Trânsito para com cruzamentos fechados


Publicado em 30 de setembro de 2013

Se o bom senso predominar, todos ganharão

Há muito que o trânsito tirou a decantada tranquilidade do Tatuapé devido ao fluxo de automóveis, gerado pelo aumento de residências (veja o gráfico abaixo) e moradores com alto poder aquisitivo. Essa tranquilidade existe, mas o que há 15 anos ainda podia ser presenciado em relação ao antigo bucolismo predominante no bairro está quase completamente extinto. São poucos os dias e horas em que as ruas estão tranquilas. Nem mesmo as madrugadas escapam ao trânsito e ao barulho. As necessidades da nova sociedade que se delineia expandindo-se em todas as direções, criam também novas costumes aos quais nem todos se adaptam e então surgem os conflitos.

O agravamento do trânsito e suas consequências podem ser sentidos no nervosismo e na ansiedade dos motoristas nos horários de pico na parte da manhã e a tarde, mas também no horário de saída das escolas. O transporte de alunos influencia tanto nessa demanda, que nos períodos de férias escolares a diminuição circulação de automóveis é facilmente detectada, não só no Tatuapé, mas nas principais vias da cidade. Além desse fator, ainda há de se pesar toda a logística que envolve a manutenção da infraestrutura do bairro propriamente, criada através de Shoppings, Faculdades, Comércio, Prestação de Serviços e das próprias escolas.

 

Rua Itapura esquina com Rua Emílio Mallet: transtornos matinais com motoristas que insistem em fechar o cruzamento e impedir a passagem. Foto: aloimage

Rua Itapura esquina com Rua Emílio Mallet: transtornos matinais com motoristas que insistem em fechar o cruzamento e impedir a passagem. Foto: aloimage

 

Essas situações já fazem parte do cotidiano do Tatuapé e dificilmente serão alteradas de modo a se obter a velha tranquilidade de outrora, isso ficou no passado e só podemos observar a decantada paz interiorana através de lembranças e memórias. Mas existem situações onde pequenas atitudes poderiam aliviar bastante a tensão causada aos motoristas nas principais vias do bairro, por exemplo.

O bom senso de não fechar os cruzamentos é uma atitude educada e de respeito àquele que pode ser seu amigo ou vizinho. Essa atitude pouparia desavenças e constrangimentos como as discussões que ocorrem entre motoristas, xingamentos e buzinaços. Além disso, um amigo não teria de olhar para outro e ver que ele está interrompendo sua passagem num cruzamento ou dificultando seu livre acesso por qualquer motivo, pois apesar de o Tatuapé ter crescido tanto, a permanência das famílias mais antigas e muitas que aqui chegaram no início do boom imobiliário, se reconhecem e acabam se cruzando a todo momento.

É possível mudar, mudando a atitude.

 

alotatuape

Autor: alotatuape

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