Abelhas vigiadas
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Abelhas vigiadas

Quinta-feira, 14 de agosto de 2014 às 19h28 Por Dinorah Ereno Revista Pesquisa FAPESP – A população de abelhas registra um expressivo declínio em vários países, inclusive no Brasil. Em agosto do ano passado, a revista Time trazia na capa um alerta para o risco de desaparecimento das abelhas melíferas, com a chamada “O mundo sem abelhas” e o alerta: “O preço que pagaremos se não descobrirmos o que está matando as melíferas”. O desaparecimento das fabricantes de mel preocupa não só pela ameaça à existência desse produto, mas também porque as abelhas têm chamado a atenção principalmente pelo importante papel que representam na produção de alimentos. Não é para menos. Elas são responsáveis por 70% da polinização dos vegetais consumidos no mundo ao transportar o pólen de uma flor para outra, que resulta na fecundação das flores. Algumas culturas, como as amêndoas produzidas e exportadas para o mundo inteiro pelos Estados Unidos, dependem exclusivamente desses insetos na polinização e produção de frutos. A maçã, o melão e a castanha-do-pará, para citar alguns exemplos, também são dependentes de polinizadores. Entre as prováveis causas para o desaparecimento das abelhas estão os componentes químicos presentes nos neonicotinoides, classe de defensivos agrícolas amplamente utilizados no mundo. Além de pesticidas, outros fatores, como mudanças climáticas com maior ocorrência de eventos extremos, infestação por um ácaro que se alimenta da hemolinfa (correspondente ao sangue de invertebrados) das abelhas, monoculturas que fornecem pouco pólen como milho e trigo e até técnicas para aumentar a produção de mel, podem ser responsáveis pelo fenômeno conhecido como distúrbio de colapso de colônias (CCD, na sigla em inglês), que provoca a desorientação espacial desses insetos e morte fora das colmeias. O distúrbio já provocou a morte de 35% das abelhas criadas em cativeiro nos Estados Unidos. Na busca por respostas que ajudem a combater o problema, o Instituto Tecnológico Vale (ITV), em Belém, no Pará, desenvolveu em colaboração com a Organização de Pesquisa da Comunidade Científica e Industrial (CSIRO), na Austrália, microssensores – pequenos quadrados com 2,5 milímetros de cada lado e peso de 5,4 miligramas –, que são colados no tórax das abelhas da espécie Apis mellifera africanizada (abelhas com ferrão resultantes de variedades europeias e africanas) para avaliação do seu comportamento sob a influência de pesticidas e de eventos climáticos. Uma parte do experimento está sendo conduzida na Austrália e a outra no Brasil. No estado australiano da Tasmânia, ilha ao sul do continente da Oceania, será feito um estudo comparativo com 10 mil abelhas para avaliar como elas reagem quando expostas a pesticidas. Para isso, duas colmeias foram colocadas em contato com pólen contaminado e outras...

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SAF pode causar malformação ao bebê
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SAF pode causar malformação ao bebê

Quinta-feira, 14 de agosto de 2014 às 18h55 CMSP – A Síndrome Alcoólica Fetal (SAF), doença causada pela ingestão de álcool durante a gravidez, foi discutida nesta quarta-feira (13/8), na Câmara Municipal, pela Comissão de Saúde, Promoção Social, Trabalho e Mulher. O objetivo da audiência foi esclarecer dúvidas e alertar sobre a gravidade do problema.     A síndrome é causada pela ingestão de qualquer quantidade de bebida alcoólica durante o período de gestação, e que pode acarretar problemas graves ao bebê ou surgir efeitos tardiamente. Ela apresenta diversas manifestações, entre elas alterações comportamentais, malformações congênitas neurológicas, cardíacas e renais. Para a vereadora Patrícia Bezerra (PSDB), a SAF é muito mais grave do que se imagina e não é difundida como deveria. “O QI de uma criança com a síndrome é de 60 a 70. Dessa forma, ela não tem condições de frequentar uma escola, ser alfabetizada, entrar na universidade e muito menos no mercado de trabalho”. De acordo com a médica Conceição Segre, coordenadora do grupo de pesquisa sobre a Síndrome na Sociedade de Pediatria de São Paulo, o primeiro local do corpo humano que o álcool atinge é a cabeça, e o tratamento é extremamente previsível. “Basta não beber. Ainda não sabemos a partir de quantos miligramas de álcool a ingestão pode ser prejudicial. Por isso alertamos toda mãe para que não beba durante a gravidez”,...

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Clima no planeta
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Clima no planeta

  Assista o vídeo publicado no dia 18 de junho e veja um tornado em ação. A formação lembra a tromba de um elefante, como foi comparado pela equipe da TVNweather, EUA.   Quinta-feira, 14 de agosto de 2014 às 17h52   Estudo sugere que mudanças climáticas estão concentrando a frequência de tornados por Fabiano Ávila do Instituto CarbonoBrasil Uma das consequências mais citadas por pesquisadores sobre as mudanças climáticas é o aumento da frequência e intensidade de eventos climáticos extremos. Porém, é muito difícil relacionar as alterações no clima com os tornados, que são fenômenos altamente erráticos, e cujos números variam enormemente de um ano para outro.       Agora, um novo estudo da Universidade da Flórida aponta que, apesar de aparentemente não multiplicar a ocorrência de tornados, as mudanças climáticas estão concentrando-os em poucos dias, deixando-os muito mais perigosos. “Podemos até estar vendo menos tornados a cada ano, mas, quando eles ocorrem, os dias parecem o fim do mundo”, afirmou um dos autores do trabalho, o geógrafo e especialista em tendências climáticas James Elsner. Publicado no periódico Climate Dynamics, o estudo utilizou dados do Centro Nacional de Tempestades dos Estados Unidos para analisar a evolução anual dos tornados. Segundo os autores, o número de tornados em um único período de 24 horas estaria ficando muito maior com o passar do tempo. Por exemplo, na década de 1980, a média era de somente três ou quatro dias por ano com mais de 16 tornados, número que quase dobrou depois do ano 2000. Além disso, antes de 1990, poucos anos sofreram com dias com mais de 32 tornados. Mas, desde 2001, esses dias aconteceram todos os anos. Apenas em 2011 foram seis, constituindo a pior temporada de tornados de que se tem notícia. “É importante que os meteorologistas e o público saibam que precisamos estar cientes do aumento do risco das tempestades, com múltiplos tornados em um único dia”, disse Elsner. De acordo com o Centro Nacional de Tempestades, em 2014 já foram 189 tornados nos Estados Unidos, com 43 mortos. Fonte: Instituto Carbono Brasil, via Portal do Meio...

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