“Direitos humanos para humanos direitos”. A Grécia antiga refutaria esta ideia?


Segunda-feira, 27 de abril de 2015, às 08h15


A frase tão decantada vem à tona diante da turbulência por que passa o Distrito Federal, na sua porção mais sensível, o Congresso Nacional. A política em torno da aprovação ou rejeição da lei que reduz a maioridade penal para os 16 anos, está por toda parte, em todos os lares.

Gerson Soares

Tatuapé | SP – Aqui no Tatuapé, bairro da maior atividade no ramo imobiliário, ocorreu a ascensão do filho de imigrantes portugueses, conhecido por todos como Mané da Ação, amado por muitos e odiado por tantos outros. Vindo diretamente das barracas de feira, mais exatamente de uma banca de tomates, onde seu talento e tino já demonstravam as suas aptidões comerciais – descrevo aqui as minhas próprias impressões, baseado nas conversas que tínhamos – tornou-se o maior vendedor de imóveis da região Leste de São Paulo. Tendo recebido várias vezes o Top Imobiliário, prêmio instituído pelo jornal O Estado de São Paulo.

 

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Sobrefoto: aloimage. Foto: Stock Photo

 

Para vender e alugar imóveis e comercializar os mais diversos lançamentos do mercado imobiliário na região, principalmente no Tatuapé e Jardim Anália Franco, há quase duas décadas ele criou um jornal semanal, onde também expunha suas ideias, através de reportagens inusitadas. Certa vez, o seu jornal chamado “Ação”, saiu com a seguinte manchete: “Direitos humanos para humanos direitos”. O Mané, assim como os moradores do bairro e onde quer que o veículo tivesse chegado, comentaram muito sobre esse assunto.

Afinal, há mais de 15, 20 anos, são noticiados atos cruéis de bandidos, que matam para saciar sua sede de drogas, dinheiro e luxúrias; assassinam sem piedade pais de família, deixando um rastro de sangue nas páginas policiais. Essa situação não mudou muito e à bandidagem somaram-se os menores. Munidos de armas de fogo e toda insensatez da pouca idade, continuam praticando os crimes mais absurdos, por exemplo, aquele - que levou o governador Geraldo Alckmin a Brasília para pedir a mudança na lei - cometido no bairro do Belém, onde um rapaz foi assassinado na porta de casa, por um menor de idade armado, mesmo tendo entregado a este o celular, alvo do assalto.

Também lembramos a morte da dentista Cinthya Magaly Moutinho de Souza, de 47 anos, queimada viva por criminosos em São Bernardo do Campo-SP, quando constataram haver apenas 30 reais na sua conta bancária. O crime chocou a sociedade e o corpo carbonizado da vítima foi sepultado no dia 26 de abril de 2013, há dois anos. Dentre os quatro integrantes presos, um adolescente de 17 anos assumiu o crime e depois negou. Há uma gama de barbaridades cometidas em nome da impunidade até os 17 anos e 29 dias de vida, à disposição na internet.

Direitos humanos para humanos direitos soa um tanto radical, mas os crimes bárbaros e a covardia do ataque a pessoas desarmadas e indefesas ecoam até às fórmulas embrionárias do Direito e da Justiça, da Legislação e da Democracia.

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