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Pau-rosa: sua própria essência quase o levou à extinção
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Pau-rosa: sua própria essência quase o levou à extinção

Sexta-feira, 19 de setembro de 2014, às 13h10   Nativa da Floresta Amazônica, o pau-rosa (Aniba rosaeodora) de longe chama atenção por sua beleza e elegância. Os espécimes podem atingir até 30 metros de altura e ter troncos de dois metros de diâmetro. Também conhecida como pau-rosa-mulatinho, pau-rosa-itaúba e pau-rosa-imbaúba, a árvore produz um óleo que é utilizado como essência na formulação de vários perfumes na Europa e Estados Unidos, entre eles o famoso Chanel N.º 5.     O Brasil é o único produtor de óleo de pau-rosa. A exploração começou na década de 1920 e o produto chegou a ser o terceiro colocado na pauta de exportações da Amazônia, ficando atrás apenas da borracha e da castanha. Nos anos 1960, a produção chegou a 500 toneladas por ano, mas declinou com a chegada de uma versão sintética do linalol, principal substância aromática do pau-rosa, e da descoberta de outras espécies com essências semelhantes. Estima-se que nos últimos 40 anos aproximadamente dois milhões de exemplares de pau-rosa foram abatidos em cerca de 10 milhões de hectares da Floresta Amazônica. Para produzir 10 litros de óleo, uma árvore de aproximadamente uma tonelada precisava ser derrubada. Com a árvore no chão, é preciso picotar seu tronco e fervê-lo em uma caldeira para que o óleo evapore com a água e condense – técnica chamada “arraste a vapor”. Antes, a árvore era encontrada em toda a Amazônia. Atualmente, é possível vê-la apenas nos municípios de Parintins, Maués, Presidente Figueiredo e Nova Aripuanã, no Amazonas. Já não há mais exemplares também na Guiana Francesa (onde a planta começou a ser explorada no início da década de 1920), nem nos estados do Amapá e Pará. Em 1992, o pau-rosa entrou para as listas de espécies ameaçadas do Instituto Nacional do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A árvore também está incluída nas listas oficiais de espécies em extinção da Colômbia e Suriname. Manejo sustentável No final dos anos 1990, um grupo de ecologistas franceses iniciou uma campanha contra os produtos da Chanel. Para conter os ânimos dos ambientalistas, a empresa contratou a ONG Pro-Natura para desenvolver programas sustentáveis de manejo do pau-rosa na Amazônia. No método convencional, a produção do óleo é baseada na destruição total da árvore, cujo tronco é cortado, reduzido a cacos e destilado. Com a nova técnica, apenas as folhas são retiradas. De uma tonelada de folhas é possível extrair 10 quilos de óleo. O rendimento e a qualidade da substância são semelhantes ao obtido com a derrubada da madeira. Na última produção de óleo de pau-rosa, entre 2010 e 2011, foram extraídos e exportados cerca de...

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Dentre as curiosidades sobre a linhaça, cujos primeiros relatos remontam a 5.000 a.C. na Mesopotâmia, é comum encontrarmos uma frase de Mahatma Gandhi (1869–1948) que diz: “No lugar onde a linhaça se converter em um alimento habitual para o povo, melhorará a saúde da população”. Outra forma de exaltar o consumo dessa herbácea faz menção ao rei dos francos Carlos Magno (747–814), considerado o maior soberano da Europa medieval, primeiro monarca a reinar sobre quase toda a Europa ocidental e central. Destacando-se pelo valor guerreiro e habilidade política, também cercou-se de eruditos. No século VIII, dentre outras leis, ele decretou o consumo de semente de linhaça aos seus súditos para que conservassem a saúde. Na 62ª reunião da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) em Julho de 2010, no quesito Nutrição, um dos alimentos abordados foi a semente de linhaça – além do gergelim, quinoa e jerimum, chamados de alimentos funcionais. Durante o encontro, conclui-se que pode-se assim denominá-los por apresentarem propriedades protetoras da saúde, mas também apontou-se para formas seguras de consumo, “uma vez que as sementes são ricas em compostos antinutricionais (…) que comprometem a sua qualidade nutricional ao provocarem efeitos deletérios ao organismo”. Ou seja, para consumir os derivados das sementes de linhaça (óleo e farinha) ou qualquer outro alimento com o intuito de que isso promova benefícios à boa forma do corpo, procure a orientação de uma nutricionista ou informe-se com seu médico se não há problemas em consumí-los. Existe um mito sobre diferenças entre as sementes marrons e douradas, que geram farinhas da mesma coloração, cujos preços do quilo variam, de forma que a primeira tem o valor menor. Segundo especialistas não há nenhuma, a não ser no preço e na adaptação ao tipo solo. No Brasil a que melhor se adaptou foi a marrom, mas a dourada também já é plantada. A linhaça esbanja poder vitamínico e mineral. Em suas composições encontramos propriedades funcionais e também medicinais, graças a compostos antioxidantes, anticancerígenos e renovadores celulares, entre eles os ômega 3 e 6, gorduras poliinsaturadas não produzidas pelo corpo, fibras solúveis, vitaminas B1, B2, C, E, caroteno, ferro, zinco e alguma quantidade de potássio, magnésio, fósforo e...

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Os benefícios da maçã
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As pesquisas já demonstraram que a frequente ingestão da fruta pode ajudar na manutenção da saúde. Os ingleses citam o provérbio: “An apple a day keeps the doctor away”. Tradução: Uma maçã por dia mantém o médico longe. Essa frase, uma variação da original, que está apontada num registro britânico de 1866, vem sendo popularizada até hoje. Com isso em mente vamos conhecer algumas das propriedades da maçã. A nutricionista Celina Mayumi T. Hiramatsu, em artigo “Os benefícios da maçã”, amplamente divulgado em 2010, cita o provérbio inglês. “Para demonstrar se esse adágio é para ser levado a sério, a maçã tem sido intensamente estudada nos últimos anos. A notícia boa é que muitas dessas pesquisas já demonstraram que a frequente ingestão da fruta pode ajudar na manutenção da saúde. Considerada versátil pela possibilidade de ser facilmente transportada e consumida, e acessível à grande maioria da população, a maçã é rica em pectina, taninos, ácido málico e flavonóides que, entre outras funções, ajudam a amenizar problemas do sistema digestório, como diarreia e constipação intestinal; previnem o aumento das taxas de colesterol e mantêm os níveis ideais de glicose e triglicérides no sangue”. Segundo a nutricionista “pesquisas recentes começam a reforçar as propriedades antioxidantes e anticancerígenas da maçã, especialmente pela quantidade de polifenóis e flavonóides existentes na fruta, substâncias que podem ajudar a retardar o envelhecimento porque preservam as células. Entre os estudos que demonstram esta ação benéfica está o desenvolvido na Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, que constatou que a combinação de fitonutrientes encontrados na polpa e na casca da maçã é realmente importante fonte de antioxidantes, que evitam que os radicais livres presentes no organismo causem danos aos tecidos e às células”, afirmou Mayumi. A maçã não é a única fruta que pode trazer benefícios para o corpo humano, mas está entre as que possuem as facilidades de consumo e um sabor agradável para a maioria. Veja outros motivos que colocam essa fruta em alta. Pectina – A pectina é uma forma de fibra solúvel que reduz a pressão arterial e níveis de glicose. Pode também reduzir os níveis de LDL , ou “mau” colesterol no organismo. Boro – Um nutriente encontrado em abundância nas maçãs, mantém os ossos fortes e o cérebro saudável. Quercetina – Um flavonóide. Este nutriente pode reduzir o risco de vários tipos de câncer, incluindo câncer nos pulmões e de mama. Ela também pode reduzir os danos dos radicais livres, que implicam em uma variedade de problemas de saúde relacionados com a idade , incluindo a doença de Alzheimer. Vitamina C – Aumenta a imunidade, o que ajuda a manter a saúde...

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