Votação do Plano Diretor é adiada

Sábado, 28 de junho de 2014 às 6h05

Com informações de Rodolfo Blancato
Edição final: Alô São Paulo

CMSP – A sexta-feira (27) amanheceu com a mesma face em frente a Câmara Municipal de São Paulo (CMSP). Se a ideia dos manifestantes do MTST é atormentar os trabalhadores e vereadores da CMSP, o objetivo está sendo alcançado. Porém, já se nota o desgaste da relação pacífica entre eles, onde a revolta manifestada pelos vereadores conta contra.

 

Plenário da CMSP, durante debates sobre o PDE, nesta sexta-feira (27). Foto: RenattodSousa/CMSP

Plenário da CMSP, durante debates sobre o PDE, nesta sexta-feira (27). Foto: RenattodSousa/CMSP

 

Segundo informou a assessoria da CMSP, os vereadores paulistanos encerraram durante a noite de quinta-feira (26) as discussões do projeto do novo PDE (Plano Diretor Estratégico) da cidade. O debate durou cerca de quatro horas – o dobro do exigido pelo Regimento Interno. A intenção da base de apoio ao governo era aprovar a proposta ontem (27). Para tanto, o presidente José Américo (PT) convocou sessões extraordinárias de manhã, à tarde e de madrugada – esta última para o caso de votação se estender além do planejado.

O projeto já havia sido discutido por meia hora na tarde da quarta-feira (25), quando o relator do PDE na Comissão de Política Urbana, Metropolitana e Meio Ambiente, Nabil Bonduki (PT), defendeu a aprovação. Ontem o primeiro a falar foi o presidente da comissão, Andrea Matarazzo (PSDB), que considera que o texto ainda não está maduro para ir a plenário. “O Plano Diretor evoluiu bastante, graças ao trabalho dos 55 vereadores. Esses são os pontos que eu entendo que precisam ser melhorados, e eu acho que não temos tempo para tratar esses assuntos e votar a proposta amanhã”, comentou Matarazzo. O tucano discorda de algumas medidas, como a limitação da altura dos prédios nos miolos dos bairros. Para ele, regras como essas deveriam ser estabelecidas em planos regionais, respeitando as particularidades de cada local.

Em defesa do projeto, Paulo Frange (PTB) lembrou que ele está sendo debatido há quase um ano na Câmara, período no qual incorporou dezenas de contribuições dos vereadores e da sociedade em geral. “Eu estou em meu quinto mandato, e nunca vi nessa casa um processo de trabalho legislativo com essa intensidade, com tantas audiências públicas”, elogiou o petebista. “Tem artigos que precisam ser corrigidos sim, mas em sua maioria são correções técnicas, o que é natural em um projeto tão grande.”

A primeira sessão foi convocada para as 11h desta sexta-feira e os debates se prolongaram durante o dia, porém a votação do PDE foi adiada novamente. Os vereadores mais atentos, chamaram a atenção para as emendas e substitutivos que estão sendo propostos, lembrando que uma vírgula pode alterar o texto original. Analisando o que disse Andrea Matarazzo, observamos que o PDE precisa ser votado com calma, sem precipitação. Após tantas discussões como observou Paulo Frange, ficar atento às mudanças que ditarão a vida na maior cidade do país é uma grande responsabilidade, onde pesarão os erros e acertos diante da opinião pública.

 

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Autor: alotatuape

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