Um pouco de impaciência faz bem
out28

Um pouco de impaciência faz bem

Que mãe ou pai já não esteve prestes a perder a cabeça quando, em situações desagradáveis, como um engarrafamento ou numa sala de espera, seu filho passa a ter reações de raiva e irritação. Em situações de estresse, a criança tende a desencadear seus sentimentos de raiva mais facilmente. O adulto, por tentar ser sempre paciente, pode, alguma hora, explodir. Segundo a psicóloga Ana Cássia Maturano, para enfrentar a tensão, os pais não devem se sentir culpados em externar seus sentimentos de raiva ou impaciência com a criança, desde que, na “explosão”, não atinjam a personalidade ou o caráter do filho. “Segurar a raiva e as provocações e, de uma hora pra outra, reagir batendo na criança ou a ofendendo é prejudicial e os pais se arrependem depois”, diz Ana Cássia. “O correto é dizer a ela que se está ficando irritado e deixar claro o motivo da irritação”. Esse comportamento de advertir a criança permite aos pais dar expansão a seus sentimentos, sem causar danos. Além disso, pode ser um exemplo, para a criança, de como externar a raiva com segurança. Dessa forma, a criança aprende que sua raiva pode ser exteriorizada sem precisar machucar ninguém, e que existem meios aceitáveis de expressar suas emoções, lidando melhor com os momentos de tensão que enfrentará na vida. Ana Cássia Maturano é psicóloga e psicopedagoga pela Universidade de São Paulo (USP), especializada em Problemas de Aprendizagem. É co-autora do livro Puericultura – Princípios e Práticas, onde aborda aspectos relacionados a ‘estimulação cultural da criança’ e colunista de Educação do G1....

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Vacinas brasileiras
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Vacinas brasileiras

Publicado em 28 de outubro de 2013   Brasil exportará vacina contra sarampo e rubéola. Acordo entre a Fundação Bill & Melinda Gates e laboratório Bio-Manguinhos/Fiocruz prevê a exportação de 30 milhões de doses em 2017. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou, nesta segunda-feira (28), parceria para a produção, desenvolvimento e exportação da vacina que protege contra a rubéola e o sarampo. O acordo entre a Fundação Bill & Melinda Gates e o laboratório Bio-Manguinhos/Fiocruz, ligada ao Ministério da Saúde, foi celebrado durante o 9º Encontro Grand Challenges, no Rio de Janeiro. A previsão de exportação é de 30 milhões de doses a partir de 2017. Esta é a primeira vez que o Brasil produz vacina para a exportação usando tecnologia inteiramente nacional durante todas as fases do projeto. Esta vacina será desenvolvida na nova planta em Santa Cruz (RJ), que também irá produzir os imubiológicos contra poliomielite, febre amarela e tríplice viral (caxumba, sarampo e rubéola). A previsão de entrega da fábrica é 2016. A iniciativa vai contar com US$ 1,1 milhão da Fundação Bill & Melinda Gates. Durante a cerimônia de abertura do evento, o ministro Alexandre Padilha, explicou que o acordo com a Fundação Bill e Melinda Gates irá proporcionar ao Brasil mais investimentos e garantias de compra para aumentar a produção. “Este acordo possibilita que o Brasil ocupe o mercado global, oferecendo preços reduzidos. Com estes investimentos estaremos capacitados, já em 2014, a estudar e registrar a vacina nos países africanos”, afirmou Padilha, lembrando que o país já erradicou o sarampo em 2000 e a rubéola em 2009. “Agora estamos nos preparando para oferecer vacinas a outros países do mundo”, acrescentou. O ministro ressaltou ainda que esta vacina poderá ser comprada pela indústria internacional, pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e por fundos privados, como a Fundação Bill e Melinda Gades, que poderão adquirir estes imubiológicos para oferecer aos países mais necessitados. O Secretário de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha, disse que o orçamento do Ministério na área do investimento, produção e inovação quadriplicou nos últimos anos. “Temos recursos de R$ 2 bilhões à área de inovação e pesquisa para os próximos quatro anos que conta com investimentos do FINEP, BNDES e participações privadas, envolvendo vacinas, materiais médicos e novos equipamentos”, explicou o secretário. O presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, explicou que a instituição tem hoje a possibilidade de ampliar a demanda no mercado nacional, além de sua participação no mercado Global, especialmente para os países em desenvolvimento. “Devemos destacar a importância da produção da vacina contra o sarampo e a rubéola, que só tem um fabricante no mundo. Por...

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Judô, origens
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Judô, origens

  Publicado em 28 de outubro de 2013   Nascido sob o signo dos Samurais, Jigoro Kano, o precursor do Judô moderno teve dificuldades na prática de vários esportes, assim como sua personalidade marcante o levaria a deixar uma vistosa carreira diplomática ou política, seguindo os passos do pai Jirosaku Mareshiba Kano, um alto funcionário da Marinha Imperial Japonesa. Nascido no dia 28 de Outubro de 1860, em Mikage, Hyogo, era o terceiro filho da família. Jigoro Kano se tornou um homem de pequeno porte, franzino, com 1,50 m de altura e 48 Kg, mas sua história e sua arte ficariam conhecidas através dos tempos por todo o mundo. Aos 11 anos de idade foi enviado para Tóquio, afim de estudar o idioma inglês, indispensável com as mudanças relacionadas àquele período histórico do Japão, durante o governo do Imperador Meiji que promoveu a chamada Restauração. Cinco anos depois resolveu dedicar-se a esportes como a ginástica, o remo e o baseball para fortificar-se. Segundo se conta, nas brigas escolares sempre sofria com as derrotas para os outros alunos e isso feria sua honra de filho de Samurai, foi então que decidiu estudar o Ju Jutsu, e essa atitude mudaria para sempre a sua vida. Seu início foi com o mestre Teinosuke Yagi em 1871. Em 1877 matriculou-se na Tenjin Shin’yo-ryu e tornou-se discípulo do mestre Hachinosuke Fukuda, que viria a falecer dois anos depois aos 82 anos, deixando para Kano uma valiosa herança: seus arquivos. Após esse acontecimento ele tornou-se aluno do mestre sexagenário Masatomo Iso, guardião dos segredos de uma escola que derivava igualmente do Tenjin Shin’yo-ryu. Dando continuidade ao seu treinamento Kano foi vice-presidente dessa escola. Com a morte relativamente prematura de Masatomo e apesar de continuar treinando intensamente, Jigoro sentia a falta de um bom professor. Decidiu então procurar o mestre Tsunetoshi Iikubo com quem aprendeu as técnicas do Kito-ryu e o combate com armadura, até então seu estilo era no corpo a corpo com trajes normais. Sua base de aprendizado possibilitou a Kano fazer uma síntese das diversas escolas e criar um sistema próprio de disciplina, até que em fevereiro de 1882 ele inaugura sua primeira escola: Kodokan (Instituto do Caminho da Fraternidade). No entanto continuou a treinar com o mestre Iikubo até 1885. A Kodokan estava localizada no segundo andar de um templo budista Eishoji de Kita Inaritcho, bairro de Shimoya em Tóquio, onde havia doze jos (jo medida de superfície, módulo de tatame). O primeiro aluno inscreveu-se em 05 de junho de 1882, chamava-se Tomita. Depois vieram Higushi, Arima, Nakajima, Matsuoka, Amano Kai e o famoso Shiro Saigo (Sugata Sanshiro). As idades dos alunos...

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Morre em Long Island, Lou Reed
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Morre em Long Island, Lou Reed

Publicado em 28 de outubro de 2013 Lenda do rock, passa a ocupar seu lugar na eternidade. As repercussões sobre o falecimento de Lou Reed não param desde o comunicado de sua morte antes do final da tarde de ontem (27), aos 71 anos de idade em Long Island, Nova York. No facebook e no twitter, amigos e fãs lançam suas palavras sobre o lendário guitarrista e compositor, líder do The Velvet Underground. Lou Reed se recuperava de um transplante de fígado ao qual foi submetido em maio deste ano. “Um triunfo da medicina moderna”, disse sobre ele mesmo ao fato de ter sobrevivido ao procedimento cirúrgico. Nascido no dia 2 de Março no Brooklin, seu nome verdadeiro é Lewis Allan Reed. Cresceu em Long Island, onde aprendeu a tocar guitarra – instrumento que o elevaria ao número 81 entre os guitarrismo de todos os tempos. Ainda no colegial seria submetido a um tratamento de eletrochoque, imposto pelos pais, para tentar curá-lo de sua bissexualidade. Esse trauma foi tema de canções ao longo de sua carreira e descrito em “Kill Your Sons”. Considerado um mestre, Reed formou, em 1964, o The Velvet Underground – uma das mais influentes bandas de rock de todos os tempos – que logo chamaria a atenção de Andy Warhol, fundador da Factory, a fábrica de arte, cinema e música. O mais célebre entre os artistas pop, impôs ao grupo o vocal de Nico, uma ex-modelo e cantora alemã, com a qual os outros integrantes não se afinaram e em protesto lançaram o primeiro álbum com o nome The Velvet Underground & Nico – deixando a entender que ela era uma convidada. Wahrhol colocou a banda em seu espetáculo Exploding Plastic Inevitable, uma espécie de show experimental e alternativo que misturava a pop art com outros elementos da sua Factory. “Walk on the Wild Side” (Passeio no lado selvagem) é uma das canções mais famosas de Reed, lançada em 1972, no álbum solo Transformer – cujo produtor foi David Bowie –, onde o compositor supostamente descreve os tipos que conheceu na Factory, denotando a influência da convivência com Warhol no desenvolvimento de sua arte. Sobre a primeira banda formava por Lou Reed existe a lenda que apesar de não ter vendido muitas cópias nem ter sido muito difundida, o The Velvet Underground influenciou a criação de váras bandas de rock, dentre elas o Depeche Mode, Nirvana, Radiohead. O The Who, assim como David Bowie e outros artistas publicaram ontem no Twitter, sob a sigla R.I.P. Lou Reed “Caminhe no lado pacífico” (com referência ao maior sucesso de Reed) e “Ele era um mestre”, foi o...

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