APM se solidariza com pacientes vítimas de abusos dos planos de saúde


Quarta-feira, 8 de abril de 2015, às 15h53

Novos casos de descumprimento contratual estarrecem cidadãos. Classe médica também sofre com desmandos.

Associação Paulista de Medicina – Denúncias de novos descasos contra pacientes de planos de saúde foram exibidas no Bom Dia Brasil, noticiário nacional da Globo. Simultaneamente o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), divulgou que o setor foi o líder de reclamações entre seus associados do, segundo balanço dos atendimentos de 2014 em todo o país.

 

Planos de Saúde cobram caro e criam entraves quando deveriam oferecer facilidades e principalmente humanidade. Sobrefoto: aloart

Planos de Saúde cobram caro e criam entraves quando deveriam oferecer facilidades e principalmente humanidade. Sobrefoto: aloart

 

As queixas, embora diferentes, têm em comum o fato de que as pessoas ficarem reféns do setor da saúde suplementar. No Rio de Janeiro, há o caso de uma senhora que não consegue fazer uma cirurgia porque a operadora alega que o material necessário está em falta no fornecedor. Ela paga mais de R$ 900 de mensalidade. Em São Paulo, paciente em tratamento contra um câncer teve o plano, pertencente à empresa do marido, rescindido. E nenhum dos seis outros planos que ela procurou aceitou-a como usuária.

Lamentavelmente são situações recorrentes e se acumulam nos órgãos de defesa do consumidor ou na esfera judicial. De acordo com levantamento feito no Rio de Janeiro e em São Paulo por advogados, o número de processos contra convênios empresariais aumentou 19% em 2014, isso a despeito dos reajustes estratosféricos praticados no setor.

Há anos Associação Paulista de Medicina (APM) e o conjunto das entidades médicas denunciam tais desmandos. Aliás, pesquisa do Instituto Datafolha, encomendada pela APM cerca de um ano atrás, constatou a insatisfação e decepção dos pacientes: 79% afirmaram dos entrevistados afirmam ter enfrentado algum tipo de entrave ao utilizar o convênio nos 12 meses anteriores.

“Pacientes que necessitam de cirurgias ou procedimentos de maior complexidade têm hoje grande dificuldade de realizá-los, muitas vezes sem explicação razoável. A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), ciente destes problemas, editou algumas resoluções estipulando prazos máximos para a espera do atendimento, porém, na prática, o resultado é pequeno, pois os instrumentos de que dispõe o órgão regulador, como a suspensão da venda de novos planos, pouco impacto causa às operadoras ou seguradoras”, afirma Florisval Meinão, presidente da APM.


Atualmente, 64 operadoras em todo o país funcionam sob regime de direção fiscal – quando um agente nomeado pela ANS acompanha a gestão. Outras 74 estão em processo de fechamento. Nesses casos, os antigos usuários conseguiram transferência para outros planos. “Recomendamos aos que enfrentam qualquer problema e precisam de uma solução com urgência, que procurem a Justiça, que possui condições de resolver de imediato os casos”, complementa Florisval. “Nós, os médicos, prosseguiremos alinhados com os pacientes, denunciando e nos contrapondo aos abusos. Inclusive porque também somos vítimas das empresas. Pesquisa junto à classe, realizada pelo Datafolha, também por solicitação da APM, atesta que 9 entre cada 10 profissionais de medicina sofrem pressões para reduzir exames, pedidos de internação, antecipar altas, entre outros desmandos. Trata-se de um atentado contra a saúde”.


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