WWF-Brasil tem o apoio de jovens personalidades como Maya Gabeira e Filipe Toledo


Domingo, 12 de julho de 2015, às 12h52


Preocupação global

O surgimento do Programa Marinho no Brasil acompanha uma diretriz da Rede WWF que definiu os oceanos como tema prioritário para este ano. Neste sentido, a organização lançou recentemente o relatório “Revitalizar a Economia dos Oceanos – Caso de ação 2015” (Reviving the Oceans Economy – em inglês), em parceria com o Instituto de Mudanças Globais da Universidade de Queensland e The Boston Consulting Group (BCG), que analisa o papel do mar como uma potência econômica e descreve as ameaças que estão se movendo em direção ao seu colapso.

Raias Chita (Aetobatus Narinari). Foto: © WWF/Brasil

Raias Chita (Aetobatus Narinari). Foto: © WWF/Brasil

De acordo com o documento, o valor dos principais ativos dos mares é estimado em, pelo menos, US$ 24 trilhões de dólares. Se comparado às dez maiores economias do mundo, o oceano seria o sétimo maior, com um valor anual de bens e serviços de US$ 2,5 trilhões, ficando à frente de países como o Brasil, Rússia e Itália.

Segundo Marco Lambertini, diretor geral do WWF Internacional, os oceanos se equivalem em riqueza aos países mais ricos do mundo, mas têm alcançado as profundezas de uma economia fracassada. “Como acionistas responsáveis, não podemos manter de forma imprudente a extração de valiosos ativos do oceano sem investir em seu futuro”, afirma.

De acordo com o relatório, mais de dois terços do valor anual do oceano depende de condições saudáveis ​​para manter a sua produção econômica. Pesca em colapso, desmatamento de mangues, bem como o desaparecimento de corais estão ameaçando a economia marinha que protege vidas e meios de subsistência em todo o mundo.

Maya Gabeira - Programa Marinho


A surfista profissional brasileira Maya Gabeira é a embaixadora do Programa Marinho. Essa parceria promete ser radical!

“Ser capaz de quantificar o valor anual de ativos dos oceanos do mundo nos permite enxergar em números concretos o que está em jogo na esfera econômica e ambiental. Esperamos que dados como esses chamem a atenção de líderes empresariais e formuladores de políticas para tomarem decisões mais sábias e calculadas quando se trata de moldar o futuro da economia coletiva dos oceanos”, disse Douglas Beal, sócio e diretor-gerente do The Boston Consulting Group.

A pesquisa apresentada no relatório demonstra que nunca antes na história da humanidade os oceanos mudaram de forma tão rápida. Ao mesmo tempo, o crescimento da população humana e sua dependência sobre o mar restauram a economia dos oceanos e caracterizam seus ativos principais como assunto de urgência global.

“Os oceanos estão em risco. Estamos retirando muitos peixes, despejando muitos poluentes nos mares, e aquecendo o oceano a um ponto que os sistemas naturais essenciais vão simplesmente parar de funcionar”, revela Ove Hoegh-Guldberg, o principal autor do relatório e diretor do Instituto de Mudança Global na Austrália - University of Queensland.

Tubarão lixa ou Lambaru (Ginglymostoma Cirratum). Foto: © WWF/Brasil

Tubarão lixa ou Lambaru (Ginglymostoma Cirratum). Foto: © WWF/Brasil

A mudança climática é uma das principais causas da falta de saúde dos oceanos. Uma pesquisa incluída no relatório mostra que, no ritmo atual de aquecimento global, os recifes de corais que proporcionam alimentos, empregos e protegem milhões de pessoas de tempestades, vão desaparecer completamente em 2050. Mais do que um aquecimento das águas, a mudança climática induz um aumento da acidez dos mares que pode levar centenas de gerações humanas para a recuperação dos oceanos.

De forma a restaurar os recursos dos oceanos ao seu pleno potencial, o relatório apresentou um plano de ação com oito propostas. Dentre elas estão à recuperação dos oceanos a partir dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas, tendo uma ação global sobre as alterações climáticas e com fortes compromissos para proteger zonas costeiras e marinhas.

A Campanha Global de Oceanos do WWF: Sustain Our Seas (Sustente Nossos Mares – em português), baseia-se em décadas de trabalho da organização e seus parceiros de conservação marinha. O WWF está trabalhando com governos, empresas e comunidades para encorajar os líderes a tomar medidas urgentes para revitalizar a economia dos mares e proteger as vidas e os meios de subsistência de bilhões de pessoas em todo o mundo.

Filipe Toledo - Programa Marinho

 

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Ilustração: O Arqueano Mundial / Peter Sawyer

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Tubarão lixa ou Lambaru (Ginglymostoma Cirratum). Foto: © WWF/Brasil

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