Aécio sobre o escândalo: “É algo institucionalizado”, disse
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Aécio sobre o escândalo: “É algo institucionalizado”, disse

Sexta-feira, 10 de outubro de 2014, às 20h50 Aécio Neves, considera “algo institucionalizado”, a corrupção na estatal, falando sobre denúncia de ex-diretor da Petrobras. Vladimir Platonow – Repórter da Agência Brasil Edição: Carolina Pimentel O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, disse hoje (9) que as declarações do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef sobre irregularidades na estatal apontam para “algo institucionalizado” na empresa. “O que parece nas denúncias de hoje é que sim [ao ser questionado sobre se a corrupção era institucionalizada]. Porque segundo, não a oposição, segundo alguém que fazia parte desse esquema”, disse. “Aquilo que era chamado pelo governo de malfeito, de desvio de conduta, de caráter, do que quer que fosse, agora chega de forma institucional a um partido político”, acrescentou em entrevista coletiva, na sede de campanha do partido. Em depoimento à Justiça Federal, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, disse que empreiteiras repassavam 3% do valor de contratos superfaturados da empresa ao PP, PT e...

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É a lama, é a lama, é a lama…
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É a lama, é a lama, é a lama…

Sexta-feira, 10 de outubro de 2014, às 19h15 – Atualizado às 19h43 Mais uma vez, o país dos boeings da Embraer e dos mosquitos da dengue, se vê petrificado, agora com as declarações de um ex-diretor da Petrobras. Público, gravado e na internet o depoimento à Justiça parece ter surtido algum efeito. Gerson Soares A comparação entre os boeings e o mosquito foi feita durante uma reportagem publicada pela revista Veja, há algum tempo, mas sempre nos lembramos disso quando as situações assumem diferenças tão gritantes quanto aquela. Qualquer brasileiro, que tenha o mínimo de envolvimento político, sabe que a Petrobrás é uma mãe, para cujos braços não faltam candidatos. Algumas das empresas citadas em depoimento pelo ex-diretor José Roberto Costa, na quarta-feira (8), amplamente divulgado, são conhecidas não só pela longevidade, mas pelo envolvimento com escândalos, maiores ou menores, em vários níveis governamentais há décadas. Resguardamo-nos, da citação desses nomes – apesar de nos áudios divulgados estarem bem claros – em favor da ética. Sobre os depoimentos apresentados, o que mais assusta são os detalhes, pois o fato de empresas ganharem concorrências, privilégios em troca de propinas e pagamentos a setores do governo e partidos, isso já é conhecido de longa data e motivo de tamanha mobilização da imprensa. Os meandros da iniquidade corruptiva na política são tão medonhos que décadas passam antes que venham totalmente à tona, como agora. Aécio Neves, concorrente ao Palácio do Planalto, diz ser esse fato uma instituição; Dilma disse que ela mesma demitiu José Roberto Costa. Mas condena a exposição dos depoimentos que tomam a dimensão de uma bomba atômica, bem nos dias que precedem o segundo turno da eleição que pode lhe dar um segundo mandato. Num dos países das chamadas repúblicas das bananas, nome que já não cabe ao Brasil em razão de sua evolução industrial – que apesar da insistência de corruptos e corruptores, se ergue a cada dia trabalha e produz honestamente –, mas com escândalos como este fica sem rivais na América Latina, em matéria de o quanto ainda pode ser corrupto. Dilma dizer que seu partido empreende uma luta sem trégua contra os corruptos, ora senhoras e senhores, isso é balela! Se a divulgação dos áudios é justa e se irá prejudicá-la, este peso não pode ser jogado totalmente contra a oposição. O Ministério Público está agindo de acordo com a lei, tão utilizada à exaustão pelos advogados dos envolvidos no Mensalão, a ponto de os réus terem privilégios e foros jamais imaginados por alguém que furta um pedaço de pão ou um pote de margarina (não custa nada lembrar) para matar a fome – que...

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Zavascki nega acesso à delação de Paulo Roberto Costa
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Zavascki nega acesso à delação de Paulo Roberto Costa

Sexta-feira, 10 de outubro de 2014, às 19h15 CPI Mista da Petrobras terá de esperar, mas a bomba já foi acionada. Agência Senado – O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou à CPI Mista da Petrobras o acesso às declarações sigilosas do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa à Justiça prestadas em razão de delação premiada. O pedido havia sido feito e reiterado pelo presidente da CPI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB).     O argumento do senador era de que, com a homologação, no final da semana passada, do acordo de delação firmado pelo ex-funcionário da estatal, a comissão poderia ter acesso às informações, que estão protegidas por segredo de justiça. No despacho em que negou o pedido, o ministro afirma que os dados ainda estão protegidos pelo sigilo previsto na Lei 12.850/2013. De acordo com Zavascki, o acordo de colaboração premiada só deixa de ser sigiloso assim que recebida a denúncia, o que ainda não ocorreu. Em entrevista na quarta-feira (8), o relator da CPI, deputado Marco Maia (PT-RS), disse que, mesmo com uma possível negativa, a CPI continuaria trabalhando. Para ele, no entanto, a delação traria elementos novos que, ausentes, podem prejudicar a elaboração do relatório. – Nós não poderemos produzir um relatório se nós não tivermos acesso a essa delação premiada. Ele será falho, não vai ter todos os elementos do processo de investigação – avaliou. Preso na Operação Lava Jato, da Polícia Federal, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa confessou envolvimento em negociatas na estatal. Para diminuir as penas e livrar seus familiares de processos, Paulo Roberto devolveu dinheiro e fez um acordo de delação premiada com a Justiça Federal, revelando nomes de políticos, diretores da Petrobras e executivos de empreiteiras envolvidos em esquemas de corrupção relacionados a inúmeros contratos da...

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1932: Um relato inédito
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