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O Brasil precisa de exemplos
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O Brasil precisa de exemplos

Publicado em 7 de outubro de 2013   A atual Constituição Brasileira completou 25 anos no dia 5 de Outubro, mas seu texto ainda deixa brechas para que as leis sejam cumpridas. Baseados na Carta Magna do país, os Ministros do Supremo Tribunal Federal concederam a prorrogação do julgamento do Mensalão, enquanto silenciosamente o Brasil se vê de mãos atadas perante aqueles que se protegem na impunidade reinante. Quando assistimos aos noticiários mais populares da televisão, o que vemos repetidamente são os mais diversos tipos de crimes e a sensação é de que nossas leis poderiam ser comparadas à figura dos três macacos sábios – um trocadilho japonês – sendo cegas, surdas e mudas. A essa situação legislativa que parece insolúvel, podemos acrescentar vários agravantes, como por exemplo, a superlotação carcerária ou o significativo contingente da sociedade brasileira que acorre à criminalidade desde cedo, acreditando ser esta a solução para os seus problemas. Mas, principalmente à incrível sensação de impunidade que rege as mentes desde muito jovens no Brasil. Diariamente, temos notícias de assassinos que friamente executam a tiros suas vítimas e mais recentemente ateiam fogo àqueles que não lhes fornecem dinheiro. Outro caso que abalou a opinião pública, e seria muito bom não ser esquecido, foi a morte de Victor Hugo Deppman, assassinado na entrada do prédio onde morava no Belém, bairro vizinho ao Tatuapé, quando voltava para casa depois do estágio. A câmera do condomínio proporcionou um momento bizarro, filmando com a frieza das lentes um crime brutal, ao mesmo tempo incompreensível, pois remete à reflexão de qual seria o real motivo do assassinato, que ocorreu na noite do dia 9 de abril deste ano. A família do estudante Victor e seus vizinhos ainda devem estar se perguntando isto: O que leva alguém a matar seu semelhante com tamanha desfaçatez? Só o dinheiro e um celular? Ele teria sido obrigado por alguma outra situação que a inconformada opinião pública, policiais, delegados, juízes e legisladores desconhecem? E ainda: Seria ele um bandido nato, como dizem os especialistas no assunto? Sendo menor de idade não têm noção do que faz, como de certa forma o protegem as leis em vigor? O que parece, é que ser menor de idade significa poder tudo e desafiar a todos. Talvez, esses tipos de indagações da consciência coletiva, se realmente haveria importância nesses questionamentos ou iniciar-se no país um fórum definitivo para solucionar o assunto, tenham levado o Governo do Estado de São Paulo – cuja capital é uma das mais atingidas pela violência – ao Congresso Nacional em Brasília, através do governador Geraldo Alckmin, que numa atitude rápida e corajosa se dispôs...

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