Rios despoluídos seriam alternativa para abastecimento
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Rios despoluídos seriam alternativa para abastecimento

Quinta-feira, 21 de agosto de 2014 às 20h36 Por Marco Antonio Palermo* O Comitê responsável pelas bacias hidrográficas dos rios Piracicaba, Jundiaí e Capivari autorizou a captação para consumo das águas do rio Jundiaí, classificado, anteriormente, pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) como altamente poluído. O trecho de 22 km de onde serão captadas as águas fica entre as cidades de Itupeva e Indaiatuba, no interior de São Paulo.     Recentemente, o rio foi reclassificado para nível 3 de poluição, condição que viabiliza sua utilização para abastecimento após tratamento avançado. A melhora da qualidade da água ao longo da bacia, principalmente no trecho entre Itupeva e Jundiaí se deu graças aos investimentos em despoluição realizados nos últimos vinte anos. O doutor em engenharia de recursos hídricos Marco Antonio Palermo enfatiza a importância do investimento em despoluição de rios e lagos ao observar a reclassificação do trecho do rio Jundiaí da classe 3 para a 4 no que se refere ao nível de poluição. “Uma vez despoluídos, os corpos d´água podem se prestar para o abastecimento público, dentre outros usos. Passa a ser possível empregar quantidades importantes de água antes impróprias e inaproveitáveis”. Marco Palermo avalia que os investimentos em despoluição que melhoraram a qualidade da água do rio Jundiaí entre as cidades de Itupeva e Jundiaí deveria ser modelo a ser seguido por São Paulo, além de uma alternativa a mais para o abastecimento que passa pela sua pior crise. “Imaginem se os rios Tietê, Pinheiros e Tamanduateí estivessem despoluídos, certamente não seria necessário ir buscar tanta água tão longe e nem recorrer a medidas extremas como utilizar o volume morto dos reservatórios para abastecer as cidades do Alto Tietê”, conclui. *Marco Antonio Palermo é Doutor em Engenharia de Recursos Hídricos, Engenheiro Hidrólogo pelo IHE/Delft, Holanda, foi diretor técnico e financeiro da Agência da Bacia do Alto Tietê e vice-presidente do Comitê da Bacia do Alto Tietê. É membro da Associação Brasileira de Recursos Hídricos e preside o Instituto...

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Praça Cel. Sandoval será revitalizada
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Praça Cel. Sandoval será revitalizada

Quinta-feira, 21 de agosto de 2014 às 19h39 Vereador Toninho Paiva e engenheiros da Subprefeitura Mooca vistoriam obra de revitalização e manutenção da Praça Coronel Sandoval de Figueiredo no Tatuapé     Nesta quinta-feira (21) os engenheiros da Subprefeitura Mooca, Francisco Ricardo e Toshio, o coordenador de projetos Edélcio Meggiolaro e o vereador Toninho Paiva vistoriaram a obra iniciada há um mês, na praça que fica próxima à estação Tatuapé do Metrô e que serve como ponto final para diversas linhas de ônibus. A praça será totalmente reformada e revitalizada com recursos obtidos através de emenda parlamentar do Vereador Toninho Paiva, no valor de R$ 120.000,00. Segundo sua assessoria, serão utilizados 56 metros cúbicos de concreto para calçadas, guias, recuperação do piso em concreto estampado, colocação de grama nova, poda das árvores, colocação de bancos novos e remodelação de toda a iluminação do local. Além disso, o vereador vai solicitar a ampliação do policiamento desta área. A previsão de término da obra é de no máximo 30 dias, disse João Fernando Blumenschein, coordenador de obras da empreiteira responsável. Ele disse que falta pouco para concluir a primeira parte, pois a praça é dividida em dois espaços, sendo um deles terminal de...

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História do roubo na Idade Média
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História do roubo na Idade Média

Quinta-feira, 21 de agosto de 2014 às 19h39 Estudo sobre o roubo na Idade Média ajuda a compreender as relações sociais do período Por Diego Freire Agência FAPESP – O livro Uma história do roubo na Idade Média, de Marcelo Cândido da Silva, professor de História Medieval da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP), resgata registros sobre o crime em diversas situações durante a Alta Idade Média, período entre a queda do Império Romano do Ocidente e o ano 1000, para entender as relações sociais da época. Publicada com apoio da FAPESP na modalidade Auxílio à Pesquisa – Publicações, a obra teve como fontes a legislação real do período, textos canônicos, testamentos e hagiografias – tipo de biografia sobre a vida de santos católicos –, entre outros documentos. “Os registros são poucos, se comparados aos de outros períodos da Idade Média, mas revelam muitas especificidades das sociedades de então”, disse o autor à Agência FAPESP. O objetivo é elucidar, por meio do estudo das percepções do roubo no período, os processos medievais de construção das relações sociais. “As disputas em torno dos bens são um aspecto pouco estudado da natureza do poder na Idade Média. Além do mais, as normas de combate ao roubo reforçam e explicitam as hierarquias sociais, na medida em que a intensidade da punição era resultado do status da vítima e não do valor do bem roubado”, explicou Cândido da Silva. De acordo com o livro, as penas serviam para proteger e de alguma forma restaurar a honra e a dignidade de quem era roubado. “O valor dos bens não tinha uma importância central. A penalidade era maior na medida em que a vítima era de uma categoria social mais elevada. Trata-se de uma legislação que tem o objetivo de preservar e proteger a honra e a dignidade de um estatuto social”, observou o autor. O vocabulário dos documentos analisados reforça esse aspecto. “Os textos preocupam-se muito em destacar o roubo como um ataque à honra, não aos bens ou à propriedade.” Isso ajudaria a entender características das sociedades feudais iniciais. “Nelas não existe uma contabilidade racional em torno da definição do valor das coisas. Claro que isso tinha importância, mas ficava em segundo plano diante do valor dos estatutos sociais.” O roubo é tratado como um dos crimes mais severamente punidos nas antigas leis. A resolução dos conflitos também ocorria à margem dos tribunais, pela faida – a vingança familiar. A violência medieval Na primeira parte do livro, o autor apresenta um panorama das mais recentes percepções dos historiadores sobre o papel das normas na construção...

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