Esperança: Vacina contra COVID-19 pode estar a caminho


Quinta-feira | 2 de abril, 2020 | 12h44

 

MIGAL - Galilee Research Institute – Galileia - IL


As projeções são promissoras, mas ainda é preciso vencer etapas burocráticas para iniciar testes in vivo, ou seja, em humanos.

Por Gerson Soares

O Dr. Chen katz, líder do Grupo de Biotecnologia do Instituto de Pesquisas da Galileia, em Isarel (MIGAL, na sigla em inglês), pareceu bastante entusiasmado quando no dia 27 de fevereiro último, anunciou ao mundo que poderia estar a caminho de uma vacina contra a COVID-19, provocada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2).

O MIGAL é um instituto financiado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia de Israel e vinha trabalhando em uma pesquisa multidisciplinar para o desenvolvimento de uma vacina eficaz contra o vírus da bronquite infecciosa (IBV - Infectious Bronchitis Virus), provocado por um coronavírus aviário, por isso também o custeio do trabalho pelo Ministério da Agricultura daquele país.

 

MIGAL: Equipe de pesquisadores e cientistas que está trabalhando no desenvolvimento da vacina contra o novo coronavírus em frente ao prédio do instituto. O jovem cientista líder da equipe, dr. Chen Katz, é o 3º da E/D de suéter xadrez. Foto: divulgação/MIGAL. 27/02/2020

 

A vacina israelense contra o coronavírus humano (COVID-19 – Coronavírus Disease 2019, sigla em inglês, ou Doença por Coronavírus) está ganhando notoriedade por ter algumas características que antecipariam sua produção e testes. Após quatro anos de avanços científicos na obtenção de uma vacina multiviral, conseguiu alcançar rapidamente um subproduto da IBV, uma doença que afeta aves.

Agora, o instituto de pesquisas fez os ajustes genéticos necessários para adaptar a vacina à COVID-19, a cepa humana do coronavírus, e está trabalhando para obter as aprovações de segurança que permitirão testes in vivo e o início da produção de uma vacina para combater a doença que se espalha pelo mundo.

A descoberta veio da alta similaridade genética entre o coronavírus das aves e o humano. Ambos utilizam o mesmo mecanismo de infecção e esse é um dos motivos que causa otimismo aos pesquisadores, pois aumenta a probabilidade de obterem uma vacina humana eficaz em espaço de tempo menor do que se fosse desenvolvida desde o início.

Entusiasmo e esperança

“Dada a necessidade global urgente de uma vacina contra o coronavírus humano, estamos fazendo todo o possível para acelerar o desenvolvimento. Nosso objetivo é produzir a vacina durante as próximas 8 a 10 semanas e obter aprovação de segurança em 90 dias. Esta será uma vacina oral, tornando-a particularmente acessível ao público em geral. Atualmente, estamos em intensas discussões com parceiros em potencial que podem ajudar a acelerar a fase de testes em humanos e agilizar o desenvolvimento do produto final e as atividades regulatórias,” afirmou o CEO do MIGAL, David Zigdon.

Por sua vez, o Dr. Chen Katz que lidera a pesquisa, comentou: “A estrutura científica da vacina é baseada em um novo vetor de expressão de proteínas, que forma e secreta uma proteína solúvel quimérica que entrega o antígeno viral nos tecidos da mucosa por endocitose autoativada (processo celular por meio do qual substâncias no exterior da célula são levadas para o seu interior circundando o material com a membrana celular, formando uma vesícula contendo o material ingerido), fazendo com que o corpo forme anticorpos contra o vírus. Nos ensaios pré-clínicos (in vivo), os pesquisadores do MIGAL demonstraram que a vacinação oral induz altos níveis de anticorpos anti-IBV específicos.

Em entrevista à revista Times de Israel, ele falou da empolgação que sua equipe sentiu ao perceber que a pesquisa em que estava envolvida havia quatro anos poderia ser aprimorada para combater o coronavírus. “A oportunidade é incrível. Todo mundo quer saber se poderemos contribuir com algo para a humanidade e, quando descobrimos que tínhamos as ferramentas certas para fazê-lo, isso é muito emocionante”.

Katz ainda explicou a Nathan Jeffay, repórter da Times de Israel, que as pessoas estarão protegidas duas semanas após a administração da vacina, mas não há muito o que sua equipe possa fazer para acelerar os processos científicos e enfatizou: “Este não é um medicamento, não é para tratamento, apenas uma prevenção”. De acordo com o MIGAL, a vacina, caso aprovada, deve ser aplicada em forma de spray via oral e assim poderá ser acessível a todos.

Imagem: aloart

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