Grafiteiros levarão sua arte à Avenida 23 de Maio
nov09

Grafiteiros levarão sua arte à Avenida 23 de Maio

Domingo, 9 de novembro de 2014, às 14h44 Avenida 23 de maio ganhará um dos maiores corredores de grafite da América Latina. Trabalho envolverá mais de 200 artistas na produção de 15 mil metros quadrados de arte em 70 muros, entre o Terminal Bandeira e o antigo Detran. Intervenção poderá ser expandida para outros locais da cidade. SECOM / PMSP – Mais de 70 muros da avenida 23 de maio, entre o Terminal Bandeira e a passarela Ciccilio Matarazzo, em frente ao Museu de Arte Contemporânea (MAC), antigo Detran, ganharão intervenções de grafite a partir da primeira semana dezembro. O projeto feito pela Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, reunirá mais de 200 artistas na produção de 15 mil metros quadrados de murais com a arte urbana. A ideia é que o projeto seja concluído entre o fim de janeiro e início de fevereiro, se tornando um dos maiores corredores de grafite da América Latina, a frente dos murais da Copa do Mundo, na zona leste, até então considerado o maior. O anúncio aconteceu na tarde desta sexta-feira (7) durante reunião entre o prefeito Fernando Haddad, o secretário Juca Ferreira (Cultura) e um grupo de artistas que participam da curadoria do projeto e ajudam a escolher grafiteiros que participarão da iniciativa. Além dos materiais para a produção do grafite, a Prefeitura auxiliará na segurança dos artistas com a Guarda Civil Metropolitana (GCM), na limpeza dos muros, ampliação da iluminação e corte de grama com a Coordenação das Subprefeituras e a Secretaria Municipal de Serviços. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) dará apoio na organização do trânsito durante o trabalho. “Esse tipo de arte existe no mundo inteiro, mas aqui em São Paulo, é um dos mais desenvolvidos, porque foi assimilada pela paisagem urbana. Essa arte tem a função de dialogar, colorindo o cinzento da cidade, substituindo muros frios e que dividem por muros artísticas que melhoram o padrão e humanizam a cidade”, afirmou Juca Ferreira. “A ideia é de trazer a arte para a rua, humanizar a cidade e democratizar o acesso a arte”, afirmou. Para se ter uma ideia do tamanho do projeto, o grafite nos muros da Linha-1 Vermelha do Metrô, no caminho da Arena Corinthians, em Itaquera, na zona leste, contava com menos de 10 mil metros quadrados e quatro quilômetros de extensão. O projeto da 23 de maio atingirá de 5,4 quilômetros de extensão de muros em 15 mil metros quadrados. “Estamos contentes com essa porta aberta, temos muita coisa para fazer e a 23 de maio é só o começo. Vamos apresentar projetos para as quebradas, a periferia...

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nov09

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Domingo, 9 de novembro de 2014, às 11h48 Gerson Soares Para um sistema totalitário e cruel, a queda do muro, erguido para separá-lo daqueles que discordavam de suas ideias e ideais, seria inimaginável à época do auge das suas convicções. Esta imagem também nos remete de certa forma, a um tempo utópico, futurista, para uma cidade massacrada pela ignorância e a ambição. Enquanto na distante Alemanha se erguia um muro a custa de vigilância pesada, tiros e mortes. Em São Paulo, erguia-se um monumento à falta de consciência ecológica, de desrespeito à natureza, aviltando a beleza e a história do Rio Tietê. Em troca disso, o ganho fácil e o distanciamento do trabalho difícil que levaria às soluções mais inteligentes para o crescimento da grande metrópole que fazia saltar os olhos dos mais adiantados países do mundo, inclusive dos alemães. “Sonhar não custa nada, e meu sonho é tão real”, dizem os versos do samba-enredo da escola de samba Mocidade Independente de Padre Miguel do Rio de Janeiro, vencedora do Carnaval de 1992. Com a reprodução desses versos, que ainda têm “não se paga pra sonhar”, fica o sonho de que um dia as novas gerações de paulistanos, possam se sentar tranquilamente às margens desse rio que somente pela sua trajetória – que da nascente segue para o interior ao invés de se dirigir ao mar –, já mereceria algum estudo antes de lhe impor um destino tão cruel. À comparação feita aqui, deve ser dada a devida proporção; quer ela ser apenas, a afirmação de que quando se tem vontade tudo é possível. Até mesmo que toda a poluição do Tietê e do Pinheiros, seja lembrada com singelos balões, daqui a algum tempo.   Assuntos relacionados Tietê na história paulista Tietê: o rio de São Paulo Rios despoluídos seriam alternativa para abastecimento...

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