Brasil – Japão: reportagem especial
fev27

Brasil – Japão: reportagem especial

Para celebrar sua chegada ao ISSUU, o Alô Tatuapé acaba de publicar uma reportagem especial elaborada para as comemorações da imigração japonesa.

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Muda Brasil
jun23

Muda Brasil

Segunda-feira, 23 de junho de 2014 às 15h30 Gerson Soares Há exatamente um ano, o antigo site do Alô Tatuapé saiu do ar, foi desconfigurado. Tentamos alcançar uma explicação para o problema, mas depois de inúmeras tentativas junto aos servidores, resolvemos que o melhor era começar tudo de novo, outra vez.     Com essa solução perdemos quase todo o material equivalente a seis meses de trabalho, postagens e fotografias que estavam no servidor. Só conseguimos aproveitar uma parte disso. Dentre os arquivos salvos estavam as reportagens feitas naquele momento histórico, já que a partir de então não conseguimos mais editar nossas páginas ou colocá-las no site. Exatamente um ano depois, estamos transformando esse fato memorável nos 21 anos do Alô Tatuapé, com a publicação de reportagens inéditas sobre a maior manifestação da história do bairro de que possamos ter notícia, intitulada na época de “Muda Brasil”, uma alusão ao coro dos manifestantes e seus movimentos. O site www.alotatuape.com.br só voltou a funcionar, três meses depois com uma nova estruturação, muito mais moderna, que vemos hoje.     A única reportagem publicada sobre as manifestações de junho de 2013, no Tatuapé, foi veiculada neste novo site somente no dia 1º de outubro e está no link: Muda Brasil no Tatuapé Acompanhe agora esta reportagem especial nas próximas postagens, através de imagens e um dos vídeos produzidos, acessando os links abaixo. Começamos com duas matérias, escritas nos dois dias anteriores (19 e 20 de junho de 2013) à grande manifestação no bairro, que explicam os fatos que ocorriam no país, horas antes da manifestação que saiu do Tatuapé em direção ao centro da cidade de São Paulo, no dia 21.   Leia as reportagens Muda Brasil Governo e Prefeitura de SP reduzem tarifas de ônibus, metrô e trem Causa definida: Mudar o Brasil Tatuapé toma parte nas manifestações do país Muda Brasil: Isto não é festa Milhares fazem a maior manifestação já vista no Tatuapé Protestos no Tatuapé, passam para a história de...

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Governo e Prefeitura de SP reduzem tarifas de ônibus, metrô e trem
jun23

Governo e Prefeitura de SP reduzem tarifas de ônibus, metrô e trem

Publicado em 23 de junho de 2014 às 21h36 18 de junho de 2013 Baixaram as tarifas! Do Portal do Governo do Estado de São Paulo — Alckmin e Haddad voltam tarifas de metrô, CPTM e ônibus para R$ 3. Decisão foi tomada de forma conjunta nesta quarta-feira (18/6/2013) e anunciada no Palácio dos Bandeirantes.     Em resposta às manifestações populares que pediram a revogação do aumento das passagens, o governador Geraldo Alckmin e o prefeito Fernando Haddad anunciaram na tarde desta quarta-feira, 19, a redução no valor das tarifas de metrô, CPTM e ônibus, de R$ 3,20 para R$ 3 na capital e no Estado. Assim, a integração ônibus-metrô volta a ser R$ 4,65. “No caso do metrô e do trem nós vamos revogar o reajuste voltando a tarifa original de R$ 3, nós vamos ter que cortar investimentos que as empresas vão ter que ficar com a diferença, o tesouro paulista vai arcar com os custos, fazendo um ajuste, mas entendo que é importante para o transporte, que é prioridade para o transporte coletivo e de outro lado para que a cidade tenha tranquilidade para debater temas tranquilamente”, disse Alckmin. O prefeito Fernando Haddad, em consonância com o governador anunciou a revogação da tarifa de ônibus da capital. “Nós faremos um diálogo permanente com a população (…) Assim como o governo do Estado, a tarifa de São Paulo volta a R$ 3 a partir de segunda-feira, pois é preciso fazer um reajuste nos leitores. A revogação continua por prazo indeterminado”. Do Portal do Governo do Estado   Leia as reportagens Muda Brasil Governo e Prefeitura de SP reduzem tarifas de ônibus, metrô e trem Causa definida: Mudar o Brasil Tatuapé toma parte nas manifestações do país Muda Brasil: Isto não é festa Milhares fazem a maior manifestação já vista no Tatuapé Protestos no Tatuapé, passam para a história de...

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Causa definida: Mudar o Brasil
jun23

Causa definida: Mudar o Brasil

Publicado em 23 de junho de 2014 às 21h35 21 de junho de 2013 Gerson Soares Para quem achava que após a redução das tarifas, os protestos perderiam força, a tarde de ontem (20) provou que os protestos por um país mais justo não irão parar tão cedo. Pelo menos até que os responsáveis tomem as atitudes necessárias para que a população entenda que mudanças estão sendo processadas e a classe política, responsável pelas diferenças sociais e uma das piores distribuições de riquezas do planeta, perceba sua insatisfação e urgência.     Por outro lado, os líderes do Movimento Passe Livre, as autoridades e dentre elas todos os poderes, manifestantes que não pertencem a nenhum partido – são apenas pessoas cansadas daquilo que todos já sabem e a população brasileira de forma geral –, repudiaram ontem os atos oportunistas do PT (Partido dos Trabalhadores) e da CUT, que corajosamente, a que se dizer, tentaram empunhar suas bandeiras em meio à Avenida Paulista. Não fosse essa ousadia, e não haveria nenhum incidente em São Paulo. Apesar deles, os populares – senhoras, crianças, jovens, mães, pais e a família paulista – se juntaram aos mais de 1 milhão de brasileiros para protestar. A tentativa dos oportunistas, exemplifica claramente com que descaramento os mandatários do país vêm praticando seus atos há décadas. “Nós não temos medo do povo na rua”, disse ontem o presidente nacional do PT, Rui Falcão, afirmando que iria conclamar as militâncias do partido para participar das manifestações.     Essa afronta, no que diz respeito a elevar as bandeiras do partido em meio aos manifestantes, parece coroar a falta de visão e audição de uma classe decadente de políticos e líderes sindicais. Ontem, ao repudiá-los, quase 1.200 milhão de brasileiros confirmaram o basta que lhes está sendo dado e às suas deficiências visuais e auditivas. Apesar da grandeza que os manifestantes inspiram em suas manifestações ordeiras e legítimas para mudar o país, uma face deprimente vem se mostrando com infiltrados arruaceiros e bandidos, que agridem e vandalizam de jornalistas a obras de arte, passando pelo comércio e as lojas de varejo. No futuro, essas pessoas também serão ignoradas quando disserem que participaram das ações que mudaram o Brasil – que há de mudar, apesar de tudo e de todos que não querem ver a alegria do povo. Os baderneiros e inconsequentes que estão atrapalhando, não terão a mesma honra de viver em um novo país que está se desenhando, onde no futuro suas atitudes superadas serão ainda mais repudiadas. O povo quer mudança de atitude.   Leia as reportagens Muda Brasil Governo e Prefeitura de SP reduzem tarifas...

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Tatuapé toma parte nas manifestações do país
jun23

Tatuapé toma parte nas manifestações do país

Publicado em 23 de junho de 2014 às 21h33 22 de junho de 2013 Gerson Soares Às 16h30 de ontem (dia 21/06), a reportagem do Alô Tatuapé seguiu a pé pela Rua Cantagalo e depois pela Rua Serra de Bragança, desde a confluência com a Rua Monte Serrat. A situação era de calma e tranquilidade, com poucos veículos transitando – situação totalmente adversa do que se vê numa sexta-feira nesse horário no agitado bairro do Tatuapé. Caminhando, constatamos que o assunto nas ruas era a manifestação programada para a Praça Silvio Romero. Nas conversas, notamos os semblantes carrancudos, com a situação do país.     Ao atingirmos a Rua Coelho Lisboa, por volta das 17h, já na Silvio Romero, acompanhamos a chegada da faixa que dizia: “Não à PEC 137”, abaixo da inscrição lia-se “movimento sem partido”. Com mais de três metros a faixa parava o trânsito e a seguimos até o encontro com algumas dezenas de pessoas que já estavam na famosa praça. Assim que chegou, os manifestantes se aglutinaram ao lado dos outros que carregavam o emblemático protesto contra a PEC37, que tira o poder do Ministério Público, que com coragem vem colocando os políticos no banco dos réus. Em pouquíssimo tempo, mais e mais pessoas se juntavam ao encontro marcado para as 17h. Logo, milhares estavam gritando palavras de ordem, trazendo cartazes de todos os matizes. Inclusive um que dizia: “Fora Dilma”. “Saúde, educação e trabalho”, cantavam em coro. Para os manifestantes, a Copa do Mundo no Brasil é carta fora do baralho. E assim eles se manifestaram pacificamente, pedindo: “Sem vandalismo, sem vandalismo”, que realmente não houve.     “Da minha geração não tem mais ninguém”, nos disse um simpático senhor ao lado do amigo. Talvez, em seu coração e no espírito, estivesse a vontade e o clamor de ver um Brasil melhor e mais justo que através dos seus longos anos não pode ver. Juntando-se aos jovens, representou sua geração com a esperança renovada.   Leia as reportagens Muda Brasil Governo e Prefeitura de SP reduzem tarifas de ônibus, metrô e trem Causa definida: Mudar o Brasil Tatuapé toma parte nas manifestações do país Muda Brasil: Isto não é festa Milhares fazem a maior manifestação já vista no Tatuapé Protestos no Tatuapé, passam para a história de...

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Muda Brasil: Isto não é festa
jun23

Muda Brasil: Isto não é festa

Publicado em 23 de junho de 2014 às 21h32 21 de junho de 2013 Gerson Soares “Vem pra rua, vem pra rua”. Com sonoridade juvenil, os gritos de “isto não é festa, veio pra rua então protesta”, soavam mais do que advertência, uma conclamação. Eram vozes jovens que depois do encontro com outro grupo que subiu a Rua Tuiuti para juntar-se a eles na Praça Sílvio Romero, no percurso discutiam política e concordavam com os cartazes ostentados.     Uma senhora levou seu cachorro, o casal levou seu bebê no carrinho, os gritos não eram de guerra, soavam mais como um desabafo. Muitos moradores do bairro se juntaram aos manifestantes espontaneamente e a massa foi tomando corpo. “Olha que legal, o Tatuapé vai invadir a Radial”. O combinado com a Polícia Militar era de que às 18h30 estariam na Radial Leste e assim foi feito. “Vamos pra Radial, vamos pra Radial”. E foram. Um grande número de pessoas iniciou a descida da Rua Tuiuti – há muito desviado do local pela CET – na contramão do tráfego, a partir da Praça Sílvio Romero e dirigiram-se à Radial Leste. Em dado momento nossa reportagem iniciou uma filmagem para documentar aquele momento e em meio à multidão percebemos que o bloco havia tomado um tamanho muito maior do que imaginávamos.     Entre a Praça Sílvio Romero e Rua Platina, a Rua Tuiuti foi tomada. Com palavras de ordem e incitando as pessoas a se juntarem a eles, os manifestantes logo chegaram a grande avenida da zona Leste de São Paulo. A faixa que encontramos na Rua Coelho Lisboa se destacava e os líderes a levavam à frente até a Radial Leste.   Leia as reportagens Muda Brasil Governo e Prefeitura de SP reduzem tarifas de ônibus, metrô e trem Causa definida: Mudar o Brasil Tatuapé toma parte nas manifestações do país Muda Brasil: Isto não é festa Milhares fazem a maior manifestação já vista no Tatuapé Protestos no Tatuapé, passam para a história de...

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Milhares fazem a maior manifestação já vista no Tatuapé
jun23

Milhares fazem a maior manifestação já vista no Tatuapé

Publicado em 23 de junho de 2014 às 21h31 21 de junho de 2013 Gerson Soares Tomada pela multidão, a Rua Tuiuti teve seu momento histórico nesta nova fase pela qual passa o Brasil. Um dos bairros mais importantes de São Paulo, o Tatuapé mandou sua mensagem e não recuou diante da ideia de que após a baixa das tarifas o movimento para mudar o país esfriaria.     Chegando à Radial Leste, a multidão passou pela faixa Centro–Bairro, que havia sido interditada pela CET na altura do viaduto Pires do Rio com o trânsito sendo desviado para uma das alças de acesso à Av. Salim Farah Maluf. Poucos minutos, até que o semáforo do cruzamento com a Rua Itapura fechasse, foi o tempo que demorou para que a via Bairro-Centro fosse ocupada pelos manifestantes. A tensão desse momento foi para a liberação para que três carros passassem pelo bloqueio feito, depois disso não houve mais condições de irromper diante da multidão que ocupou a via. Os líderes do movimento pediam para que o pessoal sentasse e nenhum outro veículo passou. Os últimos três conseguiram por pouco, sob palavras de ordem: “Não vai passar, não vai passar”. Daí em diante, mais e mais aderiam aos manifestantes e foram se aglomerando. A passarela e os acessos do Metrô Tatuapé estavam tomados. Com suas câmeras e celulares os pedestres registravam o evento, enquanto a multidão se adensava. Aproximadamente 30 minutos, após tomar a Radial, o grupo iniciou sua marcha rumo ao centro da cidade de São Paulo, em direção à Avenida Paulista, onde dezenas de milhares já protestavam contra a situação política do país.     Segundo um soldado da Polícia Militar, por volta das 19h30, o levantamento feito pela corporação era de que 10 a 12 mil pessoas participaram dos protestos no Tatuapé e nenhum incidente fora registrado até aquele momento. Em frente à Ponte estaiada Dom Luciano Mendes de Almeida, para o Alô Tatuapé simplesmente o emblemático Viaduto Padre Adelino, deixamos a marcha que seguiu em direção ao centro, voltando para escrever e postar as reportagens.   Leia as reportagens Muda Brasil Governo e Prefeitura de SP reduzem tarifas de ônibus, metrô e trem Causa definida: Mudar o Brasil Tatuapé toma parte nas manifestações do país Muda Brasil: Isto não é festa Milhares fazem a maior manifestação já vista no Tatuapé Protestos no Tatuapé, passam para a história de...

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Protestos no Tatuapé, passam para a história de SP
jun23

Protestos no Tatuapé, passam para a história de SP

Publicado em 23 de junho de 2014 às 21h29 23 de junho de 2013 Gerson Soares Nossa reportagem acompanhou toda a manifestação que ocorreu na sexta-feira, dia 21 no Tatuapé desde as 17h até 19h45, aproximadamente. Foram momentos marcantes em meio aos jovens, moradores, senhoras e senhores que se uniram para protestar contra governos que com o passar dos anos não se modernizam, pelo contrário adotam métodos antiquados, parecem premiar a impunidade, a iniquidade e a corrupção. Há gerações, os governantes do Brasil não mudam sua forma de pensar, gerando mais e mais distanciamento de uma juventude globalizada, com ideias que devem ser ouvidas e aos poucos, mesmo sob tensão, se aproxima da política, mas a maioria ainda mantém certo distanciamento.     Por outro lado, acreditando nesse histórico afastamento, baseados talvez nas estatísticas de que o povo brasileiro não se interessa por política, o governo continua exercendo o poder de forma maléfica perante a maioria da população e seu riquíssimo território, onde apesar disso, impera uma das piores distribuições de renda do planeta, como noticiaram nesta semana os principais jornais mundiais. A inversão desse afastamento, causado pelo estopim do aumento das passagens de ônibus em São Paulo, gerou um movimento encabeçado pelo Movimento Passe Livre e se transformou nas maiores manifestações já vistas no Brasil, trazendo à pauta uma gama de reivindicações. Essa pauta precisa ser apreciada pelos líderes dos movimentos que estão surgindo e organizadas, para não perderem o foco e não deixar esfriar a ideia de que o Brasil precisa mudar imediatamente. Caso isso aconteça, contemplará aqueles que só esperam um esfriamento para começar a famosa deturpação do que é legítimo, verdadeiro e justo, devido a interesses próprios ou corporativos. Os interesses são muitos e dentre eles logicamente existem aqueles que olhando para tudo o que perdem com a vitória do povo não incentivará as manifestações. A população que vai para o trabalho feito cachos de bananas, paga fortunas para estudar em faculdades privadas, não consegue atendimento médico quando precisa e teme os bandidos ao sair cedo ou voltar tarde para casa é muito maior e seu peso também. Mas sempre perdeu para a minoria que detém o poder. G.S.S. Terminamos esta reportagem sobre os Protestos no Tatuapé contra o governo e a atual política do país com uma frase do Águia de Haia: “Com que palavras poderemos deplorar assaz o infortúnio de viver sob um governo como o nosso?” Rui Barbosa (1849–1923)   Leia as reportagens Muda Brasil Governo e Prefeitura de SP reduzem tarifas de ônibus, metrô e trem Causa definida: Mudar o Brasil Tatuapé toma parte nas manifestações do país Muda Brasil: Isto...

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Problemas hidrológicos da grande São Paulo
maio10

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Tietê: o rio de São Paulo Edição: Gerson Soares | Edição de imagens: aloimage Nota do Editor: Apesar de ter sido publicado há 10 anos, o artigo que lerá é um documento histórico muito importante para quem deseja conhecer os movimentos da administração pública, neste caso à respeito de obras de saneamento que por consequência influenciam até hoje, em tantos aspectos, a cidade de São Paulo. Artigo de autoria da professora Paula Beiguelman*, publicado na revista Ciência & Cultura, Vol. 56, nº 3 – Julho/Setembro, 2004 — SBPC. Já no início do século passado, a administração pública paulista se preocupava com a questão do suprimento de água à capital do estado (de responsabilidade estadual) e também com o controle das inundações do Tietê, que cabia ao município. Assim, em 1904, o então secretário da agricultura do estado de São Paulo, doutor Luíz Piza, recomendava à Repartição de Águas que “organizasse um plano definitivo de estudos das águas do Tietê”. E, em 1912, era apresentado pelo engenheiro Henrique Novais um primeiro estudo, tratando da captação e adução das águas do rio Claro, nas cabeceiras do rio Tietê. Na década seguinte, a administração municipal contratava os serviços do engenheiro-sanitarista Saturnino de Brito que, em 1926, apresentava o seu importante projeto. Tratava-se, em essência, de construir uma barragem logo acima de Mogi das Cruzes e de pequenas barragens em degraus no curso dos formadores do Tietê, na altura desse mesmo município. Acresce que as cabeceiras do Tietê se situam em regiões sujeitas a uma das mais altas pluviosidades do mundo. Portanto, se concretizado o projeto apresentado por Saturnino de Brito, não apenas a vazão do rio seria regularizada e tornada uniforme, evitando a inundação das várzeas, como se conseguiria um armazenamento hídrico substancial, que serviria ao abastecimento de água potável à capital. A essa altura, a poderosa Light já visava instalar uma usina hidrelétrica a partir do lançamento do rio Grande no Cubatão. Também construíra uma represa de terra no rio Guarapiranga, afluente do Pinheiros, por sua vez tributário do Tietê. E, então, foi dado o xeque-mate na proposta Saturnino de Brito, por meio da astuciosa oferta de colaboração no abastecimento de água à cidade, por meio da represa de Guarapiranga. Como conseqüência, a adutora da Guarapiranga foi rapidamente construída e não se falou mais em represamento do Alto Tietê para o saneamento da capital. Não bastasse a manutenção do rio Tietê em regime de vazão variável, sem regularizá-lo através do represamento das águas a montante de São Paulo, a Light ainda represou o rio à jusante, por meio do alteamento da barragem de sua velha usina de Santana do Parnaíba (Edgard de...

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Rio Tietê, São Paulo e o Tatuapé
maio10

Rio Tietê, São Paulo e o Tatuapé

Há mais de duas décadas, a revista Alô Tatuapé se dedica ao passado histórico, fazendo levantamentos e garimpando as imagens remanescentes do bairro, que teve grande importância no desbravamento do interior, graças também à sua proximidade com o Rio Tietê. Gerson Soares Edição de imagens: aloimage Segundo o historiador Wanderley dos Santos, a origem do Tatuapé remonta à colonização de São Paulo e a concessão de Sesmaria a Brás Cubas, fidalgo e explorador português, que em 1536, desenvolveu a produção de cana-de-açúcar na recém-formada Capitania de São Vicente, aonde se tornou Capitão-mor em 1543. Sendo o maior proprietário de terras da baixada santista fundou o porto, uma capela e a Santa Casa de Misericórdia de todos os Santos – hospital que existe até hoje. Essas obras dariam origem a uma vila e depois à cidade de Santos. Em breve, sua determinação em escravizar os índios teria sido motivo para o surgimento da Confederação dos Tamoios, que levou vários chefes nativos a declarar guerra aos portugueses. E essa é mais uma longa história. Sobre o Tatuapé, consta que entre 1567 e 1593 aparece com o nome de Piqueri, daí o nome de um parque do bairro, que antes de se tornar um local público pertencia à Família Matarazzo. Por ser tão antigo e ter como referência o Rio Tietê, os caminhos da colonização e desbravamento percorrido pelas Bandeiras e Monções passaram por estas terras e a Casa do Tatuapé, na época erguida numa várzea do rio (que fica na Rua Guabijú, 49 – entre a Av. Celso Garcia próx. à Av. Salim Farah Maluf, e a Rua Ulisses Cruz), é apenas uma das marcas deixadas por eles. Portanto, para falar do Tatuapé e conhecer melhor o seu passado, voltamo-nos também para a história de São Paulo e do Rio Tietê. Suas águas começaram a sofrer com a urbanização da cidade, a partir das primeiras décadas do Século XX. Quase um século depois, a sociedade, cientistas e tantos outros grupos iniciam movimentos permanentes para ajudar o Tietê passar por São Paulo sem maltratá-lo. Foi no século passado que a administração da cidade preferiu priorizar os transportes, desviando-se do projeto de um renomado engenheiro sanitarista brasileiro: Saturnino de Brito. Respeitado internacionalmente e tendo suas idéias implantadas em países como E.U.A. e França, por aqui perdeu para os interesses econômicos e imobiliários. As consequências ecológicas e outros fatos são brilhantemente comentados nesta reportagem num artigo da emérita professora Paula Beiguelman da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP). As pedras e a areia do Tietê foram largamente usadas pela construção civil na cidade ajudando a impulsionar...

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Tietê: o rio de São Paulo
maio10

Tietê: o rio de São Paulo

Nascendo a apenas 20 Km do litoral, para ele seria muito mais fácil correr para o mar e cumprir sua missão, mas teimoso resolveu seguir ao contrário, para o interior. Tomara essa teimosia ainda salve as suas águas que desastrosamente ficam poluídas nos trechos próximos à capital e grande São Paulo. Para um corajoso rio, que desafia até mesmo a natureza, eis mais um obstáculo a ser superado: a despoluição e voltar a ser como era antes. Vamos conhecê-lo melhor e ampliar as condições para que um dia o Tietê volte a ter o verdadeiro sentido do seu nome: Rio Verdadeiro. Textos: Professor Fausto Henrique G. Nogueira (IFSP) | Edição: Gerson Soares | Edição de imagens: aloimage Os rios sempre possuíram uma importância capital para o desenvolvimento das civilizações, como o caso do Nilo para o Egito, do Tigre e o Eufrates, para a Mesopotâmia. Influenciaram a escolha do local a ser habitado, foram utilizados como vias de transporte, fornecedores de alimentos, para práticas esportivas e lazer. O paulistano que nasceu nas últimas três décadas, talvez desconheça a importância de um personagem central na nossa história: o Rio Tietê. Esse ilustre desconhecido é citado nas conversas diárias apenas pelo seu mau cheiro, pelas enchentes, ou então pela poluição que o caracteriza. Para o habitante da cidade é um vilão, um algoz que assola a nossa frágil paz urbana, tão caótica; não sendo mais um motivo de orgulho, parece fingir que o rio não existe, prefere não entender o caos das avenidas, as favelas ribeirinhas, as indústrias poluentes. Entretanto, este estorvo é fundamental na história da cidade e do país. Se hoje ele encontra-se nessa situação deplorável, foi pela intervenção criminosa e muitas vezes errônea do ser humano. Sua tranqüila existência como meio de comunicação para os índios foi quebrada com a chegada do europeu na época da Colônia, logo após a fundação de São Paulo. O Tietê nasce na cidade de Salesópolis a uma altitude de 1.030 metros na Serra do Mar, a 20 km do Atlântico. Diferentemente de outros rios – o que torna o Tietê bastante incomum – ele subverte a natureza e, ao invés de buscar o mar, se volta para o interior de São Paulo desaguando no rio Paraná, num percurso de quase 1.100 km. Essa característica foi bem expressada por Mário de Andrade: “Meu rio, meu Tietê, onde me levas? Sarcástico rio que contradizes o curso das águas E te afastas do mar e te adentras na terra dos homens, Onde me queres levar?… Por que me proíbes assim praias e mar, por que Me impedes a fama das tempestades do Atlântico E os lindos...

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Tietê na história paulista
maio10

Tietê na história paulista

Tietê: o rio de São Paulo Textos: Professor Fausto Henrique G. Nogueira (IFSP) | Edição: Gerson Soares | Edição de imagens: aloimage Para contar a história do rio Tietê, é preciso contar inicialmente a de São Paulo, da qual é símbolo, pois estão intimamente ligados pela história, pela geografia, pela cultura, e também pelas dificuldades. Ele foi fundamental durante as bandeiras, as monções, a cafeicultura, a industrialização. Por muitos anos, o Tietê foi a única via de acesso ao interior da província de São Paulo e, embora não navegável em alguns trechos, era o caminho mais rápido para se atingir o Estado do Mato Grosso. Além de sua importância histórica, possui um considerável significado econômico, ligado principalmente à produção de energia hidroelétrica imprescindível para o maior parque industrial da América do Sul. Também foi um local de lazer e entretenimento, mas desrespeitado pela cidade, tornou-se um esgoto a céu aberto. São Paulo foi fundada em 25 de janeiro de 1554, no local onde foi erguido o colégio dos jesuítas; lugar alto, em uma colina, excelente para a segurança, dando origem ao povoado de São Paulo de Piratininga. Possuía uma boa vista, cercado pelos rios Tamanduateí, Anhangabaú, e próximo ao rio Anhembi, que “corre de costas para o mar”. Até o século XVIII, o Tietê era o Anhembi. O verdadeiro nome do rio tem significado e origem ainda controverso. Das várias traduções e discussões a mais comum é aquela fornecida por Teodoro Sampaio e Afonso Taunay. Estes entendem que Anhembi refere-se a uma ave, o inhambu ou anhuma. Sergio Buarque de Holanda, registrou que “Anhembi quer dizer rio das Anhumas”, aves procuradas pelos caboclos. No ano de 1748, o nome de Tietê foi pela primeira vez registrado cartograficamente no mapa d’Anville (Jean Baptiste Bourguignon d’Anville – cartógrafo francês). Referia-se somente ao trecho situado entre a nascente e o salto de Itu, mas acabou prevalecendo para todo o rio. Ambos os nomes, Anhembi e Tietê, persistiram durante muito tempo. João Mendes de Almeida demonstrou que Tietê quer dizer “grande rio”, onde ti significa água, rio, e etê exprime o superlativo. Teodoro Sampaio afirmou que a grafia viria de tiê, “água corrente volumosa, verdadeira”, significando, portanto, “rio verdadeiro”.   Saiba mais Rio Tietê, São Paulo e o Tatuapé Tietê: o rio de São Paulo Tietê terra a dentro, entre monções e bandeiras Tietê no auge da cafeicultura Tietê e o projeto que mudaria São Paulo Rio Tietê é retificado e a cidade perde sua mais bela paisagem Problemas hidrológicos da grande São...

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Tietê terra a dentro, entre monções e bandeiras
maio10

Tietê terra a dentro, entre monções e bandeiras

Tietê: o rio de São Paulo Textos: Professor Fausto Henrique G. Nogueira (IFSP) | Edição: Gerson Soares | Edição de imagens: aloimage Por volta do Século XVI, o Tietê será fundamental para os Bandeirantes. As minas de ouro de Cuiabá eram abastecidas por paulistas que levavam em seus batelões (barcos) víveres e mantimentos. O sertão parecia fornecer a possibilidade de riqueza e houve um tempo de grande euforia. O rio era misterioso, pois corria terra a dentro. Inicia-se o ciclo das Monções que foram pintadas em diversos quadros por artistas como Almeida Júnior. As monções eram expedições fluviais povoadoras e comerciais que partiam e se embrenhavam depois do porto de Araritaguaba, povoado elevado a vila em 1797 com o nome de Porto Feliz, assim até hoje. Monção significa vento favorável à navegação e nessa época, o Tietê foi o caminho dos aventureiros que, em busca do sonho dourado, fundavam povoados às suas margens. Na manhã da partida era rezada uma missa para o sucesso da missão. Todos iam ao porto onde as embarcações recebiam a benção. A monção partia com salvas de mosquetes e aclamação da multidão que observava às margens do rio as dezenas e até centenas de canoas. As viagens eram perigosas e os rios cheios de obstáculos, costumavam acontecer naufrágios, doenças, ataques de índios. A imaginação supersticiosa dos caboclos mamelucos envolvia a existência de lendas no rio Tietê com seres sobrenaturais como o “Monstro de Pirataca”, representado por uma enorme serpente que habitava as profundezas escuras à jusante (vazante, direção das águas) no salto de Avanhandava, que devorava homens com seu apetite voraz. Havia também a “Canoa fantasma” que aparecia soturnamente nas manhãs nevoentas com sua tétrica tripulação – segundo o folclore era formada pelas almas dos bandeirantes que morriam afogados –, subindo ou descendo o rio e desaparecendo misteriosamente.   Saiba mais Rio Tietê, São Paulo e o Tatuapé Tietê: o rio de São Paulo Tietê na história paulista Tietê no auge da cafeicultura Tietê e o projeto que mudaria São Paulo Rio Tietê é retificado e a cidade perde sua mais bela paisagem Problemas hidrológicos da grande São...

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Tietê no auge da cafeicultura
maio10

Tietê no auge da cafeicultura

Tietê: o rio de São Paulo Textos: Professor Fausto Henrique G. Nogueira (IFSP) | Edição: Gerson Soares | Edição de imagens: aloimage No decorrer do século XIX, com o café sendo o maior produto de exportação do país, o Tietê também contribuiu para a expansão da cafeicultura, favorecendo a ocupação em direção ao extremo oeste paulista e a multiplicação de fazendas. No início do século XX e final do XIX desenvolveu-se a prática esportiva. Embora a poluição já fosse um problema, ainda não havia comprometido totalmente o rio que na capital permitia em muitos trechos a recreação, principalmente com os clubes localizados junto à Ponte Grande; foi durante muito tempo um “local pitoresco e aprazível”, onde grande parte da população desfrutou de momentos inesquecíveis. Com isso ganhou fama como área de lazer, reunindo nos finais de semana centenas de pessoas ávidas por diversão. Suas margens, acima de tudo, eram um espaço de festa: piqueniques, partidas de futebol, serenatas, pescarias, provas de remo e natação. Muitos clubes de regatas, como o Clube Esperia inaugurado em 1º de novembro de 1899; ou o Clube de Regatas Tietê, inaugurado em 6 de junho de 1907, ambos situados junto à Ponte Grande, foram surgindo atraídos pela beleza do local. Possuíam “portões” para embarque e desembarque em canoas, piscinas naturais e “cochos” – cercadinhos de madeira feitos dentro do próprio rio, perto da margem, nos quais instrutores dos clubes ensinavam crianças e adultos a nadar. Outros clubes foram fundados às margens do Tietê, como o Sport Club Corinthians Paulista em 10 de setembro de 1910, que tem um par de remos em seu escudo, lembrando a origem ligada ao rio; ou o Clube Esportivo da Penha, em 25 de dezembro de 1935. Nesse período organizaram-se diversas competições famosas como a Travessia de São Paulo a Nado, que teve importantes campeões como Victorio Filellini e João Havelange, ex-presidente da Fifa (Federação Internacional de Futebol Associado). Mocinhas e rapazes elegantes passeavam à beira do Tietê, um dos locais favoritos dos paulistanos para namorar, encontrar pessoas ou desfrutar da natureza. Com o aumento da poluição e a construção das marginais entre os anos 40 e 60 a harmonia existente entre os clubes e o rio foi progressivamente destruída e várias competições foram sendo abandonadas. O remo ainda resistiria por algum tempo, embora rareando, sendo realizada a última regata em 1972, “quando a poluição finalmente venceu os desportistas”. As provas de remo foram transferidas para a Raia Olímpica de Remo da Universidade de São Paulo. Este processo fez com que a cidade perdesse “o seu mais importante recurso natural”. Ao mesmo tempo, o curso do Tietê foi modificado com...

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Tietê e o projeto que mudaria São Paulo
maio10

Tietê e o projeto que mudaria São Paulo

Tietê: o rio de São Paulo Textos: Professor Fausto Henrique G. Nogueira (IFSP) | Edição: Gerson Soares | Edição de imagens: aloimage A preocupação com a retificação do Tietê é bem antiga. Em 1866 o presidente da Província de São Paulo, João Alfredo Correia de Oliveira, afirmou a sua necessidade, para poder utilizar o terreno das suas várzeas e também as do rio Tamanduateí. Nas primeiras décadas do século XX, desenvolveu-se o mito de que “São Paulo não pode parar”. Este processo de ocupação territorial e de industrialização ocorreu de forma “caótica”, não levando em consideração a noção de qualidade de vida. A administração pública, no final do século XIX já encarregara-se da organização de uma Comissão de Saneamento que “estabeleceu” o Tietê como responsável pelas cheias. Na década de 20 surgiu a “Companhia de Melhoramentos de São Paulo”, reunindo sanitaristas e engenheiros, que defenderam a necessidade de retificação do curso sinuoso, além do desassoreamento de seu leito. Entre eles fora contratado o engenheiro sanitarista Francisco Rodrigues Saturnino de Brito, autor de diversos trabalhos sobre o rio. Saturnino, num relatório publicado em 1926, previa a preservação das áreas alagadas, as chamadas “coroas”, como recurso natural para ajudar na contenção das enchentes e servir de referência dentro da paisagem do parque fluvial urbano por ele imaginado para São Paulo. O seu projeto visualizava um grande parque metropolitano que seria a faixa do leito maior, preservado como várzea ao longo do rio para as grandes vazões do Tietê na época das cheias. Na foz de cada afluente do rio deveria ser preservada uma área para se formar um lago. Assim se formariam dois lagos de 3 km de extensão por 1 km de largura, com uma ilha no meio.   Saiba mais Rio Tietê, São Paulo e o Tatuapé Tietê: o rio de São Paulo Tietê na história paulista Tietê terra a dentro, entre monções e bandeiras Tietê no auge da cafeicultura Rio Tietê é retificado e a cidade perde sua mais bela paisagem Problemas hidrológicos da grande São...

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Rio Tietê é retificado e a cidade perde sua mais bela paisagem
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Tietê: o rio de São Paulo Textos: Professor Fausto Henrique G. Nogueira (IFSP) | Edição: Gerson Soares | Edição de imagens: aloimage O projeto de Saturnino de Brito foi descartado pela administração seguinte que preferiu implantar o “Plano de Avenidas”, elaborado pelo engenheiro, mais tarde prefeito de São Paulo, Francisco Prestes Maia, coordenador da Comissão de Melhoramentos do Rio Tietê. Essa comissão cuidou ainda do aproveitamento da várzea, projetando a construção de duas extensas avenidas marginais e 20 pontes, permitindo, com isso, sua ocupação por loteamentos e logradouros públicos, além da instalação de um grande terminal ferroviário que centralizaria as comunicações com a capital. A várzea não foi mantida, fez-se a canalização, e o rio sofreu com a instalação de empresas ao longo de suas margens. O Tietê foi, assim, progressivamente sufocado pelo suposto “progresso” e a ocupação territorial, demográfica, industrial das várzeas, sem controle. Os loteamentos se sucederam sem respeitar uma lógica ordenadora da cidade, mas levando-se em consideração apenas os interesses econômicos. O processo de destruição da paisagem natural do rio e de seus afluentes se baseou, dessa forma, na ocupação do seu leito maior e no confinamento de suas águas em estreitos canais retificados, a partir de uma lógica de fazer uma avenida paralela ao canal do Tietê, uma rodovia urbana. A opção escolhida foi a de aumentar a velocidade de vazão das águas, aumentando a declividade com a retificação e depois aterrar o máximo possível o antigo leito maior (as várzeas), a fim de lotear e vender áreas públicas. Mas o que se caracterizou foram constantes problemas, como as enchentes e a poluição. O rio invadia as antigas várzeas, e trazia depósitos de moscas e pernilongos. Ocorreram enchentes históricas como a de 1929, que foi catastrófica. Atualmente os paulistanos continuam a sofrer com as cheias, principalmente pela intensa urbanização que reduziu a área de absorção das chuvas, e por muitos planejadores terem desprezado a distribuição lógica das áreas de contenção das águas fluviais. No que se refere à poluição, embora existam considerações a respeito no século XVII, sobre exploração de ouro, o problema se agravou com o processo de industrialização. A cidade cresceu de forma desorganizada, sendo descarregados os esgotos industriais e ocupadas as várzeas. Para piorar a situação, nos anos 40 e 50 o prefeito Adhemar de Barros resolveu interligar as redes de esgotos sanitários da cidade, fazendo-as desembocar no Tietê. Nos últimos anos cresceu a conscientização sobre a necessidade de sua recuperação, através de movimentos, grupos de caráter científico e de comunidades preocupadas com o grau de poluição. Para todos estes, a saudosa imagem do Rio Tietê com as suas regatas e uma vida...

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Youtube // Publicado em 01/05/2012 // por Nanau SolMaior Amigos, essa é uma pequena homenagem pelos 18 anos sem Airton Senna e para meu amigo Eduardo Souto Neto autor do “Tema da Vitória”, musica que não nos deixa esquecer jamais a alegria que tínhamos nas manhãs de domingo com as grandes vitórias de Airton Senna. Valeu Senna! Valeu Eduardo Souto...

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Ayrton Senna nasceu em São Paulo, em 21 de março de 1960. Sua carreira teve início nas pistas de kart e daí em diante celebrou vitórias seguidas nas diversas categorias até chegar à Fórmula 1, onde não foi diferente. Seus valores, fortemente cultivados durante sua vida, são, até hoje, as motivações do trabalho da equipe do Instituto Ayrton Senna e inspiram crianças e jovens dos programas educacionais: Motivação, Dedicação, Determinação, Superação, Perfeição, sonho… Ayrton tinha um amor especial pelo País. A desigualdade social o incomodava e ele nutria um profundo desejo de ajudar a transformar essa realidade por meio de ações efetivas junto às novas gerações. Para ele: “Se a gente quiser modificar alguma coisa, é pelas crianças que devemos começar, por meio da educação” Ayrton Senna   Leia mais: Ayrton Senna, 54 anos Campeão Instituto Ayrton Senna, 20 anos Instituto Ayrton Senna: Educação em...

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