Venda de imóvel usado tem 2ª alta seguida no Estado, diz CRECISP


Quinta-feira, 22 de outubro de 2015, às 09h48


Os dados foram divulgados no último dia 16 pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (CRECISP). Segundo a pesquisa, o crescimento foi de 8,63%.

CRECISP

As vendas de imóveis usados cresceram pelo segundo mês seguido no Estado de São Paulo, passando ao largo do ambiente de crise que se alastra pela Economia. Em Agosto, o crescimento foi de 8,35% na comparação com Julho, mês em que a expansão havia sido de 10,25% sobre Junho. Os números foram apurados em pesquisa feita com 1.101 imobiliárias de 37 cidades pelo CRECISP. Nos oito meses até Agosto, as vendas acumulam crescimento de 7,88%.

Tatuapé - Rua Emília Marengo: área nobre. Foto: aloimage

Tatuapé - Rua Emília Marengo: área nobre. Foto: aloimage

 

“É mais barato, está pronto e se encontra em todo lugar, especialmente naqueles locais, ou próximos daqueles em que o consumidor deseja morar.” É assim que José Augusto Viana Neto, presidente do CRECISP, explica a boa performance dos imóveis usados, que ele também atribui à manutenção dos financiamentos bancários. “Mesmo com a alta de juros e a redução do valor financiado, os empréstimos vêm mantendo margem importante no mercado, entre 48% e 68% das operações de venda de usados”, acrescenta.

Em Agosto, a pesquisa do CRECISP mostrou que a maioria das vendas (54,27%), foi feita por meio de financiamento bancário. O restante se dividiu entre as vendas à vista (40,2%), as feitas com pagamento parcelado pelos donos dos imóveis (4,02%) e por carta de crédito de consórcios imobiliários (1,51%).

Do total vendido em agosto, 48,49% eram casas e 51,51% apartamentos. Os imóveis mais vendidos foram os de preço final até R$ 300 mil, que representaram 58,29% das vendas. “A concentração das vendas nessas faixas, que se repete pesquisa após pesquisa, deixa clara a dissociação entre os muitos lançamentos de imóveis novos e a capacidade real de pagamento da maioria das famílias, e justifica a busca delas pelos usados”, afirma o presidente do CRECISP.

Viana Neto acrescenta que entre pagar R$ 700 mil por um apartamento novo de 60 metros quadrados e um valor menor por um imóvel de metragem bem maior, embora usado, “o consumidor que fizer a comparação de custo e benefício provavelmente optará pelo usado.”

A pesquisa do CRECISP constatou que as vendas em Agosto cresceram em duas das quatro regiões que a compõem: + 79,66% na Capital e + 17,83% no Interior. Houve queda no Litoral (- 22,56%) e nas cidades de Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Guarulhos e Osasco, redução de (-13,53%).

Descontos e preferências

As vendas de imóveis usados em Agosto no Estado de São Paulo foram feitas com descontos médios de 10,23% sobre os preços originais em bairros de áreas nobres, de 6,81% nos bairros centrais e de 6,53% nas regiões mais afastadas da região central das 37 cidades que o CRECISP pesquisou.

Devoluções de imóveis superam as novas locações em Agosto

Pela primeira vez este ano, o número de imóveis devolvidos por inquilinos superou o de novas locações no Estado de São Paulo em Agosto. Segundo a pesquisa do CRECISP feita com 1.101 imobiliárias de 37 cidades, elas receberam de volta o equivalente a 101,46% do total de novas locações em Agosto.

O número de novas locações em Agosto é 11,72% menor que o de Julho, embora, no ano, haja crescimento acumulado de 43,94%. As devoluções haviam chegado a 90% do total de locações novas nos últimos dois meses. Segundo José Augusto Viana Neto, presidente do CRECISP, “a ultrapassagem agora da barreira dos 100% parece indicar que muitas famílias estão com o orçamento pressionado e precisando procurar imóveis mais baratos”.

Em Agosto, de fato, imóveis com aluguel médio de até R$ 800,00 mensais representaram 40,1% do total de novas locações. Se a faixa é estendida para aluguéis de até R$ 1.000,00 mensais, o total sobe para 53,76% dos novos contratos. Segundo a pesquisa do CRECISP, a maioria das devoluções de imóveis em Agosto se deu por motivos financeiros, com 52,93% do total. Outros 47,07% entregaram as chaves por motivos diversos.

Outro indicador de que as famílias estão com o orçamento apertado é o aumento da inadimplência. Em Agosto, ela foi de 5,48% do total de contratos em vigor nas 1.101 imobiliárias pesquisadas, o que representou um aumento de 8,26% sobre a inadimplência de Julho, que foi de 5,06%.

A pesquisa do CRECISP apurou queda no número de novas locações em três das quatro regiões que compõem a pesquisa: no Litoral (-3,49%), na Capital (- 21,15%) e nas cidades do A, B, C, D, Guarulhos e Osasco (- 23,43%). No Interior houve aumento de 0,76%.

Os donos de imóveis concederam descontos médios sobre os aluguéis inicialmente pedidos de 11,45% nos bairros de regiões centrais, de 10,32% nos bairros de periferia e de 9,36% nos bairros de áreas nobres das cidades pesquisadas. As locações em Agosto dividiram-se entre casas – 56,4% do total – e apartamentos – 43,6% do total.

Segundo a pesquisa do CRECISP, as novas locações distribuíram-se entre os bairros de regiões centrais das cidades (68,63% do total), os bairros de periferia (21,97%) e os bairros de áreas nobres (9,4%).

Fiador como garantia

A maioria dos proprietários – 56,87% do total – consultados preferiu o fiador como forma de garantia em caso de inadimplência dos inquilinos. As outras opções adotadas nos contratos foram o depósito de três meses do valor do aluguel (18,04%), o seguro de fiança (12,71%), a caução de imóveis (7,84%), a cessão fiduciária (2,46%) e a locação sem garantia (2,08%).

A pesquisa CRECISP foi realizada em 37 cidades do Estado de São Paulo. São elas: Americana, Araçatuba, Araraquara, Bauru, Campinas, Diadema, Guarulhos, Franca, Itu, Jundiaí, Marília, Osasco, Piracicaba, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Rio Claro, Santo André, Santos, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, São Carlos, São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Paulo, Sorocaba, Taubaté, Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião, Bertioga, São Vicente, Peruíbe, Praia Grande, Ubatuba, Guarujá, Mongaguá e Itanhaém.

Casas mais em conta estão em Águas de Lindoia:  Praça Adhemar de Barros, com projeto de paisagismo de Burle Marx. Foto: Wikipedia

Férias de Julho: Férias: aluguel diário nas cidades serranas pode chegar a R$ 1.100, diz Crecisp. Casas mais em conta estão em Águas de Lindoia: Praça Adhemar de Barros, com projeto de paisagismo de Burle Marx. Foto: Wikipedia

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