procedimento? “Aplicar a vedação estabelecida em lei para o único tratamento apto a curar a doença ofenderia a dignidade da pessoa humana, fundamento da República Federativa do Brasil”, disse o juíz em sua sentença. Afirmando que a dignidade da pessoa humana é o fundamento básico da Constituição, classificou como sendo de má fé uma interpretação literal do artigo 10, inciso II, da Lei no 9656, e ordenou que a operadora arcasse com os custos, ainda que o médico não fosse conveniado, sob pena de multa. O caso da paciente era tão claro, que qualquer pessoa, ainda que leiga, pode perceber o erro na atitude do plano de saúde. A sentença do juíz só evidencia os interesses da operadora e as recorrentes ações de má fé. Certamente o caso de Cláudia não é o primeiro e nem será o...

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É a lama, é a lama, é a lama…
out10

É a lama, é a lama, é a lama…

Sexta-feira, 10 de outubro de 2014, às 19h15 – Atualizado às 19h43 Mais uma vez, o país dos boeings da Embraer e dos mosquitos da dengue, se vê petrificado, agora com as declarações de um ex-diretor da Petrobras. Público, gravado e na internet o depoimento à Justiça parece ter surtido algum efeito. Gerson Soares A comparação entre os boeings e o mosquito foi feita durante uma reportagem publicada pela revista Veja, há algum tempo, mas sempre nos lembramos disso quando as situações assumem diferenças tão gritantes quanto aquela. Qualquer brasileiro, que tenha o mínimo de envolvimento político, sabe que a Petrobrás é uma mãe, para cujos braços não faltam candidatos. Algumas das empresas citadas em depoimento pelo ex-diretor José Roberto Costa, na quarta-feira (8), amplamente divulgado, são conhecidas não só pela longevidade, mas pelo envolvimento com escândalos, maiores ou menores, em vários níveis governamentais há décadas. Resguardamo-nos, da citação desses nomes – apesar de nos áudios divulgados estarem bem claros – em favor da ética. Sobre os depoimentos apresentados, o que mais assusta são os detalhes, pois o fato de empresas ganharem concorrências, privilégios em troca de propinas e pagamentos a setores do governo e partidos, isso já é conhecido de longa data e motivo de tamanha mobilização da imprensa. Os meandros da iniquidade corruptiva na política são tão medonhos que décadas passam antes que venham totalmente à tona, como agora. Aécio Neves, concorrente ao Palácio do Planalto, diz ser esse fato uma instituição; Dilma disse que ela mesma demitiu José Roberto Costa. Mas condena a exposição dos depoimentos que tomam a dimensão de uma bomba atômica, bem nos dias que precedem o segundo turno da eleição que pode lhe dar um segundo mandato. Num dos países das chamadas repúblicas das bananas, nome que já não cabe ao Brasil em razão de sua evolução industrial – que apesar da insistência de corruptos e corruptores, se ergue a cada dia trabalha e produz honestamente –, mas com escândalos como este fica sem rivais na América Latina, em matéria de o quanto ainda pode ser corrupto. Dilma dizer que seu partido empreende uma luta sem trégua contra os corruptos, ora senhoras e senhores, isso é balela! Se a divulgação dos áudios é justa e se irá prejudicá-la, este peso não pode ser jogado totalmente contra a oposição. O Ministério Público está agindo de acordo com a lei, tão utilizada à exaustão pelos advogados dos envolvidos no Mensalão, a ponto de os réus terem privilégios e foros jamais imaginados por alguém que furta um pedaço de pão ou um pote de margarina (não custa nada lembrar) para matar a fome – que...

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Dia das Crianças – Presente na medida certa
set19

Dia das Crianças – Presente na medida certa

  Sexta-feira, 19 de setembro de 2014, às 15h24 Por Ana Cássia Maturano* “Muitas vezes, o ato de presentear esconde uma carência sentimental. Suas necessidades são outras, mas interpretadas dessa forma”, dizem os especialistas. Com a proximidade do dia das crianças, os pequenos já ficam ansiosos pelos presentes, afinal essa é uma das poucas datas na qual eles os recebem, certo? Era assim que deveria ser, mas atualmente vemos mais e mais pais presenteando os seus filhos a todo momento e sem critério ou motivo algum.     Isso é prejudicial pois tal atitude está contribuindo para o agravamento de uma geração de crianças consumistas. Presentear os filhos fora de hora não é proibido, mas é importante tomar cuidado com a frequência com que isso acontece. “Muitas vezes, o ato de presentear esconde uma carência sentimental. Suas necessidades são outras, mas interpretadas dessa forma”, afirma a psicóloga e psicopedagoga Ana Cássia Maturano. “As crianças precisam de mais atenção, carinho e orientação dos pais do que de outras coisas. E limites claros e consistentes.” Dizer não às crianças é parte importante de sua educação. Os pequenos precisam aprender que não podem ter tudo o que querem sempre. É necessário que se aprenda desde pequeno que as coisas vêm como o resultado de um esforço, e que por isso precisam ser valorizadas. Além disso, os pais não devem comprometer o orçamento para satisfazer vontades dos filhos. A quantia investida em um presente não pode exceder às possibilidades financeiras da famílias, tanto para evitar dívidas quanto para impor limites. “As crianças precisam entender o valor das coisas”, diz Ana Cássia. Muitos pais ficam com medo de frustrar os filhos, e por isso têm essa dificuldade em impor limites, mas a frustração é parte da vida e ajuda a amadurecer. A enorme disponibilidade de produtos – muitos a preços acessíveis – e as facilidades de pagamento nos empurram cada vez mais para o consumismo. Como diz a máxima, querer pode, ter já é outra coisa. *Ana Cássia Maturano, psicóloga e psicopedagoga...

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Livros e Senado, mais perto do povo
set02

Livros e Senado, mais perto do povo

Terça-feira, 2 de setembro de 2014 às 09h31 *Por Galeno Amorim A Bienal Internacional do Livro de São Paulo, realizada em agosto, chamou a atenção, mais uma vez, sobre a importância do livro e da leitura na formação de uma sociedade mais saudável. Entre as novidades da edição estavam os lançamentos de um volume expressivo de livros jurídicos: mais de 700 obras lançadas ou relançadas nos dez dias da feira. Uma delas foi Anteprojeto do Código de Processo Civil, lançada no estande do Senado Federal.     A presença do Senado foi, mais uma vez, destaque na Bienal, que é o terceiro maior evento do setor no planeta. O diretor-geral da Casa, Haroldo Tajra, fez uma doação de livros em braile. Entre as obras, o Novo Código Civil, a Legislação Eleitoral e Política, a Lei de Falências, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, a Lei Antidrogas, a Constituição Federal de 1988 atualizada com as emendas, o Pequeno Dicionário da Língua Portuguesa e o irretocável O Velho Senado, conto de Machado de Assis. A pedagoga especializada em deficiência visual, Joana Maria Rey, lembrou que para um cego concluir um curso superior tem de se esforçar, no mínimo, 50 vezes mais do que uma pessoa que enxerga. “Faço um apelo no sentido de que os cursos universitários se tornem mais acessíveis aos portadores de deficiência visual”. Ações como essa são, portanto, mais que bem-vindas, necessárias. *Galeno Amorim é jornalista, escritor e diretor do Observatório do Livro e...

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Mulher tem “fertilização in vitro” garantida na Justiça
ago28

Mulher tem “fertilização in vitro” garantida na Justiça

Quinta-feira, 28 de agosto de 2014 às 17h17   A decisão é do Juiz de Abreu Perine, da 17ª Vara Civil do Tribunal de Justiça de São Paulo, atendendo solicitação de paciente com endometriose aguda. O juiz Renato de Abreu Perine, da 17ª Vara Civil do Tribunal de Justiça de São Paulo, condenou a Mediservice Administradora de Planos de Saúde a arcar com os custos de endometriose aguda de uma paciente da sua carteira de clientes. Seu médico tinha recomendado o tratamento com fertilização in vitro, mas o plano de saúde indeferiu o pedido. O plano de saúde negou o pedido de Cláudia com base em uma cláusula válida, que exclui métodos de inseminação artificial do rol dos procedimentos cobertos por planos de saúde, com a intenção de evitar que se use o tratamento como meio de planejamento familiar. “No entanto, a cláusula abre precedentes para interpretação, uma vez que em casos como o de endometriose severa a fertilização funciona como um tratamento médico para a doença”, esclarece a advogada Gabriela Guerra, especialista em Direito do Consumidor na área da Saúde. Além disso, segundo Gabriela, “Cláudia corria o risco de ficar infértil e, ainda estando em idade de reprodução, isso violaria o direito garantido pela Constituição da mulher constituir uma família”. A endometriose severa causa sangramento excessivo, cólica aguda e possibilidade de perda do sistema reprodutivo e a fertilização in vitro é apontada como a única forma de tratar essa doença. “Aplicar a vedação estabelecida em lei para o único tratamento apto a curar a doença ofenderia a dignidade da pessoa humana, fundamento da República Federativa do Brasil”, disse o juíz Renato de Abreu Perine em sua sentença. Afirmando que a dignidade da pessoa humana é o fundamento básico da Constituição, o magistrado classificou como sendo de má fé uma interpretação literal do artigo 10, inciso II, da Lei no 9656, e ordenou que a Mediservice Administradora de Planos de Saúde garanta “a fertilização in vitro para tratamento da endometriose junto ao médico que prescreveu o tratamento, sob pena de incidir em multa a ser fixada em sede de execução”. Advogada Gabriela Guerra www.pgb.adv.br...

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A saúde tem de ser saudável
ago22

A saúde tem de ser saudável

Sexta-feira, 22 de agosto de 2014 às 08h48 – Atualizado às 11h11 Gerson Soares A pauta Saúde no Brasil tem que mudar divulgada por Alô Tatuapé na quarta-feira (20), referente à pesquisa encomendada ao Datafolha pelos Conselho Federal de Medicina (CFM) e Escola Paulista de Medicina (APM), publicada originalmente no Portal Médico do CFM no dia 19 último, repercutiu de forma negativa junto aos setores do governo Federal, relacionados à pasta da Saúde, que lamentaram em nota à imprensa no final da tarde da mesma terça-feira (19), a divulgação da pesquisa ou a forma como ela foi feita através do CFM. Este, por sua vez, emitiu um comunicado no início da tarde do dia 20, quarta-feira, esclarecendo que coube ao órgão que representa a classe médica, apenas a divulgação da pesquisa, procedida de forma autônoma, isenta e idônea. As pesquisas realizadas no país, por institutos como o Ibope, IBGE ou Datafolha são plenamente aceitas pelo governo para aquilo que diz respeito aos seus interesses, como as que indicavam grande vantagem da presidente Dilma Roussef em relação aos demais candidatos à Presidência da República até o início deste ano, que chegaram a apontá-la como vencedora no 1º turno. Apesar das diferenças terem diminuído bastante e o 2º turno já ser uma certeza, as informações das pesquisas anteriores, que apontavam seu total favoritismo, estão sendo usadas atualmente em sua campanha à reeleição, direta ou indiretamente através do marketing. A polêmica sobre os dados coletados em “Opinião dos brasileiros sobre o atendimento na área da saúde”, como o do tópico citado na própria nota emitida à imprensa pelo Ministério da Saúde: “Das pessoas que procuram os postos de saúde, 91,3% conseguiram atendimento, o que demonstra os bons resultados de estratégias como o Mais Médicos”, foram postos para questionar a divulgação das demais apurações divulgadas pelo CFM, que ao contrário disto demonstram a revolta da população com relação ao SUS. Para resumir este pequeno comentário, questionamos: Se 91,3% conseguiram, como ficaram os outros 8,7%? Será que entre eles estão os mortos, vítimas da falta de atendimento? E, pior, a quem o atendimento foi negado, mesmo podendo ser prestado, portanto não se manifestaram? Como nos diversos casos de bebês prematuros, cujas mães são rejeitadas pelo SUS, dos que não encontram leitos de UTI ou as infindáveis esperas por uma simples ressonância magnética. Estes são apenas alguns exemplos, deste acanhado resumo. Note-se o emprego do verbo conseguir (o atendimento) na nota governamental. Conseguir é tido no dicionário, como algo provavelmente inalcançável, difícil de obter. E esta é a verdade que o governo tenta abafar. Porém, a doença causada pela falta de interesse governamental, chama-se insatisfação popular....

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Rios despoluídos seriam alternativa para abastecimento
ago21

Rios despoluídos seriam alternativa para abastecimento

Quinta-feira, 21 de agosto de 2014 às 20h36 Por Marco Antonio Palermo* O Comitê responsável pelas bacias hidrográficas dos rios Piracicaba, Jundiaí e Capivari autorizou a captação para consumo das águas do rio Jundiaí, classificado, anteriormente, pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) como altamente poluído. O trecho de 22 km de onde serão captadas as águas fica entre as cidades de Itupeva e Indaiatuba, no interior de São Paulo.     Recentemente, o rio foi reclassificado para nível 3 de poluição, condição que viabiliza sua utilização para abastecimento após tratamento avançado. A melhora da qualidade da água ao longo da bacia, principalmente no trecho entre Itupeva e Jundiaí se deu graças aos investimentos em despoluição realizados nos últimos vinte anos. O doutor em engenharia de recursos hídricos Marco Antonio Palermo enfatiza a importância do investimento em despoluição de rios e lagos ao observar a reclassificação do trecho do rio Jundiaí da classe 3 para a 4 no que se refere ao nível de poluição. “Uma vez despoluídos, os corpos d´água podem se prestar para o abastecimento público, dentre outros usos. Passa a ser possível empregar quantidades importantes de água antes impróprias e inaproveitáveis”. Marco Palermo avalia que os investimentos em despoluição que melhoraram a qualidade da água do rio Jundiaí entre as cidades de Itupeva e Jundiaí deveria ser modelo a ser seguido por São Paulo, além de uma alternativa a mais para o abastecimento que passa pela sua pior crise. “Imaginem se os rios Tietê, Pinheiros e Tamanduateí estivessem despoluídos, certamente não seria necessário ir buscar tanta água tão longe e nem recorrer a medidas extremas como utilizar o volume morto dos reservatórios para abastecer as cidades do Alto Tietê”, conclui. *Marco Antonio Palermo é Doutor em Engenharia de Recursos Hídricos, Engenheiro Hidrólogo pelo IHE/Delft, Holanda, foi diretor técnico e financeiro da Agência da Bacia do Alto Tietê e vice-presidente do Comitê da Bacia do Alto Tietê. É membro da Associação Brasileira de Recursos Hídricos e preside o Instituto...

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Campos já mudou o Brasil
ago18

Campos já mudou o Brasil

Segunda-feira, 18 de agosto de 2014 às 10h06 – Atualizado às 19h06 De uma forma ou de outra, Eduardo Campos mudou o Brasil. Gerson Soares Como disse neste final de semana, um emérito professor de Física, para obter-se uma reação é necessário haver massa crítica. Eduardo Campos, com seu sorriso que resplandecia no olhar claro estava predestinado a mudar o Brasil e nem mesmo ele sabia disso. Mas, acreditava e disse: “Nós não vamos desistir do Brasil”. Sua frase ainda ficará na memória por muito tempo e as palavras estarão eternizadas nas imagens de sua despedida.       Menos conhecido no sudeste do que na região nordestina, onde se sobressaiu com políticas importantes, Campos vinha num crescente entendimento com a classe empresarial brasileira que vislumbrava nele as perspectivas de mudanças para fazer o país voltar a crescer. Setores progressistas e populares também enxergavam com bons olhos o jovem estadista. Campos desenvolveu-se num meio familiar voltado para a política, dela se alimentou, cresceu e se destacou, a ponto de pleitear o mais alto posto eletivo do país. Era a esperança de uma nova linhagem política no país que clama por mudanças urgentes. Com Miguel Arraes, pai de Ana sua mãe, embrenhou-se certamente pelas mais longínquas e pequenas distâncias que separam o Brasil irreal daquele verdadeiro, onde as necessidades humanas mais elementares foram esquecidas. Em que a dádiva de ter apenas água para beber é capaz de suplantar a dor da doença e até a fome, essa outra calamidade que também deve ter cruzado seus caminhos em seu assaz desejo de ser saciada por um prato de comida, numa das regiões mais castigadas. A morte trágica e surpreendente de Eduardo Campos, tão rápida quanto a explosão que lhe ceifou a vida e a promissora carreira política, provocou imediata comoção e mudança na atitude do povo brasileiro, por tradição indiferente à política. Sua morte, no mesmo dia em que nove anos atrás falecia o avô, 13 de agosto, levou muita gente à reflexão; um breve olhar para o quanto é preciso amadurecer politicamente e todo o sacrifício necessário para que o país atinja maturidade para reivindicar seus anseios e a forma como o fará. Campos deixa um legado com sua repentina ascensão e morte, ao mesmo tempo em que abre as portas para que a vice de sua chapa, Marina Silva – mulher de fibra e opinião forte – tome as rédeas da carruagem em que viajavam; um terreno pedregoso de dificuldades a serem vencidas. Ela mesma impedida de disputar a Presidência da República sob sua própria legenda, por manobras que impossibilitaram o registro do seu partido Rede Solidariedade. Através de...

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Aprender para empreender
jul30

Aprender para empreender

Quarta-feira, 30 de julho de 2014 às 18h44 por Rafael Abud* O empreendedor é aquele que sabe identificar as oportunidades, agarrá-las e transformá-las em um negócio lucrativo. Seus maiores instrumentos são a inovação e a força de vontade, ambas utilizadas para filtrar as boas ideias e programá-las de forma a alcançar os seus objetivos. Isso não quer dizer que o empreendedorismo seja um talento natural; ao contrário, ele é um comportamento que pode ser construído e aprimorado com o tempo.     A partir disso, é importante que as escolas motivem e ensinem, desde cedo, a educação empreendedora para as crianças e adolescentes. Por meio dela, os alunos aprendem a tomar atitudes inovadoras, a assumir posições de liderança frente às próprias decisões e passam a acreditar mais no seu próprio potencial. Além disso, o conhecimento do empreendedorismo incentiva a formação de profissionais mais autônomos e proativos, além de abrir portas para o desenvolvimento de atividades independentes por parte dos estudantes. Para preparar os alunos para futuros caminhos empreendedores, os professores podem fazer uso de algumas atividades dentro e fora da sala de aula, como criação de miniempresas, promoção de palestras com empreendedores e professores de gestão e visitas técnicas a empresas, eventos e feiras, além de articulação de programas de simulação empresarial. Por meio da educação empreendedora, os alunos aprendem de forma dinâmica a enfrentar desafios e a desenvolver suas capacidades. O aluno empreendedor é educado desde cedo a lidar com os problemas da vida real, o que possibilita que ele tenha autonomia para fazer suas próprias escolhas. *Rafael Abud é administrador de empresas, professor e consultor do...

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Artigo aponta erros na reabertura da USP-Leste
jul23

Artigo aponta erros na reabertura da USP-Leste

Quarta-feira, 23 de julho de 2014 às 21h15 A decisão arriscada e eleitoreira de reabrir o campus contaminado da USP Leste por Edson Domingues* A reabertura da USP Leste entra para a categoria dos museus de grandes novidades. Agradou até membros do primeiro escalão do governo Fernando Haddad. Da CETESB não se poderia esperar nada diferente.     A reabertura se dá com restrições de acesso à área que recebeu aproximadamente 6 mil caminhões de terra contaminada e sem procedência. Como se tapumes controlassem o veneno. Além da terra clandestina depositada na área de proteção ambiental do Tietê, sob os pés dos alunos e professores da USP Leste encontra-se volumosa quantidade de metano, naftaleno, chumbo e toda sorte de compostos orgânicos voláteis, semi-voláteis, pesticidas como aldrin, além dos PCB’s – Bifenilos Policlorados. Estes, extremamente perigosos, carcinogênicos, afetam diretamente o sistema nervoso central, além de causar danos ao fígado, baço e rins. Popularmente os PCB’s são conhecidos como ascarel ou óleo elétrico. Mas nada disso importa, ainda que relatórios apontem para eventuais riscos à saúde humana. A CETESB atestou nesta última semana que os valores apresentados das amostras estão abaixo dos limites de intervenção, como se a exposição de indivíduos diferentes tivessem resultados iguais. Mas de tudo o que se publicou até a reabertura da USP Leste, que no passado foi a melhor universidade da América Latina, até agora nada se mencionou sobre as possíveis “contraprovas” dos pareceres técnicos da CETESB. Única instituição com fé pública, com tecnologia disponível para aferir níveis de contaminantes, não há outra capaz de questionar suas decisões. O Ministério Público Estadual recomendou 11 iniciativas para reabertura. A pressão do Palácio dos Bandeirantes fez retomar as aulas face ao inevitável desgaste nas eleições. Em 2001, João Yunes, médico sanitarista e representante brasileiro na Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) estava à frente da renomada Faculdade de Saúde Pública. Yunes era um homem à frente de seu tempo. Sua passagem pelo Conselho Consultivo da Organização Mundial de Saúde marcou época. Como sanitarista, compreendia a saúde como assunto além dos limites do indivíduo. Sua visão estava associada ao ambiente, em especial o das grandes cidades. O sonho de João Yunes era equipar a Faculdade de Saúde Pública com moderno laboratório capaz de oferecer maior rigor na investigação científica nas questões de saúde ambiental. O ideal de um novo laboratório para análise do ambiente urbano, em especial da cidade de São Paulo, era justamente questionar dúvidas que pairavam sobre aferições e laudos das instituições. O sonho de Yunes não se concretizou. Vale o parecer da CETESB. * Edson Domingues, 45 anos, é ambientalista e autor de projetos de sustentabilidade na periferia...

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“Mordeu? Vai pro quarto escuro com o lobo mau”
jul01

“Mordeu? Vai pro quarto escuro com o lobo mau”

Terça-feira, 1º de julho de 2014 às 20h05 Ao explicitar a sua tática, o ex-jogador Ronaldo Fenômeno traz à tona o despreparo de alguns pais na hora de educar os filhos. A punição aplicada pela FIFA ao jogador do Uruguai, Luis Suárez, por morder um zagueiro italiano pode ou não fazer sentido dependendo da interpretação. Mas o desdobramento do caso revela que a deseducação não é exclusividade dos atletas. Ela também impera nos bastidores da Copa, entre os famosos. É o que fica evidente no comentário que o ex-jogador Ronaldo fez sobre o assunto: “Sei que mordida dói. Minhas filhas pequenas mordiam até pouco tempo e eu punia: quarto escuro com lobo mau”. Que os fãs do Fenômeno com filhos na primeira infância não levem o conselho a sério, pois os desdobramentos podem ser catastróficos.     “Colocar uma criança num quarto escuro não a faz refletir sobre o seu ato”, comenta a psicóloga clínica Ana Cássia Maturano. “Sem contar que você, adulto, continua agindo na esfera da agressividade e isso é um péssimo exemplo”. E que dizer da combinação quarto escuro com lobo mau? “É algo que deve ser aterrorizante para uma criança”, diz Ana Cássia. “Você apenas reforça o medo natural que elas já sentem por terem um pensamento fantasioso”. Com relação ao ato de morder, a despeito de ser algo realmente estranho partindo de um adulto, entre os pequenos é absolutamente normal. “Quando os pequenos descobrem o poder dos dentes acabam usando, seja para agredir ou despertar a atenção. É uma forma de se expressar, considerada até normal, nada inusitado”, explica a psicopedagoga Cynthia Wood. “O papel do adulto é mostrar que isso não se faz, sem jamais reprimi-la com punição e violência”. Punições, como a que fez Ronaldo, podem trazer prejuízos tanto para os pais como para as crianças. “Colocar num quarto escuro e dizer que o lobo mau está lá é uma tortura emocional”, alerta a psicóloga Maria Rocha, coordenadora pedagógica do colégio Ápice de Educação Infantil, localizado no bairro do Morumbi, em São Paulo. Segundo a especialista, “uma criança que fica trancada em um quarto escuro pode criar um trauma e levá-lo para a vida toda”. Isso para não dizer do risco da quebra de confiança nos pais, figuras especiais em quem os pequenos confiam acima de tudo. “Ela pode, inclusive, deixar de confiar neles e não é difícil imaginar as conseqüências disso”, diz Maria Rocha. E como agir nas situações em que as crianças mordem? “Os pais devem explicar que existem regras na vida e que ela não pode fazer aquilo. Caso a criança tenha mordido um colega porque não quis dividir...

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Temos tanto para comemorar… Ôôeaaaa!
jun30

Temos tanto para comemorar… Ôôeaaaa!

Segunda-feira, 30 de junho de 2014 às 8h31 – atualizado às 11h23   Gerson Soares Jazidas de minérios, ouro, montanhas de ferro, água, aquíferos, fauna, flora, uma beleza imensa, natureza magnífica, pedras preciosas, petróleo e a chegada às quartas de final da Copa do Mundo, que não é nossa, é da Fifa e seus critérios polêmicos, exigências rígidas e as belas propagandas, muito bem elaboradas, aí sim com a nossa cara, como a Fifa imagina, apropriadas para ilustrar a nossa realidade. Um menino sonha, os prédios são desalinhados, coqueiros frondosos se misturam aos telhados das favelas que dividem os gritos de Brasil, Brasil, com os moradores dos prédios de apartamentos luxuosos, ao lado delas. Essas são as favelas de zinco e papelão, onde a lei se esquece de existir, mas que viram cenário de filmes famosos. E assim, o sonho acontece, o caos se transforma em alegria aos olhos do mundo. Um povo tão bom, alegre e feliz que pode doar carinho até quando está triste, porque esquece de si mesmo. Mas quando a alegria passa, se lembra. Até o próximo jogo, são momentos de verdade e ilusão. É difícil entender. Mas o Brasil ainda joga, está vivo na Copa.       Temos tanto a comemorar que o próprio mundo nos vê com esperança e nós também parece que a guardamos num cantinho do coração. Ela rebrilha como as estrelas da bandeira nacional quando a seleção entra em campo com o verde e amarelo canarinho. Verde das nossas matas, que os estrangeiros conhecem melhor e valorizam-nas muito além da nossa imaginação. Japoneses, ingleses, americanos, franceses, extraem o conhecimento da natureza exuberante e documentam para o mundo a sabedoria dos povos da floresta, dos índios brasileiros. Os europeus desfrutam momentos extasiantes durante a Copa, seu dinheiro vale o dobro do nosso, são bem recebidos e aclamados, como num mundo de fantasia, onde chegam para receber toda a atenção e serem os protagonistas. Nada contra. Afinal, além de terem conquistado essa condição sob o signo da liberdade lutando contra a opressão em seus países, vieram para a nossa casa agora, a fim de festejar, são nossos convidados e manda a tradição brasileira recebê-los bem, como está sendo feito. Eles podem comemorar, passaram por anos de guerra, crueldades e o medo, agora merecem viver em paz. Uma tranquilidade conquistada a duras penas que a história é capaz de mostrar. No Brasil não há canhões, nem tampouco campos de concentração, descriminação religiosa ou racional, a guerra aqui é surda e muda. Mas existe um sistema enraizado sob um manto escuro que não é revelado. Ele mantém a maior parte da população sob...

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Copa do Mundo: hora de torcer e educar
jun21

Copa do Mundo: hora de torcer e educar

Sábado, 21 de junho de 2014 às 11h48   Como ensinar a competição para os filhos sem estimular a agressividade e ainda passar valores. A tão esperada Copa do Mundo chegou trazendo alegria, competitividade, turistas, união e festa por toda parte. Segundo especialistas, o evento também é uma ótima oportunidade para pais e educadores ensinarem às crianças a importância do respeito ao próximo, a tolerância, a coletividade, regras, moralidade, aprender com as derrotas, conhecer mais culturas e países e controlar as emoções. Com os jogos, o espírito de competitividade, já comum no dia a dia, tende a aumentar. A dica é utilizar o momento para dizer aos pequenos que ela pode ser saudável. “Quando uma competitividade é saudável não cria problemas”, exemplifica a psicóloga e orientadora educacional do colégio Madre Alix, Susana Orio. “Um exemplo é não comparar os filhos com os irmãos. Devemos compará-los com eles mesmos, provocando para que ultrapassem e melhorem suas habilidades tanto no esporte, quanto no estudo ou em algo que sirva de motivação para eles. Essa competitividade da criança com ela mesma faz com que se sinta motivada a se superar e esse crescimento deve ser valorizado”. Em geral, toda modalidade esportiva pode auxiliar. “Todas têm uma regra e exigem uma disciplina que a criança tem de seguir”, explica Suzana. Que o futebol é a paixão nacional todos já sabem. Os pais, no entanto, devem estimular que os filhos conheçam e aprendam outras modalidades, segundo a psicopedagoga e coordenadora pedagógica do colégio Nossa Senhora do Morumbi, Elizabete Duarte. “Muitos jovens, até pela questão econômica, idealizam ser jogador de futebol e acabam não conseguindo. Isso faz com se frustrem sem nunca ter pensando em outra possibilidade de carreira. Por isso, é importante que os pais incentivem outras atividades, além do esporte, para esse jovem ter um leque mais amplo de opções”, diz a especialista. Uma coisa é certa: bem trabalhada em casa e na escola a Copa traz benefícios ao aprendizado e ao aprimoramento. Pode servir para mostrar a rivalidade entre as nações e também para conhecer novas culturas. “Mostra a amplitude do mundo e com isso as crianças vão percebendo os costumes de cada país, o respeito, as regras, o esforço, e a disciplina que cada jogador e cada time possuem”, comenta Susana. Os colégios também podem fazer uso do evento para transmitir valores e conteúdos. “No Madre Alix estamos conseguindo fazer com que os alunos percebam que para ser um jogador de futebol não é preciso apenas ser o melhor”, ensina. “É preciso também ter disciplina, cumprir as regras, respeitar o próximo e, mais importante, ensinamos que jogam os mais disciplinados e...

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Vai um favorzinho aí?
jun20

Vai um favorzinho aí?

Sexta-feira, 20 de junho de 2014 às 08h23 – atualizado às 10h53 Gerson Soares “Dê um peixe a um homem e você o alimentará por um dia. Ensine-o a pescar e você o alimentará por toda a vida.” A frase acima é atribuída a Lao Zi, mais conhecido no Ocidente por Lao-Tsé, pensador chinês que teria vivido entre 570 e 490 a.C. ou 604 e 531 a.C. A inexatidão sobre o registro de seu nascimento e morte se dá pela antiguidade, mas as palavras a ele atribuídas explicam com sabedoria aquilo que não devemos fazer quando buscamos a evolução humana. O ensinamento, com o qual o mundo se familiarizou, parece ter sido convenientemente esquecido em detrimento do interesse em perpetuar a miséria no Brasil.       Segundo dados do próprio governo, já foram gastos 16 bilhões no Luz para Todos em 11 anos e estão sendo gastos outros tantos bilhões para manter o Bolsa-Família. Apesar disso ainda existem casos como estes que acabamos de ver. Logicamente que a vida é priorizada pelos seres humanos e se alguém lhe oferecer dinheiro para manter seus filhos numa escola você irá mandá-los para lá, principalmente se esse valor ajudar a sustentá-los, e além deles, mesmo que precariamente, a você e os demais membros da sua família. O detalhe que está encoberto é o tipo de educação que está sendo oferecida e por quanto tempo essas pessoas ficarão dependentes desses valores. Alguém lhes contou sobre a frase de Lao Zi ou tentou aplicar-lhes o ensinamento? O sertanejo Francimar resolveu por conta própria o fornecimento de energia para sua TV, num sistema que apesar de improvisado, funciona. Mas ele mesmo fornece o caminho: “O dinheiro que gastei é muito para gente pobre como eu, mas não é nada para um governo. Colocar placas dessas aqui na comunidade sairia mais barato do que trazer postes até aqui em cima”. Simples para quem pode e tem conhecimento de tecnologias como a captação de energia solar. Gastar 16 bilhões em 11 anos, manter essas famílias sem evolução, num caldeirão dissociado do Brasil que avança é desumano. Os recursos existem não se faz porque não se quer fazer. O Brasil sofre há décadas, muito antes de existirem os atuais partidos que polarizam a política nacional. Como cita a reportagem, ainda há brasileiros isolados do mundo pelas negligências de inúmeros governos e falta de organização. E se alguém disser para fornecermos sugestões temos uma caixa, aguardando o pedido. Existem mais alguns milhões delas espalhadas pelas consciências de quem passa fome, sofre com doenças sem assistência adequada, e por aí vai. É só pedir, que sugestões não faltarão. O Congresso...

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Advogado fala sobre greves, judiciário e governo
jun18
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O esvaziamento da greve dos metroviários
jun10

O esvaziamento da greve dos metroviários

Terça-feira, 10 de junho de 2014 às 8h03 – atualizado às 9h56 Gerson Soares Desde sábado, quando atingiu momentos de tranquilidade e tensão, a greve dos metroviários foi sendo esvaziada. na sexta-feira, o governo já informava que os alguns estavam voltando ao trabalho. No domingo, depois de o TRT-2 ter julgado a paralisação abusiva, a greve praticamente só deixava dúvidas aos milhões de usuários que utilizam o transporte. Praticamente os funcionários esvaziavam a tentativa de conseguir alguns benefícios extravagantes, baseados no aumento do trabalho, se justos ou não, não caberia à população pagar por isso, sendo que na verdade já paga pelos inúmeros benefícios da categoria, que emerge como uma das melhores dentre os brasileiros que padecem no próprio sistema de transportes oferecido pelo governo, que só agora – depois destes sete anos de suplício ouvindo falar da Copa do Mundo que ninguém entendeu porque veio a acontecer num Brasil sem condições de realizá-la – recebe alguma atenção.   No transporte público de São Paulo, trabalhadores, jovens e idosos se amassam como sardinhas em lata – até elas vivem melhor em suas latinhas, mais espaçosas. As mulheres sofrem ainda mais com a falta de pudor e caráter exercida sordidamente por aproveitadores nas lotações, e este assunto gerou diversos tipos de consequências e campanhas contra o assédio contra elas, inclusive dos metroviários que conhecem bem o assunto. Há razão no que alegam, de que o transporte praticamente quadruplicou o número de usuários nos últimos 14 anos com menos funcionários, mas essa abordagem deveria ser interna, feita pela diretoria e o sindicato, a população poderia ser preservada de mais esse transtorno, já que não são poucos os que enfrentam diariamente, no quesito mobilidade urbana e suas parcas opções. Por fim, hoje (10) os grevistas voltam ao trabalho sem nenhuma conquista, conseguiram alguma coisa nos vales de alimentação, mas o aumento proposto foi aceito. Ao Sindicato dos Metroviários coube o saldo de 42 demitidos por justa causa, 500 mil reais de multa, a ira de 5 milhões de usuários. A seu favor, alguns juristas que alegam não ter sido respeitado o direito de greve. Contra si, os metroviários ainda terão a ira das famílias dos demitidos, a penhora dos bens e contas do sindicato para garantir o pagamento da multa e o peso do olhar da sociedade paulistana muito conhecida pela vontade e necessidade que tem de trabalhar, sendo que a greve causou cinco dias de confusão, sob vários aspectos. Ainda ontem recebemos o texto em curto artigo de um advogado que acusa “o governo de não ser bom patrão”. Acrescentamos a isso que também não é bom gestor, guardadas as exceções....

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Copa das Copas
jun09

Copa das Copas

Segunda-feira, 9 de junho de 2014 às 18h31 Presidente do Brasil Dilma Rousseff A partir desta quinta-feira, os olhos e os corações do mundo estarão voltados para o Brasil. Trinta e duas seleções, representando o melhor do futebol mundial, estarão disputando a Copa do Mundo, a competição que de quatro em quatro anos transforma a todos nós em torcedores. É o momento da grande festa internacional do esporte. É também o momento de celebrarmos, graças ao futebol, os valores da competição leal e da convivência pacífica entre os povos. É a oportunidade de revigoramos os valores humanistas de Pierre de Coubertin. Os valores da paz, da concórdia e da tolerância. A “Copa das Copas”, como carinhosamente a batizamos, será também a Copa pela paz e contra o racismo, a Copa pela inclusão e contra todas as formas de preconceito, a Copa da tolerância, da diversidade, do diálogo, do entendimento e da sustentabilidade. Organizar a Copa das Copas é motivo de orgulho para os brasileiros. Fora e dentro de campo, estaremos unidos e dedicados a oferecer um grande espetáculo. Durante um mês, os visitantes que estiverem em nosso país poderão constatar que o Brasil vive hoje uma democracia madura e pujante. O país promoveu, nos últimos doze anos, um dos mais exitosos processos de distribuição de renda, aumento do nível de emprego e inclusão social do mundo. Reduzimos a desigualdade em níveis impressionantes, elevando, em uma década, à classe média 42 milhões de pessoas e retirando da miséria 36 milhões de brasileiros. Somos também um país que, embora tenha passado há poucas décadas por uma ditadura, tem hoje uma democracia vibrante. Desfrutamos da mais absoluta liberdade e convivemos harmonicamente com manifestações populares e reivindicações, as quais nos ajudam a aperfeiçoar cada vez mais nossas instituições democráticas. Em todas as 12 cidades-sedes da Copa, os visitantes poderão conviver com um povo alegre, generoso e hospitaleiro. Somos o país da música, das belezas naturais, da diversidade cultural, da harmonia étnica e religiosa, do respeito ao meio ambiente. De fato, o futebol nasceu na Inglaterra. Nós gostamos de pensar que foi no Brasil que fez sua moradia. Foi aqui que nasceram Pelé, Garrincha, Didi e tantos craques que encantaram milhões de pessoas pelo mundo. Quando a Copa volta ao Brasil depois de 64 anos é como se o futebol estivesse de volta para a sua casa. Somos o País do Futebol pelo glorioso histórico de cinco campeonatos e pela paixão que cada brasileiro dedica ao seu clube, aos seus ídolos e a sua seleção. O amor do nosso povo por esse esporte já se tornou uma das características de nossa identidade nacional. Para...

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A bola não é de cristal
jun09

A bola não é de cristal

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Greve é o grande negócio da Copa 2014
jun05

Greve é o grande negócio da Copa 2014

05 de junho de 2014 às 12h03 Gerson Soares Qual greve você gostaria de fazer? São muitas opções. Escolha a sua, pois está revelado o grande negócio da Copa 2014: Fazer greve. Em São Paulo, os metroviários pleiteiam 35,47% de reajuste (7,95% de Inflação + 25,5% de Aumento Real), fora todos os outros benefícios que a categoria exige. O salário de um gerente do Metrô é de 21,5 mil reais, o de um coordenador 12,7 mil e a média da categoria fica em 4,5 mil. Nada mal para um país aonde o salário mínimo não chega a 800. As conquistas das categorias e a capacitação levam aos salários que podem traduzir conforto, uma vida digna e o direito à greve deve ser respeitado para melhorá-los. Os rodoviários já fizeram a deles e espalharam o terror pela cidade, hoje é a vez também dos agentes da CET. Aqui são três movimentos que afetam os transportes públicos. Mas já houve a greve dos professores municipais. A categoria conseguiu 15% de aumento aproximadamente, que só serão incorporados totalmente aos salários daqui a dois anos. Afirmamos mais uma vez que as greves são legítimas, mas a realidade é saber como as aulas serão repostas e se as crianças irão pagar o preço, afastando-se cada vez mais do saber. Digamos que uma greve de verdade, seria aquela em que todos parariam, São Paulo iria parar, o Brasil inteiro poderia aderir e teríamos uma verdadeira greve. Daí então, uma pauta de reivindicações. Seriam tantas que um livro deveria ser escrito, e teoricamente já foi. Pelo menos tentaram escrevê-lo da melhor forma: é a Constituição. Ali deveria estar descrito com poucas palavras e leis, algo que todos pudessem entender e então cumprir. Se isso fosse feito, talvez as greves isoladas em busca de interesses desta ou daquela categoria, nem precisassem ser deflagradas, a vida seria normal – com seus percalços e sucessos. Todos acordariam para viver mais um dia, podendo ir ao trabalho, às escolas, ser um idoso e chegar à consulta através do Metrô. Se a ideia das paralisações contra a Copa Mundial é causar o caos, esse objetivo está sendo conseguido, mas não atingirá o alvo, se ele for a morbidez da governança, especialista em tapar buracos e apagar fogueiras, como os que surgem a cada manifestação isolada. Que nos perdoem os governantes sérios pela generalização, a depuração ainda deve ser longa até que a política passe a ser mais benéfica e afaste as ervas daninhas deste jardim chamado Brasil, onde há esperança. Logo, a Copa vai passar, a vergonha de um país que não estava preparado para sediá-la vai ficar, com ou sem...

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A ressurreição do Volume Morto na Quaresma
jun03

A ressurreição do Volume Morto na Quaresma

03 de junho de 2014 às 19h Rubem Porto e Marco Palermo O Sistema Cantareira, o maior dos sistemas produtores de água para abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo, está em crise. Capaz de armazenar 978 milhões de metros cúbicos para regularizar o regime dos rios que o constituem e responsável pelo abastecimento de cerca de nove milhões de pessoas, o Cantareira encontra-se hoje com, aproximadamente, 10% de sua capacidade útil (98 milhões de metros cúbicos). Segundo os órgãos gestores de recursos hídricos da União e do Estado, o armazenamento deveria ser cerca de 60% (590 milhões de metros cúbicos).     Inúmeras razões são apontadas no meio técnico e na mídia para a ocorrência da situação. A mídia está exercendo importante papel ao manter o assunto em evidência; técnicos e especialistas utilizam dados e conhecimentos especializados para dar respostas a uma série de questões com vistas à superação da crise; e aprimoramento de políticas de operação, critérios de planejamento e planos de contingência; órgãos responsáveis trabalham para administrar a crise de forma a minimizar os prejuízos para a sociedade. Entretanto, algumas das análises e opiniões tratam o problema de forma parcial, baseando-se em informações incorretas ou não comprovadas cientificamente. A confusão começa com o conceito de que atribuiu erroneamente ao termo “Volume Morto”. Na verdade, este termo significa, simplesmente, um volume que não é utilizado durante a operação do reservatório em condições normais. Dependendo de fatores como as finalidades do reservatório, sua topografia e o arranjo de suas estruturas, o Volume Morto pode ficar em cotas elevadas, até mesmo nas proximidades do topo da barragem. Não existe nenhuma relação entre este termo técnico e coisa “morta”, “podre” ou de “má qualidade”. Termos mais apropriados para definir este armazenamento seriam “volume inativo”, “reserva técnica”, “reserva de contingência” e outros assemelhados. A utilização de volumes inativos constituem estratégias usuais para a administração de crises. No Ceará, a medida socorreu o sistema que abastece Região Metropolitana de Fortaleza, que passava por crise semelhante à de São Paulo. No caso do Sistema Cantareira, os Volumes Mortos nos Reservatórios de Jaguari-Jacareí, Cachoeira e Atibainha situam-se em cotas altas (cerca de 26 m acima do fundo: correspondente a um edifício de 8 andares) e não existem razões técnicas ou ambientais que impeçam seus aproveitamentos. O bombeamento nos reservatórios totalizará cerca de 200 milhões de m3, o que corresponde a aproximadamente 22,5% do volume útil e garantirá sobrevida importante ao Sistema. Por essas razões, algumas informações divulgadas na mídia merecem ser esclarecidas sobre as consequências da utilização do volume morto. São elas: I) Após o bombeamento do volume morto ainda restarão cerca de 200...

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A volta da inflação
abr17

A volta da inflação

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