Anchieta e o Largo da Sé: resenha histórica
jan29

Anchieta e o Largo da Sé: resenha histórica

A Capital da Solidão, Uma história de São Paulo, das origens a 1900, escrita por Roberto Pompeu de Toledo é considerada uma das melhores biografias da cidade. Dela podemos depreender este pequeno trecho para fazer uma breve resenha sobre a participação de Anchieta na fundação e o Largo da Sé.

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A prática médica no Brasil Colonial
jan16

A prática médica no Brasil Colonial

A medicina europeia chegou ao Brasil a bordo das caravelas de Pedro Álvares Cabral. Entre os principais integrantes da expedição desembarcou, em abril de 1500, João Faras, médico, astrônomo e astrólogo judeu, íntimo do rei D. Manuel I. Mas, se a chegada foi precoce, a disseminação dos saberes médicos e a aceitação da autoridade médica pela população constituiu um processo lento, com altos e baixos, que, de fato, só se completou ao longo do século...

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Imagens da FES compõem nova exposição do MASP sobre a Avenida Paulista
mar06

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História de São Paulo e Cultura se misturam até o dia 28 de maio no MASP, veja algumas fotografias.

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Instituto Geológico digitaliza Boletins da Comissão Geographica e Geologica
fev14

Instituto Geológico digitaliza Boletins da Comissão Geographica e Geologica

A equipe do Centro de Comunicação Técnico-Científica do Instituto Geológico (IG), em conjunto com o Núcleo Curadoria do Acervo Histórico concluíram, no final de 2016, a digitalização dos boletins da Comissão Geographica e Geologica (CGG), editados em fascículos, entre 1889 e 1930.

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Usina Hidrelétrica Henry Borden completa 90 anos de operação
out28

Usina Hidrelétrica Henry Borden completa 90 anos de operação

Quando falamos em um trabalho que envolve gerações no âmago de famílias ligadas a ele, logo pensamos em países como França, Inglaterra ou Itália, por exemplo, onde tradições como as vinícolas criadas há séculos e mantidas até hoje pelos descendentes dos pioneiros. Mas aqui mesmo em São Paulo, mais precisamente no alto da Serra do Mar, uma usina hidrelétrica é mantida por gerações de brasileiros que se dedicam com carinho àquilo que fazem. Leia a matéria da Fundação Energia e Saneamento de São Paulo, que conta um pouco dessa história que já perdura por 90...

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Canal 1 de Santos – o marco inicial do projeto de Saturnino de Brito
ago27

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As obras do primeiro canal da cidade tiveram início em 19 de outubro de 1905.

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A história da Usina Termelétrica Paula Souza
ago09

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Em constante transformação, a cidade de São Paulo testemunha o surgimento e desaparecimento de diversas edificações.

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A política indigenista e o malogrado projeto de aldeamento indígena do século XIX
jun30

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O século XIX foi palco da primeira política indigenista do Estado brasileiro, apesar de falta de relatos sobre os índios nesse século. O fenômeno é o objeto do livro Terra de índio: imagens em aldeamentos do Império, de Marta Amoroso, publicado com o apoio da FAPESP.

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Memória: a importância dos combustíveis no desenvolvimento de São Paulo
maio30

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O Museu da Energia de São Paulo promove diversas exposições e atualmente está com a exposição “Gasômetros pelo Mundo” (veja mais abaixo). Em 2013, ano em que a Fundação Energia e Saneamento de São Paulo (FES) completou 15 anos, o destaque foi a exposição inédita “Energia e Sustentabilidade: Combustíveis”.

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A Legião Negra na Revolução Constitucionalista
maio13

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Por volta desta data, há 84 anos, São Paulo fervia com a opressão do governo Vargas e exigiu uma nova Constituição. Hoje, quando o país inteiro já decorou a palavra e percebeu a importância do “livrinho”, vale recordar um pouco da história do Estado onde a liberdade encontrou ferrenhos detratores e os heróis escreveram histórias de bravura para que a Justiça prevalecesse, dentre eles a Legião Negra, um episódio à parte da guerra...

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Dia Mundial do Café – origens e cafeicultura paulista
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Produto de origem lendária, o café é originário da Etiópia, mas sua propagação deveu-se aos árabes e foi somente no século XVI que os persas, ao torrarem os grãos, transformaram-no na bebida que conhecemos hoje.

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O centro histórico de São Paulo, não teria o mesmo aspecto se não fossem as obras magníficas de Francisco de Paula Ramos de Azevedo. Seu escritório dominou os empreendimentos e construções durante décadas.

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São Paulo e suas águas: Memória
abr03

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São Paulo e suas águas faz referência aos rios Anhangabaú, Tamanduateí, Tietê e Pinheiros. Leia matéria da Fundação de Energia e Saneamento de São Paulo (FES).

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Fundação Energia e Saneamento lança o livro “São Paulo em 200 imagens”
mar21

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No mês de março, a Fundação Energia e Saneamento completa 18 anos. Para celebrar o aniversário, a instituição, que acaba de lançar a publicação São Paulo em 200 imagens: acervo fotográfico da Fundação Energia e Saneamento, oferecerá desconto no preço da obra (de 80 por 50 reais). A promoção valerá durante todo o mês.

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Alô Tatuapé há 23 anos: Família Marengo e a história contada por quem viveu
fev15

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Tempos depois de publicarmos este tópico, fomos conhecer um último reduto dessa tradicional família que permanecia como viveiro de plantas na Avenida Celso Garcia, próximo ao cruzamento com a Rua Antonio de Barros. Sob o título “A História Contada por Quem Viveu” editamos 10 edições especiais sendo que a mais recente, publicada no dia 5 de dezembro de 2013, pode ser lida neste site.

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Alô Tatuapé há 22 anos: Piqueri – Clubes – Fatos & Broncas
dez12

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Tópicos da Revista Alô Tatuapé nº 2 – 13 de julho de 1997 • A Bocha sempre foi forte no Parque do Piqueri • Clubes do Tatuapé, destacando naquele mês o Azevedo • A seção Fatos & Broncas interagindo com leitores

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FES lança publicação “São Paulo em 200 imagens”
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Para quem curte conhecer a história desta grande cidade e deste  Estado, sempre podendo ser comparado com uma locomotiva que avança pelo Brasil, o livro traz em três capítulos “São Paulo em movimento”, “Paisagens Urbanas” e “Energia”. A notícia chega em primeira mão, o livro deve ser lançado até o final do mês de dezembro, mas ainda não foi divulgado o preço de capa.

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Livro “Energia Elétrica e Poder Político” estuda organização de trabalhadores da Light na República Velha. Leia a reportagem.

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Com o apoio da elite paulistana, teve início o projeto da grande casa de espetáculos. Anos depois, um atraso do navio com os cenários da noite de estreia, criou o clima para que o teatro fosse inaugurado com a obra de um músico brasileiro e pouco tempo passou para que sua trajetória ficasse marcada por outro evento de grande importância nacional, a Semana de Arte Moderna. No dia da inauguração do Theatro Municipal, a cidade de São Paulo conheceu o seu primeiro grande congestionamento, noticiado à...

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Registro da Memória do Mundo tem 47 novos acervos inscritos e conta agora com 348 documentos e coleções de documentos provenientes de todos os continentes e salvaguardados em vários tipos de material: de pedras a celuloide, pergaminhos e gravações sonoras.

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O que vem a cabeça das pessoas quando alguém descreve ua igreja com uma praça na frente? Uma típica cidade do interior.

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Usina de Rasgão, 90 anos – a resposta da Light à estiagem paulista
set27

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Ainda em operação, a Usina Hidrelétrica de Rasgão completou 90 anos em setembro.

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Diário de Anne Frank
set19

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O Diário de Anne Frank foi escrito entre 12 de junho de 1942 e 1º de agosto de 1944, durante a Segunda Guerra Mundial. Escondida com sua família e outros judeus em Amsterdã, durante a ocupação nazista nos Países Baixos, Anne Frank, com treze anos de idade, conta em seu diário a vida desse grupo de pessoas.

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set19

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Hermine “Miep” Santrouschitz-Gies (15 de Fevereiro de 1909 – 11 de Janeiro de 2010) foi uma amiga de Anne Frank, que lhe guardou o diário durante a Segunda Guerra Mundial.

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“Erguida por volta de 1680, transformou-se em local de romarias, desde 1690, pelos muitos milagres atribuídos à Nossa Senhora dando origem à Freguesia da Penha”.

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Memória de São Paulo: a Luz – cartão-postal da cidade
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Um dos bairros mais antigos da capital, a Luz preserva alguns dos edifícios mais importantes do patrimônio arquitetônico da cidade de São Paulo. O nome “Luz”, que pode parecer uma referência ao período áureo do bairro, marcado pela construção de edifícios e parques, bem como da chegada da iluminação pública (ora a gás, mais tarde elétrica), tem uma origem bem mais remota.

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Terça-feira, 31 de março de 2015, às 16h59   Assista o vídeo da entrevista concedida à Agência FAPESP, pela professora Maria Beatriz Borba Florenzano, do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo, que fala sobre os projetos de pesquisa que contribuem para reescrever a história da Grécia antiga.

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Ferrovia que integrou o sertão marca urbanização do interior
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Terça-feira, 28 de setembro de 2014, às 15h37 Por Claudia Izique Agência FAPESP – A Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, inaugurada em 1914, foi fator crucial para a ocupação econômica de regiões de fronteira agrícola dos Estados de São Paulo e Mato Grosso e para o escoamento da produção do café paulista e da erva-mate mato-grossense até o porto de Santos, na Primeira República.     Em Bauru – km 0 da ferrovia que se estendia por 1.622 quilômetros ao longo do rio Tietê, cruzava o rio Paraná e margeava o Pantanal até Corumbá, em Mato Grosso –, a estrada deixou um legado particularmente importante para a compreensão do processo de urbanização do interior de São Paulo: um complexo de estações, oficinas, escritórios e vilas de funcionários, além de móveis, vagões, locomotivas, documentos, fotos, mapas e projetos. “Algumas dessas construções estão entre as mais importantes do país, por suas dimensões, linguagem arquitetônica e tecnologia”, afirma Nilson Ghirardello, da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (FAAC) da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Bauru, coordenador do projeto “Estrada de Ferro Noroeste do Brasil/Bauru Km 0”, apoiado pela FAPESP no âmbito de um convênio com o Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat). Esse patrimônio arquitetônico e urbanístico começou a se formar no início da construção da estrada, em 1905. A ferrovia partia de uma região com pouco mais de 7 mil habitantes – a mais de 300 quilômetros da capital paulista – e avançava pelo sertão, até então povoado por índios caigangues, abrindo novas frentes para o avanço da produção cafeeira no oeste do Estado. Em torno da estrada de ferro formaram-se cidades como Avaí, Presidente Alves, Cafelândia, Lins, Promissão, Araçatuba, entre outras. Em 1917, a ferrovia, até então privada – e pouco rentável –, foi estatizada e a administração central transferida do Rio de Janeiro para Bauru. “Para a cidade foi um marco. Toda a infraestrutura da ferrovia foi reconstruída, as curvas retificadas e as estações reformadas. Isso exigiu a edificação de grandes oficinas para a construção de vagões, envolvendo metalurgia, fundição, carpintaria e estofamento. A estrada deixa de ter uma função exclusivamente de transporte de pessoas e carga para constituir também indústrias”, conta Ghirardello. Em 1996, no âmbito do processo de privatização da Rede Ferroviária Federal Sociedade Anônima (RFFSA), a Noroeste foi arrematada pela Novoeste S.A. e fundida com a Ferronorte e a Ferroban por meio do consórcio Brasil Ferrovias S.A. Atualmente, depois de mais uma cisão e fusão de empresas, a malha da velha Noroeste integra a rede da América Latina Logística. Desde a privatização, os trens de...

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Terça-feira, 23 de setembro de 2014, às 12h57 A Independência do Brasil – um dos episódios mais importantes da história do país – pode ser revivida no Parque Caminhos do Mar. O roteiro turístico, que está localizado dentro de uma Unidade de Conservação Estadual entre as cidades de Cubatão e São Bernardo do Campo, em São Paulo, abrange, além da Estrada Velha de Santos, trechos da Calçada do Lorena, inaugurada em 1792. Construída com a intenção de regular e incrementar a movimentação de cargas e pessoas entre o planalto e o litoral paulista, a Calçada do Lorena foi a primeira estrada pavimentada (com pedras) do Estado de São Paulo. No dia 7 de setembro de 1822, antes de Dom Pedro I ecoar o famoso grito de “Independência ou Morte” às margens do Ipiranga, o Imperador percorreria a trilha ao voltar a São Paulo após uma visita à cidade de Santos. Para conhecer o roteiro Caminhos do Mar – que é gerenciado pela Fundação Energia e Saneamento – é necessário agendar visitas pelo telefone (013) 3372-3307 ou pelo e-mail caminhosdomar@caminhosdomar.org.br. O Parque fica aberto de terça a domingo, das 9 às 16 horas e conta com monitores para acompanhar os visitantes no percurso.   Assunto relacionado: Pelos velhos caminhos da...

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Quinta-feira, 21 de agosto de 2014 às 19h39 Estudo sobre o roubo na Idade Média ajuda a compreender as relações sociais do período Por Diego Freire Agência FAPESP – O livro Uma história do roubo na Idade Média, de Marcelo Cândido da Silva, professor de História Medieval da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP), resgata registros sobre o crime em diversas situações durante a Alta Idade Média, período entre a queda do Império Romano do Ocidente e o ano 1000, para entender as relações sociais da época. Publicada com apoio da FAPESP na modalidade Auxílio à Pesquisa – Publicações, a obra teve como fontes a legislação real do período, textos canônicos, testamentos e hagiografias – tipo de biografia sobre a vida de santos católicos –, entre outros documentos. “Os registros são poucos, se comparados aos de outros períodos da Idade Média, mas revelam muitas especificidades das sociedades de então”, disse o autor à Agência FAPESP. O objetivo é elucidar, por meio do estudo das percepções do roubo no período, os processos medievais de construção das relações sociais. “As disputas em torno dos bens são um aspecto pouco estudado da natureza do poder na Idade Média. Além do mais, as normas de combate ao roubo reforçam e explicitam as hierarquias sociais, na medida em que a intensidade da punição era resultado do status da vítima e não do valor do bem roubado”, explicou Cândido da Silva. De acordo com o livro, as penas serviam para proteger e de alguma forma restaurar a honra e a dignidade de quem era roubado. “O valor dos bens não tinha uma importância central. A penalidade era maior na medida em que a vítima era de uma categoria social mais elevada. Trata-se de uma legislação que tem o objetivo de preservar e proteger a honra e a dignidade de um estatuto social”, observou o autor. O vocabulário dos documentos analisados reforça esse aspecto. “Os textos preocupam-se muito em destacar o roubo como um ataque à honra, não aos bens ou à propriedade.” Isso ajudaria a entender características das sociedades feudais iniciais. “Nelas não existe uma contabilidade racional em torno da definição do valor das coisas. Claro que isso tinha importância, mas ficava em segundo plano diante do valor dos estatutos sociais.” O roubo é tratado como um dos crimes mais severamente punidos nas antigas leis. A resolução dos conflitos também ocorria à margem dos tribunais, pela faida – a vingança familiar. A violência medieval Na primeira parte do livro, o autor apresenta um panorama das mais recentes percepções dos historiadores sobre o papel das normas na construção...

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Quinta-feira, 9 de julho de 2014 às 17h06   Anos após o exílio e retorno do então Cel. Euclides Figueiredo, que liderou tropas paulistas durante a Revolução de 1932 contra o governo de Getúlio Vargas, sendo o último dos comandantes a se render aos governistas, seu filho, general João Baptista Figueiredo, assumiu a presidência do país em 1979, coincidentemente também o último, só que dos presidentes do regime militar – período que teve início em 1964. Seu governo foi marcado por atentados, censura à imprensa, pelo movimento da Abertura e da Anistia a exilados políticos, além da transição promovida devido ao engajamento popular na campanha Diretas Já, entre 1983 e 1984, que exigia eleições no país.     São Paulo e Rio de Janeiro promoveram os maiores comícios das Diretas Já, mas felizmente o movimento desta vez se alastrou por todo o país. Há pouco mais de 30 anos, no dia 16 de abril de 1984, mais de 1.500.000 milhão de pessoas tomaram a Praça da Sé e as ruas do entorno e em seguida se dirigiram ao Vale do Anhangabaú, exigindo a volta das eleições diretas para presidente. As lideranças originaram a nova elite política brasileira e o processo de redemocratização culminou com a volta do poder civil em 1985, na aprovação de uma nova Constituição Federal, em 1988 e a realização das eleições diretas para Presidente da República em...

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Sexta-feira, 4 de junho de 2014 às 11h06 Este é o nome da exposição que segue por várias capitais brasileiras, com imagens do acervo da Fundação Energia e Saneamento de São Paulo (FESSP) e aguarda seu próximo destino; a última mostra foi encerrada no mês de abril em Belo Horizonte, capital mineira. A mostra “Um Olhar sobre o Brasil − a Fotografia na Construção da Imagem da Nação”, apresenta imagens de diferentes acervos públicos e privados com a proposta de refletir sobre 170 anos de história do país a partir do registro fotográfico. Todas as obras cedidas à mostra pela Fundação Energia e Saneamento são de autoria do suíço Guilherme Gaensly, como está que vemos aqui....

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Tietê: o rio de São Paulo Edição: Gerson Soares | Edição de imagens: aloimage Nota do Editor: Apesar de ter sido publicado há 10 anos, o artigo que lerá é um documento histórico muito importante para quem deseja conhecer os movimentos da administração pública, neste caso à respeito de obras de saneamento que por consequência influenciam até hoje, em tantos aspectos, a cidade de São Paulo. Artigo de autoria da professora Paula Beiguelman*, publicado na revista Ciência & Cultura, Vol. 56, nº 3 – Julho/Setembro, 2004 — SBPC. Já no início do século passado, a administração pública paulista se preocupava com a questão do suprimento de água à capital do estado (de responsabilidade estadual) e também com o controle das inundações do Tietê, que cabia ao município. Assim, em 1904, o então secretário da agricultura do estado de São Paulo, doutor Luíz Piza, recomendava à Repartição de Águas que “organizasse um plano definitivo de estudos das águas do Tietê”. E, em 1912, era apresentado pelo engenheiro Henrique Novais um primeiro estudo, tratando da captação e adução das águas do rio Claro, nas cabeceiras do rio Tietê. Na década seguinte, a administração municipal contratava os serviços do engenheiro-sanitarista Saturnino de Brito que, em 1926, apresentava o seu importante projeto. Tratava-se, em essência, de construir uma barragem logo acima de Mogi das Cruzes e de pequenas barragens em degraus no curso dos formadores do Tietê, na altura desse mesmo município. Acresce que as cabeceiras do Tietê se situam em regiões sujeitas a uma das mais altas pluviosidades do mundo. Portanto, se concretizado o projeto apresentado por Saturnino de Brito, não apenas a vazão do rio seria regularizada e tornada uniforme, evitando a inundação das várzeas, como se conseguiria um armazenamento hídrico substancial, que serviria ao abastecimento de água potável à capital. A essa altura, a poderosa Light já visava instalar uma usina hidrelétrica a partir do lançamento do rio Grande no Cubatão. Também construíra uma represa de terra no rio Guarapiranga, afluente do Pinheiros, por sua vez tributário do Tietê. E, então, foi dado o xeque-mate na proposta Saturnino de Brito, por meio da astuciosa oferta de colaboração no abastecimento de água à cidade, por meio da represa de Guarapiranga. Como conseqüência, a adutora da Guarapiranga foi rapidamente construída e não se falou mais em represamento do Alto Tietê para o saneamento da capital. Não bastasse a manutenção do rio Tietê em regime de vazão variável, sem regularizá-lo através do represamento das águas a montante de São Paulo, a Light ainda represou o rio à jusante, por meio do alteamento da barragem de sua velha usina de Santana do Parnaíba (Edgard de...

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Rio Tietê, São Paulo e o Tatuapé
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Há mais de duas décadas, a revista Alô Tatuapé se dedica ao passado histórico, fazendo levantamentos e garimpando as imagens remanescentes do bairro, que teve grande importância no desbravamento do interior, graças também à sua proximidade com o Rio Tietê. Gerson Soares Edição de imagens: aloimage Segundo o historiador Wanderley dos Santos, a origem do Tatuapé remonta à colonização de São Paulo e a concessão de Sesmaria a Brás Cubas, fidalgo e explorador português, que em 1536, desenvolveu a produção de cana-de-açúcar na recém-formada Capitania de São Vicente, aonde se tornou Capitão-mor em 1543. Sendo o maior proprietário de terras da baixada santista fundou o porto, uma capela e a Santa Casa de Misericórdia de todos os Santos – hospital que existe até hoje. Essas obras dariam origem a uma vila e depois à cidade de Santos. Em breve, sua determinação em escravizar os índios teria sido motivo para o surgimento da Confederação dos Tamoios, que levou vários chefes nativos a declarar guerra aos portugueses. E essa é mais uma longa história. Sobre o Tatuapé, consta que entre 1567 e 1593 aparece com o nome de Piqueri, daí o nome de um parque do bairro, que antes de se tornar um local público pertencia à Família Matarazzo. Por ser tão antigo e ter como referência o Rio Tietê, os caminhos da colonização e desbravamento percorrido pelas Bandeiras e Monções passaram por estas terras e a Casa do Tatuapé, na época erguida numa várzea do rio (que fica na Rua Guabijú, 49 – entre a Av. Celso Garcia próx. à Av. Salim Farah Maluf, e a Rua Ulisses Cruz), é apenas uma das marcas deixadas por eles. Portanto, para falar do Tatuapé e conhecer melhor o seu passado, voltamo-nos também para a história de São Paulo e do Rio Tietê. Suas águas começaram a sofrer com a urbanização da cidade, a partir das primeiras décadas do Século XX. Quase um século depois, a sociedade, cientistas e tantos outros grupos iniciam movimentos permanentes para ajudar o Tietê passar por São Paulo sem maltratá-lo. Foi no século passado que a administração da cidade preferiu priorizar os transportes, desviando-se do projeto de um renomado engenheiro sanitarista brasileiro: Saturnino de Brito. Respeitado internacionalmente e tendo suas idéias implantadas em países como E.U.A. e França, por aqui perdeu para os interesses econômicos e imobiliários. As consequências ecológicas e outros fatos são brilhantemente comentados nesta reportagem num artigo da emérita professora Paula Beiguelman da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP). As pedras e a areia do Tietê foram largamente usadas pela construção civil na cidade ajudando a impulsionar...

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maio10

Tietê: o rio de São Paulo

Nascendo a apenas 20 Km do litoral, para ele seria muito mais fácil correr para o mar e cumprir sua missão, mas teimoso resolveu seguir ao contrário, para o interior. Tomara essa teimosia ainda salve as suas águas que desastrosamente ficam poluídas nos trechos próximos à capital e grande São Paulo. Para um corajoso rio, que desafia até mesmo a natureza, eis mais um obstáculo a ser superado: a despoluição e voltar a ser como era antes. Vamos conhecê-lo melhor e ampliar as condições para que um dia o Tietê volte a ter o verdadeiro sentido do seu nome: Rio Verdadeiro. Textos: Professor Fausto Henrique G. Nogueira (IFSP) | Edição: Gerson Soares | Edição de imagens: aloimage Os rios sempre possuíram uma importância capital para o desenvolvimento das civilizações, como o caso do Nilo para o Egito, do Tigre e o Eufrates, para a Mesopotâmia. Influenciaram a escolha do local a ser habitado, foram utilizados como vias de transporte, fornecedores de alimentos, para práticas esportivas e lazer. O paulistano que nasceu nas últimas três décadas, talvez desconheça a importância de um personagem central na nossa história: o Rio Tietê. Esse ilustre desconhecido é citado nas conversas diárias apenas pelo seu mau cheiro, pelas enchentes, ou então pela poluição que o caracteriza. Para o habitante da cidade é um vilão, um algoz que assola a nossa frágil paz urbana, tão caótica; não sendo mais um motivo de orgulho, parece fingir que o rio não existe, prefere não entender o caos das avenidas, as favelas ribeirinhas, as indústrias poluentes. Entretanto, este estorvo é fundamental na história da cidade e do país. Se hoje ele encontra-se nessa situação deplorável, foi pela intervenção criminosa e muitas vezes errônea do ser humano. Sua tranqüila existência como meio de comunicação para os índios foi quebrada com a chegada do europeu na época da Colônia, logo após a fundação de São Paulo. O Tietê nasce na cidade de Salesópolis a uma altitude de 1.030 metros na Serra do Mar, a 20 km do Atlântico. Diferentemente de outros rios – o que torna o Tietê bastante incomum – ele subverte a natureza e, ao invés de buscar o mar, se volta para o interior de São Paulo desaguando no rio Paraná, num percurso de quase 1.100 km. Essa característica foi bem expressada por Mário de Andrade: “Meu rio, meu Tietê, onde me levas? Sarcástico rio que contradizes o curso das águas E te afastas do mar e te adentras na terra dos homens, Onde me queres levar?… Por que me proíbes assim praias e mar, por que Me impedes a fama das tempestades do Atlântico E os lindos...

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Tietê na história paulista
maio10

Tietê na história paulista

Tietê: o rio de São Paulo Textos: Professor Fausto Henrique G. Nogueira (IFSP) | Edição: Gerson Soares | Edição de imagens: aloimage Para contar a história do rio Tietê, é preciso contar inicialmente a de São Paulo, da qual é símbolo, pois estão intimamente ligados pela história, pela geografia, pela cultura, e também pelas dificuldades. Ele foi fundamental durante as bandeiras, as monções, a cafeicultura, a industrialização. Por muitos anos, o Tietê foi a única via de acesso ao interior da província de São Paulo e, embora não navegável em alguns trechos, era o caminho mais rápido para se atingir o Estado do Mato Grosso. Além de sua importância histórica, possui um considerável significado econômico, ligado principalmente à produção de energia hidroelétrica imprescindível para o maior parque industrial da América do Sul. Também foi um local de lazer e entretenimento, mas desrespeitado pela cidade, tornou-se um esgoto a céu aberto. São Paulo foi fundada em 25 de janeiro de 1554, no local onde foi erguido o colégio dos jesuítas; lugar alto, em uma colina, excelente para a segurança, dando origem ao povoado de São Paulo de Piratininga. Possuía uma boa vista, cercado pelos rios Tamanduateí, Anhangabaú, e próximo ao rio Anhembi, que “corre de costas para o mar”. Até o século XVIII, o Tietê era o Anhembi. O verdadeiro nome do rio tem significado e origem ainda controverso. Das várias traduções e discussões a mais comum é aquela fornecida por Teodoro Sampaio e Afonso Taunay. Estes entendem que Anhembi refere-se a uma ave, o inhambu ou anhuma. Sergio Buarque de Holanda, registrou que “Anhembi quer dizer rio das Anhumas”, aves procuradas pelos caboclos. No ano de 1748, o nome de Tietê foi pela primeira vez registrado cartograficamente no mapa d’Anville (Jean Baptiste Bourguignon d’Anville – cartógrafo francês). Referia-se somente ao trecho situado entre a nascente e o salto de Itu, mas acabou prevalecendo para todo o rio. Ambos os nomes, Anhembi e Tietê, persistiram durante muito tempo. João Mendes de Almeida demonstrou que Tietê quer dizer “grande rio”, onde ti significa água, rio, e etê exprime o superlativo. Teodoro Sampaio afirmou que a grafia viria de tiê, “água corrente volumosa, verdadeira”, significando, portanto, “rio verdadeiro”.   Saiba mais Rio Tietê, São Paulo e o Tatuapé Tietê: o rio de São Paulo Tietê terra a dentro, entre monções e bandeiras Tietê no auge da cafeicultura Tietê e o projeto que mudaria São Paulo Rio Tietê é retificado e a cidade perde sua mais bela paisagem Problemas hidrológicos da grande São...

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Tietê terra a dentro, entre monções e bandeiras
maio10

Tietê terra a dentro, entre monções e bandeiras

Tietê: o rio de São Paulo Textos: Professor Fausto Henrique G. Nogueira (IFSP) | Edição: Gerson Soares | Edição de imagens: aloimage Por volta do Século XVI, o Tietê será fundamental para os Bandeirantes. As minas de ouro de Cuiabá eram abastecidas por paulistas que levavam em seus batelões (barcos) víveres e mantimentos. O sertão parecia fornecer a possibilidade de riqueza e houve um tempo de grande euforia. O rio era misterioso, pois corria terra a dentro. Inicia-se o ciclo das Monções que foram pintadas em diversos quadros por artistas como Almeida Júnior. As monções eram expedições fluviais povoadoras e comerciais que partiam e se embrenhavam depois do porto de Araritaguaba, povoado elevado a vila em 1797 com o nome de Porto Feliz, assim até hoje. Monção significa vento favorável à navegação e nessa época, o Tietê foi o caminho dos aventureiros que, em busca do sonho dourado, fundavam povoados às suas margens. Na manhã da partida era rezada uma missa para o sucesso da missão. Todos iam ao porto onde as embarcações recebiam a benção. A monção partia com salvas de mosquetes e aclamação da multidão que observava às margens do rio as dezenas e até centenas de canoas. As viagens eram perigosas e os rios cheios de obstáculos, costumavam acontecer naufrágios, doenças, ataques de índios. A imaginação supersticiosa dos caboclos mamelucos envolvia a existência de lendas no rio Tietê com seres sobrenaturais como o “Monstro de Pirataca”, representado por uma enorme serpente que habitava as profundezas escuras à jusante (vazante, direção das águas) no salto de Avanhandava, que devorava homens com seu apetite voraz. Havia também a “Canoa fantasma” que aparecia soturnamente nas manhãs nevoentas com sua tétrica tripulação – segundo o folclore era formada pelas almas dos bandeirantes que morriam afogados –, subindo ou descendo o rio e desaparecendo misteriosamente.   Saiba mais Rio Tietê, São Paulo e o Tatuapé Tietê: o rio de São Paulo Tietê na história paulista Tietê no auge da cafeicultura Tietê e o projeto que mudaria São Paulo Rio Tietê é retificado e a cidade perde sua mais bela paisagem Problemas hidrológicos da grande São...

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Tietê no auge da cafeicultura
maio10

Tietê no auge da cafeicultura

Tietê: o rio de São Paulo Textos: Professor Fausto Henrique G. Nogueira (IFSP) | Edição: Gerson Soares | Edição de imagens: aloimage No decorrer do século XIX, com o café sendo o maior produto de exportação do país, o Tietê também contribuiu para a expansão da cafeicultura, favorecendo a ocupação em direção ao extremo oeste paulista e a multiplicação de fazendas. No início do século XX e final do XIX desenvolveu-se a prática esportiva. Embora a poluição já fosse um problema, ainda não havia comprometido totalmente o rio que na capital permitia em muitos trechos a recreação, principalmente com os clubes localizados junto à Ponte Grande; foi durante muito tempo um “local pitoresco e aprazível”, onde grande parte da população desfrutou de momentos inesquecíveis. Com isso ganhou fama como área de lazer, reunindo nos finais de semana centenas de pessoas ávidas por diversão. Suas margens, acima de tudo, eram um espaço de festa: piqueniques, partidas de futebol, serenatas, pescarias, provas de remo e natação. Muitos clubes de regatas, como o Clube Esperia inaugurado em 1º de novembro de 1899; ou o Clube de Regatas Tietê, inaugurado em 6 de junho de 1907, ambos situados junto à Ponte Grande, foram surgindo atraídos pela beleza do local. Possuíam “portões” para embarque e desembarque em canoas, piscinas naturais e “cochos” – cercadinhos de madeira feitos dentro do próprio rio, perto da margem, nos quais instrutores dos clubes ensinavam crianças e adultos a nadar. Outros clubes foram fundados às margens do Tietê, como o Sport Club Corinthians Paulista em 10 de setembro de 1910, que tem um par de remos em seu escudo, lembrando a origem ligada ao rio; ou o Clube Esportivo da Penha, em 25 de dezembro de 1935. Nesse período organizaram-se diversas competições famosas como a Travessia de São Paulo a Nado, que teve importantes campeões como Victorio Filellini e João Havelange, ex-presidente da Fifa (Federação Internacional de Futebol Associado). Mocinhas e rapazes elegantes passeavam à beira do Tietê, um dos locais favoritos dos paulistanos para namorar, encontrar pessoas ou desfrutar da natureza. Com o aumento da poluição e a construção das marginais entre os anos 40 e 60 a harmonia existente entre os clubes e o rio foi progressivamente destruída e várias competições foram sendo abandonadas. O remo ainda resistiria por algum tempo, embora rareando, sendo realizada a última regata em 1972, “quando a poluição finalmente venceu os desportistas”. As provas de remo foram transferidas para a Raia Olímpica de Remo da Universidade de São Paulo. Este processo fez com que a cidade perdesse “o seu mais importante recurso natural”. Ao mesmo tempo, o curso do Tietê foi modificado com...

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Tietê e o projeto que mudaria São Paulo
maio10

Tietê e o projeto que mudaria São Paulo

Tietê: o rio de São Paulo Textos: Professor Fausto Henrique G. Nogueira (IFSP) | Edição: Gerson Soares | Edição de imagens: aloimage A preocupação com a retificação do Tietê é bem antiga. Em 1866 o presidente da Província de São Paulo, João Alfredo Correia de Oliveira, afirmou a sua necessidade, para poder utilizar o terreno das suas várzeas e também as do rio Tamanduateí. Nas primeiras décadas do século XX, desenvolveu-se o mito de que “São Paulo não pode parar”. Este processo de ocupação territorial e de industrialização ocorreu de forma “caótica”, não levando em consideração a noção de qualidade de vida. A administração pública, no final do século XIX já encarregara-se da organização de uma Comissão de Saneamento que “estabeleceu” o Tietê como responsável pelas cheias. Na década de 20 surgiu a “Companhia de Melhoramentos de São Paulo”, reunindo sanitaristas e engenheiros, que defenderam a necessidade de retificação do curso sinuoso, além do desassoreamento de seu leito. Entre eles fora contratado o engenheiro sanitarista Francisco Rodrigues Saturnino de Brito, autor de diversos trabalhos sobre o rio. Saturnino, num relatório publicado em 1926, previa a preservação das áreas alagadas, as chamadas “coroas”, como recurso natural para ajudar na contenção das enchentes e servir de referência dentro da paisagem do parque fluvial urbano por ele imaginado para São Paulo. O seu projeto visualizava um grande parque metropolitano que seria a faixa do leito maior, preservado como várzea ao longo do rio para as grandes vazões do Tietê na época das cheias. Na foz de cada afluente do rio deveria ser preservada uma área para se formar um lago. Assim se formariam dois lagos de 3 km de extensão por 1 km de largura, com uma ilha no meio.   Saiba mais Rio Tietê, São Paulo e o Tatuapé Tietê: o rio de São Paulo Tietê na história paulista Tietê terra a dentro, entre monções e bandeiras Tietê no auge da cafeicultura Rio Tietê é retificado e a cidade perde sua mais bela paisagem Problemas hidrológicos da grande São...

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Rio Tietê é retificado e a cidade perde sua mais bela paisagem
maio10

Rio Tietê é retificado e a cidade perde sua mais bela paisagem

Tietê: o rio de São Paulo Textos: Professor Fausto Henrique G. Nogueira (IFSP) | Edição: Gerson Soares | Edição de imagens: aloimage O projeto de Saturnino de Brito foi descartado pela administração seguinte que preferiu implantar o “Plano de Avenidas”, elaborado pelo engenheiro, mais tarde prefeito de São Paulo, Francisco Prestes Maia, coordenador da Comissão de Melhoramentos do Rio Tietê. Essa comissão cuidou ainda do aproveitamento da várzea, projetando a construção de duas extensas avenidas marginais e 20 pontes, permitindo, com isso, sua ocupação por loteamentos e logradouros públicos, além da instalação de um grande terminal ferroviário que centralizaria as comunicações com a capital. A várzea não foi mantida, fez-se a canalização, e o rio sofreu com a instalação de empresas ao longo de suas margens. O Tietê foi, assim, progressivamente sufocado pelo suposto “progresso” e a ocupação territorial, demográfica, industrial das várzeas, sem controle. Os loteamentos se sucederam sem respeitar uma lógica ordenadora da cidade, mas levando-se em consideração apenas os interesses econômicos. O processo de destruição da paisagem natural do rio e de seus afluentes se baseou, dessa forma, na ocupação do seu leito maior e no confinamento de suas águas em estreitos canais retificados, a partir de uma lógica de fazer uma avenida paralela ao canal do Tietê, uma rodovia urbana. A opção escolhida foi a de aumentar a velocidade de vazão das águas, aumentando a declividade com a retificação e depois aterrar o máximo possível o antigo leito maior (as várzeas), a fim de lotear e vender áreas públicas. Mas o que se caracterizou foram constantes problemas, como as enchentes e a poluição. O rio invadia as antigas várzeas, e trazia depósitos de moscas e pernilongos. Ocorreram enchentes históricas como a de 1929, que foi catastrófica. Atualmente os paulistanos continuam a sofrer com as cheias, principalmente pela intensa urbanização que reduziu a área de absorção das chuvas, e por muitos planejadores terem desprezado a distribuição lógica das áreas de contenção das águas fluviais. No que se refere à poluição, embora existam considerações a respeito no século XVII, sobre exploração de ouro, o problema se agravou com o processo de industrialização. A cidade cresceu de forma desorganizada, sendo descarregados os esgotos industriais e ocupadas as várzeas. Para piorar a situação, nos anos 40 e 50 o prefeito Adhemar de Barros resolveu interligar as redes de esgotos sanitários da cidade, fazendo-as desembocar no Tietê. Nos últimos anos cresceu a conscientização sobre a necessidade de sua recuperação, através de movimentos, grupos de caráter científico e de comunidades preocupadas com o grau de poluição. Para todos estes, a saudosa imagem do Rio Tietê com as suas regatas e uma vida...

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Exposição “Energia Elétrica no Estado de São Paulo” no Museu da Energia de Itu
abr28

Exposição “Energia Elétrica no Estado de São Paulo” no Museu da Energia de Itu

Até o dia 28 de abril, o Museu da Energia de Itu apresenta a exposição itinerante da Fundação Energia e Saneamento, “Energia Elétrica no Estado de São Paulo”. Por meio de painéis fotográficos e textos, a mostra reúne, em uma linha cronológica, os marcos do processo de evolução da indústria de energia elétrica, fundamentais para o desenvolvimento econômico e social do Estado de São Paulo. Destaca alguns dos eventos mais significativos do período, como a construção das primeiras usinas hidrelétricas do Estado, a inauguração da iluminação pública em diversas cidades do Vale do Paraíba e da região oeste e a implantação das primeiras linhas de bonde elétrico na cidade de São Paulo, com a chegada da Light ao Brasil, em 1900. O projeto ainda oferece ao público a compreensão das complexas mudanças do setor: desde as ocorridas a partir da década de 1950, quando o Estado passou a ser o grande indutor do desenvolvimento energético, até a evolução do cenário na década de 1990, quando várias estatais foram privatizadas e as empresas estrangeiras voltaram a operar na área, sobretudo na distribuição de energia. A exposição “Energia Elétrica no Estado de São Paulo”, que é patrocinada pela EDP Bandeirante e recebe o apoio do Instituto EDP, pode ser vista no Museu da Energia de Itu de terça a domingo, das 10 às 17 horas, com entrada gratuita. Fonte: Fundação Energia e...

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Abastecimento de água em São Paulo
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Guarapiranga, o segundo maior sistema produtor de água de São Paulo Diferente dos demais sistemas de abastecimento de água que atendem São Paulo, a represa do Guarapiranga foi construída com uma finalidade diferente: regularizar a vazão do rio Tietê e aumentar a capacidade de geração de energia da Usina de Santana de Parnaíba (1901), a primeira hidrelétrica a abastecer o Estado de São Paulo e que tinha sua produção comprometida em épocas de estiagem. Por este motivo, a companhia canadense Light – responsável pelos serviços de produção e distribuição de energia elétrica na capital na época – iniciou, em 1906, a construção do lago artificial do rio Guarapiranga, que ficaria pronto em 1909. Somente em 1927, em virtude do problema de falta de água e na demora na execução das obras do Sistema Rio Claro, a Guarapiranga se tornou alvo de estudos para o abastecimento público. As obras de adução duraram 11 meses e em 1929 foi inaugurada a primeira adutora. Em 1948, foi dado início à construção de uma segunda adutora que dobraria o volume de água captado. A partir da década de 60, a ocupação desordenada às margens do reservatório se tornou o principal desafio do Sistema Guarapiranga, que é hoje o segundo maior da região metropolitana em produção de água.   Fonte: FES – São...

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Viaduto do Chá e Teatro São José
out26

Viaduto do Chá e Teatro São José

  Antes de se tornar famoso pela sua beleza, o Vale do Anhangabaú passou por uma fase agrícola com hortas, pomares, plantações de verduras e flores. As mudanças pelas quais passaria foram registradas ao longo do tempo por vários indivíduos, mas até o século XIX era um local ermo. Nos registros históricos afirma-se que os índios ali praticavam rituais sagrados. Em Nasce uma Metrópole, o autor Paulo Florençano descreve que “durante as horas do dia, escravos carregadores de água, tropeiros que procediam de Pinheiros ou de Santo Amaro, fiscais que na ponte do Lorena arrecadavam os impostos de entrada e a gente do povo que perambulava de um largo para outro animavam aquelas paragens. À noite, porém, tudo ali era sinistro, mal afamado, pessoas que tinham amor à vida evitavam passar por aquele setor”. O livro Anhangabaú História e Urbanismo de José Geraldo Simões Júnior, também traz um estudo interessante sobre as melhorias na cidade a partir do início do século XX, definindo o velho centro e a Cidade Nova. “O vale do ribeirão Anhangabaú tinha aspecto semi-rural no começo do século XX e separava a velha São Paulo da nova. Velha era a que ficava próximo à encosta leste, por onde passava o rio Tamanduateí. A comunicação com Santos, o porto marítimo, e com o Rio de Janeiro, a capital do país, começava ali, e ‘portas da frente’ ou conexão com as estradas, caminho de tropeiros, eram as ladeiras do Carmo e da Glória. Saía-se e chegava-se à cidade por aí, sendo ‘quintal dos fundos’ da colina central o Anhangabaú, menos valorizado”. Mas essa situação começa a mudar com a construção do primeiro Viaduto do Chá, do Teatro Municipal, com sua beleza européia, e a transformação do vale em um grande jardim, onde ergueram-se palácios e palacetes, como os da Prefeitura e do Automóvel Club do Brasil, construídos pelo Conde Prates. O Viaduto do Chá construído em estrutura metálica, com 240 metros de extensão, ligava a Rua Direita à Rua Barão de Itapetininga, foi inaugurado em 1892 com festa e havia uma curiosidade. “Em cada um dos extremos do viaduto ficava um guarda com um relógio registrador, marcando o número de pessoas que passavam pela roda giratória e que tinham que pagar, cada uma, três vinténs”, escreveu Raimundo de Menezes em sua obra São Paulo dos nossos avós. Apesar da agradável e inspiradora aparência, o vale cedeu às praticidades da modernidade e em lugar dos jardins foi criado um vasto estacionamento e uma avenida para em seguida ser reurbanizado novamente, com a premissa de que voltasse aos velhos tempos dos palacetes. Parque do Anhangabaú, por volta de 1925,...

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Intrépidos tropeiros
out23

Intrépidos tropeiros

Rumo ao desconhecido e aos perigos das matas, rios e principalmente indígenas, os pioneiros seguiam pelo único caminho que os levava ao Vale do Paraíba e ao norte, para a sede do império, o Rio de Janeiro. Deslumbrados com a descoberta do novo mundo, artistas, empreendedores e aventureiros estrangeiros de toda a estirpe vinham ao Brasil em busca do novo. Com suas obras retraram o cotidiano, os índios, os animais, o aspecto das florestas, das montanhas e ao mesmo tempo ajudaram a desbravar um território hostil e deslumbrante.                           São Paulo surgia, sempre progressista, religiosa. Igrejas e conventos se formavam e davam vida aos lugares, determinando suas nomenclaturas, onde muitas se mantêm até a atualidade. Apesar de ter sido centenariamente conhecida, a Ladeira do Carmo mudaria de nome e o caminho que vemos, seguido pelos tropeiros, em dois ângulos, é a atual avenida Rangel Pestana. Da obra Memórias do Tatuapé e São Paulo| IX Edição Histórica | Dezembro/2012 | Editor: Alô São Paulo | Fotos: WIKIPEDIA | Título original: Intrépidos tropeiros e as trilhas que os levavam ao norte e à capital...

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Glastonbury: Histórias e lendas
set26

Glastonbury: Histórias e lendas

Publicado em 26 de setembro de 2013 Alquimia, lendas, história e ciência se misturam aos mistérios da antiguidade, como por exemplo, em Glastonbury condado de Somerset – Inglaterra, onde supostamente teriam sido sepultados o rei Arthur e a rainha Guinevere. Para esse local sir Lancelot se retirara em penitência pela morte de Arthur. E assim se propagam as Lendas Arturianas. Muito antes desses episódios, diz a lenda que José de Arimatéia teria chegado a Glastonbury com o Santo Graal, taça usada na última ceia entre Jesus e os apóstolos, a aproximadamente 30 anos após a crucificação e que ali teria sido construída a primeira igreja britânica para guardá-lo. Porém, os historiadores atribuem a origem dessa lenda à Idade Média, época em que relíquias religiosas e peregrinações eram negócios lucrativos para as abadias, no caso a abadia Lady Chapel. Nela teriam sido encontrados em 1.191 os corpos do rei e sua rainha. Verdades ou lendas, a realidade da Arqueologia e as peregrinações às ruínas da Abadia Lady Chapel, Chalice Well ou ao Tor em Glastonbury, mostram que existe naquela localidade uma energia diferente. A maioria dos historiadores e pesquisadores como o brasileiro Giuliano José Forniarini, relatam que a abadia foi erguida por José de Arimatéia, membro do Sinédrio “homem rico, bom e justo (Jo 19:18)”, que foi contrário à sentença de morte para Jesus. Após conseguir sepultar o corpo de Cristo, Arimatéia não é mais mencionado na Bíblia. Ele teria viajado para a Bretanha (Britania) depois de livrar-se da prisão, devido a sua própria influência de negociante junto aos romanos. Conforme os historiadores, a possível data de fundação da igreja é o ano 37 d.C., a primeira do Ocidente. Ao local, peregrinos chegam em busca de energias renovadoras e os Celtas também acreditavam existir nesse lugar uma das portas de acesso ao outro mundo, assim como atribuíam-lhe a localização da mística e misteriosa Ilha de Avalon. “A herança espiritual de Glastonbury é incomparável e rica de uma mitologia insuperável, de grande misticismo, que pode nos transportar a planos superiores, pois segundo a lenda, foi o local em que o essênio José de Arimatéia depositou o Graal”, escreveu H. Gerenstadt, escritora que se dedica aos estudos enigmáticos das Lendas Arturianas. Além das ruínas da abadia, a Tor (ou colina, no antigo idioma gaélico, a linguagem dos povos célticos) também é outro ponto de peregrinação. Existem túneis e cavernas no interior da Tor, com estalactites formadas pelas correntes de água que fluem sem parar. Esse manacial é conhecido como White Spring. Mas existe outro manacial tão interessante quanto este no local, chamado Chalice Well, onde se afirma estar depositado o Graal. A...

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