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A Marquesa de Santos
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A Marquesa de Santos

Sábado, 25 de outubro de 2014, às 17h02 Domitila de Castro Canto e Melo nasceu em São Paulo no dia 27 de dezembro de 1797, filha de Escolástica Bonifácia de Toledo Ribas e do português João de Castro Canto e Melo, que ocupava a função de ajudante militar, na ocasião de seu nascimento. Museu da Cidade – Aos 16 anos de idade, casou-se com o alferes mineiro Felício Pinto Coelho de Mendonça (1798-1833), oficial pertencente ao Corpo dos Dragões de Vila Rica, cidade para a qual mudaram-se após o casamento e onde nasceram seus dois filhos. Em 1819, após ser agredida pelo marido, voltou para a casa dos pais grávida de João, falecido poucos meses depois. Em agosto de 1822 conheceu D. Pedro (1798-1834) e, em seguida, foi viver na Corte. Em virtude desse romance, foi agraciada com títulos de nobreza: Baronesa, em 1824; Viscondessa, em 1825 e Marquesa de Santos, em 1826. Bem como seu pai com o título de visconde em 1827 e seus irmãos se tornaram gentis-homens da Imperial Câmara. Teve cinco filhos com D. Pedro I, dos quais apenas duas filhas sobreviveram, no entanto, ambas ilegítimas e reconhecidas pelo pai posteriormente. Uma delas, Isabel Maria, agraciada com o título de Duquesa de Goiás e tratamento de Alteza, nasceu em 1824, ano do divórcio do primeiro casamento de sua mãe. Nessa época, a obtenção do divórcio somente era possível se houvesse a alegação de agressão por parte do marido e se, a abertura do processo, fosse encabeçada por um homem. Nesse caso, Domitila contou com o apoio de D. Pedro. A outra filha, Maria Isabel II, apenas reconhecida por D. Pedro I em seu testamento, nasceu em São Paulo em 1830. Desde 1829 Domitila havia se fixado novamente em São Paulo. Trazia consigo a quantia de 300 contos de réis em apólices, além da garantia de um conto de réis mensal. Em 1834 adquiriu o Solar por onze contos e quatrocentos mil réis, o qual passou por reforma durante dois anos. Nessa época, conforme consta em seu testamento, fez um contrato de segundas núpcias com o Brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar (1794-1857) “não pelo costume e leis do Império, mas por pacto exclusivo de comunhão de bens”. O contrato de dote, contrato pré-nupcial, podia ser acertado entre cônjuges abastados com a intenção de proteger os bens de cada um dentro do sistema de comunhão de bens. Somente legitimou o casamento na igreja no ano de 1842, em Sorocaba. Com o segundo marido teve mais seis filhos, dos quais dois faleceram. Faleceu em 3 de novembro de 1867 e foi sepultada no Cemitério da Consolação onde ela doou...

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Fernanda e suas irmãs na descida da Apucarana em 1945
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Fernanda e suas irmãs na descida da Apucarana em 1945

Sábado, 25 de outubro de 2014, às 11h45 Dona Fernanda, as chácaras na Apucarana e a torre preservada do Lar Sírio-Libanês Gerson Soares É difícil imaginar, mas a Rua Apucarana já teve o aspecto desta imagem, cedida por dona Fernanda, que em Fevereiro de 2001 nos pediu para prestar uma homenagem à sua mãe, Adelaide da Ressureição, imigrante portuguesa que segundo sua própria linguagem, a mãe “lutou muito para criar os seis filhos”, chegando ao Tatuapé em 1930. Fernanda (com cinco anos), Olimpia (a irmã mais velha com doze) e o irmão Antonio (vinte meses), ficaram em Portugal, na casa de parentes, enquanto a mãe Adelaide e o pai João Manuel Fernandes vieram para o Brasil com Luiza, Esperança e outra filha para nascer (Maria). Essa história comovente ainda contaremos, mas saiba que quando conseguiu juntar-se a mãe e aos irmãos no Brasil cinco longos anos haviam passado.     A fotografia acima foi feita em 25 de Setembro de 1945, há 69 anos. O jovem fotógrafo era Manoel, filho do proprietário da Chácara Olga, localizada onde hoje está a ETC Martin Luther King. Além de chacareiro, o rapaz gostava de fotografar e fez esta imagem para flertar com Fernanda, que acompanhada de suas irmãs voltavam da única padaria próxima, que ficava na Rua Vilela. A brincadeira valeu, porque anos depois eles casaram e tiveram uma união muito feliz, até quando Manoel faleceu. A moça, que só viu a imagem revelada depois de casada, lembra que “por ali só existiam chácaras e a minha ficava próxima às ruas Emílio Mallet e Apucarana” (Alô Tatuapé, nº 47 | Abril/2001). As construções modernas tomaram o lugar das hortas, mas graças ao amor de Manoel e Fernanda podemos conhecer o passado, repleto de carinho e dedicação dos imigrantes que cultivavam a terra em busca do sustento das suas famílias, não sem grandes sacrifícios e abnegação. Este relato histórico, faz parte da obra “Memórias do Tatuapé – A história contada por quem viveu”, publicada desde 1993 pelo Alô Tatuapé. Assuntos relacionados: 1956: 1ª Turma do Ascendino Largo N. Sra. da Conceição CERET e o Jardim Anália Franco Largo Nossa Senhora do Bom Parto Tatuapé 346 anos: Rua Azevedo...

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Debate na Globo foi criativo com perguntas populares
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Debate na Globo foi criativo com perguntas populares

Sábado, 25 de outubro de 2014, às 08h41 – atualizado às 10h51   Gerson Soares Apesar de toda a isenção que a ética nos propõe é impossível e seria antipatriótico não comentar as evasivas de Dilma Roussef a todas as perguntas. O debate de ontem (24), promovido pela Rede Globo de televisão, teve na criatividade um ponto a favor da monotonia dos últimos encontros entre os candidatos à presidência do país, onde os assuntos naturalmente podem ser os mesmos, como educação, saúde, inflação, segurança ou habitação, porém as questões mais prementes são criteriosamente evitadas pela candidata do PT. Se buscamos por justiça e isenção para que a opinião jornalística não tenha o peso de adernar para este ou aquele lado, restringindo-nos aos fatos apenas, é por essa razão que não podemos deixar de comentar as evasivas de Dilma Roussef (PT), até mesmo quando se tratou das perguntas populares. É notória a titubeação da atual presidente e candidata à reeleição, suas respostas deixam a desejar e sua fala é estritamente para leigos, pois não há no país quem esteja minimamente informado sobre o novo escândalo que tenha se contentado quanto à sua posição nos casos do Mensalão e Petrolão, quando tergiversou. Seria injusto para com a Democracia aceitar caladamente a maneira como Dilma tratou até aqui, todos os assuntos levantados nos debates, os quais acompanhamos. Posar para fotos com o ex-presidente Lula numa das áreas do Rio São Francisco onde a água corre muito lentamente, não justifica os rios de dinheiro que a obra já levou. Falar que vai melhorar a saúde depois que for reeleita é uma afronta. Falar sobre o (santo) Pronatec, quanto a área educacional não melhora as péssimas condições do ensino no país, investigadas pelo MPEduc (Ministério Público da Educação), criado exclusivamente pelo Ministério Público Federal para esse setor. Não é justo que em nome da isenção partidária o jornalismo não deva esclarecer à população sobre os fatos que ocorrem diariamente. As mais diversas áreas de atuação do governo federal estão sob alguma investigação, como a de extração de petróleo e a própria Petrobrás. O Amazonas está sendo lentamente consumido, como se fantasmas lhe arrancassem um naco todas as assombradas noites, sem que o governo tome uma atitude real ao invés de medidas paliativas. Estes e outros vários pontos existem de verdade contra o atual governo, que teve 12 anos para se sustentar e manter-se, mas não avançou o quanto deveria e poderia. Já diziam os especialistas internacionais do mercado financeiro há pelo menos cinco anos, em meio ao início das crises europeia e americana: “O único motivo para que o Brasil não avance é a...

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Agropecuária brasileira: origem natural e humana
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Agropecuária brasileira: origem natural e humana

Sábado, 25 de outubro de 2014, às 07h59 Indicação geográfica: Pesquisadora do IEA apresenta panorama da legislação e registro no Brasil. O Brasil possui um grande número de produtos agropecuários com qualidade diferenciada e que podem ter identidade vinculada a sua origem geográfica, cultural, biológica, climática e étnica, informa o Instituto de Economia Agrícola (IEA/Apta) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.     “A IG, assim como as marcas e os nomes comerciais, tem como objetivo diferenciar os produtos e indicar a sua origem comercial ou geográfica. Por agregar valor ao produto, a IG pode propiciar o desenvolvimento local gerando renda adicional ao produtor rural”, afirma Geni Satiko Sato, pesquisadora do IEA. Existem duas modalidades de IG: Indicação de Procedência (IP) e Denominação de Origem (DO). A definição de IG é apresentada no artigo 176 da Lei n. 9.279/1996. A IP indica o nome geográfico que tenha se tornado conhecido pela produção ou fabricação de determinado produto, ou prestação de determinado serviço. A DO indica o nome geográfico do local que designa produto, ou serviço, cujas qualidades ou características se devam exclusiva ou essencialmente ao meio geográfico, incluídos os fatores naturais e humanos. Até 30 de setembro de 2014, foram registrados no INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial) 5 DOs e 20 IPs de produtos oriundos do setor agrícola brasileiro. No total, 37 produtos possuem IGs no Brasil; no entanto, ainda há muito trabalho a ser realizado nesta área, pois países europeus, como a França, possuem mais de 500 selos distintivos de...

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