Aprovada pena de prestação de serviços comunitários para crime de pichação


Sábado, 2 de maio de 2015, às 15h48


Os serviços deverão estar relacionados, preferencialmente, a ações de conservação de edificações, patrimônio ou vias públicas.

Agência Câmara – O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou na última quarta-feira (29) o Projeto de Lei 985/15, do deputado Domingos Neto (Pros-CE), que muda a pena para o crime de pichação ou degradação de edificação ou monumento urbano. Como o projeto tramita em conjunto com o PL 3187/97, do Senado, a matéria voltará àquela Casa para nova análise.

 

Largo Nossa Senhora do Bom Parto, no Tatuapé, bairro de São Paulo, caracterizado como de classe média a média alta. Foto: aloimage

Largo Nossa Senhora do Bom Parto, no Tatuapé, bairro de São Paulo, caracterizado como de classe média a média alta. Foto: aloimage

 

De acordo com o texto aprovado pela Câmara, uma emenda do deputado Alessandro Molon (PT-RJ), a pena prevista na lei sobre condutas lesivas ao meio ambiente (Lei 9.605/98), de detenção de 3 meses a 1 ano e multa, passará a ser de prestação de serviços à comunidade por até cinco meses.

Os serviços deverão estar relacionados, preferencialmente, a ações de conservação de edificações, patrimônio ou vias públicas. Fará parte da pena também a reparação do dano à vítima. Em caso de reincidência, a pena prevista de prestação de serviços será aplicada pelo prazo máximo de 10 meses.

Tempo de detenção

O texto original do PL 985/15 dobrava a pena atual e previa que o condenado perderia os benefícios sociais de diversos tipos, entre os quais os do Bolsa Família.

Para o deputado Alessandro Molon, o aumento da pena de detenção não traria a diminuição da prática. “Aumentar o tempo de pena vai fazer com que o infrator se torne um criminoso pior”, disse.

 

Placa da prefeitura na mesma praça do Tatuapé: diferente dos grafiteiros, "ato de pichar é desafio as autoridades e às regras estabelecidas", segundo os próprios pichadores. Justificativa, para distúrbios psicóticos. "O neurótico constrói um castelo no ar. O psicótico mora nele. O psiquiatra cobra o aluguel". Jerome Lawrence. Foto: aloimage

Placa da prefeitura na mesma praça do Tatuapé: diferente dos grafiteiros, "ato de pichar é desafio as autoridades e às regras estabelecidas", segundo os próprios pichadores. Justificativa, para distúrbios psicóticos. "O neurótico constrói um castelo no ar. O psicótico mora nele. O psiquiatra cobra o aluguel". Jerome Lawrence. Foto: aloimage

 

O líder do Psol, deputado Chico Alencar (RJ), também foi contra o aumento do tempo de detenção e criticou o que ele chamou de “culto ao penalismo com supressão de benefícios”.

O deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS), no entanto, defendeu o aumento da detenção para inibir “a ação de vândalos que têm a certeza da impunidade”. “É hora de acertar as contas com aqueles que cometem pichações e estragam monumentos públicos”, disse.

Programas sociais

A pena de exclusão de programas sociais, para Molon, seria preconceituosa e aumentaria a exclusão social. Já o autor do projeto, deputado Domingos Neto, defendeu a retirada de benefícios sociais dos pichadores. “Não podemos deixar o governo financiar o crime. É isso que está acontecendo hoje. Pichador é uma forma de entrar no crime organizado.”

Reportagem – Eduardo Piovesan e Tiago Miranda
Edição – Pierre Triboli

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