Artigo aponta erros na reabertura da USP-Leste
jul23

Artigo aponta erros na reabertura da USP-Leste

Quarta-feira, 23 de julho de 2014 às 21h15 A decisão arriscada e eleitoreira de reabrir o campus contaminado da USP Leste por Edson Domingues* A reabertura da USP Leste entra para a categoria dos museus de grandes novidades. Agradou até membros do primeiro escalão do governo Fernando Haddad. Da CETESB não se poderia esperar nada diferente.     A reabertura se dá com restrições de acesso à área que recebeu aproximadamente 6 mil caminhões de terra contaminada e sem procedência. Como se tapumes controlassem o veneno. Além da terra clandestina depositada na área de proteção ambiental do Tietê, sob os pés dos alunos e professores da USP Leste encontra-se volumosa quantidade de metano, naftaleno, chumbo e toda sorte de compostos orgânicos voláteis, semi-voláteis, pesticidas como aldrin, além dos PCB’s – Bifenilos Policlorados. Estes, extremamente perigosos, carcinogênicos, afetam diretamente o sistema nervoso central, além de causar danos ao fígado, baço e rins. Popularmente os PCB’s são conhecidos como ascarel ou óleo elétrico. Mas nada disso importa, ainda que relatórios apontem para eventuais riscos à saúde humana. A CETESB atestou nesta última semana que os valores apresentados das amostras estão abaixo dos limites de intervenção, como se a exposição de indivíduos diferentes tivessem resultados iguais. Mas de tudo o que se publicou até a reabertura da USP Leste, que no passado foi a melhor universidade da América Latina, até agora nada se mencionou sobre as possíveis “contraprovas” dos pareceres técnicos da CETESB. Única instituição com fé pública, com tecnologia disponível para aferir níveis de contaminantes, não há outra capaz de questionar suas decisões. O Ministério Público Estadual recomendou 11 iniciativas para reabertura. A pressão do Palácio dos Bandeirantes fez retomar as aulas face ao inevitável desgaste nas eleições. Em 2001, João Yunes, médico sanitarista e representante brasileiro na Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) estava à frente da renomada Faculdade de Saúde Pública. Yunes era um homem à frente de seu tempo. Sua passagem pelo Conselho Consultivo da Organização Mundial de Saúde marcou época. Como sanitarista, compreendia a saúde como assunto além dos limites do indivíduo. Sua visão estava associada ao ambiente, em especial o das grandes cidades. O sonho de João Yunes era equipar a Faculdade de Saúde Pública com moderno laboratório capaz de oferecer maior rigor na investigação científica nas questões de saúde ambiental. O ideal de um novo laboratório para análise do ambiente urbano, em especial da cidade de São Paulo, era justamente questionar dúvidas que pairavam sobre aferições e laudos das instituições. O sonho de Yunes não se concretizou. Vale o parecer da CETESB. * Edson Domingues, 45 anos, é ambientalista e autor de projetos de sustentabilidade na periferia...

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Prefeitura oferece curso para a melhor idade
jul23

Prefeitura oferece curso para a melhor idade

Quarta-feira, 23 de julho de 2014 às 20h55 Objetivo é formar pessoas idosas para liderança em movimentos sociais das comunidades A capital paulista está envelhecendo e o número de idosos – pessoas com mais de 60 anos – vem subindo rapidamente e já somam 11,89% de todos os habitantes da cidade. A longevidade em alta é um bom sinal, mas também traz grandes desafios aos administradores públicos nas questões de saúde e assistência social.     A informação é da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo que pensando nisso, em convênio com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, organizou um curso destinado à formação de líderes comunitários comprometidos com os movimentos sociais voltados ao direito da pessoa idosa, com objetivo de colocar esta população como protagonista na escolha de políticas mais adequadas a sua realidade. O curso terá duração de dois meses e meio com aulas duas vezes por semana, entre os dias 18 de agosto e 17 de outubro. Para os moradores de cinco subprefeituras, incluindo a da Mooca, o curso será ministrado na sede da Subprefeitura da Vila Prudente, na Avenida do Oratório, 172. Inscrições e informações através do email camilakanashiro@prefeitura.sp.br ou pelos telefones: 3113-9908/3113-9704. Cada subprefeitura terá dez vagas para interessados. Fonte: Subprefeitura...

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Brasil vacila em ratificar protocolo sobre biodiversidade
jul23

Brasil vacila em ratificar protocolo sobre biodiversidade

Quarta-feira, 23 de julho de 2014 às 20h38 A demora do Congresso Nacional em votar a ratificação do Protocolo de Nagoya, assinado pelo País em 2010, pode custar a cadeira brasileira na mesa de discussões da COP-12 O Brasil foi um dos primeiros países a assinar o Protocolo de Nagoya, proposto na 10ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Biodiversidade (COP-10), em 2010, como alternativa para regulamentação do uso de recursos da biodiversidade do planeta.     Depois de quatro anos, no entanto, o País acaba de perder a chance de participar ativamente da discussão sobre o assunto. As propostas contidas no protocolo não foram ratificadas pelo Congresso Nacional. Para entrar em vigor, 50 dos 92 signatários da Convenção sobre a Diversidade Biológica (CDB) precisavam confirmar sua validade, incorporando-o a legislação, até junho deste ano. O que aconteceu nesta segunda-feira 11, sem a participação do Brasil. “O Brasil perdeu uma grande chance deixando de votar este projeto, uma vez que o País foi protagonista da proposta, junto com o próprio Japão. Mas se em casa a gente não consegue aprovar o que sugerimos internacionalmente, isso mostra que fomos muito bons de papo e pouco eficientes na ação”, avalia Marcio Astrini, coordenador da Campanha da Amazônia do Greenpeace Brasil. “De certa maneira isso é um reflexo da visão ambiental do atual governo, que ao invés de ver no Meio Ambiente uma oportunidade, vê nele um empecilho”, completa Astrini. Parado desde 2012 no Congresso Nacional, o projeto foi designado para uma comissão especial, que nunca foi criada. O assunto sofre forte resistência por parte da bancada ruralista, que acredita que a ratificação da proposta poderia aumentar os custos do agronegócio no Brasil. Um dos pontos mais polêmicos refere-se ao pagamento de royalties a países pela repartição de benefícios aos detentores de conhecimentos tradicionais associado ao uso de recursos genéticos oriundos da biodiversidade, como povos indígenas e comunidades tradicionais. “O objetivo central do protocolo é aumentar a proteção sobre as reservas naturais do planeta e, para isso, deve criar uma série de regras para controlar a utilização dos recursos, estabelecendo, inclusive regras econômicas. Isso vai no caminho do que precisa ser feito no mundo todo e precisamos participar desta discussão”, observa Astrini. O Brasil concentra aproximadamente 20% de toda a biodiversidade do planeta. A regulação contribuiria para o combate a biopirataria, com ganhos no campo da ciência e também para as populações tradicionais, que teriam seus saberes reconhecidos e valorizados. Outro ponto importante do protocolo é o plano estratégico de preservação, que aumenta as áreas terrestres e marítimas a serem protegidas no planeta. As regiões terrestres protegidas passariam de...

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TCU determina devolução de US$ 792,3 mi à Petrobras
jul23

TCU determina devolução de US$ 792,3 mi à Petrobras

Quarta-feira, 23 de julho de 2014 às 20h28 TCU responsabiliza diretores da Petrobras por compra da Refinaria de Pasadena Sabrina Craide – Repórter da Agência Brasil Edição: Carolina Pimentel O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou há pouco o relatório do ministro José Jorge, relator do processo que investiga irregularidades na compra da Refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), pela Petrobras. O ministro determinou a devolução de US$ 792,3 milhões aos cofres da Petrobras pelos prejuízos causados ao patrimônio da empresa. O relatório isenta de responsabilidade os membros do Conselho de Administração da empresa, que na época era presidido pela então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, hoje presidenta da República.       O maior montante, de US$ 580,4 milhões, deverá ser devolvido por membros da diretoria executiva da Petrobras, que aprovaram a ata de compra da refinaria, entre eles o ex-presidente da estatal José Sergio Gabrielli, além de Nestor Cerveró, Almir Barbassa, Paulo Roberto Costa, Guilherme Estrella, Renato Duque, Ildo Sauer e Luís Carlos Moreira da Silva. Eles terão prazo de 15 dias para apresentar defesa. Todos os citados terão os bens indisponíveis por um ano para garantir o ressarcimento dos prejuízos. O processo será convertido em tomada de contas especial, para permitir a apuração dos danos e a responsabilização dos agentes, além do direito ao contraditório e à ampla defesa. Depois dessa etapa, será feito um novo relatório, que pode mudar valores e até os citados no processo. Segundo José Jorge, há “robustos indícios da prática de atos que impuseram prejuízos à Petrobras”, que corresponde a US$ 580,4 milhões. Para ele, os membros da diretoria executiva da Petrobras podem ser responsabilizados pelo prejuízo, porque cabia a eles a gestão do processo de compra, desde a negociação inicial até a confecção dos contratos. “O conhecimento que detinham ou deveriam deter sobre as operações impunha a eles o dever de se contrapor à aquisição daquela refinaria, nas condições que se deu”. O ministro não determinou, no entanto, a necessidade de ouvir os membros do Conselho de Administração da empresa, que, para ele, estão em situação diferente, porque autorizaram o negócio com base em documento, que omitiu informações e cláusulas, além de conter dados incorretos. “Daí, resulta a conclusão preliminar de que a formatação do negócio que constaria dos respectivos contratos era, em relação aos aspectos essenciais, distinta daquela que foi apresentada ao Conselho de Administração”, disse José Jorge. “Achamos que devemos nos concentrar na punição dos membros da diretoria executiva, mas dependendo do que eles disserem pode ser que se verifique a necessidade de também ouvir membros do Conselho de Administração”, acrescentou o relator. Em 2006, a...

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Justiça autoriza reabertura da USP Leste
jul23

Justiça autoriza reabertura da USP Leste

Quarta-feira, 23 de julho de 2014 às 17h35 – atualizado às 20h11   Fernanda Cruz – Repórter da Agência Brasil Edição: Valéria Aguiar A Justiça de São Paulo autorizou a reabertura do campus da Universidade de São Paulo na zona leste da capital paulista (USP Leste). O local estava interditado desde 9 de janeiro, após a constatação da presença de gás metano – altamente inflamável – proveniente dos dejetos depositados no terreno resultantes da dragagem feita no Rio Tietê.     A decisão da Justiça se baseou no parecer técnico elaborado pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), o qual concluiu que “os gases presentes no subsolo, notadamente o metano, não impõem um risco iminente à segurança dos usuários do campus”. O órgão alertou, porém, que há risco no local que demandará “a manutenção e o aperfeiçoamento das medidas de intervenção que estão em curso”. A Cetesb exige que a USP faça uma medição semanal de metano nos poços de monitoramento de gases instalados no interior das edificações, mantenha o monitoramento semanal dos níveis de inflamabilidade em todos os ralos, grelhas, fissuras e ambientes confinados, e implante medidas de redução de ruído no sistema de exaustão de gases instalados. A reitoria da universidade informou, por meio de nota, que trabalha ativamente para atender às exigências técnicas e legais dos órgãos competentes de forma a garantir o retorno, com segurança, da comunidade universitária ao campus da USP Leste. “Importante ressaltar que medidas continuarão em andamento para resolver o passivo ambiental, de modo a fazer da USP Leste um modelo de ocupação segura e sustentável, em uma área que estaria, de outro modo, inutilizada para ocupação humana”, diz a nota. Segundo a assessoria de imprensa da unidade, que tem cerca de 6 mil alunos e 270 professores, ainda não há previsão de data para o reinício das atividades e das aulas no campus.   Saiba mais O que diz a Cetesb Nota da USP-Leste sobre a liberação do Campus  ...

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USP Leste divulga nota sobre liberação do Campus
jul23

USP Leste divulga nota sobre liberação do Campus

Quarta-feira, 23 de julho de 2014 às 20h06   Nota do reitor Marco Antonio Zago sobre a liberação da área da USP Leste Desde o início da nossa gestão, temos trabalhado ativamente para atender às exigências técnicas e legais dos órgãos competentes, de forma a garantir o retorno, com segurança, da comunidade universitária ao campus da USP Leste. Dessa forma, a liberação da área por parte da Justiça, deliberada no dia de hoje, representa importante vitória para a Universidade, muito esperada pelos cinco mil estudantes, 260 docentes e 200 servidores que compõem a EACH. Nosso empenho em relação à EACH, no entanto, não se encerra aqui. Nossa atenção principal, a partir de agora, é garantir o retorno à normalidade das aulas de graduação e de pós-graduação, das atividades de pesquisa, de cultura e de extensão universitária e dos serviços técnico-administrativos. Importante ressaltar que medidas continuarão em andamento para resolver o passivo ambiental, de modo a fazer do campus da USP Leste um modelo de ocupação segura e sustentável, em uma área que estaria, de outro modo, inutilizada para ocupação humana. O segundo aspecto é trabalhar em longo prazo, com todos os docentes, alunos e servidores da USP Leste, para fortalecê-la como uma Unidade de Ensino e Pesquisa de grande projeção dentro da Universidade, e que sirva ao mesmo tempo de instrumento de interação da Instituição com essa importante região da cidade. Marco Antonio Zago, reitor da...

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Após inspeção, Cetesb conclui que campus da USP Leste pode ser reaberto
jul23

Após inspeção, Cetesb conclui que campus da USP Leste pode ser reaberto

Quarta-feira, 23 de julho de 2014 às 20h Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil Edição: Juliana Andrade Após inspeção feita este mês na área contaminada no campus da Universidade de São Paulo na zona leste da capital paulista (USP Leste), a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) encaminhou ofício hoje (22) à Promotoria de Justiça do Meio Ambiente para informar que a interdição do local já pode ser suspensa, ou seja, o campus pode ser reaberto.   Parecer técnico elaborado pela Cetesb, entregue também à direção da USP Leste, concluiu que “os gases presentes no subsolo, notadamente o metano, não impõem um risco iminente à segurança dos usuários do campus”. Apesar disso, alertou o órgão, ainda há risco no local, o que demandará “a manutenção e o aperfeiçoamento das medidas de intervenção que estão em curso”. A unidade, que tem cerca de 6 mil alunos e 270 professores, está interditada desde 9 de janeiro pela Justiça, que considerou que a continuidade das atividades traz riscos à integridade física dos estudantes e funcionários. O terreno onde funciona a Escola de Artes, Ciências e Humanidades foi usado como depósito de dejetos resultantes da dragagem do Rio Tietê. Além de parte da área estar contaminada por substâncias tóxicas, existe acúmulo de gás metano no subsolo. Uma das condições impostas para a liberação do campus é que seja finalizada a instalação de equipamentos necessários para o funcionamento do sistema de exaustão de gases, que já foi implantado e está em operação em praticamente todos os edifícios da unidade. Segundo a Cetesb, falta apenas a implantação desse sistema no edifício I-1 e no ginásio. Outra medida importante, informou a Cetesb, é o isolamento da área onde foi depositado, em 2011, material contaminado com bifenilas policloradas (PCB). “A direção da unidade já providenciou esse isolamento com tapumes e cobriu o terreno com grama. A Cetesb concedeu prazo de 90 dias para que seja providenciado estudo mais detalhado desse local, visando à delimitação desse solo contaminado e, a partir dos resultados encontrados, realizar avaliação de risco”, informou o órgão. O parecer técnico da Cetesb também exige que a USP faça uma medição semanal de metano nos poços de monitoramento de gases instalados no interior das edificações, mantenha o monitoramento semanal dos níveis de inflamabilidade em todos os ralos, grelhas, fissuras e ambientes confinados e implante medidas de redução de ruído no sistema de exaustão de gases instalados. Por meio de nota à imprensa, a USP informou que a decisão para a reabertura do campus cabe à Justiça, que interditou a área. “Nesse sentido, a universidade aguarda a decisão dessa...

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Doença de Parkinson
jul23

Doença de Parkinson

Quarta-feira, 23 de julho de 2014 às 19h36   Grupo estuda papel do sistema endocanabinoide na doença de Parkinson Por Karina Toledo Agência FAPESP – Uma pesquisa em andamento no Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da Universidade de São Paulo (USP) tenta desvendar como o sistema endocanabinoide está envolvido no processo neurodegenerativo que acomete portadores da doença de Parkinson. O sistema endocanabinoide é formado por um conjunto de neurotransmissores quimicamente semelhantes a compostos químicos existentes na maconha (Cannabis sativa) e por seus receptores cerebrais. De acordo com Andrea da Silva Torrão, coordenadora da pesquisa apoiada pela FAPESP, esse conhecimento poderá ajudar no desenvolvimento de novas ferramentas terapêuticas. “Os primeiros resultados obtidos mostram que o sistema de neurotransmissão endocanabinoide está envolvido na doença de Parkinson, mas ainda não sabemos se para o bem ou para o mal. Conhecendo melhor como ele se comporta, poderemos ir atrás de drogas capazes de pelo menos melhorar a qualidade de vida dos pacientes”, disse Torrão. A doença de Parkinson é resultante da perda progressiva de neurônios que produzem o neurotransmissor dopamina e estão situados em um núcleo cerebral relacionado ao controle de movimentos conhecido como substância negra. “A substância negra faz parte de um grande complexo cerebral denominado núcleos da base. Uma das funções dos núcleos da base é a organização dos movimentos voluntários”, explicou a pesquisadora. Quando a perda dos neurônios dopaminérgicos ultrapassa 50%, começam a se manifestar sintomas como tremores de repouso, rigidez muscular, bradicinesia (lentidão de movimento) e acinesia (imobilidade). A doença também costuma causar depressão, problemas cognitivos e, em estágio avançado, demência. Para tentar descobrir o que dispara a degeneração dos neurônios dopaminérgicos e entender como o sistema endocanabinoide participa do processo, os pesquisadores do ICB induziram um quadro semelhante ao Parkinson em ratos. “Os endocanabinoides têm a função de neuromodulação. Fazem uma espécie de ajuste fino das sinapses e controlam a liberação de outros transmissores dos neurônios. Os receptores canabinoides CB1 ficam principalmente nos terminais axônicos de dois tipos de neurônios: os gabaérgicos – que usam como mediador o ácido gama-aminobutírico (GABA) – e os glutamatérgicos – que usam como mediador o glutamato. Ambos existem em grande quantidade nos núcleos da base”, disse Torrão.     Os experimentos com modelo animal foram realizados durante o doutorado de Gabriela Pena Chaves-Kirsten, com Bolsa da FAPESP. Parte dos resultados foi publicada na revista PLoS One. A morte dos neurônios dopaminérgicos foi provocada em apenas um dos hemisférios cerebrais com a injeção de uma neurotoxina conhecida como 6-hidroxidopamina. “Por meio de um procedimento cirúrgico, injetamos essa substância diretamente no estriado, um dos componentes dos núcleos da base. Após uma ou duas semanas...

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