Crianças também podem ter AVC


Terça-feira, 24 de abril de 2018 às 13h40


Frequentemente associado a adultos, o Acidente Vascular Cerebral (AVC) pode ocorrer em qualquer faixa etária. Recém-nascidos e crianças com doenças cardíacas, alterações dos vasos cerebrais ou doenças genéticas que propiciem a formação de trombos (coágulos que impedem a circulação do sangue) são mais propensas a sofrer com a enfermidade.

As causas do AVC infantil são diferentes do que nos adultos. Elas também diferem entre os AVCs que ocorrem durante a gestação ou nas primeiras semanas de vida, os chamados AVCs perinatais, e aqueles que ocorrem após esse período.

 

AVC em crianças: a boa notícia é que pode ser evitado, em alguns casos. Foto: divulgação / ABN

 

“No caso de AVC perinatal, existem fatores de risco relacionados à gestante, como a hipertensão arterial sistêmica e diabetes, pré-eclâmpsia, uso de drogas ilícitas, e outros relacionados ao recém-nascido, como distúrbios hematológicos (no sangue), doenças cardíacas, infecções, traumas e desidratações. Já entre os fatores de risco associados ao AVC na infância e adolescência são mais comuns as doenças arteriais, as cardíacas e as hematológicas”, explica a neurologista Ana Carolina Coan, vice-coordenadora do Departamento Científico de Neurologia Infantil da ABN (Academia Brasileira de Neurologia).

O sintoma mais comum do AVC infantil é a paralisia de um dos membros ou de um lado do corpo. Dificuldade de falar ou compreender o que ouvem e na articulação da fala, tontura, desequilíbrio e visão dupla também são observados. Diferente do que ocorre no adulto, em crianças outros sintomas comuns são crises epilépticas, dores de cabeça, confusão, irritabilidade e alterações do comportamento.

Já nos casos perinatais, o sintoma mais comum é a crise epiléptica. O recém-nascido pode apresentar-se sonolento ou com alteração do padrão da respiração. Muitas crianças ficam assintomáticas nas primeiras semanas ou meses de vida. “Após o período neonatal, a criança pode apresentar qualquer sintoma ou sinal neurológio súbito”, reforça a neurologista.

O diagnóstico é feito a partir de exame de imagem, como tomografia. Em casos de recém-nascidos, eles podem eventualmente ser identificados em exame de ultrassom pré-natal.

O AVC na infância se diferencia dos ocorridos em adultos em relação aos fatores de risco, sintomas e também em relação ao tratamento. No caso de adultos, existe a possibilidade de usar medicação nas primeiras horas após o acidente para dissolver o coágulo e diminuir as chances de sequelas neurológicas. Em crianças, a segurança e eficácia do uso dessa medicação ainda não foram determinadas.

Caso o responsável perceba que a criança ou o adolescente está tendo um AVC, deve encaminhá-la rapidamente para um serviço de emergência médica.

“Após esses primeiros cuidados da fase aguda, é importante prosseguir com a investigação das possíveis causas associadas ao AVC, além do início, o mais precocemente possível, de terapias de reabilitação, como fisioterapia, fonoterapia e terapia ocupacional. Esse passo é muito importante, pois o AVC na infância apresenta impacto significativo no neurodesenvolvimento, com a possibilidade de dificuldades físicas e intelectuais a longo prazo”, explica a médica.

A boa notícia é que, em alguns casos, o AVC pode ser evitado. Há alguns fatores de risco associados aos AVCs na infância, como doenças gestacionais maternas que podem ser identificados e tratados, evitando-se, assim, a sua ocorrência.

medicinasaude

Acesse a nova página especial sobre Medicina&Saúde, onde encontra todos os os posts do site sobre o assunto com um só clique. Ilustração: aloart

Leia mais sobre
MEDICINA&SAÚDE

Leia as últimas publicações

Recent Videos

Paulo Guedes explica a reforma da Previdência, vídeo
Parceria entre Brasil e Inglaterra em alto mar
Ministro da Justiça e Segurança Pública apresenta projeto de Lei Anticrime
Mensagem do Presidente ao Congresso Nacional
Veja como foi a festa e a distribuição do bolo dos 465 anos no Bixiga
Segundo dia do presidente no Fórum Econômico Mundial
Faça um passeio pelo “solo alienígena” do exoplaneta TRAPPIST-1d
Cineasta sueco registrou a paisagem carioca vista do morro
  • Paulo Guedes explica a reforma da Previdência, vídeo

  • Parceria entre Brasil e Inglaterra em alto mar

  • Ministro da Justiça e Segurança Pública apresenta projeto de Lei Anticrime

  • Mensagem do Presidente ao Congresso Nacional

  • Veja como foi a festa e a distribuição do bolo dos 465 anos no Bixiga

  • Segundo dia do presidente no Fórum Econômico Mundial

  • Faça um passeio pelo “solo alienígena” do exoplaneta TRAPPIST-1d

  • Cineasta sueco registrou a paisagem carioca vista do morro

Categorias

alotatuape

Autor: alotatuape

Share This Post On

Enviar um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*