Vereadores debatem alargamentos de vias para ampliar corredores de ônibus

4 de junho de 2014 às 9h01

O Projeto de Lei (PL) 17/2014, que prevê o alargamento de diversas vias da cidade para a implantação de 17 corredores de ônibus, foi debatido em plenário nesta terça-feira pelos vereadores da Câmara Municipal. O PL do Executivo ainda precisa passar por uma segunda votação antes de ser levado à sanção do prefeito.

Plenário da Câmara Municipal, nesta terça-feira (3/6). Foto: Luiz França/CMSP

Plenário da Câmara Municipal, nesta terça-feira (3/6). Foto: Luiz França/CMSP

Para o vereador Natalini (PV), falta um estudo de impacto ambiental para que o projeto seja aprovado. Ele destacou o fato de as alterações afetarem milhares de pessoas. Segundo o vereador, apenas na região de São Miguel Paulista, na zona leste da cidade, seriam necessárias 1.049 desapropriações. “É uma obra feita de cima para baixo. Embora tenha um conteúdo que eu concordo, mas, do jeito que está, vai passar por cima dos munícipes que estão nessa rota”.

Segundo o vereador Alfredinho (PT), líder dos petistas na Câmara, não houve falta de diálogo com os moradores e comerciantes das áreas que serão afetadas. “Foram feitas várias audiências públicas e o projeto foi aprovado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente. O problema é que ninguém consegue contentar a todos. É um projeto importantíssimo para a cidade que precisa ser votado”.

O vereador Nabil Bonduki (PT) disse que o alargamento das vias vai levar melhorias para os bairros da periferia. “Terão calçadas mais largas, será criada uma política de garagem diferenciada. A ideia é levar a qualidade urbanística que hoje existe nas áreas mais centrais para a periferia. Não é um prejuízo, mas um benefício para a população local”.

Líder da bancada do PSDB na Câmara, Floriano Pesaro destacou que não houve um aumento significativo no número de pessoas transportadas pelos ônibus desde o início da implantação das faixas exclusivas e criticou o sistema de pagamento às empresas, que recebem por quilômetro rodado. “O governo está pagando mais para as empresas de ônibus, e não é porque elas estão transportando mais passageiros”, disse.

 

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Autor: alotatuape

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