Como proteger seus filhos dos mosquitos


Terça-feira, 6 de outubro de 2015, às 17h05


À chegada dos meses mais quentes do ano, com temperaturas elevadas e chuvas intercaladas, configura as estações primavera e verão como as mais propícias à proliferação e multiplicação de mosquitos – bebês e crianças são os mais sensíveis às picadas desses insetos, principalmente pernilongos e borrachudos.

Medidas como dedetização, além de evitar água acumulada e parada nos ambientes da casa, evitam criadouros. Os repelentes podem ser físicos, químicos (sistêmicos, ambientais ou tópicos), eletrônicos, luminosos e aparelhos ultrassônicos que podem ter eficácias controversas.

saude mosquitosProteja-se

“Barreiras físicas, como mosquiteiros, ajudam a afastar os insetos. Porém, é necessário usá-lo com segurança, observando seu material, que deve ser com tramas finas, capazes de boa ventilação e impedir a passagem do inseto, assim como não ficar dentro do berço, para prevenir estrangulamentos, e estar a uma altura suficiente para que a criança/bebê não possa alcançá-lo”, informa dr. José Gabel, membro do Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial e Primeiros Cuidados da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP).

A tradição popular contém algumas superstições também: ingestão de vitamina B, de alho e cebola, e a aplicação de fumo no corpo são tentativas de adquirir a proteção pelo odor. Todavia, nenhuma dessas fórmulas tem orientação para bebês e crianças.

Quanto aos repelentes, o médico alerta para nunca utilizar antes dos dois meses. “Após essa idade, os pais devem ler os rótulos e bulas dos produtos, a fim de saber o que estão aplicando em seus filhos”.

É importante, também, deixar longe do alcance das crianças, não deixá-las aplicar sozinhas, espalhar em toda a parte exposta do corpo e lavar bem as mãos após utilizar. “Não pode passar quando a pele estiver irritada ou infeccionada. Áreas próximas aos olhos, boca, narinas e genitais também não devem receber o repelente”, afirma Gabel.

saude mosquitFui picado, e agora?

Os principais cuidados são quanto à higiene, de tal forma a evitar que as picadas sejam contaminadas e levem a processos inflamatórios e infecciosos. Ou seja, deve-se lavar o local e não coçar. O que ocorre a partir da picada varia de pessoa para pessoa. Fora os incômodos, os mosquitos são vetores em potencial.

A picada do inseto pode causar desde um simples ponto avermelhado com discreta coceira, com duração de até dois dias, até levar a quadros de prurido intenso e se manifestar com placas de alergia e urticária que, eventualmente, poderá requerer atendimento hospitalar e internação.

“Os pais devem sempre ficar alertas para identificar o surgimento de secreção, ou se o local ficar muito extenso, avermelhado e inchado após a picada. O pediatra e o serviço de saúde devem sempre ser acionados em casos de dúvidas”, conclui.

Foto: divulgação / aloart+

Crianças e tecnologia: os problemas do uso exagerado. Foto: divulgação / aloart+

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