Poste a gás centenário é instalado no bairro da Penha, na Capital
nov28

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A quem passa desatento pela Praça Oito de Setembro, no bairro Penha de França, em São Paulo, pode parecer que o novo elemento a compor a paisagem do local, um poste instalado em frente à Escola Estadual Santos Dumont, trata-se de uma réplica dos modelos que, no passado, iluminaram a Capital.

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Tatuapé antigo: Simpatia e doçura
nov02

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Memória do Tatuapé – A menina, vestida de noiva, caminha pela calçada na Rua Cantagalo. Dona Carmen protagoniza mais um momento da história do bairro, nos dando a oportunidade de conhecê-lo melhor.

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Rio Tietê também faz aniversário: 22 de setembro
set24

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Maior rio paulista – suas águas atravessam mais de 60 municípios –, o Tietê é tão importante para o Estado que possui até data de aniversário: 22 de setembro.

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ago21

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Dentre a vasta documentação iconográfica da Fundação Energia e Saneamento, que reúne mais de 260 mil itens, destacam-se conjuntos de aerolevantamentos da antiga companhia de energia Light, realizados a partir da década de 1920 em diferentes regiões do Estado de São Paulo.

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História do Tatuapé: apaixonados e audaciosos pioneiros
ago01

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Até meados do século XIX, o Tatuapé era escassamente povoado. A partir da evolução econômica da própria cidade e a chegada dos imigrantes, entre outros fatores como a expansão ferroviária, no Tatuapé começam a surgir chácaras, portos de areia e olarias.

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Livro apresenta um século de autonomia de Santo Amaro
jul28

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Recém-lançada pela professora e historiadora Inez Garbuio Peralta, a obra “Santo Amaro: um século de autonomia” apresenta aspectos da história do antigo município de Santo Amaro, explorando o período de pouco mais de um século em que o atual distrito da Capital paulista possuiu autonomia político-administrativa.

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Mapas “Sara Brasil”: a impressão digital da velha São Paulo
maio12

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Veja uma comparação do mapa elaborado pelo método Nistri de Aerofotogrametria e o atual mapa do Google, na região próxima à Vila Maria Zélia, no bairro do Belenzinho, e a antiga configuração do Rio Tietê no local.

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mar06

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História de São Paulo e Cultura se misturam até o dia 28 de maio no MASP, veja algumas fotografias.

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fev14

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A equipe do Centro de Comunicação Técnico-Científica do Instituto Geológico (IG), em conjunto com o Núcleo Curadoria do Acervo Histórico concluíram, no final de 2016, a digitalização dos boletins da Comissão Geographica e Geologica (CGG), editados em fascículos, entre 1889 e 1930.

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“Fazer o triângulo” poderia ser comparado, de forma livre, a atual expressão “vamos pra balada”.

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Tatuapé antigo: Rio Tietê, bons tempos
dez02

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Os textos abaixo foram publicados originalmente há 19 e 17 anos, nas edições nº 1 e 21, da então revista Alô Tatuapé, respectivamente em junho de 1997 e fevereiro de 1999. Alguns comentários são atuais.

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Memória: bairro do Tatuapé em três fases
out30

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Os moradores do Tatuapé e menos ainda do Jardim Anália Franco não imaginariam o crescimento gigantesco pelo qual passariam quando estas imagens foram feitas.

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Luz: foi o primeiro bairro a receber água encanada
jul06

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Somente em 1892, a rede começou a ser ampliada em São Paulo.

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jul06

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A visita ocorreu no dia 1º de julho para conhecer os trabalhos realizados pelo piloto em São Paulo e Rio de Janeiro. Imagens deverão ser disponibilizadas online em breve, segundo a FES.

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Tatuapé antigo: Rua Emílio Mallet na década dos 50
jun30

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Grupo de amigos posa para as fotos e nos fornece uma ideia de como era a paisagem predominante numa das ruas atualmente mais valorizadas do Tatuapé.

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Alô Tatuapé há 23 anos: “Conselho de Ética x Corrupção”
jun29

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Entrevista publicada pela revista Alô Tatuapé em abril de 2006, no momento em que os “mensaleiros” ainda estavam livres, praticando ilícitos mesmo durante o julgamento pelo Conselho de Ética, como seria conhecido depois de muitos anos com a relatoria do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa.

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Memória do Tatuapé: final da Rua Tuiuti era só campos de futebol
maio31

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Nesta imagem do Tatuapé antigo vemos uma chácara, duas ruas e o seu formato há mais de seis décadas. Doada por antigo morador que nos contou esta pequena lembrança, a fotografia foi publicada pela revista Alô Tatuapé nº 48, distribuída em maio de 2001, há 15 anos.

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Memória: a importância dos combustíveis no desenvolvimento de São Paulo
maio30

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O Museu da Energia de São Paulo promove diversas exposições e atualmente está com a exposição “Gasômetros pelo Mundo” (veja mais abaixo). Em 2013, ano em que a Fundação Energia e Saneamento de São Paulo (FES) completou 15 anos, o destaque foi a exposição inédita “Energia e Sustentabilidade: Combustíveis”.

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maio13

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Por volta desta data, há 84 anos, São Paulo fervia com a opressão do governo Vargas e exigiu uma nova Constituição. Hoje, quando o país inteiro já decorou a palavra e percebeu a importância do “livrinho”, vale recordar um pouco da história do Estado onde a liberdade encontrou ferrenhos detratores e os heróis escreveram histórias de bravura para que a Justiça prevalecesse, dentre eles a Legião Negra, um episódio à parte da guerra...

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Produto de origem lendária, o café é originário da Etiópia, mas sua propagação deveu-se aos árabes e foi somente no século XVI que os persas, ao torrarem os grãos, transformaram-no na bebida que conhecemos hoje.

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Alô Tatuapé há 23 anos: “No palco iluminado da Velha Guarda”
maio05

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Matéria publicada pela revista Alô Tatuapé em maio de 2001, teve grande repercussão e foi parcialmente reproduzida pela TV Cultura.

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O centro histórico de São Paulo, não teria o mesmo aspecto se não fossem as obras magníficas de Francisco de Paula Ramos de Azevedo. Seu escritório dominou os empreendimentos e construções durante décadas.

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abr03

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São Paulo e suas águas faz referência aos rios Anhangabaú, Tamanduateí, Tietê e Pinheiros. Leia matéria da Fundação de Energia e Saneamento de São Paulo (FES).

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mar21

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No mês de março, a Fundação Energia e Saneamento completa 18 anos. Para celebrar o aniversário, a instituição, que acaba de lançar a publicação São Paulo em 200 imagens: acervo fotográfico da Fundação Energia e Saneamento, oferecerá desconto no preço da obra (de 80 por 50 reais). A promoção valerá durante todo o mês.

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“Guarapiranga 100 anos” resgata memória da antiga Represa de Santo Amaro
mar16

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Para quem curte a Memória de São Paulo, o livro é uma boa leitura e traz dezenas de imagens e histórias da represa, um passeio atraente para os paulistanos.

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Alô Tatuapé há 23 anos: Família Marengo e a história contada por quem viveu
fev15

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Tempos depois de publicarmos este tópico, fomos conhecer um último reduto dessa tradicional família que permanecia como viveiro de plantas na Avenida Celso Garcia, próximo ao cruzamento com a Rua Antonio de Barros. Sob o título “A História Contada por Quem Viveu” editamos 10 edições especiais sendo que a mais recente, publicada no dia 5 de dezembro de 2013, pode ser lida neste site.

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Praça Sílvio Romero esquina com as ruas Coelho Lisboa e Serra de Bragança
dez12

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Encontro na Praça: Ao ser fotografado, Antonio da Silva Fernando, contribuiu para preservar a memória do antigo Largo Nossa Senhora da Conceição, hoje Praça Sílvio Romero.

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Alô Tatuapé há 22 anos: Piqueri – Clubes – Fatos & Broncas
dez12

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Tópicos da Revista Alô Tatuapé nº 2 – 13 de julho de 1997 • A Bocha sempre foi forte no Parque do Piqueri • Clubes do Tatuapé, destacando naquele mês o Azevedo • A seção Fatos & Broncas interagindo com leitores

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FES lança publicação “São Paulo em 200 imagens”
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Para quem curte conhecer a história desta grande cidade e deste  Estado, sempre podendo ser comparado com uma locomotiva que avança pelo Brasil, o livro traz em três capítulos “São Paulo em movimento”, “Paisagens Urbanas” e “Energia”. A notícia chega em primeira mão, o livro deve ser lançado até o final do mês de dezembro, mas ainda não foi divulgado o preço de capa.

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Alô Tatuapé há 22 anos: telefones tiram o sono e o sossego
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Livro “Energia Elétrica e Poder Político” estuda organização de trabalhadores da Light na República Velha. Leia a reportagem.

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Theatro Municipal de São Paulo: 104 anos de história
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Com o apoio da elite paulistana, teve início o projeto da grande casa de espetáculos. Anos depois, um atraso do navio com os cenários da noite de estreia, criou o clima para que o teatro fosse inaugurado com a obra de um músico brasileiro e pouco tempo passou para que sua trajetória ficasse marcada por outro evento de grande importância nacional, a Semana de Arte Moderna. No dia da inauguração do Theatro Municipal, a cidade de São Paulo conheceu o seu primeiro grande congestionamento, noticiado à...

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Registro da Memória do Mundo tem 47 novos acervos inscritos e conta agora com 348 documentos e coleções de documentos provenientes de todos os continentes e salvaguardados em vários tipos de material: de pedras a celuloide, pergaminhos e gravações sonoras.

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O que vem a cabeça das pessoas quando alguém descreve ua igreja com uma praça na frente? Uma típica cidade do interior.

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Alô Tatuapé há 22 anos: Pescadores do Tietê
set28

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Percorrendo a cidade, o Tatuapé também era banhado pelo Rio Tietê que tinha abundância de peixes.

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Desde o início das suas atividades há 22 anos, o Alô Tatuapé foi pioneiro em mostrar a história do bairro.

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Muitas são as causas do desemprego. Entendo que temos que deixar de lado os motivos “clássicos” para nos determos nos outros fatores que acovardam o empresário.

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Um dos principais objetivos da reativação da Sociedade Amigos do Tatuapé é reivindicar para o bairro a sua própria Administração Regional. Sua meta é reunir 30.000 assinaturas dos moradores e entregar para o Prefeito de São Paulo.

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Milagres e fé deram origem à Freguesia da Penha em torno da centenária igreja
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“Erguida por volta de 1680, transformou-se em local de romarias, desde 1690, pelos muitos milagres atribuídos à Nossa Senhora dando origem à Freguesia da Penha”.

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set01

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A matéria sobre a Casa do Tatuapé, foi simbólica e a primeira que publicamos a respeito da história do bairro. Nesta nova seção do site Alô Tatuapé que remete à própria trajetória da marca, vamos manter os textos originais da época em que foram publicados. Leia o primeiro e veja como foi descrito esse símbolo do bairro.

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Memória de São Paulo: a Luz – cartão-postal da cidade
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Um dos bairros mais antigos da capital, a Luz preserva alguns dos edifícios mais importantes do patrimônio arquitetônico da cidade de São Paulo. O nome “Luz”, que pode parecer uma referência ao período áureo do bairro, marcado pela construção de edifícios e parques, bem como da chegada da iluminação pública (ora a gás, mais tarde elétrica), tem uma origem bem mais remota.

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Segunda-feira, 28 de julho de 2014 às 19h30 Após restauro, Museu da Energia de São Paulo reabrirá com nova exposição. Após passar por obras de manutenção e restauro, o Casarão do Museu da Energia de São Paulo, localizado no bairro dos Campos Elíseos, reabre à visitação pública, no dia 22 de agosto, sexta-feira, com a exposição inédita “Tempos de Energia: São Paulo em transformação”. Por meio de um rico acervo, tanto museológico quanto documental, a exposição apresenta importantes momentos da formação e expansão do setor elétrico paulista, exibindo a complexidade da implementação da energia e os seus reflexos em São Paulo, bem como os atuais desafios do setor. Restauro Para a instalação da mostra, o Museu da Energia passou por obras de manutenção e restauro, como pintura das fachadas e das paredes internas, reparo nas janelas, portas e pisos, além da recuperação das esquadrias do prédio. Tombado pelo Condephaat desde 2002 e pelo Conpresp desde 2003, as obras no Museu respeitaram a estética original do Casarão. A pintura foi realizada com base em uma das primeiras fases do edifício, quando ainda era residência da família do cafeicultor paulista Henrique Santos Dumont, mas sem apagar a maioria das contribuições arquitetônicas realizadas pelas ocupações posteriores. O imóvel, adquirido por Henrique em 1894, foi projetado pelo escritório do arquiteto Ramos de Azevedo, referência na Capital entre o final do século 19 e início do 20. A mostra “Tempos de Energia: São Paulo em transformação” poderá ser vista de terça a sábado, das 10 às 17 horas, no Museu da Energia de São Paulo (Al. Cleveland, 601 – Campos Elíseos –...

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Segunda-feira, 14 de julho de 2014 às 21h47 Inaugurado há 14 anos, memorial está precisando de cuidados. Com a presença do maior contingente de entidades e associações já visto reunido num mesmo lugar no bairro e jamais repetido até hoje, no dia 28 de setembro de 2000, foi inaugurado um Memorial e denominada a praça existente no final da Rua Francisco Ziccardi, no Jardim Anália Franco, como Antonio Giaquinto, uma justa homenagem providenciada pelo vereador Toninho Paiva especialista em eternizar a lembrança de pessoas importantes na vida da cidade e dos bairros de São Paulo.   Giaquinto, como era chamado pelos amigos, tornou-se precursor de muitas iniciativas que ajudaram a personificar o bairro, formando uma base sólida para várias associações que existem até hoje e não seria arriscado dizer que foi ele um dos que mais trabalhou para o crescimento do Tatuapé desde os anos 60 aproximadamente até seu falecimento no início de 1999. O Memorial erguido a ele, existente na praça com o mesmo nome está precisando de alguns cuidados para que a homenagem feita em granito e aço não se deteriore ainda mais....

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Sexta-feira, 4 de junho de 2014 às 11h06 Este é o nome da exposição que segue por várias capitais brasileiras, com imagens do acervo da Fundação Energia e Saneamento de São Paulo (FESSP) e aguarda seu próximo destino; a última mostra foi encerrada no mês de abril em Belo Horizonte, capital mineira. A mostra “Um Olhar sobre o Brasil − a Fotografia na Construção da Imagem da Nação”, apresenta imagens de diferentes acervos públicos e privados com a proposta de refletir sobre 170 anos de história do país a partir do registro fotográfico. Todas as obras cedidas à mostra pela Fundação Energia e Saneamento são de autoria do suíço Guilherme Gaensly, como está que vemos aqui....

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Tietê: o rio de São Paulo Edição: Gerson Soares | Edição de imagens: aloimage Nota do Editor: Apesar de ter sido publicado há 10 anos, o artigo que lerá é um documento histórico muito importante para quem deseja conhecer os movimentos da administração pública, neste caso à respeito de obras de saneamento que por consequência influenciam até hoje, em tantos aspectos, a cidade de São Paulo. Artigo de autoria da professora Paula Beiguelman*, publicado na revista Ciência & Cultura, Vol. 56, nº 3 – Julho/Setembro, 2004 — SBPC. Já no início do século passado, a administração pública paulista se preocupava com a questão do suprimento de água à capital do estado (de responsabilidade estadual) e também com o controle das inundações do Tietê, que cabia ao município. Assim, em 1904, o então secretário da agricultura do estado de São Paulo, doutor Luíz Piza, recomendava à Repartição de Águas que “organizasse um plano definitivo de estudos das águas do Tietê”. E, em 1912, era apresentado pelo engenheiro Henrique Novais um primeiro estudo, tratando da captação e adução das águas do rio Claro, nas cabeceiras do rio Tietê. Na década seguinte, a administração municipal contratava os serviços do engenheiro-sanitarista Saturnino de Brito que, em 1926, apresentava o seu importante projeto. Tratava-se, em essência, de construir uma barragem logo acima de Mogi das Cruzes e de pequenas barragens em degraus no curso dos formadores do Tietê, na altura desse mesmo município. Acresce que as cabeceiras do Tietê se situam em regiões sujeitas a uma das mais altas pluviosidades do mundo. Portanto, se concretizado o projeto apresentado por Saturnino de Brito, não apenas a vazão do rio seria regularizada e tornada uniforme, evitando a inundação das várzeas, como se conseguiria um armazenamento hídrico substancial, que serviria ao abastecimento de água potável à capital. A essa altura, a poderosa Light já visava instalar uma usina hidrelétrica a partir do lançamento do rio Grande no Cubatão. Também construíra uma represa de terra no rio Guarapiranga, afluente do Pinheiros, por sua vez tributário do Tietê. E, então, foi dado o xeque-mate na proposta Saturnino de Brito, por meio da astuciosa oferta de colaboração no abastecimento de água à cidade, por meio da represa de Guarapiranga. Como conseqüência, a adutora da Guarapiranga foi rapidamente construída e não se falou mais em represamento do Alto Tietê para o saneamento da capital. Não bastasse a manutenção do rio Tietê em regime de vazão variável, sem regularizá-lo através do represamento das águas a montante de São Paulo, a Light ainda represou o rio à jusante, por meio do alteamento da barragem de sua velha usina de Santana do Parnaíba (Edgard de...

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Rio Tietê, São Paulo e o Tatuapé
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Há mais de duas décadas, a revista Alô Tatuapé se dedica ao passado histórico, fazendo levantamentos e garimpando as imagens remanescentes do bairro, que teve grande importância no desbravamento do interior, graças também à sua proximidade com o Rio Tietê. Gerson Soares Edição de imagens: aloimage Segundo o historiador Wanderley dos Santos, a origem do Tatuapé remonta à colonização de São Paulo e a concessão de Sesmaria a Brás Cubas, fidalgo e explorador português, que em 1536, desenvolveu a produção de cana-de-açúcar na recém-formada Capitania de São Vicente, aonde se tornou Capitão-mor em 1543. Sendo o maior proprietário de terras da baixada santista fundou o porto, uma capela e a Santa Casa de Misericórdia de todos os Santos – hospital que existe até hoje. Essas obras dariam origem a uma vila e depois à cidade de Santos. Em breve, sua determinação em escravizar os índios teria sido motivo para o surgimento da Confederação dos Tamoios, que levou vários chefes nativos a declarar guerra aos portugueses. E essa é mais uma longa história. Sobre o Tatuapé, consta que entre 1567 e 1593 aparece com o nome de Piqueri, daí o nome de um parque do bairro, que antes de se tornar um local público pertencia à Família Matarazzo. Por ser tão antigo e ter como referência o Rio Tietê, os caminhos da colonização e desbravamento percorrido pelas Bandeiras e Monções passaram por estas terras e a Casa do Tatuapé, na época erguida numa várzea do rio (que fica na Rua Guabijú, 49 – entre a Av. Celso Garcia próx. à Av. Salim Farah Maluf, e a Rua Ulisses Cruz), é apenas uma das marcas deixadas por eles. Portanto, para falar do Tatuapé e conhecer melhor o seu passado, voltamo-nos também para a história de São Paulo e do Rio Tietê. Suas águas começaram a sofrer com a urbanização da cidade, a partir das primeiras décadas do Século XX. Quase um século depois, a sociedade, cientistas e tantos outros grupos iniciam movimentos permanentes para ajudar o Tietê passar por São Paulo sem maltratá-lo. Foi no século passado que a administração da cidade preferiu priorizar os transportes, desviando-se do projeto de um renomado engenheiro sanitarista brasileiro: Saturnino de Brito. Respeitado internacionalmente e tendo suas idéias implantadas em países como E.U.A. e França, por aqui perdeu para os interesses econômicos e imobiliários. As consequências ecológicas e outros fatos são brilhantemente comentados nesta reportagem num artigo da emérita professora Paula Beiguelman da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP). As pedras e a areia do Tietê foram largamente usadas pela construção civil na cidade ajudando a impulsionar...

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Nascendo a apenas 20 Km do litoral, para ele seria muito mais fácil correr para o mar e cumprir sua missão, mas teimoso resolveu seguir ao contrário, para o interior. Tomara essa teimosia ainda salve as suas águas que desastrosamente ficam poluídas nos trechos próximos à capital e grande São Paulo. Para um corajoso rio, que desafia até mesmo a natureza, eis mais um obstáculo a ser superado: a despoluição e voltar a ser como era antes. Vamos conhecê-lo melhor e ampliar as condições para que um dia o Tietê volte a ter o verdadeiro sentido do seu nome: Rio Verdadeiro. Textos: Professor Fausto Henrique G. Nogueira (IFSP) | Edição: Gerson Soares | Edição de imagens: aloimage Os rios sempre possuíram uma importância capital para o desenvolvimento das civilizações, como o caso do Nilo para o Egito, do Tigre e o Eufrates, para a Mesopotâmia. Influenciaram a escolha do local a ser habitado, foram utilizados como vias de transporte, fornecedores de alimentos, para práticas esportivas e lazer. O paulistano que nasceu nas últimas três décadas, talvez desconheça a importância de um personagem central na nossa história: o Rio Tietê. Esse ilustre desconhecido é citado nas conversas diárias apenas pelo seu mau cheiro, pelas enchentes, ou então pela poluição que o caracteriza. Para o habitante da cidade é um vilão, um algoz que assola a nossa frágil paz urbana, tão caótica; não sendo mais um motivo de orgulho, parece fingir que o rio não existe, prefere não entender o caos das avenidas, as favelas ribeirinhas, as indústrias poluentes. Entretanto, este estorvo é fundamental na história da cidade e do país. Se hoje ele encontra-se nessa situação deplorável, foi pela intervenção criminosa e muitas vezes errônea do ser humano. Sua tranqüila existência como meio de comunicação para os índios foi quebrada com a chegada do europeu na época da Colônia, logo após a fundação de São Paulo. O Tietê nasce na cidade de Salesópolis a uma altitude de 1.030 metros na Serra do Mar, a 20 km do Atlântico. Diferentemente de outros rios – o que torna o Tietê bastante incomum – ele subverte a natureza e, ao invés de buscar o mar, se volta para o interior de São Paulo desaguando no rio Paraná, num percurso de quase 1.100 km. Essa característica foi bem expressada por Mário de Andrade: “Meu rio, meu Tietê, onde me levas? Sarcástico rio que contradizes o curso das águas E te afastas do mar e te adentras na terra dos homens, Onde me queres levar?… Por que me proíbes assim praias e mar, por que Me impedes a fama das tempestades do Atlântico E os lindos...

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Tietê na história paulista
maio10

Tietê na história paulista

Tietê: o rio de São Paulo Textos: Professor Fausto Henrique G. Nogueira (IFSP) | Edição: Gerson Soares | Edição de imagens: aloimage Para contar a história do rio Tietê, é preciso contar inicialmente a de São Paulo, da qual é símbolo, pois estão intimamente ligados pela história, pela geografia, pela cultura, e também pelas dificuldades. Ele foi fundamental durante as bandeiras, as monções, a cafeicultura, a industrialização. Por muitos anos, o Tietê foi a única via de acesso ao interior da província de São Paulo e, embora não navegável em alguns trechos, era o caminho mais rápido para se atingir o Estado do Mato Grosso. Além de sua importância histórica, possui um considerável significado econômico, ligado principalmente à produção de energia hidroelétrica imprescindível para o maior parque industrial da América do Sul. Também foi um local de lazer e entretenimento, mas desrespeitado pela cidade, tornou-se um esgoto a céu aberto. São Paulo foi fundada em 25 de janeiro de 1554, no local onde foi erguido o colégio dos jesuítas; lugar alto, em uma colina, excelente para a segurança, dando origem ao povoado de São Paulo de Piratininga. Possuía uma boa vista, cercado pelos rios Tamanduateí, Anhangabaú, e próximo ao rio Anhembi, que “corre de costas para o mar”. Até o século XVIII, o Tietê era o Anhembi. O verdadeiro nome do rio tem significado e origem ainda controverso. Das várias traduções e discussões a mais comum é aquela fornecida por Teodoro Sampaio e Afonso Taunay. Estes entendem que Anhembi refere-se a uma ave, o inhambu ou anhuma. Sergio Buarque de Holanda, registrou que “Anhembi quer dizer rio das Anhumas”, aves procuradas pelos caboclos. No ano de 1748, o nome de Tietê foi pela primeira vez registrado cartograficamente no mapa d’Anville (Jean Baptiste Bourguignon d’Anville – cartógrafo francês). Referia-se somente ao trecho situado entre a nascente e o salto de Itu, mas acabou prevalecendo para todo o rio. Ambos os nomes, Anhembi e Tietê, persistiram durante muito tempo. João Mendes de Almeida demonstrou que Tietê quer dizer “grande rio”, onde ti significa água, rio, e etê exprime o superlativo. Teodoro Sampaio afirmou que a grafia viria de tiê, “água corrente volumosa, verdadeira”, significando, portanto, “rio verdadeiro”.   Saiba mais Rio Tietê, São Paulo e o Tatuapé Tietê: o rio de São Paulo Tietê terra a dentro, entre monções e bandeiras Tietê no auge da cafeicultura Tietê e o projeto que mudaria São Paulo Rio Tietê é retificado e a cidade perde sua mais bela paisagem Problemas hidrológicos da grande São...

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Tietê terra a dentro, entre monções e bandeiras
maio10

Tietê terra a dentro, entre monções e bandeiras

Tietê: o rio de São Paulo Textos: Professor Fausto Henrique G. Nogueira (IFSP) | Edição: Gerson Soares | Edição de imagens: aloimage Por volta do Século XVI, o Tietê será fundamental para os Bandeirantes. As minas de ouro de Cuiabá eram abastecidas por paulistas que levavam em seus batelões (barcos) víveres e mantimentos. O sertão parecia fornecer a possibilidade de riqueza e houve um tempo de grande euforia. O rio era misterioso, pois corria terra a dentro. Inicia-se o ciclo das Monções que foram pintadas em diversos quadros por artistas como Almeida Júnior. As monções eram expedições fluviais povoadoras e comerciais que partiam e se embrenhavam depois do porto de Araritaguaba, povoado elevado a vila em 1797 com o nome de Porto Feliz, assim até hoje. Monção significa vento favorável à navegação e nessa época, o Tietê foi o caminho dos aventureiros que, em busca do sonho dourado, fundavam povoados às suas margens. Na manhã da partida era rezada uma missa para o sucesso da missão. Todos iam ao porto onde as embarcações recebiam a benção. A monção partia com salvas de mosquetes e aclamação da multidão que observava às margens do rio as dezenas e até centenas de canoas. As viagens eram perigosas e os rios cheios de obstáculos, costumavam acontecer naufrágios, doenças, ataques de índios. A imaginação supersticiosa dos caboclos mamelucos envolvia a existência de lendas no rio Tietê com seres sobrenaturais como o “Monstro de Pirataca”, representado por uma enorme serpente que habitava as profundezas escuras à jusante (vazante, direção das águas) no salto de Avanhandava, que devorava homens com seu apetite voraz. Havia também a “Canoa fantasma” que aparecia soturnamente nas manhãs nevoentas com sua tétrica tripulação – segundo o folclore era formada pelas almas dos bandeirantes que morriam afogados –, subindo ou descendo o rio e desaparecendo misteriosamente.   Saiba mais Rio Tietê, São Paulo e o Tatuapé Tietê: o rio de São Paulo Tietê na história paulista Tietê no auge da cafeicultura Tietê e o projeto que mudaria São Paulo Rio Tietê é retificado e a cidade perde sua mais bela paisagem Problemas hidrológicos da grande São...

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Tietê no auge da cafeicultura
maio10

Tietê no auge da cafeicultura

Tietê: o rio de São Paulo Textos: Professor Fausto Henrique G. Nogueira (IFSP) | Edição: Gerson Soares | Edição de imagens: aloimage No decorrer do século XIX, com o café sendo o maior produto de exportação do país, o Tietê também contribuiu para a expansão da cafeicultura, favorecendo a ocupação em direção ao extremo oeste paulista e a multiplicação de fazendas. No início do século XX e final do XIX desenvolveu-se a prática esportiva. Embora a poluição já fosse um problema, ainda não havia comprometido totalmente o rio que na capital permitia em muitos trechos a recreação, principalmente com os clubes localizados junto à Ponte Grande; foi durante muito tempo um “local pitoresco e aprazível”, onde grande parte da população desfrutou de momentos inesquecíveis. Com isso ganhou fama como área de lazer, reunindo nos finais de semana centenas de pessoas ávidas por diversão. Suas margens, acima de tudo, eram um espaço de festa: piqueniques, partidas de futebol, serenatas, pescarias, provas de remo e natação. Muitos clubes de regatas, como o Clube Esperia inaugurado em 1º de novembro de 1899; ou o Clube de Regatas Tietê, inaugurado em 6 de junho de 1907, ambos situados junto à Ponte Grande, foram surgindo atraídos pela beleza do local. Possuíam “portões” para embarque e desembarque em canoas, piscinas naturais e “cochos” – cercadinhos de madeira feitos dentro do próprio rio, perto da margem, nos quais instrutores dos clubes ensinavam crianças e adultos a nadar. Outros clubes foram fundados às margens do Tietê, como o Sport Club Corinthians Paulista em 10 de setembro de 1910, que tem um par de remos em seu escudo, lembrando a origem ligada ao rio; ou o Clube Esportivo da Penha, em 25 de dezembro de 1935. Nesse período organizaram-se diversas competições famosas como a Travessia de São Paulo a Nado, que teve importantes campeões como Victorio Filellini e João Havelange, ex-presidente da Fifa (Federação Internacional de Futebol Associado). Mocinhas e rapazes elegantes passeavam à beira do Tietê, um dos locais favoritos dos paulistanos para namorar, encontrar pessoas ou desfrutar da natureza. Com o aumento da poluição e a construção das marginais entre os anos 40 e 60 a harmonia existente entre os clubes e o rio foi progressivamente destruída e várias competições foram sendo abandonadas. O remo ainda resistiria por algum tempo, embora rareando, sendo realizada a última regata em 1972, “quando a poluição finalmente venceu os desportistas”. As provas de remo foram transferidas para a Raia Olímpica de Remo da Universidade de São Paulo. Este processo fez com que a cidade perdesse “o seu mais importante recurso natural”. Ao mesmo tempo, o curso do Tietê foi modificado com...

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Tietê e o projeto que mudaria São Paulo
maio10

Tietê e o projeto que mudaria São Paulo

Tietê: o rio de São Paulo Textos: Professor Fausto Henrique G. Nogueira (IFSP) | Edição: Gerson Soares | Edição de imagens: aloimage A preocupação com a retificação do Tietê é bem antiga. Em 1866 o presidente da Província de São Paulo, João Alfredo Correia de Oliveira, afirmou a sua necessidade, para poder utilizar o terreno das suas várzeas e também as do rio Tamanduateí. Nas primeiras décadas do século XX, desenvolveu-se o mito de que “São Paulo não pode parar”. Este processo de ocupação territorial e de industrialização ocorreu de forma “caótica”, não levando em consideração a noção de qualidade de vida. A administração pública, no final do século XIX já encarregara-se da organização de uma Comissão de Saneamento que “estabeleceu” o Tietê como responsável pelas cheias. Na década de 20 surgiu a “Companhia de Melhoramentos de São Paulo”, reunindo sanitaristas e engenheiros, que defenderam a necessidade de retificação do curso sinuoso, além do desassoreamento de seu leito. Entre eles fora contratado o engenheiro sanitarista Francisco Rodrigues Saturnino de Brito, autor de diversos trabalhos sobre o rio. Saturnino, num relatório publicado em 1926, previa a preservação das áreas alagadas, as chamadas “coroas”, como recurso natural para ajudar na contenção das enchentes e servir de referência dentro da paisagem do parque fluvial urbano por ele imaginado para São Paulo. O seu projeto visualizava um grande parque metropolitano que seria a faixa do leito maior, preservado como várzea ao longo do rio para as grandes vazões do Tietê na época das cheias. Na foz de cada afluente do rio deveria ser preservada uma área para se formar um lago. Assim se formariam dois lagos de 3 km de extensão por 1 km de largura, com uma ilha no meio.   Saiba mais Rio Tietê, São Paulo e o Tatuapé Tietê: o rio de São Paulo Tietê na história paulista Tietê terra a dentro, entre monções e bandeiras Tietê no auge da cafeicultura Rio Tietê é retificado e a cidade perde sua mais bela paisagem Problemas hidrológicos da grande São...

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Rio Tietê é retificado e a cidade perde sua mais bela paisagem
maio10

Rio Tietê é retificado e a cidade perde sua mais bela paisagem

Tietê: o rio de São Paulo Textos: Professor Fausto Henrique G. Nogueira (IFSP) | Edição: Gerson Soares | Edição de imagens: aloimage O projeto de Saturnino de Brito foi descartado pela administração seguinte que preferiu implantar o “Plano de Avenidas”, elaborado pelo engenheiro, mais tarde prefeito de São Paulo, Francisco Prestes Maia, coordenador da Comissão de Melhoramentos do Rio Tietê. Essa comissão cuidou ainda do aproveitamento da várzea, projetando a construção de duas extensas avenidas marginais e 20 pontes, permitindo, com isso, sua ocupação por loteamentos e logradouros públicos, além da instalação de um grande terminal ferroviário que centralizaria as comunicações com a capital. A várzea não foi mantida, fez-se a canalização, e o rio sofreu com a instalação de empresas ao longo de suas margens. O Tietê foi, assim, progressivamente sufocado pelo suposto “progresso” e a ocupação territorial, demográfica, industrial das várzeas, sem controle. Os loteamentos se sucederam sem respeitar uma lógica ordenadora da cidade, mas levando-se em consideração apenas os interesses econômicos. O processo de destruição da paisagem natural do rio e de seus afluentes se baseou, dessa forma, na ocupação do seu leito maior e no confinamento de suas águas em estreitos canais retificados, a partir de uma lógica de fazer uma avenida paralela ao canal do Tietê, uma rodovia urbana. A opção escolhida foi a de aumentar a velocidade de vazão das águas, aumentando a declividade com a retificação e depois aterrar o máximo possível o antigo leito maior (as várzeas), a fim de lotear e vender áreas públicas. Mas o que se caracterizou foram constantes problemas, como as enchentes e a poluição. O rio invadia as antigas várzeas, e trazia depósitos de moscas e pernilongos. Ocorreram enchentes históricas como a de 1929, que foi catastrófica. Atualmente os paulistanos continuam a sofrer com as cheias, principalmente pela intensa urbanização que reduziu a área de absorção das chuvas, e por muitos planejadores terem desprezado a distribuição lógica das áreas de contenção das águas fluviais. No que se refere à poluição, embora existam considerações a respeito no século XVII, sobre exploração de ouro, o problema se agravou com o processo de industrialização. A cidade cresceu de forma desorganizada, sendo descarregados os esgotos industriais e ocupadas as várzeas. Para piorar a situação, nos anos 40 e 50 o prefeito Adhemar de Barros resolveu interligar as redes de esgotos sanitários da cidade, fazendo-as desembocar no Tietê. Nos últimos anos cresceu a conscientização sobre a necessidade de sua recuperação, através de movimentos, grupos de caráter científico e de comunidades preocupadas com o grau de poluição. Para todos estes, a saudosa imagem do Rio Tietê com as suas regatas e uma vida...

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Exposição “Energia Elétrica no Estado de São Paulo” no Museu da Energia de Itu
abr28

Exposição “Energia Elétrica no Estado de São Paulo” no Museu da Energia de Itu

Até o dia 28 de abril, o Museu da Energia de Itu apresenta a exposição itinerante da Fundação Energia e Saneamento, “Energia Elétrica no Estado de São Paulo”. Por meio de painéis fotográficos e textos, a mostra reúne, em uma linha cronológica, os marcos do processo de evolução da indústria de energia elétrica, fundamentais para o desenvolvimento econômico e social do Estado de São Paulo. Destaca alguns dos eventos mais significativos do período, como a construção das primeiras usinas hidrelétricas do Estado, a inauguração da iluminação pública em diversas cidades do Vale do Paraíba e da região oeste e a implantação das primeiras linhas de bonde elétrico na cidade de São Paulo, com a chegada da Light ao Brasil, em 1900. O projeto ainda oferece ao público a compreensão das complexas mudanças do setor: desde as ocorridas a partir da década de 1950, quando o Estado passou a ser o grande indutor do desenvolvimento energético, até a evolução do cenário na década de 1990, quando várias estatais foram privatizadas e as empresas estrangeiras voltaram a operar na área, sobretudo na distribuição de energia. A exposição “Energia Elétrica no Estado de São Paulo”, que é patrocinada pela EDP Bandeirante e recebe o apoio do Instituto EDP, pode ser vista no Museu da Energia de Itu de terça a domingo, das 10 às 17 horas, com entrada gratuita. Fonte: Fundação Energia e...

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Catullo Branco e a energia eólica no Brasil
abr12
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Censo do Samba Paulistano – 100 anos de Carnaval
fev19

Censo do Samba Paulistano – 100 anos de Carnaval

SPTuris lança Censo do Samba Paulistano com homenagem aos 100 anos do Carnaval de São Paulo. Órgão de turismo municipal divulga a terceira edição da publicação que, em ano de Copa do Mundo no Brasil, coincide com o centenário da primeira convocação da seleção brasileira de futebol. O ano era 1914. Nascia em São Paulo a primeira escola de samba da cidade – o Grupo Carnavalesco Barra Funda – e também era convocada pela primeira vez a Seleção Brasileira de Futebol. Cem anos depois, o Carnaval de São Paulo tornou-se uma das maiores festas populares do país e a seleção foi campeã mundial nada menos do que cinco vezes. E as coincidências não param por aí. No mesmo ano em que o Brasil receberá a Copa do Mundo, São Paulo também comemora seus 460 anos e os 120 anos desde a chegada de Charles Miller à capital paulista trazendo a novidade deste novo esporte até então desconhecido em terras brazucas: o futebol. Em homenagem as essas paixões – o samba paulista e o futebol – a São Paulo Turismo (SPTuris, empresa municipal de turismo e eventos) lançou nesta terça-feira (18), no Anhembi, a terceira edição do Censo do Samba Paulistano. Com destaque para a história do Carnaval na cidade e também curiosidades sobre sua relação com o futebol, a publicação atualiza ainda informações fundamentais, como a localização das escolas e blocos oficiais, o investimento médio das agremiações na montagem dos desfiles, a utilização de áreas públicas, a ficha técnica de cada escola e um novo Carna-cardiograma, um gráfico que mostra, ano a ano, quem venceu a disputa do desfile desde o seu início no Sambódromo, possibilitando comparar o “sobe e desce” das escolas ao longo dos últimos 22 anos. O grande diferencial desta edição, no entanto, é o inédito “Quem é Quem no Samba Paulistano”, um glossário com mais de mil referências de nomes de pessoas que tiveram grande envolvimento com o samba da capital, como explica o vice-presidente e diretor de eventos da SPTuris, Ítalo Cardoso. “A ideia é homenagear aqueles que contribuíram para o desenvolvimento do Carnaval de São Paulo. São pessoas que se sacrificaram e dedicaram suas vidas a essa grande manifestação artística popular”, diz. A publicação é conseqüência de um grande levantamento realizado ao longo de dois anos pela equipe do Observatório do Turismo da Cidade de São Paulo, núcleo de estudos e pesquisas da SPTuris, juntamente a outros consultores. O resultado foi um extenso banco de dados sobre as personalidades marcantes do samba paulistano, que continuará sendo registrado. “O Censo do Samba, a partir desta terceira e histórica edição, torna-se um documento vivo. Qualquer...

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Pelos velhos caminhos da SP-Santos
fev06
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Abastecimento de água em São Paulo
nov27

Abastecimento de água em São Paulo

Guarapiranga, o segundo maior sistema produtor de água de São Paulo Diferente dos demais sistemas de abastecimento de água que atendem São Paulo, a represa do Guarapiranga foi construída com uma finalidade diferente: regularizar a vazão do rio Tietê e aumentar a capacidade de geração de energia da Usina de Santana de Parnaíba (1901), a primeira hidrelétrica a abastecer o Estado de São Paulo e que tinha sua produção comprometida em épocas de estiagem. Por este motivo, a companhia canadense Light – responsável pelos serviços de produção e distribuição de energia elétrica na capital na época – iniciou, em 1906, a construção do lago artificial do rio Guarapiranga, que ficaria pronto em 1909. Somente em 1927, em virtude do problema de falta de água e na demora na execução das obras do Sistema Rio Claro, a Guarapiranga se tornou alvo de estudos para o abastecimento público. As obras de adução duraram 11 meses e em 1929 foi inaugurada a primeira adutora. Em 1948, foi dado início à construção de uma segunda adutora que dobraria o volume de água captado. A partir da década de 60, a ocupação desordenada às margens do reservatório se tornou o principal desafio do Sistema Guarapiranga, que é hoje o segundo maior da região metropolitana em produção de água.   Fonte: FES – São...

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7 de Setembro homenageia Pelé
out28

7 de Setembro homenageia Pelé

A multidão queria tocar o ídolo, como seu fosse uma divindade; os olhares e os gestos não deixam dúvida A emoção tomou conta de todos os brasileiros depois de a Seleção Brasileira erguer a Taça Jules Rimet na Suécia. Esta é uma história riquíssima do futebol brasileiro, repleto de acontecimentos que passam por pérolas, como a frase de Garrincha: “Campeonatinho mixuruco esse, nem tem segundo turno”, teria dito durante as comemorações do título. Pelé chorou no peito de Gylmar, o Brasil é Campeão Mundial pela primeira vez. Vale lembrar que na maioria dos lares brasileiros somente a voz do locutor no rádio podia transmitir o que acontecia na distante Suécia, a TV ainda era artigo raro. Os ídolos se transformaram em divindades naquele momento e recebiam inúmeras homenagens. Pelé foi recebido no 7 de Setembro da Água Rasa, para ser homenageado pela menina Vilma Fernandes, filha do jogador do clube conhecido como Zequinha (Passarinheiro) e seu filho Valtinho (veja capa desta edição). Sem imaginar, ela pintara um quadro com a imagem daquele que viria se tornar o Rei do futebol.   Da obra Memórias do Tatuapé | VIII Edição Histórica | Dezembro/2011 | Editor: Alô São Paulo | Foto: 7 de Setembro | Título original: Pelé é homenageado no clube 7 de Setembro em 1958...

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Carlos Pinto de Oliveira Sá
out26

Carlos Pinto de Oliveira Sá

Publicado em 26 de outubro de 2013 A primeira entrevista concedida por ele a Alô Tatuapé, foi em meio ao Parque do Piqueri, em 1997, quando o senhor Carlos (ou Carlinhos como era conhecido pelos amigos mais antigos) nos recebeu com um sorriso franco aos 73 anos de idade. Dentre outras ocupações que teve no bairro foi Presidente da Sociedade Amigos do Tatuapé, fundada em 1963, e trabalhou por uma Administração Regional, colhendo mais de 30 mil assinaturas. “Vamos conseguir essa Regional. Não só a Regional, mas outros trabalhos que a Sociedade Amigos do Tatuapé vem fazendo. Não importa quem faça, o que interessa é que o Tatuapé, um bairro grande, gigante, precisa de uma Regional”, disse Carlos Sá à nossa reportagem naquele dia. Infelizmente seu sonho não se realizou, não por falta de trabalho ou vontade, mas por interesses políticos dos mais sinistros, deixando de lado essa reivindicação do bairro, que hoje depende de outras Subprefeituras (nome que substituiu as antigas Administrações Regionais).     FALANDO SOBRE O BAIRRO Carlos Sá, que participou do primeiro trabalho detalhado sobre a história do bairro, com o apoio da Sociedade Amigos do Tatuapé e impressão pela IMESP (Imprensa Oficial do Estado de São Paulo) em 1987, conhecia bem o Tatuapé que hoje seria quase impossível imaginar. Ainda em 1997, o ancião nos contava: “Aqui no fim da Rua Ulisses Cruz, havia um estaleiro, onde eram construídos barcos e batelões. Estes eram para o carregamento de areia, pedregulhos e tijolos. Um dos que fabricavam esses barcos era o senhor Lavínio Frasse. Dois filhos dele aindo estão vivos. Um é o Dante e outro é o Mário, que passeia aqui no Piqueri. O Mario está com 80 anos mais ou menos. Um dos barqueiros que também faziam essas travessias era João caiado, que está com 93 ou 94 anos, e também passeia aqui no Piqueri. Eles faziam os batelões para o transporte de tijolos e areia, para construir São Paulo”....

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Viaduto do Chá e Teatro São José
out26

Viaduto do Chá e Teatro São José

  Antes de se tornar famoso pela sua beleza, o Vale do Anhangabaú passou por uma fase agrícola com hortas, pomares, plantações de verduras e flores. As mudanças pelas quais passaria foram registradas ao longo do tempo por vários indivíduos, mas até o século XIX era um local ermo. Nos registros históricos afirma-se que os índios ali praticavam rituais sagrados. Em Nasce uma Metrópole, o autor Paulo Florençano descreve que “durante as horas do dia, escravos carregadores de água, tropeiros que procediam de Pinheiros ou de Santo Amaro, fiscais que na ponte do Lorena arrecadavam os impostos de entrada e a gente do povo que perambulava de um largo para outro animavam aquelas paragens. À noite, porém, tudo ali era sinistro, mal afamado, pessoas que tinham amor à vida evitavam passar por aquele setor”. O livro Anhangabaú História e Urbanismo de José Geraldo Simões Júnior, também traz um estudo interessante sobre as melhorias na cidade a partir do início do século XX, definindo o velho centro e a Cidade Nova. “O vale do ribeirão Anhangabaú tinha aspecto semi-rural no começo do século XX e separava a velha São Paulo da nova. Velha era a que ficava próximo à encosta leste, por onde passava o rio Tamanduateí. A comunicação com Santos, o porto marítimo, e com o Rio de Janeiro, a capital do país, começava ali, e ‘portas da frente’ ou conexão com as estradas, caminho de tropeiros, eram as ladeiras do Carmo e da Glória. Saía-se e chegava-se à cidade por aí, sendo ‘quintal dos fundos’ da colina central o Anhangabaú, menos valorizado”. Mas essa situação começa a mudar com a construção do primeiro Viaduto do Chá, do Teatro Municipal, com sua beleza européia, e a transformação do vale em um grande jardim, onde ergueram-se palácios e palacetes, como os da Prefeitura e do Automóvel Club do Brasil, construídos pelo Conde Prates. O Viaduto do Chá construído em estrutura metálica, com 240 metros de extensão, ligava a Rua Direita à Rua Barão de Itapetininga, foi inaugurado em 1892 com festa e havia uma curiosidade. “Em cada um dos extremos do viaduto ficava um guarda com um relógio registrador, marcando o número de pessoas que passavam pela roda giratória e que tinham que pagar, cada uma, três vinténs”, escreveu Raimundo de Menezes em sua obra São Paulo dos nossos avós. Apesar da agradável e inspiradora aparência, o vale cedeu às praticidades da modernidade e em lugar dos jardins foi criado um vasto estacionamento e uma avenida para em seguida ser reurbanizado novamente, com a premissa de que voltasse aos velhos tempos dos palacetes. Parque do Anhangabaú, por volta de 1925,...

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Largo Nossa Senhora do Bom Parto
out26

Largo Nossa Senhora do Bom Parto

  Em 1925 a nova igreja foi inaugurada, mas ainda não era a atual. Até aquela data os fiéis se reuniam no que seria a confluência das ruas Serra do Japi e Azevedo Soares, cuja parte lateral pode ser vista à esquerda da imagem abaixo. Com a construção da capela no centro da praça eles teriam novas acomodações. São várias histórias antigas dos pioneiros que desbravaram estas paragens, pois assim se referiam a lugares ermos ou distantes do centro, como era o Tatuapé. Quem nos contou uma delas foi a dona Irinéia: “Em 1925, na inauguração da igreja eu já cantava. Com a chegada do padre Nicolau Simão ao Tatuapé, ele passou a tomar conta da criançada, da capelinha, de tudo aquilo. No dia 7 de junho de 1927, eu toquei sozinha a primeira Missa Solene da Paróquia Nossa Senhora do Bom Parto”, falava sentindo-se honrada e orgulhosa do feito. Referindo-se às ruas dizia: “O barro era alto e os pés afundavam; os cavalos ficavam sujos e depois tinham que ser lavados, assim como as roupas. Até 1940 as ruas ainda eram de terra. Era tudo chácara e mato, plantação de mato…”, brincava e sorria se divertindo muito naquele dia de 2006… Ela se dedicou às obras da igreja como poucos, inclusive lecionando, cantando, tocando nas missas da igreja ou nos inúmeros casamentos que ali ocorreram. Da obra Memórias do Tatuapé | IX Edição Histórica | Dezembro/2012 | Editor: Alô São Paulo | Foto: ALOIMAGE | Título original: Largo Nossa Senhora do Bom...

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CERET e o Jardim Anália Franco
out25

CERET e o Jardim Anália Franco

  As árvores, que nesta imagem vemos ainda em fase de crescimento, hoje atingiram dimensões tais, que frondosas exercem bucolismo e encanto às alamedas e o entorno do parque, cuja fundação incentivou o loteamento de uma gleba que pertencia à Associação Feminina Beneficente e Instrutiva, criada pela Educadora Anália Franco. Essa iniciativa, cercada de zelo pelas crianças pobres que assistia, incentivaria a construção dos edifícios de alto padrão que caracterizam o local conhecido hoje por Jardim Anália Franco. Com os recursos da venda dos lotes, entre outros, a associação mantinha suas obras assistenciais. Rubens Pimentel, nascido em 10 de fevereiro de 1942, muito colaborou com o início das atividades do CERET, sendo registrado como sócio número quarenta. O antigo morador orgulha-se de residir no mesmo endereço do bairro até hoje, exemplificando com esse perfil a maneira de ser do morador do Tatuapé, que raramente o troca por outro bairro da cidade. Do lado de fora do parque, estacionados ao lado dos muros, tendo a lua e as estrelas por inspiração, muitos jovens paravam seus automóveis para namorar, formando filas de carros. Após o início das construções e a expansão imobiliária essa prática foi abandonada, mas o parque continua sendo um local aprazível para muita gente. Da obra Memórias do Tatuapé | IX Edição Histórica | Dezembro/2012 | Editor: Alô São Paulo | Foto: ALOIMAGE | Título original: Fundação do CERET incentivou a criação do Jardim Anália...

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Intrépidos tropeiros
out23

Intrépidos tropeiros

Rumo ao desconhecido e aos perigos das matas, rios e principalmente indígenas, os pioneiros seguiam pelo único caminho que os levava ao Vale do Paraíba e ao norte, para a sede do império, o Rio de Janeiro. Deslumbrados com a descoberta do novo mundo, artistas, empreendedores e aventureiros estrangeiros de toda a estirpe vinham ao Brasil em busca do novo. Com suas obras retraram o cotidiano, os índios, os animais, o aspecto das florestas, das montanhas e ao mesmo tempo ajudaram a desbravar um território hostil e deslumbrante.                           São Paulo surgia, sempre progressista, religiosa. Igrejas e conventos se formavam e davam vida aos lugares, determinando suas nomenclaturas, onde muitas se mantêm até a atualidade. Apesar de ter sido centenariamente conhecida, a Ladeira do Carmo mudaria de nome e o caminho que vemos, seguido pelos tropeiros, em dois ângulos, é a atual avenida Rangel Pestana. Da obra Memórias do Tatuapé e São Paulo| IX Edição Histórica | Dezembro/2012 | Editor: Alô São Paulo | Fotos: WIKIPEDIA | Título original: Intrépidos tropeiros e as trilhas que os levavam ao norte e à capital...

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Largo N. Sra. da Conceição
out23

Largo N. Sra. da Conceição

Com sua recente reforma, por volta de 1950, o antigo Largo N. Sra. da Conceição parecia prever que precisaria se adaptar aos novos tempos que chegavam com incrível rapidez. Logo a sua capela daria lugar a uma moderna igreja, com maiores dimensões. Também receberia o nome que tornaria famoso o antigo platô que aos poucos se transformou no coração do Tatuapé, a Praça Sílvio Romero. Essa história, porém, começa muito antes, quando no final do século XIX, através da dedicação dos católicos, seria construída a segunda capela do Tatuapé – a primeira foi erigida próximo ao Rio Tietê e dedicada a São José do Maranhão. Segundo dados históricos, no dia 20 de Janeiro de 1890, o Tenente Luís Americano recebe uma doação do Governo de São Paulo de 100 mil metros de terras devolutas, por ter sido Voluntário da Pátria. O local era denominado Tijuco Preto e pertencia à Freguesia do Brás. O militar doou cerca de 15 mil metros dessas terras à Irmandade de Nossa Senhora da Conceição, que logo providenciaria a construção de uma capelinha e assim o logradouro ficou denominado até 1931, quando passou à denominação atual. Sílvio Romero (1851–1914) foi um dos mais importantes historiadores do Brasil. Nasceu em Sergipe, na cidade de Lagarto e faleceu no Rio de Janeiro. Era filósofo, crítico literário, formado em direito pela faculdade de Recife, membro do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil e sócio-fundador da Academia Brasileira de Letras, tendo ocupado a cadeira de nº 17. Da obra Memórias do Tatuapé | IX Edição Histórica | Dezembro/2012 | Editor: Alô São Paulo | Foto: ALOIMAGE | Título original: Largo N. Sra. da Conceição onde o progresso se...

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1956: 1ª Turma do Ascendino
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1956: 1ª Turma do Ascendino

Formandos da primeira turma da E. E. ASCENDINO REIS Os jovens da década de 60 com certeza lembram com saudades dos bailinhos pró-formatura. Há quem diga, que um final de semana sem o baile do Ascendino não era um final de semana feliz. Esses que estão na foto, na escadaria da Catedral Metropolitana de São Paulo, conhecida como Catedral da Sé, são os formandos da primeira turma do Ascendino Reis. A Escola Estadual de Segundo Grau Professor Ascendino Reis, no Tatuapé, foi criada em dezembro de 1952. As aulas começaram no dia 9 de fevereiro do ano seguinte, com alunos matriculados em todas as séries ginasiais. Começava então a história de uma das mais tradicionais escolas estaduais do bairro. Em 31 de janeiro de 1957, com a instalação do curso científico, o que era escola transformou-se em colégio. No ano seguinte, devidamente autorizado, instalou-se o curso clássico. Em 07 de outubro de 1961, a Escola Normal, localizada no Tatuapé, foi anexada ao colégio. Durante anos, o Ascendino Reis funcionou apenas no período noturno, no edifício do Grupo Escolar Visconde de Congonhas do Campo, que fica na esquina das ruas Tuiuti e Padre Estevão Pernet. Só em janeiro de 1963, transferiu-se para o prédio da Rua Tuiuti esquina com Rua Azevedo Soares, com os períodos da manhã, tarde e noite dos cursos ginasial, científico, clássico e normal. O cirurgião dentista, Dr. João Perez Filho, lembra com carinho dos tempos de colégio. Estudante do Ascendino Reis, ele que em 1956 fazia parte da primeira turma, jura ter muita história para contar. João lembra que estudava à noite e tinha aulas aos sábados, o que era um tormento para jovens que queriam se divertir nas noites de final de semana. Por esse motivo, os alunos fizeram greve para que as aulas indesejáveis acabassem. Na noite da “paralização” eles teriam uma prova de latim e como quase todos os alunos aderiram ao movimento, o professor Ariovaldo Peterlini deu zero para todos. “Uma vez a metade dos alunos resolveu matar aula. Como não existiam shoppings na época e não havia nenhum outro lugar mais agradável do que o Cine Leste da Praça Sílvio Romero, quase todo o colégio foi para lá. Antes de começar o filme, eles exibiam um documentário. Assim que o mesmo acabou, as luzes do cinema foram acesas e para a nossa surpresa, o nosso diretor Benedito Albuquerque (o Ditão) e o bedel Altino passaram lentamente na frente da tela encarando todos os alunos que estavam no cinema. Eu me abaixei e coloquei o rosto embaixo do encosto da cadeira para que eles não me vissem. Só depois desse passeio do...

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