Doenças raras: leia esta história
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Doenças raras: leia esta história

Sexta-feira, 29 de agosto de 2014 às 17h59 Por Carlos Fioravanti, de Monte Santo (BA) Revista Pesquisa FAPESP – José de Andrade Pereira é um homem de fibra. Em 2004, ele levou o filho mais velho, que aos 3 anos era muito baixo, tinha dedos curtos, cabeça grande e dificuldade de fala – e mais uma vez estava com forte dor de ouvido –, a um posto de saúde de Monte Santo, interior da Bahia. O médico lhe disse que, além de cuidar da dor de ouvido, não poderia fazer mais nada diante de uma doença que não conhecia e que ele deveria apenas esperar o menino morrer. Pereira reagiu: “Esperar é o que não vou fazer, nunca!”. Ele fez a viagem de seis horas até Salvador e perguntou a um porteiro do Hospital Universitário Professor Edgard Santos quem ele deveria procurar para tratar de um menino como aquele. Os médicos examinaram o menino e depois o irmão de 11 meses, na viagem seguinte, e concluíram que os dois tinham mucopolissacaridose tipo 6, uma doença rara de origem genética então sem tratamento. Pereira alertou: “Tem outras crianças assim por lá”. Sua visão de mundo mudou a história desta cidade do sertão baiano. Monte Santo foi um acampamento para as tropas do governo que lutaram na guerra de Canudos. A praça principal exibe uma escultura em madeira de Antonio Conselheiro, o beato que liderou os sertanejos vistos como opositores da república nascente. Apontada para a escultura há uma matadeira, canhão usado nas batalhas em que morreram 25 mil revoltosos e 5 mil soldados. Nos últimos anos Monte Santo tem sido o palco de outras batalhas: a identificação, o tratamento e a prevenção de doenças genéticas raras, que começaram a ser reconhecidas a partir da indicação de Pereira. Leia a reportagem completa O caminho das pedras das doenças raras Antes as crianças com doenças como a mucopolissacaridose permaneciam em suas casas. Seus pais achavam que nada mais poderia ser feito. Médicos e pesquisadores de Salvador, Rio de Janeiro e Porto Alegre foram a Monte Santo pela primeira vez em 2006 e se espantaram com a diversidade de doenças raras que viam em um só lugar. Já diagnosticaram 13 pessoas com mucopolissacaridose tipo 6, uma proporção 240 vezes maior do que a média nacional, 84 com deficiência auditiva de possível origem genética, 12 com hipotireoidismo congênito, nove com fenilcetonúria, que pode causar deficiência intelectual se não tratada, quatro com osteogênese imperfeita, marcada pela extrema fragilidade dos ossos, e quatro com síndrome de Treacher Collins, que prejudica a formação dos ossos do crânio. Acredita-se que os casamentos entre parentes, antes muito frequentes, possam...

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Conheça o plano de Ciclovias da cidade de SP
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Conheça o plano de Ciclovias da cidade de SP

Sexta-feira, 29 de agosto de 2014 às 16h31 São Paulo terá 400 quilômetros de ciclovias até o final de 2015. Conheça o projeto divulgado pela Prefeitura, que segundo o órgão vai estimular o uso de bicicleta na capital paulista.     A Prefeitura de São Paulo pretende implementar 400 quilômetros de ciclovias até o final de 2015. De acordo com a SECOM (Secretaria de Comunicação da Prefeitura) esta é a Meta 97, do Programa de Metas, que será realizada a partir do projeto SP 400km. Este ano, a capital já ganhou 11,6 quilômetros; a meta é fechar 2014 com 200 quilômetros implementados. Ciclovias da cidade de São Paulo Conheça o plano completo Atualmente, a cidade conta com 82,41 quilômetros de vias segregadas exclusivamente para o deslocamento de ciclistas. Nesta semana, a região do Tatuapé, Zona Leste, recebeu o primeiro trecho de ciclovia. Em julho deste ano, a cidade ganhou mais 10 quilômetros na avenida Cruzeiro do Sul e no centro da cidade. Outras medidas de incentivo à bicicleta como transporte prioritário foram as inaugurações do do bicicletário público no Largo da Batata e da ciclopassarela sobre a Marginal Pinheiros. Para estimular o uso da bicicleta como meio de transporte na cidade, o projeto SP 400km realizará as intervenções com um custo reduzido, articulado com o transporte público e também visando reduzir acidentes em vias de circulação de ciclistas....

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HPV: segunda dose começa 2ª-feira
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HPV: segunda dose começa 2ª-feira

Sexta-feira, 29 de agosto de 2014 às 16h11 Segunda dose da vacina contra o HPV começa a ser aplicada na próxima semana Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil Edição: Graça Adjuto A segunda dose da vacina contra o papiloma vírus humano (HPV) começa a ser aplicada segunda-feira (1º) em meninas de 11 a 13 anos. A vacinação será feita em escolas públicas e particulares e também em unidades de saúde. A primeira dose foi aplicada em março deste ano.     O secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, lembrou que a vacina protege contra quatro subtipos do HPV (6, 11, 16 e 18). Os subtipos 16 e 18 são responsáveis por 70% dos casos de câncer de colo de útero, enquanto os subtipos 6 e 11 respondem por 90% das verrugas anogenitais. Jarbas alertou que a aplicação da segunda dose, seis meses após a primeira, é fundamental para garantir a imunização. “Sem a segunda dose da vacina, não há proteção”. O ministro da Saúde, Arthur Chioro, elogiou a taxa de cobertura de 87% na aplicação da primeira dose. Ao todo, 4,3 milhões de meninas entre 11 e 13 anos foram imunizadas. Chioro também reforçou a importância da segunda dose, cobrando forte mobilização dos estados e municípios e das redes pública e privada de educação. “Precisamos garantir uma cobertura de pelo menos 80% na segunda dose”, disse. “Com toda certeza, o sucesso da segunda fase vai se repetir neste momento e, com isso, vamos reescrever a história do câncer de colo de útero neste país”, completou. A vacina também está disponível nos postos de saúde para meninas que ainda não tomaram a primeira dose. Para receber a segunda dose, basta apresentar o cartão de vacinação ou documento de identificação. A terceira dose da vacina será aplicada cinco anos após a primeira. Em 2015, a vacina será oferecida para meninas de 9 a 11 anos e, em 2016, para meninas de 9 anos. O ministério reforçou a importância do uso do preservativo como proteção contra as demais doenças sexualmente transmissíveis e da realização do exame conhecido como papanicolau em mulheres a partir dos 25...

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Governo simula contágio por Ebola
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Aumentam vendas de fertilizantes
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Aumentam vendas de fertilizantes

Sexta-feira, 29 de agosto de 2014 às 16h59 Pesquisadores do IEA preveêm novo recorde de vendas de fertizantes em 2014 As entregas de fertilizantes aos produtores brasileiros, no primeiro semestre de 2014, totalizaram 12.987 mil toneladas, superando em 6,9% o recorde apresentado para o mesmo período em 2013, informa o Instituto de Economia Agrícola (IEA/Apta) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Essa maior demanda reflete a antecipação de compras para a safra 2014/15 aproveitando a retração dos preços dos fertilizantes e o aumento nas vendas para o milho safrinha e trigo.   Entre janeiro e junho de 2014, o Estado do Mato Grosso, maior produtor nacional de soja e algodão, liderou o ranking nas entregas (2.735 milhões de toneladas de produtos), sendo responsável por 21,1% do total nacional. Na região Sudeste, as vendas aumentaram em Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro. “O estado de São Paulo, porém, registrou queda nas entregas de 7,3%, influenciado pela redução da demanda da cana-de-açúcar em razão da severa estiagem ocorrida no primeiro trimestre do ano, época de plantio de novos talhões”, afirmam Célia Roncato Ferreira e Celso Vegro. Entretanto, dada a sazonalidade típica nas vendas de fertilizantes, pode ocorrer recuperação parcial ou até total nas vendas em São Paulo, completam os pesquisadores do IEA. Em 2013, as vendas de fertilizantes no Brasil cresceram 5,2% em relação ao ano anterior, perfazendo o total de 31.082 milhões de toneladas de produtos, quantidade que se constituiu em recorde histórico. Em 2013, aumentaram as importações brasileiras de fertilizantes (10,5%), as quais totalizaram 21.619 milhões de toneladas de produtos. O cloreto de potássio continuou sendo o principal produto importado, respondendo por 35,3% do total. No caso das matérias-primas para produção de fertilizantes, houve incremento nas importações de apenas 1,8% no referido período. A demanda por fertilizantes para a safra 2014/15 permanece aquecida. Segundo fontes do setor, mesmo diante de um cenário de baixa nos preços internacionais de grãos, sobretudo milho e soja, estima-se novo recorde nas entregas de fertilizantes ao consumidor final no Brasil em 2014. A previsão é de que a comercialização de fertilizantes atinja cerca de 32 milhões de toneladas de produto, acima da quantidade observada em 2013, que foi de 31.082 milhões de...

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Mooca e Freguesia do Ó comemoram aniversários
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